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Tipologia: Provas ENEM

2021

Compartilhado em 27/08/2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO FACULDADE DE
ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
TAYSA KELLEN OLIVEIRA
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NAS ORGANIZAÇÕES – UM ESTUDO
DE CASO
CUIABÁ
2021
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO FACULDADE DE

ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

TAYSA KELLEN OLIVEIRA

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NAS ORGANIZAÇÕES – UM ESTUDO

DE CASO

CUIABÁ

TAYSA KELLEN OLIVEIRA

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NAS ORGANIZAÇÕES – UM ESTUDO

DE CASO

Artigo apresentado ao Departamento de Administração, da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Administração. Orientador (a): Rosa Almeida Freitas Albuquerque CUIABÁ

SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................
  • 2 REFERENCIAL TEÓRICO.........................................................................................
  • 2.1. Inteligência Emocional em seu contexto................................................................
  • 2.2. a Inteligência Emocional no ambiente de Trabalho...............................................
  • 2.3. Liderança x Motivação.........................................................................................
  • 2.4. A importância da inteligência emocional para os profissionais...........................
  • 3 MÉTODOLOGIA.......................................................................................................
  • 3.1. ANALISE E DISCUSSÃO DOS DADOS..............................................................
  • 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................
  • 6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO............................................................
  • REFERÊNCIAS...........................................................................................................

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NAS ORGANIZAÇÕES – UM ESTUDO DE CASO

Taysa Kellen Oliveira^1 Rosa Almeida Freitas Albuquerque 2 RESUMO: A inteligência emocional é um fator preponderante para os indivíduos que buscam obter sucesso em sua vida profissional e pessoal, uma vez que pessoas que possuem o autocontrole de lidar com suas emoções internamente e externamente, tendem a desenvolver melhor suas relações intrapessoais. Este trabalho descreve o conceito de inteligência emocional, tendo em vista a importância do uso inteligente e adequado das emoções no contexto organizacional, para a geração de resultados positivos. É realizado um estudo de caso para que se possa analisar, com base no material bibliográfico indicado, como as pessoas se comportam no ambiente organizacional para se comunicarem e se relacionarem, as causas e consequências sofridas pela organização por atitudes, tomadas de decisão e negociações baseadas no uso das emoções. Tendo em vista demonstrar a relação da inteligência emocional na produtividade e eficiência das atividades realizadas no ambiente corporativo, mantendo uma abordagem focada nas atividades cotidianas já realizadas pela equipe analisada. Desta forma demonstrando se há ou não a correlação entre a gestão das emoções e problemáticas com a eficiência do indivíduo na entrega de resultados. Palavras-chave: Inteligência Emocional; Organizações; Ambiente Corporativo. ABSTRACT: Emotional intelligence is a preponderant factor for individuals who seek success in their professional and personal life, since people who have the self-control to deal with their emotions internally and externally tend to better develop their intrapersonal relationships. This work describes the concept of emotional intelligence, considering the importance of the intelligent and adequate use of emotions in the organizational context, for the generation of positive results. A case study is carried out to analyze, based on the bibliographic material indicated, how people behave in the organizational environment to communicate and relate, the causes and consequences suffered by the organization due to attitudes, decision-making and based negotiations in the use of emotions. In order to demonstrate the relationship of emotional intelligence in the productivity and efficiency of activities carried out in the corporate environment, maintaining an approach focused on the daily activities already carried out by the analyzed team. In this way, demonstrating whether or not there is a correlation between the management of emotions and problems with the individual's efficiency in delivering results. Keywords: Emotional Intelligence; Organizations; Corporate Environment. 1 INTRODUÇÃO (^1) Acadêmica do Curso de Graduação em Administração da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal de Mato Grosso. E-mail: [email protected]. (^2) Docente do Departamento de Administração da UFMT. E-mail: [email protected].

Atualmente com o amplo acesso à internet e a flexibilidade à informação, os inúmeros brasileiros acabam perdendo o controle com muita rapidez, pois se encontram exaustos emocionalmente, seja no ambiente de trabalho, em uma batida no trânsito, com a esposa e filhos, ou com um simples estranho na roda de amigos. Pessoas com altos cargos, ou que detém um nível superior são os mais recorrentes nestes níveis trágicos de explosão, e acabam por cometerem até mesmo um crime, por estarem emocionalmente em conflito. Woyciekoskie Hutz (2009, p.1), logo na primeira página de sua obra, já salientam importância da inteligência emocional na atualidade, que é construto psicológico recente, e reflete “o estudo das interações entre emoção e inteligência”. Existem múltiplas inteligências, no entanto para Goleman (2012, p.60) “a aptidão emocional é uma meta capacidade que determina até onde podemos usar bem quaisquer outras aptidões que tenhamos, incluindo o intelecto bruto”. Para um entendimento mais abrangente acerca da relação de entrega de resultados com a inteligência emocional, é necessário entender a origem do termo e quais os estudos e resultados obtidos acerca deste assunto até o momento. Ao analisar os inúmeros casos recorrentes, de conflitos cometidos por um desequilíbrio emocional em um ambiente de trabalho, indica que ao longo dos anos nas faculdades, não conta muitas vezes como um ponto positivo no currículo, quando se remete ao referido tema, para uma vida equilibrada. Vale destacar que para uma carreira bem sucedida e uma vida tranquila, há a necessidade de um equilíbrio emocional, caso contrário as coisas tendem a piorar. “Em resumo, as emoções descontroladas podem fazer pessoas inteligentes parecerem burras” (GOLEMAN, 2001, p. 36). Saber lidar com as emoções de forma que as mesmas não afetem negativamente sua rotina diária seja ela em seu ambiente de trabalho ou qualquer área que exerça sua função, é o conceito de inteligência emocional ao qual ajuda significativamente o ser humano em suas decisões. “Inteligência emocional refere-se à capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos” (GOLEMAN, 2001, p. 337). Um bom posicionamento emocional pode frear conflitos pré-existentes de desequilíbrio, que causariam prejuízo a todos aqueles que estão envolvidos. Goleman, ensina o ser humano detém duas mentes, sendo elas a emocional e a racional, uma sente e a outra pensa e as duas trabalham simultaneamente boa parte do tempo (GOLEMAN, 1995).

Compreende-se que o equilíbrio é a base entre a mente emocional e racional, sendo esta a que define o equilíbrio das emoções. “Em geral, há um equilíbrio entre as mentes emocional e racional, com a emoção alimentando e informando as operações da mente racional, e a mente racional refinando e às vezes vetando o insumo das emoções” (GOLEMAN, 1955, p. 23). A inteligência emocional tem como significado de acordo com Goleman (1995, p. 55), comenta que Salovey a define como um conjunto de aptidões expandidas em cinco domínios, que seguem: •Autoconsciência: reconhecer as próprias emoções no momento em que elas ocorrem. Desconhecer os sentimentos faz com que não tenhamos controle sobre eles, permitindo que nos dominem. •Lidar com as emoções: consiste no controle emocional a fim de se ter um comportamento adequado para cada situação. Os momentos de alegria intercalados com os momentos de tristeza, em níveis toleráveis, proporcionam o nosso equilíbrio emocional. •Motivar-se: ter entusiasmo, persistência e confiança para alcançar os objetivos pretendidos. •Empatia: uma forma de comunicação interpessoal, não verbal que consiste em perceber as emoções das pessoas. •Lidar com relacionamentos: Capacidade de trabalhar em equipe, controlando e influenciando as emoções daqueles com os quais interagimos. Verifica-se então um ambiente de trabalho, deve conter pontos como sadio, confiável, confortável e acima de tudo seguro, sempre com um retorno positivo para as pessoas que ali trabalham todos os dias. Analisa-se que o conceito de ambiente de trabalho, vai além do local, mas sim do fruto do meio em que vivem, e já se sabe que mais de 90% dos brasileiros passam o dia todo trabalhando, deste modo, adquirem sentimentos e emoções e transformam isso em atitudes influenciadas pelo espaço em que habitam, podendo ser ele físico (seu local de trabalho/empresa) ou social (Home Office/Lar), (SOBRINHA, 2010). Neste mesmo contexto, fica evidente que o ambiente em que se exerce determinada função de trabalho, tem relevante influência em seus colaboradores. Guebur, Poletto e Vieira (2007, p. 90) afirma que: [...] é preciso estar atendo a alguns detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos e acabam agindo como desestimulantes. Muitos são os motivos ou acontecimentos que interferem, negativa ou positivamente, no desempenho das atividades de trabalho de uma organização. Portanto, é importante organizar o local de trabalho para quem ele ajude no desempenho das funções, sendo eficaz para a produtividade, ao invés de atrapalhá-la.

desenvolvimento de funcionários (uma forma de educação para adultos)” (GOLEMAN, 2012, p.11/12). Segundo Nadler (2011), a IE é hoje considerada o indicador mais forte do sucesso no mundo do trabalho. Afirma, ainda, que os líderes com maior inteligência emocional são mais adaptáveis, resistentes e otimistas e que a IE os torna excelentes funcionários. A capacidade de entender o que está sentindo e o que os outros sentem contribui para uma comunicação eficaz. “O que normalmente se transforma em conflito começa, como diz ela, com a ‘falta de comunicação’, em fazer suposições e tirar conclusões, enviar uma mensagem dura, tornando difícil a pessoa ouvir o que estamos dizendo” (JO-NA apud GOLEMAN, 2012, p. 282). Segundo Goleman (2012, p.284), “os relacionamentos são um foco importante, incluindo aprender a ser um bom ouvinte e um bom questionador; distinguir entre o que alguém diz ou faz e nossas reações e julgamentos”. Essas aptidões de lidar com o outro de forma positiva partem inicialmente de autoconhecimento. De acordo com Goleman (2012, p.276), muitas aptidões são interpessoais: interpretar sinais sociais e emocionais, ouvir, ser capaz de resistir a influências negativas, considerar as perspectivas dos outros e compreender qual comportamento é aceitável numa determinada situação. “Em termos da condução da própria carreira, talvez não haja nada mais essencial do que saber o que sentimos a respeito do que –e que mudanças nos deixaria de fato satisfeitos com o nosso trabalho” (GOLEMAN, 2012, p.168). 2.3. LIDERANÇA X MOTIVAÇÃO A irreversibilidade do desenvolvimento tecnológico vivido mundialmente induz os gestores, principalmente o de recursos humanos a desafios a serem diariamente superados, onde sua postura deve estar voltada a transformar esses desafios em oportunidades. Dessa maneira, as organizações têm se visto obrigadas a mudar, já que a busca por novas diretrizes mercadológicas induz todas a transformar-se e adequar-se às necessidades vigentes da sociedade. É Importante ressaltar que essas necessidades mudam cada vez mais rápido, onde o canário de mudanças constantes é o responsável pelo cansaço psicológico e pelo stress que atinge às pessoas. Slater (2001) argumenta que para Jack Welch há quatro “Es” para uma liderança bem sucedida, sendo eles: a energia pessoal que possibilita aceitar e lidar com a velocidade de mudança; a Energização dos outros, que se traduz na capacidade de criação de uma atmosfera;

a Emergência, que é a capacidade de tomar decisões difíceis; e Executar, que significa a capacidade de fazer as coisas da maneira como devem ser feitas. Desta forma, ao final dos anos 90 o autor enfatiza que a liderança irá prosperar sendo os líderes divididos em categorias sendo elas: categoria “A”, onde os líderes devem ser estimulados e promovidos; categoria “B”, que deve estimular o líder a melhorar suas práticas diárias; e categoria “C”, que devem ser demitidos. Assim, Bergamini (1987) argumenta que muitas organizações desenvolvem atividades que roubam a autoestima dos trabalhadores e de sua capacidade de enfrentar desafios. Assim, a maioria deles expressa reações como sintomas de alienação, cansaço e desencanto, já que o absenteísmo é o grande problema que assola a maior parte das organizações atualmente. Assim, de acordo com a autora, a administração deve ser direcionada a proporcionar mudanças nos indivíduos, orientando-os a reagir positivamente às mudanças e aos processos de adequação aos quais são submetidos diariamente. Para isso, o gestor não deve comportar-se como alguém autoritário e alheio aos problemas enfrentados no dia a dia pelos seus subordinados, sendo necessária uma postura de liderança e motivação, onde seus colaboradores doem-se no desempenho de suas funções. É importante ressaltar que somente neste caso os produtos terão a qualidade exigida pelo mercado e serão fabricados com o mínimo possível de recursos. Desta maneira, o gestor de recursos humanos deve ser alguém que incentiva, ao invés de proibir, que conversa, ao invés de mandar, que conduz ao invés de puxar. Assim, é preciso entender que a administração de recursos humanos deve estar voltada ao desenvolvimento da organização por meio das pessoas que dela fazem parte, onde é indispensável seu envolvimento para viabilizar as mudanças que se fizerem necessárias. Neste sentido, à medida que as pessoas entendem os objetivos da organização, as tarefas assumidas por estes serão executadas com o máximo de naturalidade, deixando de ser o trabalho algo penoso e desgastante do cidadão. Desta maneira, a previsão das dificuldades é essencial ao desenvolvimento e promoção de mudanças que devem ser simplesmente gerenciadas após seu início. Para Faria (2011) é possível perceber que liderar é fazer com que as pessoas sintam-se motivadas a dar o melhor de si, trabalhando com afinco como se fossem as proprietárias da empresa, fazendo com que outros empregados também tenham vontade de fazer o mesmo, pois todos se sentem engajados na conquista do objetivo organizacional. Desta forma, é fazer com que o funcionário seja comprometido, que se sinta parte de um grupo e que faça sua parte para ver esse grupo trabalhando no sentido de produzir algo

De acordo com esta afirmação do autor supracitado, identifica-se que as pessoas que detém da inteligência emocional desejável, são qualificadoras e trazem um diferencial em seu desempenho profissional. Goleman (2001, p. 15) afirma que Os parâmetros do mercado de trabalho estão mudando. Estamos sendo avaliados por novos critérios. Já não importa apenas o quanto somos inteligentes, nem a nossa formação ou nosso grau de especialização, mas também a maneira como lidamos com nós mesmos e com os outros. Este é o critério de avaliação que, cada vez mais, vem sendo utilizado para se decidir quem será contratado ou quem não será, quem será dispensado ou mantido na empresa, quem ficará para trás e quem será promovido. Dentre esses inovadores parâmetros, onde preveem qual é o profissional com maior probabilidade de almejar o sucesso e excelência na função que desempenha e aquele que está mais propenso a não alcançá-los. Parâmetros estes que eram subjugados na escola ou nas instituições educacionais do ensino superior. Critérios estes que estão com o intuito de promover qualidade pessoal, como capacidade de adaptação e de persuasão, iniciativa e empatia (GOLEMAN, 2001). As referidas pesquisas e estudos relacionados ao tema proposto tem gerado grande descoberta, pois revelam que a inteligência emocional é mais relevante que o QI, para almejar um desempenho em destaque ao profissional de sucesso (GOLEMAN, 2001). Há uma sinergia entre as capacidades de inteligência emocional e de inteligência cognitiva. Os que têm desempenho destacado possuem ambas. Quanto mais complexo o trabalho, mais importa a inteligência emocional, até porque a deficiência nesse tipo de capacidade pode prejudicar a utilização de qualquer conhecimento especializado ou intelecto eu uma pessoa possa ter (GOLEMAN, 2011, p. 36). Viabiliza ainda que a inteligência emocional é importante para aquele profissional e para a empresa almejada. Constata que a inteligência emocional é um fator importante em seu diferencial competitivo para os profissionais. A competência emocional é muito mais importante que as capacidades puramente cognitivas, para que se possa exercer com êxito todas as funções e atividades que lhe são designadas (GOLEMAN, 2001).

3 MÉTODOLOGIA

O processo inicial de investigação se ateve no que diz respeito obrigatoriamente a uma fase metodológica que consiste na descrição do conjunto de métodos e técnicas que guiaram a elaboração do processo de investigação científica (FORTIN, 2003). Segundo o autor Fortin (2003, p. 108) “a fase metodológica operacionaliza o estudo, precisando o tipo de estudo, as definições operacionais das variáveis, o meio onde se desenrola o estudo e a população”. Neste tópico tem por objetivo descrever minimamente o estudo realizado. Embora, com a complexidade da pesquisa exploratória devido a pandemia da COVID-19, apresenta-se incialmente os objetivos da investigação e as suas hipóteses, onde o instrumento de medida, a descrição das variáveis utilizadas e por fim os procedimentos de coleta e análise de dados. 3.1. ANALISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

A segunda pergunta questiona quais as vantagens que a inteligência emocional proporciona às empresas e aos profissionais na visão do respondente. Em sua resposta, o Sr. Sidney afirma que “os profissionais com habilidades emocionais bem trabalhadas têm todo um diferencial ao trabalhar com equipes e que uma das habilidades, a empatia, quando um membro consegue se colocar no lugar de outro e perceber as facilidades e dificuldades dos demais, faz toda diferença” (LUCILE BERNARDO DE AMORIM RIOS, 2014). Ainda faz menção a uma equipe em que os membros tenham plena autoconsciência emocional, possibilitando cada um identificar suas próprias emoções e reconhecer seu impacto nas ações e decisões. Em seguida, cita as habilidades emocionais, segundo Daniel Golemam (1995) e afirma que elas têm grande influência para a formação de um ambiente de trabalho positivo. Goleman (2001) afirma que o conjunto de competências emocionais está ficando cada vez mais essencial para se alcançar a excelência em qualquer emprego em qualquer lugar do mundo. Os profissionais que possuem competências emocionais desenvolvidas estão mais habilitados para encarar as pressões do mercado. As empresas que possuem profissionais dotados deste conjunto de competências são beneficiadas. Estes profissionais são mais preparados para desempenhar suas atividades e contribuem de forma considerável para o sucesso da empresa e a formação de um ambiente de trabalho positivo. A terceira pergunta questiona se as empresas reconhecem a inteligência emocional como um diferencial competitivo. Em sua resposta, o Sr. Sidney afirma que “ainda não se tem essa visão de forma geral, que boa parte das pessoas acha que isso é para quem é fraco ou emocionalmente abalado, que ainda não é algo tão conhecido e que em algumas regiões nem se quer sabem o que é a inteligência emocional” (LUCILE BERNARDO DE AMORIM RIOS, 2014). Goleman (2001) relata que por muitos anos as emoções foram deixadas como um continente em grande parte inexplorado pela psicologia científica. Porém, hoje já existe o acúmulo de mais de 25 anos de estudos empíricos que demonstram com precisão inédita o quanto a inteligência emocional é importante. O autor afirma que as empresas estão percebendo que até o treinamento mais caro pode dar errado e esta incapacidade surge quando a inteligência emocional das pessoas e das organizações revela-se como o ingrediente que faltava na receita para a competitividade. Analisando o contexto exposto por Goleman, percebe-se que as empresas que reconhecem a inteligência emocional como um diferencial competitivo são de grande porte e localizadas nos EUA, onde o conceito está mais expandido. Por outro lado, através da

resposta do Sr. Sidney, percebe-se que ainda existem empresas que desconhecem a importância da inteligência emocional, porém, a análise do respondente se restringe ao mercado de trabalho brasileiro, onde o mesmo atua. A quarta pergunta questiona se a busca das empresas por cursos voltados à inteligência emocional tem aumentado nos últimos anos e como está a atuação do respondente no mercado. O respondente afirma que “a busca das empresas tem aumentado e das pessoas individualmente também”. Quanto a sua atuação, afirma que treinou, juntamente com sua equipe, mais de 5.000 pessoas em 2013 no Brasil. O fato da busca por cursos voltados à inteligência emocional estar aumentando no Brasil significa que, embora o conceito não esteja tão difundido no país, já existem empresas que compreendem a importância da inteligência emocional para o alcance do sucesso. Esse fato ratifica a afirmação de Goleman (2001) de que “um número crescente de companhias vem constatando que o estímulo às habilidade ligadas à inteligência emocional é um componente vital da filosofia de gerenciamento de qualquer organização”. A quinta pergunta questiona se é perceptível um retorno positivo das empresas referente aos resultados dos cursos de inteligência emocional e se a inteligência emocional pode ser considerada relevante para a consecução do sucesso profissional das corporações e dos profissionais que nela trabalham. Em sua resposta, o Sr. Sidney afirma que É perceptível um retorno positivo das empresas, que têm visto que a inteligência emocional pode ser considerada relevante para o alcance do sucesso, que faz toda a diferença nas empresas e nas pessoas que passam por seus treinamentos e que tem relatos de empresas que dobraram o faturamento com os treinamentos de inteligência emocional (LUCILE BERNARDO DE AMORIM RIOS, 2014). Goleman (2001) afirma que muitas empresas descreveram casos bem-sucedidos que confirmam o valor prático de se trabalhar a inteligência emocional. Segundo o autor, em estudos realizados a inteligência emocional mostrou-se mais importante que o QI para proporcionar desempenho profissional destacado. Percebe-se que a afirmação de Goleman ratifica a resposta do Sr. Sidney. Diante dos fatos mencionados compreende-se que a inteligência emocional é um fator relevante para o sucesso profissional dos indivíduos e das empresas. A sexta pergunta questiona qual o maior benefício alcançado através da inteligência emocional na percepção do respondente. Em sua resposta o Sr. Sidney afirma que o maior benefício é a realização, e explica que as pessoas, de forma geral, têm muitas decisões tomadas que não conseguem por em prática, sabem que precisam e que será o melhor a fazer e não estão habilitadas

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho possibilitou agregar maior conhecimento acerca do tema e constatar a importância para o indivíduo e para a empresa em desenvolver a inteligência emocional. Os benefícios são reconhecidos porque quando se desenvolve a inteligência emocional todas as pessoas ganham, pois, existe uma comunicação clara entre os indivíduos, as emoções são controladas a fim de se evitar prejuízos nos relacionamentos, as pessoas respeitam os limites e criam bases sólidas para trocas benéficas de experiências, onde uma colabora para o crescimento pessoal da outra. As organizações verificam os benefícios nos resultados, com um clima organizacional adequado as pessoas estão motivadas para executarem melhor a cada dia suas atividades, aumentam a produtividade, confiam na organização em que trabalham, sentem-se por ela reconhecidas e desejam crescer com a empresa. Um ambiente se torna desagradável e pouco produtivo quando as pessoas não controlam suas emoções, não se comunicam com transparência, não se respeitam, são incapazes de trabalharem em equipe cultivando a arrogância e acreditando que produzem melhor se estiverem sozinhas, isso contribui somente para o fracasso da organização no mercado. A inteligência emocional não é somente um diferencial para os indivíduos e para

organizações, ela constitui-se em fator gerador de sucesso uma vez que podemos considerá-la uma vantagem competitiva. Por fim, avalia-se o exercício bastante proveitoso, e diante do que foi constitutivo no referido trabalho certamente foi adquirido uma boa bagagem teórica e prática quanto às finalidades propostas pelos professores, procurando abordar e analisar mediante respostas a essas propostas apresentadas, um conteúdo pertinente que dará mais embasamento e sabedoria para sabermos nos antecipar e lidar com as situações e circunstância futuras no mercado de trabalho, para nós que desejamos progredir no uso das informações e aplica-las na carreira almejada de contadores.