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A doença celíaca é uma intolerância alimentar comum, caracterizada pela má absorção de nutrientes devido à reação exagerada do sistema imunológico ao glúten. Os sintomas variam de leves a graves e podem incluir perda de peso, anemia, distensão abdominal, cansaço, indisposição, entre outros. O diagnóstico pode envolver exames de sangue, sorológicos e genéticos, endoscopia e biópsia. A doença celíaca é comum em europeus, americanos, asiáticos e australianos, sendo uma preocupação de saúde pública devido às complicações graves que pode causar.
Tipologia: Resumos
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A doença celíaca (DC) é considerada a intolerância alimentar mais comum no mundo, ocorre no intestino, sendo caracterizada pela má absorção de nutrientes. O paciente possui então reações exageradas no sistema imunológico ao glúten. Advém de predisposições genéticas, ambientais e imunológicas (NOBRE, 2007). O fator ambiental seria então o contato digestivo da pessoa com predisposição genética à enteropatia ao glúten. Proteína existente em diversos cereais constitui-se de prolamina e glutenina. O fator genético seria então a expressão da molécula (HLA) de classe II DQ2e ainda o haplótipo DQ8-DR4. Acredita-se que a desregulação da resposta imune juntamente com outros fatores genéticos ainda a serem descobertos, desencadeiam a DC (NOBRE, 2007). A DC é comum na Europa, América, parte da África, sul da Ásia e também no maior país da Oceania, onde se associam a presença dos haplotipos implicados e o elevado consumo de glúten (NOBRE, 2007). Essa doença autoimune é considerada um problema de saúde pública no mundo devido a sua frequência registrada, complicações graves que podem ocasionar e sua prevalência. Ela pode permanecer durante certo período sem diagnóstico (ARAÚJO, 2010). No Brasil estima-se que há cerca de 300 mil portadores da doença, geralmente ocorre em pessoas brancas e por haver miscigenação no país já foi identificado em pessoas pretas (ARAÚJO, 2010).
Podem ser leves ou graves que variam de acordo com o paciente. Há pessoas que têm a doença celíaca, mas que não demonstram nenhum sintoma. Já a maioria só apresenta os sintomas na vida adulta. O celíaco pode apresentar, ainda, perda de peso, anemia, distensão abdominal, cansaço e indisposição. No caso das crianças, pode haver comprometimento do desenvolvimento, baixa estatura, vômitos, enfraquecimento muscular e dores abdominais recorrentes. Alterações nas enzimas do fígado, da pele, e a perda da capacidade de absorção dos nutrientes são outras consequências que podem ser geradas pela doença celíaca. O intestino perde as partes sinuosas reduzindo a capacidade absortiva. Com isso, é possível desenvolver quadros de anemia, desnutrição, osteoporose e alguns tipos de tumores, principalmente os linfomas do aparelho digestivo. Em gestantes, a condição leva a um risco maior de aborto. Os mais comuns são desconfortos gastrointestinais, como por exemplo: ● Diarreia; ● Inchaço abdominal; ● Gases; ● Prisão de ventre; ● Fadiga; ● Perda de peso; ● Dor abdominal; ● Náusea; ● Vômito.
Para que seja feito o diagnóstico, pode ser preciso fazer alguns exames além da análise dos sintomas. Os exames devem ser feitos antes de iniciar uma dieta livre de glúten, porque a eliminação do glúten antes da realização dos testes pode interferir nos resultados. 3.1 - Exame de sangue sorológico O teste sorológico tTG-IgA serve para buscar anticorpos no sangue que podem auxiliar na identificação da doença. Níveis altos de alguns anticorpos que reagem com a proteína do glúten podem indicar uma reação imune ao glúten, como os anticorpos antiendomisiais e antitransglutaminase tecidual, por exemplo. 3.2 - Exame de sangue genético O teste genético identifica antígenos leucocitários humanos (HLA-DQ2 e HLA-DQ8). A identificação desses genes ajuda no diagnóstico porque caso você não os tenha, é improvável que você tenha a doença celíaca. Além do exame de sangue, também pode ser feito um teste de saliva. Caso os genes sejam identificados, é preciso fazer uma endoscopia para confirmar a doença. 3.3 - Endoscopia Caso os exames anteriores mostrem resultados positivos, o próximo passo é a endoscopia. Um tubo muito fino com uma câmera acoplada é inserido no corpo para que o médico visualize as condições do intestino delgado e identifique possíveis danos intestinais. 3.4 - Biópsia
A biópsia do intestino pode ser feita por meio da endoscopia. Basta remover uma amostra do tecido do revestimento intestinal durante o exame para análise posterior em laboratório. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, Halina Mayer Chaves et al. Doença celíaca, hábitos e práticas alimentares e qualidade de vida. Revista de Nutrição, v. 23, p. 467-474, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/CWKQ7fDBKfF7g88gRvy4jMG/?lang=pt&format=pdf LEITE, Patrícia. Doença Celíaca - o que é. Disponível em: <https://www.mundoboaforma.com.br/doenca-celiaca-o-que-e-sintomas-e-diagno stico/>. Acesso em 26 de setembro de 2022. NOBRE, S. RITO; SILVA, T.; CABRAL, JE Pina. Doença celíaca revisitada. J Port Gastrenterol , v. 14, n. 4, p. 184-193, 2007. Disponível em: http://www.eloizaquintela.com.br/guide_lines/DCA%20CELIACA%20III.PDF