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Introdução à Sociologia Parte 2
Tipologia: Provas
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Resenha dos Capítulos 3 e 4.
Referência Bíblica: Livro “Introdução à
Sociologia”
Três modos de Explicar a organização social
Emile Durkheim – a organização social e possível graças ao consenso ou consciência coletiva. “Fatos sociais”
Max Weber – enfatiza os aspectos subjetivos e simbólicos das relações sociais e delimita o campo de estudo da Sociologia dentro da sua noção de “ação social”.
Karl Marx – concebe a organização social como resultante das relações de produção entre os homens, e toma as relações de classe como o objetivo próprio da Sociologia.
Emile Durkheim: Consciência coletiva e fatos sociais
Durkheim registra algumas formulações básicas sobre a Sociologia em seu livro “As regras do método Sociológico”, com concepção ao método apropriado a investigação cientifica dos fenômenos sociais.
“A sociedade não é simples soma de indivíduos, e sim sistema formado pela associação, que representa uma realidade especifica com seus caracteres próprios.”
Com essa combinação acima podemos explicar a vida social, agregando, penetrando, fundindo a “individualidade psíquica” de um novo gênero. Que também corresponde a um pensamento à “consciência coletiva” levando a Organização social.
“...desse ponto de vista, não haveria por assim dizer nenhum acontecimento humano que não pudesse ser chamado de social.”, “Porém, se todos esses fatos fossem sociais, a Sociologia não teria objeto próprio e o seu domínio se confundiria com o da biologia e da psicologia”
Desta forma Durkheim tentava delimitar o campo de estudo especifico da Sociologia, ressaltando que a aplicação de modo impreciso da qualificação “social” pode ser mudada para outras áreas de estudos, como a Biologia e a psicologia. Ressaltando nem todo acontecimento social é um “fato social”.
“...consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotados de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem.”
Outra característica importante é a exterioridade e a independência dos fatos sociais, pois, à medida que eles são partilhados coletivamente, possuem uma existência própria. Com o ato de induzir a maioria dos fatos sociais não percebe esta coerção.
Durkheim objetivou então os métodos básicos de investigação sociológica como “os fatos sociais são coisas”, sendo possível de ser observada.
A primeira “Corrente do equilíbrio”, derivada de Durkheim, enfatizou os fatores de estabilidades, de manutenção da organização social, relações que tendem a manutenção da ordem estabelecida através do consenso.
A segunda “Corrente do conflito”, sociedade com necessidades precária, com concepção a organização das relações sociais, compreendendo a heterogeneidade e o conflito de interesses entre as classes, unidade básicas, uma realidade em continua e necessária transformação.
O consenso ou consciência coletiva é, de fato, um componente indisponível à estabilidade das relações sociais. É inegável que, por mais integrado que seja um sistema social, ele abriga, em maior ou menor grau, o conflito, já que não existe sociedade integrada em sentido absoluto.
Meios de controle social: Socialização, punições e recompensas
Controle Social é qualquer meio de levar as pessoas a se comportarem de forma socialmente aprovada. A socialização é o meio básico de controle social, é através da assimilação de valores, crenças e normas que o indivíduo pode comportar-se de modo socialmente aprovada. O controle social é eficiente na medida em que os indivíduos não apenas baseiam suas ações no cálculo das recompensas e punições socialmente previstas respectivamente para o cumprimento e a infração das normas sociais. Punições e recompensas somente possuem um sentido para os indivíduos quando partem de grupos com os quais eles se identifiquem e dos quais dependam para satisfazer a necessidade de aceitação social. Gratificações e punições, sanções positivas e negativas, são os instrumentos universais de controle social. A socialização e as sanções são, no entanto, instrumentos limitados de controle social.
Normas: Alcance e aplicação
Sistema social compreende em um sistema de símbolos, valores e normas que dá sentindo e orienta as ações dos indivíduos na satisfação de suas necessidades. A obrigação de respeitar a vida do próximo, na maioria das sociedades, se é válida na guerra, quando indivíduo se depara com o inimigo.
Normas explícitas e implícitas
Norma explícita é verbalmente expressa. Normas implícitas não formulam através das palavras. O poder de coerção de uma norma pode muito bem ser medido pelo sentimento de culpa que a sua violação desencadeia no transgressor.
Normas, padrões e expectativas de comportamentos
O papel social corresponde ao conjunto de comportamentos esperados de um indivíduo com determinada posição social. As expectativas, são expectativas sociais, são expectativas adquiridas numa sociedade, e essas expectativas sociais, vão influenciar o pensamento e ação dos indivíduos. As expectativas sociais vão funcionar como mecanismo de duplo controle social: por um lado, fazem com que eu cumpra o seu papel social, e por outro, faz com que os outros façam esse eu cumprir o seu papel social. Ainda, as normas são padrões de conduta, construídos socialmente que visam funcionar como matriz orientadora da ação. Nesse sentido, os comportamentos não devem fugir às normas, caso contrário, teríamos o que se chama de comportamento desviante. As normas são também construídas a partir de valores. Os valores são concepções de bem e de mal numa sociedade. Assim, as normas e regras, portanto, os
padrões de conduta, têm base na moralidade de uma sociedade. O que há a reter é que os papéis, expectativas, comportamentos sociais e normas, são típicos de uma certa cultura, e são aprendidos pelos indivíduos.
Controle social, anomia, mudança e contato cultural
Controle social geralmente se refere a mecanismos ou processos sociais e políticos que regulam o comportamento individual e/ou em grupo, na tentativa de obter conformidade de cumprimento das regras de uma sociedade dada, Estado ou grupo social. Sociólogos identificam duas formas básicas de controle social: Meios informais de controle - internalização dos valores e normas através de um processo conhecido como socialização, que é definida como "o processo pelo qual um indivíduo, nascido com potencialidades comportamentais de enormemente vasta gama, é levado a desenvolver um comportamento real, que se limita ao estreito alcance do que é aceitável para ele pelos padrões do grupo ". Meios formais de controle social - sanções externas impostas pelo governo para impedir o estabelecimento do caos ou anomia na sociedade. A anomia, considerada fora de qualquer contexto social particular, refere- se aos problemas de controle social em um determinado sistema social. Os valores estão ausentes ou se surgem, estão em conflito e os indivíduos não estão adequadamente socializados às diretrizes culturais, portanto, a coerção cultural se mostra ineficaz. Qualquer que seja seu significado particular, a anomia é um estado social de ausência de normas, uma anarquia, considerando a relação entre os indivíduos e as forças do controle social. A mudança cultural é um fenómeno que se produz intensamente nas atuais sociedades, de tendência multicultural e cada vez mais acentuada, dada a rapidez do ritmo a que vivem e dos convívios externos a que estão sujeitas. Ela é o resultado dessa convivência e a prova do progresso, o qual atesta o carácter não estático das culturas, que evoluem ao longo do tempo, fazendo a História dos povos. A mudança cultural começou a fazer-se sentir com mais força, ao mesmo tempo que se geraram numerosos processos de aculturação, coincidindo com a passagem das estruturas rurais a urbanas e das estruturas agrárias a industriais.
Cada sociedade desenvolve metas culturais que representam os valores socioculturais que norteiam a vida do indivíduo e paralelamente as metas são desenvolvidas os "meios institucionalizados" para que se alcancem tais metas só que normalmente ocorre que os meios institucionalizados não são suficientes para que se alcancem tais metas pela maioria de sua população, causando assim um desajustamento entre os fins e os meios. Assim a parcela da sociedade que não consegue alcançar a meta estipulada por essa própria sociedade começa a procurar meios alternativos ou não institucionalizados para que se consigam alcançar tais metas, podendo assim, considerar que a própria sociedade ao não disponibilizar os meios para que a sociedade tenha condições de alcançar as metas, ela cria condições específicas para estimular o abandono ou a burla de algumas normas sociais.