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Bacilos Patogênicos: Bacillus anthracis e Yersinia pestis, Resumos de Biologia

Neste documento, aprenda sobre duas bactérias patogênicas: bacillus anthracis e yersinia pestis. Saiba como se contraiam, quais são as formas de contaminação e como se tratam essas doenças. Adicionalmente, conheça o histórico de epidemias causadas por yersinia pestis.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 17/05/2021

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alesson-s 🇧🇷

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BACILLUS ANTHRACIS
Bacillus anthracis é uma bactéria do género Bacillus responsável
pela doença denominada carbúnculo, que é uma zoonose. Esta foi a primeira bactéria
associada a uma doença, em 1877 por Robert Koch. O nome específico anthracis advém
da palavra grega anthrax, que significa carvão, fazendo referência às lesões que provoca
na pele, quando a infeção é cutânea (a pele fica escura – necrose).
A bactéria produz endósporos que repousam no solo e podem permanecer décadas no
estado dormente. Quando infectam animais, incluindo o homem, germinam dentro
destes, e começam a sua multiplicação, produção de factores virulentos, acabando
eventualmente por lhe provocar a morte, e os seus esporos poderão ser utilizados
como armas biológicas, pois a sua inalação é fatal.
FORMA DE CONTAMINAÇÃO
Existem três formas de contrair esta infeção: cutânea (através de contacto direto com a
pele), por inalação (de esporos, por exemplo) ou intestinal (quando o hospedeiro se
alimenta de outro que já esteja previamente infetado). Os esporos de B. anthracis como
foi dito anteriormente, podem ser utilizados como armas biológicas, nomeadamente na
forma de aerossol, fazendo com que sejam facilmente inalados e, consequentemente, se
alojem nos alvéolos pulmonares, onde começam a germinar e a libertar toxinas para as
células do hospedeiro, podendo vir a propagar-se para a corrente sanguínea. Dado que
o período de incubação da bactéria no organismo varia entre 2 a 7 dias (no caso de
inalação), os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma simples gripe podendo
escalar em poucos dias para dificuldades respiratórias, desorientação e meningite, e na
maioria dos casos (95%), a sua inalação é fatal.
TRATAMENTO
Para tratar a infeção por B. anthracis, recorre-se normalmente ao uso de antibióticos
como a penicilina ou amoxicilina. Porém, algumas estirpes são resistentes a este tipo de
antibióticos, nomeadamente a estirpe ames, não sendo este um tratamento muito
recomendado. Por outro lado, na sequência de um ataque de bioterrorismo, o tratamento
teria de ter uma duração de cerca de 60 dias o que seria um período demasiado longo de
exposição a um antibiótico (podendo causar danos no microbioma humano).
A vacinação é uma boa alternativa para prevenção ou atenuação das possíveis
consequências provenientes de um ataque deste tipo, existindo já “uma nova geração de
vacinas” desenvolvidas com este objectivo. Por exemplo, o de uma vacina baseada em
DNA recombinante para produção de AP como antigénio, em que só uma dose seria
requerida é uma das estratégias de prevenção mais promissoras, mas ainda não se tem
certezas sobre possíveis efeitos secundários ou sobre a sua eficácia
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BACILLUS ANTHRACIS

Bacillus anthracis é uma bactéria do género Bacillus responsável pela doença denominada carbúnculo, que é uma zoonose. Esta foi a primeira bactéria associada a uma doença, em 1877 por Robert Koch. O nome específico anthracis advém da palavra grega anthrax, que significa carvão, fazendo referência às lesões que provoca na pele, quando a infeção é cutânea (a pele fica escura – necrose). A bactéria produz endósporos que repousam no solo e podem permanecer décadas no estado dormente. Quando infectam animais, incluindo o homem, germinam dentro destes, e começam a sua multiplicação, produção de factores virulentos, acabando eventualmente por lhe provocar a morte, e os seus esporos poderão ser utilizados como armas biológicas, pois a sua inalação é fatal. FORMA DE CONTAMINAÇÃO Existem três formas de contrair esta infeção: cutânea (através de contacto direto com a pele), por inalação (de esporos, por exemplo) ou intestinal (quando o hospedeiro se alimenta de outro que já esteja previamente infetado). Os esporos de B. anthracis como foi dito anteriormente, podem ser utilizados como armas biológicas, nomeadamente na forma de aerossol, fazendo com que sejam facilmente inalados e, consequentemente, se alojem nos alvéolos pulmonares, onde começam a germinar e a libertar toxinas para as células do hospedeiro, podendo vir a propagar-se para a corrente sanguínea. Dado que o período de incubação da bactéria no organismo varia entre 2 a 7 dias (no caso de inalação), os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma simples gripe podendo escalar em poucos dias para dificuldades respiratórias, desorientação e meningite, e na maioria dos casos (95%), a sua inalação é fatal. TRATAMENTO Para tratar a infeção por B. anthracis, recorre-se normalmente ao uso de antibióticos como a penicilina ou amoxicilina. Porém, algumas estirpes são resistentes a este tipo de antibióticos, nomeadamente a estirpe ames, não sendo este um tratamento muito recomendado. Por outro lado, na sequência de um ataque de bioterrorismo, o tratamento teria de ter uma duração de cerca de 60 dias o que seria um período demasiado longo de exposição a um antibiótico (podendo causar danos no microbioma humano). A vacinação é uma boa alternativa para prevenção ou atenuação das possíveis consequências provenientes de um ataque deste tipo, existindo já “uma nova geração de vacinas” desenvolvidas com este objectivo. Por exemplo, o de uma vacina baseada em DNA recombinante para produção de AP como antigénio, em que só uma dose seria requerida é uma das estratégias de prevenção mais promissoras, mas ainda não se tem certezas sobre possíveis efeitos secundários ou sobre a sua eficácia

YERSINIA PESTIS

Yersinia (antigamente Pasteurella) pestis é um bacilo curto que na maioria das vezes mostra coloração bipolar (em especial com coloração de Giemsa) e pode se assemelhar a um alfinete de segurança, e é um cocobacilo gram-negativo, em forma de bastonete, imóvel e sem esporos. É um organismo anaeróbico facultativo que pode infetar o ser humano por via da pulga Xenopsylla cheopis. A bactéria é a causa da doença peste, que pode assumir uma de três formas: peste pulmonar, peste septicémica ou peste bubónica. Estas três formas foram responsáveis por diversas epidemias de elevada mortalidade ao longo da História, entre as quais a Praga de Justiniano e a Peste negra, que dizimou um terço da população europeia entre 1347 e 1353, e a "Terceira Pandemia" originária da China em finais do século XIX que matou cerca de 10 milhões de pessoas. FORMA DE CONTAMINAÇÃO A peste ocorre principalmente em roedores selvagens (p. ex., ratos, camundongos, esquilos, cachorros-de-pradaria) e é transmitida do roedor ao ser humano pela picada de uma pulga-vetor infectada. A peste também pode ser transmitida através de contato com secreções ou tecidos de um animal infectado. A transmissão de pessoa para pessoa ocorre pela inalação de fômites de pacientes com infecção pulmonar (peste pneumônica primária), que é altamente contagiosa. Em áreas endêmicas nos EUA, vários casos podem ter sido causados por animais de estimação domésticos, especialmente gatos (infectados ao comer roedores infectados). A transmissão a partir de gatos pode ser por meio de mordida ou pulga infectada, se o gato tiver peste pneumônica, por inalação de gotículas respiratórias infectadas. A peste pneumônica também pode ser transmitida pela exposição em um laboratório ou pela propagação intencional de aerossóis como ato de bioterrorismo. TRATAMENTO O tratamento da infecção por Yersinia pestis deve ser iniciado logo após o surgimento dos primeiros sintomas, já que essa bactéria pode causar a morte em menos de 24 horas. Assim, os sintomas a que se devem ficar atentos são ínguas inchadas, febre, dor de

CLOSTRIDIUM BOTULINUM

Clostridium botulinum é uma bactéria patogênica ,que podem gerar uma toxi-infecção alimentar. É uma bactéria em forma de cotonete, flagelada que lhe confere agilidade. A toxina produzida em sua esporulação bloqueia a comunicação entre os nervos, deixando a pele mais dura e resistente, por isso é utilizada no "BOTOX". Estes organismos em forma de cotonete (Bastonetes) proliferam melhor em meios pobres em oxigênio. Podem sobreviver dormentes até serem expostos a condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Os esporos são altamente resistentes, pois suportam a temperatura de autoclave de 121 °C por 15 min. E O Clostridium botulinum sobrevive no meio ambiente graças a sua capacidade de formar esporos. Encontra-se presente em todo o mundo, no solo e águas, podendo estar presente em alimentos e outros produtos. FORMA DE CONTAMINAÇÃO Botulismo alimentar - Ocorre por ingestão de toxinas em alimentos contaminados e que foram produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos mais comumente envolvidos são: conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, picles, pequi); produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (salsicha, presunto, carne frita conservada em gordura – “carne de lata”); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijos e, raramente, em alimentos enlatados industrializados. Botulismo por ferimentos – Uma das formas mais raras, o botulismo por ferimentos é causado pela contaminação de ferimentos com C. botulinum. As principais portas de entrada para os esporos são úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras, esmagamento de membros, ferimentos em áreas profundas mal vascularizadas ou, ainda, aqueles produzidos por agulhas em usuários de drogas injetáveis e lesões nasais ou sinusais, em usuários de drogas inalatórias. Botulismo intestinal e infantil – Neste tipo de botulismo, os esporos contidos em alimentos contaminados se fixam e multiplicam no intestino, onde ocorre a produção e absorção de toxina. TRATAMENTO Com a melhora do manejo de pacientes em UTI, a letalidade do botulismo diminuiu de 50% para 9% nos últimos anos. As principais causas de óbito nos pacientes com botulismo estão relacionadas às complicações infecciosas do paciente em terapia intensiva. Antitoxina botulínica A abordagem do paciente inicia-se na unidade de terapia intensiva com o tratamento específico para o botulismo, realizado com a

utilização da antitoxina botulínica eqüina. A utilização do soro antibotulínico reduz o tempo de internação e ventilação mecânica, além de diminuir a letalidade da doença.

VÍRUS DA VARÍOLA

Varíola foi uma doença infeciosa causada por uma de duas estirpes do vírus da varíola

  • variola major e variola minor. O último caso natural da doença foi diagnosticado em outubro de 1977, o que levou a Organização Mundial de Saúde a certificar a erradicação da doença em 1980. O risco de morte após contrair a doença era de cerca de 30%, sendo superior em bebés. Entre os sobreviventes, as sequelas mais comuns eram a extensa cicatrização da pele e cegueira. É causada por um Orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam seres humanos, com cerca de 300 nanometros de diâmetro, o que é suficientemente grande para ser visto como um ponto ao microscópio óptico. Mais que a peste negra, tuberculose ou mesmo a AIDS, a varíola afetou a humanidade de forma significativa, por mais de 10000 anos. Múmias, como a de Ramsés V, que data o período de 1157 a.C, apresentam sinais típicos da varíola - esta que é tida como a principal causa de mortes em nosso país, desde o seu descobrimento. FORMA DE CONTAMINAÇÃO No caso da varíola, está se dá pelo contato com pessoas doentes ou objetos que entraram em contato com a saliva ou secreções destes indivíduos. Penetrando no corpo, o patógeno se espalha pela corrente sanguínea e se instala, principalmente, na região cutânea, provocando febre alta, mal estar, dores no corpo e problemas gástricos. Logo depois destas manifestações surgem, em todo o corpo, numerosas protuberâncias cheias de pus, que dificilmente cessam sem deixar cicatrizes, e conferem coceira intensa e dor. O risco de cegueira pelo acometimento da córnea, e morte por broncopneumonia ou doenças oportunistas, já que tais manifestações comprometem o sistema imunitário, são riscos que o indivíduo infectado está sujeito. TRATAMENTO A varíola não tem cura, portanto a única medida eficaz é a vacinação. Causada pelo Orthopoxvirus variolae, é considerada, pela Organização Mundial de Saúde, erradicada desde o fim da década de setenta, graças à vacinação. Quanto a isso, é atribuída a Edward Jenner a descoberta de que o contato prévio com o vírus - ou partículas deste – era capaz de proteger as pessoas contra ele. Nasciam, então, os primeiros princípios da vacina, esta capaz de nos proteger até hoje contra outras moléstias, como poliomielite e rubéola. Apesar de controlada, algumas amostras do vírus permanecem, oficialmente, abrigadas no Centro de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta (Estados Unidos) e no Centro Estatal de Pesquisas de Virologia e Biotecnologia em Koltsovo (Rússia). Tal

O tratamento, a princípio, se restringe ao controle dos sintomas e medidas de suporte/estabilização do paciente. É importante iniciar o tratamento de maneira oportuna, para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes. É recomendada a expansão volêmica, correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, estabilização hemodinâmica, correção de hipoxemia e manutenção da oferta de oxigênio tecidual e tratamento de infecções bacterianas.

TOXINA T-

A Toxina T-2 é um tricoteceno produzido pelas espécies de fungos Fusarium. Fusarium spp. também são responsáveis pela vomitoxina (DON) e zearalenona. T-2 podem ser encontrados em condições de crescimento similares (úmidas e frias). A toxina HT-2 é um metabólito de T-2 e não pode ser diferenciada imunologicamente. O ensaio rápido EnviroLogix T-2/HT-2 equilibrou o reconhecimento de ambas as toxinas, e fornece um resultado combinado. Tanto a T-2 quanto a HT-2 são tóxicas, e os regulamentos emergentes e recomendações atuais não requerem a diferenciação entre as duas formas da toxina. Os regulamentos variam globalmente, e podem ser desde 5 ppb em alimentos e 10 ppb (UE) em alimentos para animais, mas a maioria dos limites são maiores do que 50 ppb. A toxicidade T-2/HT-2 está bem caracterizada em pesquisas, mesmo não sendo bem regulada como um resultado. Existem efeitos agudos (imediatos) e crônicos (a longo prazo) para a exposição à T-2, incluindo a apoptose (morte celular programada) dentro dos sistemas imunitários e tecidos fetais. Na pele, a toxina é absorvida rapidamente e pode produzir lesões. Nos seres humanos a toxina não permanece dentro do corpo: ela é rapidamente metabolizada. Porém o impacto da ingestão pode ser grave em altas concentrações, até mesmo fatal. Há relatos controversos e algumas evidências de que a T-2 tem sido usada em guerras químicas, incluindo contra as forças norte-americanas durante a Operação Tempestade no Deserto. Os animais são particularmente sucessíveis aos efeitos da ingestão da T-2. Embora eles também metabolizem rapidamente a T-2, os animais experimentam impactos semelhantes a DON incluindo menor consumo de ração e ganho de peso reduzido, combinado com outros efeitos crônicos negativos para os sistemas imunológico e reprodutivo.