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História, origem e mistérios
Tipologia: Notas de estudo
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Ciências da Religião Prof.: Claudecir José Jaques
Acadêmicos: Caique Martins Silva da Cunha Fernando Grangeiro Rodrigues Silva Ronaldo Pereira de Miranda
O trabalho a seguir tem como finalidade elucidar fatos sobre a Maçonaria, detalhando origens e sua história, como também mitos e simbologia. Organizado em um único capítulo, o trabalho aborda a origem, história e a maçonaria no nosso dia-a-dia mostrando-a em um aspecto nacional e regional. Para tal, foi-se utilizada pesquisa online, devidamente referenciado ao fim deste.
Este trabalho visa apresentar pontos importantes da maçonaria e sua característica, relatar a origem e a historia desta entidade no Brasil e na cidade de Palmas - TO e mostrar o grau de liberdade (proibido ou permitido) por um membro desta entidade, uma vez que, adota os princípios de liberdade igualdade fraternidade e filantropia.
A maçonaria teve seu início como uma sociedade secreta que surgiu vinculada às ideias do laicismo humanitário e liberal do iluminismo. No principio era uma das sociedades secretas que chegara ao século XVII se apoiando em fundamentos de filosofia natural, tal como se depreende do simbolismo dos signos e dos números (a tríade, o triângulo, o círculo).
Formavam corporações privilegiadas, que se furtavam de toda a regulamentação municipal e guardavam os segredos da profissão. É especificamente maçônico o vínculo com a tradição da construção: daí procede a sua terminologia, os seus objetos de culto, emblemas e o ritual (martelo, paleta, esquadro, mandil), bem como os graus de mestre, companheiro e aprendiz.
A Grande Loja de Maçonaria foi criada na Inglaterra em 1717, e unia as quatro lojas londrinas. O líder eleito era conhecido como Grão-Mestre. Aberta a todos as crenças religiosas, a Maçonaria se transformou em um receptáculo da filosofia das Luzes e depressa se estendeu a todo o Continente europeu.
No final do século XVIII já existiam 700 lojas em França, compostas por grande quantidade de nobres e membros da classe média e do clero, apesar dos Papas Clemente XIII e Bento XIV terem proibido a maçonaria em 1738 e 1751.
O nome vem do francês ‘Franc-maçonnerie’. ‘Maçon’, em francês, significa ‘Pedreiro’ e ‘Franc’ significa ‘Livre’ donde se deduz que ‘Franco Maçonaria’ quer dizer ‘Associação de Pedreiros Livres’. Em sentido amplo, a historia a maçonaria pode ser dividida em três períodos: o antigo ou lendário, o medieval ou operativo e o moderno ou especulativo. Segundo alguns historiadores do período antigo ou lendário, não se têm conhecimento sobre sua origem, alcança mais ou menos o século V antes de Cristo, com a construção do Templo de Salomão.
A Maçonaria só admitia em seu seio os que praticavam a arte da construção. Era a época das grandes catedrais, das pontes, das cidades modernas. A arquitetura, então, era considerada uma arte real, pois tinha a simpatia da nobreza, e uma arte sagrada porque a maioria dos seus obreiros se empenhava na construção de templos destinados ao culto de Deus. Mas para muitos a origem da maçonaria está vinculada a criação da Ordem dos templários, a mais importante ordem religiosa do período medieval. Sua função seria garantir a guarda dos lugares santos da palestina e proteger os cristãos peregrinos. Acusados de praticas demoníacas, feitiçaria e adoração de ídolos, cerca de 15 mil templários foram condenados a morte na fogueira da inquisição. Embora oficialmente extintos, os templários não deixaram de existir, então se
A divisão enfraqueceu a maçonaria, que começou a perder influência no quadro político do Império brasileiro. Essa situação agravou-se em 1864, quando o papa Pio XI, através da bula Syllabus, proibiu qualquer ligação da Igreja com essa sociedade.
No contexto de crise do Império brasileiro, esse quadro tornou-se mais crítico em 1872, quando durante uma festa em comemoração à lei do Ventre-Livre, o padre Almeida Martins negou-se a abandonar a maçonaria, sendo suspenso de sua atividade religiosa pelo bispo do Rio de Janeiro. Essa punição tinha sido antecedida por um discurso feito pelo padre Almeida Martins na loja maçônica Grande Oriente, no qual o religioso exaltou a figura do visconde do Rio Branco, que, além de primeiro-ministro, era grão-mestre da maçonaria.
Neste processo, o bispo de Olinda, D. Vital e o de Belém, D. Macedo determinam o fechamento de todas as irmandades que não quiseram excluir seus associados maçons. A reação do governo foi rápida e enérgica, quando em 1874, o primeiro-ministro, visconde do Rio Branco, determinou a prisão dos bispos seguida de condenação a quatro anos de reclusão com trabalhos forçados. Apesar da anistia concedida no ano seguinte pelo novo primeiro-ministro duque de Caxias, a ferida não foi cicatrizada e o Império decadente junto com a maçonaria que o sustentava, perdiam o apoio do clero e da população, constituindo-se num importante fator para queda do obsoleto regime monárquico e para separação do mesmo com a Igreja.
Dentro das poucas lojas maçônicas que havia no país tramou-se planos para a libertação do país do domínio português.
Em 1822 Jose Clemente Pereira, maçom, pediu ao príncipe regente que se desobedece a ordem de seu pai e ficasse no Brasil, dom Pedro de Alcântara acatou o pedido e ficou, este dia ficou conhecido como dia do fico. Meses mais tarde ele que declararia a nossa independência. Logo após isso dom Pedro foi recebido em uma loja onde foi iniciada a maçonaria.
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Embora não seja clara a influência política exercida pela maçonaria, é sabido que a ela pertenceram personagens como George Washington e Benjamin Franklin, sendo que os princípios maçônicos se refletem na declaração de independência dos Estados Unidos. A Revolução Francesa também usou a maçonaria para obter o lema "Liberdade, igualdade, fraternidade".
A Maçonaria é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor a Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE,
dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal.
A Maçonaria não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivos secretos e ocultos a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis, história e filosofia tem sido divulgados em livros que estão à venda em qualquer livraria. Os únicos segredos que a maçonaria conserva são as cerimônias empregadas na admissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem.
A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panaceias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus.
A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito de o homem praticar a religião e seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularidades do credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo.
A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus.
A Maçonaria não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apoia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se
A Maçonaria não "convida" ninguém, mesmo aos mais qualificados para se tornarem um membro da Ordem. Aquele que deseja entrar para ela, deve manifestar esse desejo espontaneamente, declarando que livre e conscientemente deseja participar dela.
A Maçonaria não prende nenhum homem a juramentos incompatíveis com sua consciência ou liberdade de pensar.
Tendo evoluído da Maçonaria Operativa que erguia templos no período da construção de catedrais, a Maçonaria adotou a antiga regulamentação que provia o seguinte: “As pessoas admitidas como membros” de uma Loja devem ser homens bons e de princípios virtuosos, nascidos livres de idade madura, sem vínculos que o privem de pensar livremente, sendo vedada a admissão de mulheres assim como homens de comportamento duvidoso ou imoral.
A regularidade da maçonaria se deve ao fato de se ater aos seus princípios básicos e imutáveis regidos por mandamentos, entre os quais se inclui o que acima se disse.
Os lugares onde os maçons se reúnem são chamados de templos porque, embora não sendo uma religião ou reunindo-se em uma igreja, a Maçonaria preserva religiosamente os direitos de cada indivíduo praticar a religião ou credo de sua preferência, mantendo-se equidistante das diferentes seitas ou credos. Ela ensina a todos como respeitar e tolerar as religiões diversas de seus membros.
Nem mesmo em um país como os Estados Unidos que agora se compõe de 50 Estados e conta com cerca de quatro milhões de Maçons, obedece a Maçonaria a uma autoridade suprema. A Maçonaria em cada país ou em cada estado de uma Federação é regulada e dirigida por uma Grande Loja independente e soberana
Conclui-se, portanto, que a Maçonaria foi por anos mitificada e, por que não, hostilizada por quem não compreendia sua filosofia, por diferenças de intelectuais ou a achava, por motivos vários, uma sociedade que traria malefícios. O trabalho foi deveras importante para os integrantes desse grupo, pois também éramos ignorantes em relação a alguns aspectos dessa sociedade. O mesmo, então, nos permitiu um esclarecimento tal que gerou certo grau de simpatização.