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Transistores, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Texto sobre transistores

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 18/07/2010

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Transístor 1
Transístor
Transistores com diferentes encapsulamentos. À esquerda
um transistor de sinal em encapsulamento TO-92. À
direita um transistor de alta potência em encapsulamento
metálico TO-3.
O transistor é um componente eletrônico que começou a
popularizar-se na década de 1950, tendo sido o principal
responsável pela revolução da eletrônica na década de 1960. São
utilizados principalmente como amplificadores e interruptores
de sinais elétricos. O termo vem de transfer resistor
(resistor/resistência de transferência), como era conhecido pelos
seus inventores.
O processo de transferência de resistência, no caso de um
circuito analógico, significa que a impedância característica do
componente varia para cima ou para baixo da polarização
pré-estabelecida. Graças a esta função, a corrente elétrica que
passa entre coletor e emissor do transistor varia dentro de determinados parâmetros pré-estabelecidos pelo projetista
do circuito eletrônico. Esta variação é feita através da variação de corrente num dos terminais chamados base, o que,
consequentemente, ocasiona o processo de amplificação de sinal.
Entende-se por "amplificar" o procedimento de tornar um sinal elétrico mais fraco num mais forte. Um sinal elétrico
de baixa intensidade, como os sinais gerados por um microfone, é injetado num circuito eletrônico (transistorizado
por exemplo), cuja função principal é transformar este sinal fraco gerado pelo microfone em sinais elétricos com as
mesmas características, mas com potência suficiente para excitar os alto-falantes. A este processo todo dá-se o nome
de ganho de sinal.
Invenção
O transistor foi inventado nos Laboratórios da Bell Telephone por Bardeen e Brattain em 1947 e, inicialmente,
demonstrado em 23 de Dezembro de 1948, por John Bardeen, Walter Houser Brattain e William Bradford Shockley,
que foram laureados com o Nobel de Física em 1956. Ironicamente, eles pretendiam fabricar um transistor de efeito
de campo (FET) idealizado por Julius Edgar Lilienfeld antes de 1925, mas acabaram por descobrir uma amplificação
da corrente no ponto de contato do transistor. Isto evoluiu posteriormente para converter-se no transistor de junção
bipolar (BJT). O objetivo do projeto era criar um dispositivo compacto e barato para substituir as válvulas
termoiônicas usadas nos sistemas telefônicos da época.
Os transistores bipolares passaram, então, a ser incorporados a diversas aplicações, tais como aparelhos auditivos,
seguidos rapidamente por rádios transistorizados. Mas a indústria norte-americana não adotou imediatamente o
transistor nos equipamentos eletrônicos de consumo, preferindo continuar a usar as válvulas termoiônicas, cuja
tecnologia era amplamente dominada. Foi por meio de produtos japoneses, notadamente os rádios portáteis
fabricados pela Sony, que o transistor passou a ser adotado em escala mundial.
Nessa época, o MOSFET (Metal Oxide Silicon Field Effect Transistor Transistor de Efeito de Campo formado por
Metal, Óxido e Silício) ficou em segundo plano, quase esquecido. Problemas de interface inviabilizavam a
construção dos MOSFETs. Contudo, em 1959, Atalla e Kahng, da Bell Labs, fabricaram e conseguiram a operação
de um transistor MOS. Nessa época, os transistores MOS eram tidos como curiosidade, devido ao desempenho
bastante inferior aos bipolares.
A grande vantagem dos transistores em relação às válvulas foi demonstrada em 1958, quando Jack Kilby, da Texas
Instruments, desenvolveu o primeiro circuito integrado, consistindo de um transistor, três resistores e um capacitor,
implementando um oscilador simples. A partir daí, via-se a possibilidade de criação de circuitos mais complexos,
utilizando integração de componentes. Isto marcou uma transição na história dos transistores, que deixaram de ser
vistos como substitutos das válvulas e passaram a ser encarados como dispositivos que possibilitam a criação de
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Transístor

Transistores com diferentes encapsulamentos. À esquerda um transistor de sinal em encapsulamento TO-92. À direita um transistor de alta potência em encapsulamento metálico TO-3.

O transistor é um componente eletrônico que começou a popularizar-se na década de 1950, tendo sido o principal responsável pela revolução da eletrônica na década de 1960. São utilizados principalmente como amplificadores e interruptores de sinais elétricos. O termo vem de trans fer res istor (resistor/resistência de transferência), como era conhecido pelos seus inventores.

O processo de transferência de resistência, no caso de um circuito analógico, significa que a impedância característica do componente varia para cima ou para baixo da polarização pré-estabelecida. Graças a esta função, a corrente elétrica que passa entre coletor e emissor do transistor varia dentro de determinados parâmetros pré-estabelecidos pelo projetista do circuito eletrônico. Esta variação é feita através da variação de corrente num dos terminais chamados base , o que, consequentemente, ocasiona o processo de amplificação de sinal.

Entende-se por "amplificar" o procedimento de tornar um sinal elétrico mais fraco num mais forte. Um sinal elétrico de baixa intensidade, como os sinais gerados por um microfone, é injetado num circuito eletrônico (transistorizado por exemplo), cuja função principal é transformar este sinal fraco gerado pelo microfone em sinais elétricos com as mesmas características, mas com potência suficiente para excitar os alto-falantes. A este processo todo dá-se o nome de ganho de sinal.

Invenção

O transistor foi inventado nos Laboratórios da Bell Telephone por Bardeen e Brattain em 1947 e, inicialmente, demonstrado em 23 de Dezembro de 1948, por John Bardeen, Walter Houser Brattain e William Bradford Shockley, que foram laureados com o Nobel de Física em 1956. Ironicamente, eles pretendiam fabricar um transistor de efeito de campo (FET) idealizado por Julius Edgar Lilienfeld antes de 1925, mas acabaram por descobrir uma amplificação da corrente no ponto de contato do transistor. Isto evoluiu posteriormente para converter-se no transistor de junção bipolar (BJT). O objetivo do projeto era criar um dispositivo compacto e barato para substituir as válvulas termoiônicas usadas nos sistemas telefônicos da época.

Os transistores bipolares passaram, então, a ser incorporados a diversas aplicações, tais como aparelhos auditivos, seguidos rapidamente por rádios transistorizados. Mas a indústria norte-americana não adotou imediatamente o transistor nos equipamentos eletrônicos de consumo, preferindo continuar a usar as válvulas termoiônicas, cuja tecnologia era amplamente dominada. Foi por meio de produtos japoneses, notadamente os rádios portáteis fabricados pela Sony, que o transistor passou a ser adotado em escala mundial.

Nessa época, o MOSFET (Metal Oxide Silicon Field Effect Transistor – Transistor de Efeito de Campo formado por Metal, Óxido e Silício) ficou em segundo plano, quase esquecido. Problemas de interface inviabilizavam a construção dos MOSFETs. Contudo, em 1959, Atalla e Kahng, da Bell Labs, fabricaram e conseguiram a operação de um transistor MOS. Nessa época, os transistores MOS eram tidos como curiosidade, devido ao desempenho bastante inferior aos bipolares.

A grande vantagem dos transistores em relação às válvulas foi demonstrada em 1958, quando Jack Kilby, da Texas Instruments, desenvolveu o primeiro circuito integrado, consistindo de um transistor, três resistores e um capacitor, implementando um oscilador simples. A partir daí, via-se a possibilidade de criação de circuitos mais complexos, utilizando integração de componentes. Isto marcou uma transição na história dos transistores, que deixaram de ser vistos como substitutos das válvulas e passaram a ser encarados como dispositivos que possibilitam a criação de

circuitos complexos, integrados.

Em 1960, devido a sua estrutura mais simples, o MOS passou a ser encarado como um dispositivo viável para circuitos digitais integrados. Nessa época, havia muitos problemas com estados de impurezas, o que manteve o uso do MOS restrito até o fim da década de 60. Entre 1964 e 1969, identificou-se o Sódio Na como o principal causador dos problemas de estado de superfície e começaram a surgir soluções para tais problemas.

No início da tecnologia MOS, os transistores PMOS foram mais utilizados, apesar de o conceito de Complementary MOS (CMOS) já ter sido introduzido por Weimer. O problema ainda era a dificuldade de eliminação de estados de superfície nos transistores NMOS.

Em 1970, a Intel anunciava a primeira DRAM, fabricada com tecnologia PMOS. Em 1971, a mesma empresa lançava o primeiro microprocessador do mundo, o 4004, baseado em tecnologia PMOS. Ele tinha sido projetado para ser usado em calculadoras. Ainda em 1971, resolviam-se os problemas de estado de superfície e emergia a tecnologia NMOS, que permitia maior velocidade e maior poder de integração.

O domínio da tecnologia MOS dura até o final dos anos 70. Nessa época, o NMOS passou a ser um problema, pois com o aumento da densidade dos CIs, a tecnologia demonstrou-se insuficiente, pois surgem grandes problemas com consumo de potência (que é alto nesse tipo de tecnologia). Com isso, a tecnologia CMOS começava a ganhar espaço.

A partir da década de 80, o uso de CMOS foi intensificado, levando a tecnologia a ser usada em 75% de toda a fabricação de circuitos, por volta do ano 2000.

Alguns números

O primeiro processador de 8 bits (Intel 8008) usava tecnologia PMOS e tinha freqüência de 0,2 MHz. Ano de fabricação: abril/1972 – 3500 transistores com 10 um ou 10000 nm, com uma tensão de trabalho de 5 V;

10 anos depois, a Intel lançou o 80286, com freqüências de 6, 10 e 12 MHz, fabricado com tecnologia CMOS – 134.000 transistores 1,5 um ou 1500 nm, com uma tensão de trabalho de 5 V;

O Pentium 4, lançado em janeiro de 2002, trabalha com freqüências de 2200 a 3000 MHz, com 55 milhões de transistores CMOS 130 nm. A série de chips Radeon 2000, por exemplo, atinge os 500 milhões de transistores, chegando à casa dos 40 nm.

Importância

O transistor é considerado por muitos uma das maiores descobertas ou invenções da história moderna, tendo tornado possível a revolução dos computadores e equipamentos eletrônicos. A chave da importância do transistor na sociedade moderna é sua possibilidade de ser produzido em enormes quantidades usando técnicas simples, resultando preços irrisórios.

É conveniente salientar que é praticamente impossível serem encontrados circuitos integrados que não possuam, internamente, centenas, milhares ou mesmo milhões de transistores, juntamente com outros componentes como resistências e condensadores. Por exemplo, o microprocessador Cell do console tem aproximadamente 234 milhões de transistores, usando uma arquitetura de fabricação de 45 nanômetros, ou seja, a porta de controle de cada transistor tem apenas 45 milionésimos de um milímetro.

Seu baixo custo permitiu que se transformasse num componente quase universal para tarefas não-mecânicas. Visto que um dispositivo comum, como um refrigerador, usaria um dispositivo mecânico para o controle, hoje é frequente e muito mais barato usar um microprocessador contendo alguns milhões de transistores e um programa de computador apropriado para realizar a mesma tarefa. Os transistores, hoje em dia, têm substituído quase todos os dispositivos eletromecânicos, a maioria dos sistemas de controle, e aparecem em grandes quantidades em tudo que envolva eletrônica, desde os computadores aos carros.

Funcionamento

Transístor moderno de alta potência

No transistor de junção bipolar ou TJB (BJT

  • Bipolar Junction Transistor na terminologia inglesa), o controle da corrente coletor-emissor é feito injetando corrente na base. O efeito transistor ocorre quando a junção coletor-base é polarizada reversamente e a junção base-emissor é polarizada diretamente. Uma pequena corrente de base é suficiente para estabelecer uma corrente entre os terminais de coletor-emissor. Esta corrente será tão maior quanto maior for a corrente de base, de acordo com o ganho.

Características de um

transistor

O fator de multiplicação da corrente na base (iB), mais conhecido por Beta do transistor ou por hfe , que é dado pela expressão iC = iB x ß

  • iC: corrente de coletor
  • iB: corrente de base
  • B: beta (ganho de corrente de emissor)

Configurações básicas de um transistor:

Existem três configurações básicas (BC, CC e EC), cada uma com suas vantagens e desvantagens.

Base comum (BC)

  • Baixa impedância(Z) de entrada.
  • Alta impedância(Z) de saída.
  • Não há defasagem entre o sinal de saída e o de entrada.
  • Amplificação de corrente igual a um.

Coletor comum (CC)

  • Alta impedância(Z) de entrada.
  • Baixa impedância(Z) de saída.
  • Não há defasagem entre o sinal de saída e o de entrada.
  • Amplificação de tensão igual a um.

Emissor comum (EC)

  • Média impedância(Z) de entrada.
  • Baixa impedância(Z) de saída.
  • Defasagem entre o sinal de saída e o de entrada de 180°.
  • Pode amplificar tensão e corrente, até centenas de vezes.

Os transistores possuem diversas características. Seguem alguns exemplos dos parâmetros mais comuns que poderão ser consultadas nos datasheets dos fabricantes:

  • Tipo : é o nome do transistor.
  • Pol : polarização; negativa quer dizer NPN e positiva significa PNP.
  • VCEO : tensão entre coletor e emissor com a base aberta.
  • VCER : tensão entre coletor e emissor com resistor no emissor.
  • IC : corrente máxima do coletor.
  • PTOT : é a máxima potência que o transistor pode dissipar
  • Hfe : ganho (beta).
  • Ft : freqüência máxima.
  • Encapsulamento : a maneira como o fabricante encapsulou o transistor nos fornece a identificação dos terminais.

Existem também outros tipos de transistores , notadamente os de efeito de campo ( transistores FET , de F ield E ffect T ransistor); neste caso, o controle da corrente é feito por tensão aplicada à porta.

Ver também

  • Resistor
  • FET
  • TJB
  • UJT
  • Transistor Darlington
  • Diodo
  • Junção PN
  • Porta lógica
  • Flip-flop

Ligações externas

  • Transistor datasheet [2]
  • Tabelas Transístores por tipo [3]

Referências

[1] idPT (Ideias Portuguesas (http:/ / idpt. wordpress. com/ 2008/ 08/ 26/ elvira-fortunato/ ) [2] http:/ / geocities. yahoo. com. br/ componenteseletronicos/ index. htm [3] http:/ / www. geocities. com/ datasheet_py5aal/ 1. html