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o trabalho fala sobre vegabismo e sustentabilidade
Tipologia: Resumos
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Elaborado por: Isael Sousa Silva Matrícula: 18104769 VEGANISMO E SUSTENTABILIDADE: Práticas veganas e a reversão das emergências climáticas, erradicação da fome e prevenção no suprimento de pandemias. Rio de Janeiro - RJ 2020
Elaborado por: Isael Sousa Silva Matrícula: 18104769 VEGANISMO E SUSTENTABILIDADE: Práticas veganas e a reversão das emergências climáticas, erradicação da fome e prevenção no suprimento de pandemias. Trabalho apresentado como requisito parcial de avaliação da disciplina de Ecogastronomia do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Augusto Motta Professor: Ugo Vianna Rio de Janeiro - RJ 2020
por desenvolver empatia pelos mesmos, rompendo assim com a naturalização do consumo de animais por seres humanos, apesar de que a realidade do meio urbano difere do meio rural. PRÁTICAS VEGANAS E A REVERSÃO DAS EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS Todas as nossas escolhas geram uma consequência. E quando elas são feitas de forma não-consciente e se transformam em hábitos, elas podem gerar grandes danos a longo prazo. É o caso da nossa alimentação. Desde pequenos, o mundo externo influencia diretamente no que nós comemos. Geralmente, a cultura do lugar onde vivemos acaba fazendo com que a gente consuma alimentos sem pensar de onde eles vieram, ou quais consequências foram ou são geradas. É o caso da carne, dos ovos, do leite e de muitos outros ingredientes de origem animal. Mas a boa notícia é que todos eles, como os laticínios, por exemplo, podem ser facilmente substituídos por opções vegetais. Vieira e Ximenes (2003), relata que, o processo de conscientização, elucidam uma reflexão, explicando que conscientização é um modo de analisar criticamente a realidade, desvendando o que há por trás do que já se acredita ser único, ou seja, é ver de outras formas a realidade que o cerca, ampliando seu campo de visão e conhecimento. Para conseguir aderir ao estilo de vida vegano, é preciso um processo de conscientização bastante apurado, pois antes disso é necessário analisar a realidade de uma forma nunca vista anteriormente e, consequentemente, mudar concepções a qual o sujeito já estava acostumado, pois culturalmente lhes foram impostas sem questionamentos. O veganismo dá ao sujeito a possibilidade de ampliar o leque de opções para uma nova forma de vivenciar e ajudar o meio ambiente e os animais. Pinheiro (1997), fala da dificuldade que o homem tem de compreender e abraçar a causa ambiental, sendo que este fato tem despertado atenção e curiosidade de pessoas de renome, como autores e instituições comprometidos com a ciência que tem interesse no assunto, pois não se pode ajudar a geração futura se não ampliar o campo de visão em relação aos desastres ambientais, ou seja, é preciso conscientizar-se e apropriar-se desses fenômenos que devem e são do interesse da população, mesmo que ainda esteja despertando aos poucos. De Souza (2009, p.111), a respeito do nosso processo de despertar para conseguir ver a realidade tal qual ela é ou como não nos é apresentada diz: É possível que nós, produtores de conhecimentos formados sob a égide do paradigma da racionalidade, tenhamos nos tornado menos capazes de compreender a realidade e seus problemas justamente porque nossa lógica de pensar não se constituiu pela observação do todo, mas das partes, que tornam invisíveis as interações, as interpelações, as intersubjetividades, a complexidade.
Segundo um estudo da FAO estima que as contribuições da criação de animais para as emissões de gases de efeito estufa seja de 2/3 das emissões totais da agricultura e responsável por cerca de 78% das emissões através da criação animal chega a cerca de 18% e é superior a todas as emissões decorrentes dos maios de transportes. Caminhar mais e usar mais transporte público colabora para mitigarmos este problema, mas só isto não é suficiente para frenar a mudança climática. O que comemos não é somente uma grande causa da mudança climática, mas também é uma das importantes consequências dela própria. A dificuldade de cultivar espécies básicas para o consumo já está sendo afetada pelas mudanças climáticas, afinal o clima está diretamente relacionado com o sucesso das lavouras. Secas e enchentes podem prejudicar a produção de alimento. As populações mais pobres são as principais a sofrerem os efeitos pela dificuldade de acesso à uma alimentação de qualidade. Além disto, a própria concentração de CO2 elevada afeta a concentração de nutrientes nos alimentos que acaba por diminuir (alimentos com menor densidade nutritiva). Além dos efeitos na alimentação, uma série de consequências da mudança climática afetam a nossa saúde. O aumento das temperaturas e chuvas intensas pode aumentar o risco de infecções em todo o mundo. A qualidade do ar e o calor afeta diretamente o nosso sistema respiratório. Um maior número de migrações forçadas ocorrerá e estas pessoas que se encontram em extrema vulnerabilidade enfrentam frequentemente problemas em campos de refugiados como dificuldade de acesso à comida, violências, depressão e também um aumento de infecções pela falta de estrutura e superpopulação. ERRADICAÇÃO DA FOME E PREVENÇÃO NO SUPRIMENTO DE PANDEMIAS S egundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a fome afeta 800 milhões de pessoas, número maior que as mortes causadas por AIDS, tuberculose e malária juntas. Atualmente, metade de toda proteína produzida no mundo é usada como ração. No Brasil,79% é transformada em ração, e apenas 16% é destinada à alimentação humana. Embora carnes e derivados representem apenas 12% das calorias consumidas globalmente, 75% das terras agricultáveis do planeta são usadas para pastagem e produção de ração. Além da crueldade a qual são submetidos, os animais consomem em média, 10 mil calorias para mil calorias produzidas sob a forma de carne, sendo assim, um desperdício de 90% do alimento consumido.
BARONI, A. Alimentação com produtos de origem animal deixa 800 milhões de pessoas passando fome. Disponível em: <https://mercyforanimals.org.br/alimentacao-com-produtos- animal-fome>. Acesso em: 01 de abril de 2020. DOOREN, C. Van. Exploring Diatary Guidelines Based On Ecological and nutritional Values: A Comparison of Six Diatary Patterns. Food Policy. Economics Planning and Politics of Food and Agriculture 44 (2014). Acesso em: 02 de abril de 2020. DE SOUZA, João Carlos. A relação do homem com o meio ambiente: o que dizem as leis e as propostas de educação para o meio ambiente. Revista Brasileira de Direito Constitucional , v. 13, n. 1, p. 107 - 139, 2009. Disponível em: < http://www.esdc.com.br/RBDC/RBDC13/RBDC- 13 - 107 - Monografia_Joao_Carlos_de_Souza_(Homem_e_%20Meio_Ambiente).pdf >. Acesso em: 31 de Março de 2020. FERRIGNO, Mayra Vergotti. Veganismo e Libertação Animal: um estudo etnográfico. Campinas: Unicamp, 2012. 294 f. Tese de Doutorado. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social), Programa de Pósgraduação em Antropologia Social, Universidade Estadual de Campinas. Acesso em: 02 de abril de 2020. JONES, et al. Global trends in emerging infectious diseases. Nature; 2008;451(7181):990-