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trab stival, Notas de estudo de Engenharia Naval

resumo métodos deterministicos de analise de investimento

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 14/10/2010

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debora-ramos-5 🇧🇷

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....... 03
2. ANÁLISE DE INVESTIMENTOS.........................................................................04
2.1. MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE............................ 05
2.2. MÉTODO DO VALOR PRESENTE.................................................................. 07
2.3. MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO................................................ 08
2.4. MÉTODOS NÃO EXATOS................................................................................09
3. CONSIDERAÇÔES FINAIS.................................................................................11
REFERÊNCIA.............................................................................................................12
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SUMÁRIO

    1. INTRODUÇÃO
    1. ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
  • 2.1. MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE............................
  • 2.2. MÉTODO DO VALOR PRESENTE..................................................................
  • 2.3. MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO................................................
  • 2.4. MÉTODOS NÃO EXATOS................................................................................
    1. CONSIDERAÇÔES FINAIS.................................................................................
  • REFERÊNCIA

1. INTRODUÇÃO

As soluções encontradas pela área econômico-financeira, para fazer escolhas de alternativas que envolvem estudos econômicos, em geral, não analisam adequadamente os custos envolvidos. Com um estudo econômico é possível verificar a viabilidade de um projeto. Segundo Casarotto e Kopittke (1990, p.73), deve-se considerar a rentabilidade que o investimento trará, qual a disponibilidade de recursos para investir e quais fatores não conversíveis em dinheiro estão envolvidos na decisão da implantação de um projeto. Ou seja, é importante considerar fatores como restrições ou mesmo políticas gerais da empresa. O método determinístico de análise de investimentos, considera o aspecto financeiro com técnicas de análise econômica, apresentando assim uma base para a tomada decisória. Theotônio et al (2001, p.106), afirmam que essa decisão precisa ter respaldo de uma ferramenta que dê segurança para que a empresa obtenha o melhor resultado dela. E esses métodos quantitativos de análise de investimento trazem contribuições consideráveis para esse processo.

e o Método da Taxa Interna de Retorno (TIR), Casarotto e Kopittke (1990, p.78) dizem que “... Pelo conceito de equivalência (...) deve haver uma taxa tal que torne equivalente o investimento feito e a sua recuperação. E é esta taxa que determina o custo do capital investido a ser lançado como despesa.” Essa nova posição de pensamento traduz a idéia antiga de se conseguir lucros imediatos para “máximos ganhos num determinado horizonte de análise” (CASAROTTO E KOPITTKE , 1990).

2.1. MÉTODO DO VALOR ANUAL UNIFORME EQUIVALENTE

Nesse método há uma padronização dos resultados em investimentos para valores anuais, pois os tornam mais fáceis de analisar. Sendo usado principalmente em análise de investimentos que se repitam. Casarotto e Kopittke, (1990, p.90) falam que esse método é muito utilizado na determinação da vida econômica de equipamentos e veículos. Sobre esse método, Theotônio et al (2001, p.107), explicam que “consiste em achar a série uniforme anual (A) equivalente os fluxos de caixa dos investimentos à TMA, ou seja, acha-se a série uniforme equivalente a todos os custos e receitas para cada projeto, a escolha será para a alternativa que apresentar maior VAUE.” Vejamos esse exemplo, explicado por Casarotto e Kopittke (1990, p. a 86).

Uma empresa dispõe de UM 18.000 e conta com duas alternativas de investimento em um tipo de equipamento industrial:

  • Equipamento de Marca A: Exige um investimento inicial de UM 14.000 e proporciona um saldo líquido anual de UM 5.000, por 07 anos.
  • Equipamento de Marca B: Investimento inicial de UM 18.000 e saldo líquido de UM 6.500, por 07 anos. Calcule qual a alternativa mais econômica, sabendo que a Taxa Mínima de Atratividade da empresa é de 30% ao ano. Solução: Fluxo de Caixa das alternativas de investimentos:

Vê-se, portanto que:

  • Alternativa A: Considerando-se negativos os desembolsos de dinheiro e positivas as entradas, o valor anual uniforme equivalente da alternativa A é: VAUE a = - 14.000 (A/P; 0,3; 7) + 5. VAUE a = - 4.996,2309 + 5.000 = 3, O cálculo do VAUE consiste em determinar o que renderia o capital empregado à taxa mínima de atratividade e subtrair este valor, no caso 4.996,2309, dos saldos líquidos anuais. A alternativa A é, pois economicamente viável, pois o capital empregado rende 30% a.a. mais um saldo líquido anual de UM 3,7691.
  • Alternativa B: VAUE b = - 18.000 (A/P; 0,3; 7) + 6. VAUE b = 76, A alternativa B é mais viável do que a alternativa A, pois apresenta um VAUE maior. Três considerações importantes merecem ser feitas: 1- Entre as alternativas A e B existe uma diferença de UM 4.000. Se a empresa optasse por A, ela ainda disporia de UM 4.000, que se suporia, ela aplicasse à TMA. Ocorreria um fluxo de caixa incremental;

Que evidentemente possui um valor nulo. 2- O VAUE da alternativa A é extremamente baixo pois representa 0,027% do investimento. O VAUE da alternativa B é de 0,424% do investimento. Isto significa que na prática, as duas alternativas são equivalentes, pois a própria sistemática de projeção dos saldos anuais já pode trazer erros superiores aos percentuais relacionados. Numa situação destas, outros fatores não ponderáveis ou de risco poderiam determinar a escolha. 3- Taxa Mínima de Atratividade (TMA). Ao se analisar uma proposta de investimento deve ser considerado o fato de se estar perdendo a oportunidade de auferir retornos pela aplicação do mesmo capital em outros projetos. A nova proposta para ser atrativa deve render, no mínimo, a taxa de juros equivalente à rentabilidade das

O que deve a empresa fazer? Solução: Alternativa A (aplicar os UM 150 mil em títulos da Corretora A): VP = 73 x (P/A; 10%; 3) – 150 = 31. Alternativa B (aplicar UM 130 mil em títulos da corretora B e deixar UM 20 mil à TMA): VP = 52 x (P/A; 10%; 3) – 130 = - 0, Alternativa C (deixar UM 150 mil à TMA nas debêntures) VP = 0 Neste caso a alternativa A é a mais vantajosa, pois oferece o maior valor presente. A Alternativa B ainda é uma opção pior do que a de deixar os recursos à TMA.

2.3. MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO

O método da taxa interna de retorno consiste em zerar o valor presente dos fluxos de caixa das alternativas, encontrando para tal uma taxa que o faça. Se a TIR for maior que a TMA, o investimento pode ser analisado. Mais uma vez, Casarotto e Kopittke (1990, p.99), nos esclarecem que “A utilização prática do método da TIR se dá normalmente em projetos de implantação ou expansão industrial como comparação com os índices normais do setor a que o projeto se referir. ...” E por sua vez, Theotônio et al (2001, p.107), diz que o método da taxa interna de retorno “consiste em achar a taxa de rendimento de uma dada alternativa de investimento.” Vejamos mais esse exemplo de Casarotto e Kopittke (1990, p.95):

Uma empresa cuja TMA é de 6% ao ano dispõe de duas alternativas para introduzir uma linha de fabricação para um dos componentes de seu principal produto. A alternativa A é para um processo automatizado que exigirá um investimento de UM 20.000 mil e propiciará saldos anuais de UM 3.116 mil durante 10 anos. A alternativa B é para um processo semi-automatizado, com investimento mais baixo (UM 10.000), mas, devido ao uso mais intenso de mão-de-obra, propiciará um saldo anual de UM 1.628 mil, também durante 10 anos. Qual a melhor alternativa? Solução (em UM mil):

As duas alternativas apresentam TIR maior que a TMA e, portanto, ambas seriam atrativas para a empresa. A alternativa “B” apresenta taxa melhor, porém, só será possível tomar uma decisão após conhecer o que será feito com a diferença dos investimentos e o que será feito com as parcelas que retornarão do primeiro ao décimo ano. É o problema do reinvestimento!

Há ainda, o Método não exato, porém esse método não é recomendado quando o projeto tiver um grande número de períodos; visto que não considera a vida útil do investimento.

2.4. MÉTODOS NÃO EXATOS

Nos alerta para esse método, Casarotto e Kopittke (1990, p.99), dizendo que o seu defeito mais sério ocorre por não considerar o conceito de equivalência fazendo com que dois fluxos diferentes possuam o mesmo Pay- Back Time. Exemplificam da seguinte maneira esse método:

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao fazer um novo investimento, seja comprando equipamentos ou alugando, uma empresa deve analisar a viabilidade do mesmo. Assim, precisa- se definir qual o objetivo dessa análise. Utilizando os Métodos Determinísticos de Análise de Investimentos, pode-se interpretar os dados de forma a tomar decisões mais adequadas quanto ao investimento mais viável. Dentre os métodos analisados, o VAUE mostra-se o mais palpável para uma tomada de decisão, visto que, traduz em série uniforme equivalente, os custos e receitas para cada projeto, utilizando-se a Taxa Mínima de Atratividade. Sendo assim, o projeto com maior saldo positivo é o mais viável. Considera-se também que numa empresa, os resultados utilizados são apurados com padrões anuais; portanto, esse método torna-se mais recomendado. Porém, é importante definir a natureza do investimento que se pretende, pois todos os métodos têm sua confiabilidade e atendem ao que se propõem.

REFERÊNCIAS

CASAROTTO, N. F.; KOPITTKE, B. H. Análise de Investimentos. 4. ed. São Paulo: Vértice, 1990.

THEOTÔNIO, R. C. R. et al. Considerações sobre a utilização de métodos tradicionais de análise de investimentos em mercados competitivos. Vol. 03 n.02. pags.105-109. Cesumar: 2001. Disponível em: http://www.cesumar.br/ pesquisa/periodicos/index.php/iccesumar/article/viewFile/43/6; Acesso em: 06/09/2010 às 14h58min.