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treinamento funcional e resistencia
Tipologia: Esquemas
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Centro Universitário de Brasília – UniCEUB Faculdade de Ciências da Educação E Saúde – FACES Tábatha de Faria Moreira Cândido
Brasília 2016
Trabalho de conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharelado em Educação Física pela Faculdade de Ciências da Educação e Saúde Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Orientadora: Prof. Me. Hetty Lobo
Introdução: O treinamento funcional é um tipo de prática corporal que, além de visar a melhora do condicionamento físico do praticante, pretendem melhorar o desenvolvimento das atividades cotidianas, por isso prevê em sua metodologia a relação com as atividades diárias, o que acarretou numa grande procura por praticantes homens e mulheres de todas as idades. Objetivo: Portanto, este estudo tem por objetivo analisar e compreender a qualidade de vida de praticantes de treinamento funcional da cidade de Planaltina-DF. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo transversal, constituído de uma amostra de 21 indivíduos de ambos os sexos com faixa etária de 19 a 47 anos, praticantes de treinamento funcional há pelo menos 3 (três) meses, com aulas ministradas e supervisionadas por um profissional de educação física habilitado. O instrumento utilizado foi o questionário SF-36, analisando os domínios da qualidade de vida: capacidade funcional, dor, estado geral da saúde e limites de aspectos emocionais. Resultado: As análises de associação mostraram que os praticantes de treinamento funcional participantes do estudo não apresentam diferença significativa por sexo e por faixa etária no que se trata dos domínios da qualidade de vida, contudo foi possível perceber que os participantes percebem a qualidade de vida com índices acima da média. Considerações finais: Ainda são poucos os estudos que tratam do treinamento funcional e qualidade de vida, sendo necessário maior aprofundamento e realização de pesquisas com demais praticantes de diversas idades, locais, tempo de prática, entre outros. Palavras-chave: Treinamento Funcional. Qualidade de Vida. Educação Física.
Introduction: Functional training is a type of corporal practice that, in addition to aiming at improving the physical conditioning of the practitioner, aim to improve the development of daily activities, so it predicts in its methodology the relation with daily activities, which entailed in a large Looking for male and female practitioners of all ages. Objective: Therefore, this study aims to analyze and understand the quality of life of practitioners of functional training in the city of Planaltina-DF. Methodology: This is a cross-sectional quantitative study, consisting of a sample of 21 individuals of both sexes with ages ranging from 19 to 47 years, practicing functional training for at least three (3) months, with classes taught and supervised by A licensed physical education professional. The instrument used was the SF-36 questionnaire, analyzing the domains of quality of life: functional capacity, pain, general state of health and limits of emotional aspects. Results: The association analysis showed that the functional training practitioners participating in the study did not present significant differences by sex and age group in the domains of quality of life, however it was possible to perceive that the participants perceive the quality of life with Indices above average. Final considerations: There are still few studies that deal with functional training and quality of life, requiring further study and research with other practitioners of different ages, places, time of practice, among others. Keywords: Functional Training. Quality of Life. Physical Education.
performance atlética e para diminuir risco de lesão de praticantes e atletas (PRANDI, 2011). Hoje o treinamento funcional é difundido em academias, para praticantes que buscam exercícios mais dinâmicos do que a musculação, por exemplo. O funcional também ocorre em ambientes diversos para o estímulo e desenvolvimento de diversos grupos musculares e controle postural, a prática ocorre inclusive ambientes que possuam bases de suporte irregulares, conforme as encontradas no dia-dia, como calçadas e pisos desnivelados, areia e grama de parques e praças, cama elástica, degraus, dentro outros (PEREIRA, 2009). O funciona busca trabalhar as aptidões do praticante de forma individualizada e personalizada, isto é, todos podem praticar, pois o treino é adaptado para o nível de condicionamento físico de cada um, sendo que os objetivos do treino visam desenvolver exercícios e atividades específicas que possam apresentar ganhos para todos os indivíduos, tanto no treino como no cotidiano, pois o treinamento funcional vê o corpo humano como ele realmente é: um conjunto de fatores integrados de forma complexa (D’ELIA, 2005). Apesar dos indícios apresentando os benefícios do treinamento funcional em vários aspectos, pouco tem sido estudado sobre sua influência na promoção da saúde na vida dos praticantes. Dessa maneira, este estudo tem por objetivo geral compreender a percepção sobre a qualidade de vida de praticantes de treinamento funcional da cidade de Planaltina-DF.
A pesquisa foi iniciada após a aprovação do Comitê de Ética em pesquisa do Centro Universitário UniCEUB e aprovado: 58878916.6.0000.0023. Os sujeitos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, concordando em participar da pesquisa (ANEXO A) e foram identificados por meio de uma ficha de identificação (ANEXO B). 2.1 Amostra Trata-se de um estudo quantitativo transversal com nível descritivo, constituído de uma amostra de 21 indivíduos de ambos os sexos, praticantes de treinamento funcional com faixa etária de 19 a 47 anos, da cidade de Planaltina-DF. Os participantes desta pesquisa foram escolhidos de forma intencional, sendo que são praticantes de um centro de treinamento funcional e praticantes de espaços públicos. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: os indivíduos deviam ser praticantes de treinamento funcional há pelo menos 3 (três) meses, 3 (três) vezes por semana com aulas ministradas e supervisionadas por um profissional de educação física habilitado. Sendo que aqueles que não atendessem a tais pressupostos estabelecidos se enquadram no critério de exclusão e não participaram deste estudo. 2.2 Métodos Como instrumento de avaliação da qualidade de vida, foi aplicado o questionário SF- 361 (ANEXO C), composto por 36 itens divididos em 11 questões englobando oito domínios (capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, limitação por aspectos emocionais e saúde mental). Este questionário foi idealizado a partir de uma revisão (^1) O questionário Medical Outcomes Study 36- Item short- Form Health Survey (SF-36), é um instrumento genérico, utilizado para avaliar de forma ampla e completa o termo qualidade de vida. Para este estudo foi utilizada a versão Brasileira do Questionário de Qualidade de Vida - SF- 36.
Participaram desta pesquisa, 21 indivíduos de ambos os sexos. Para atingir os objetivos propostos foi feita a distribuição da amostra em relação a duas variáveis: sexo (feminino e masculino) e idade (anos). De acordo com a Tabela 1, a distribuição com relação ao sexo foi de 13 indivíduos do sexo masculino, com 61,9% e 8 indivíduos do sexo feminino, com 38,1%, não havendo diferença significante entre a quantidade de participantes de distintos sexos. Tabela 1 - Valores referentes ao sexo da amostra. SEXO FREQUÊNCIA % Masculino 13 61, Feminino 8 38, Total 21 100% Fonte: protocolo da pesquisa.
Conforme a Tabela 2 a idade foi distribuída da seguinte forma: < = 25, de 26 a 35 anos e 36 anos ou mais. Prevaleceu a idade entre 26 e 35 com 47,6%, seguido de 28,6% para idade de 36 ou mais, e 23,8% para população com idade de até 25 anos. Tabela 2 – Valores referentes à idade (em anos) da amostra. IDADE (em anos) FREQUÊNCIA % < = 25 5 23,8% 26 a 35 10 47,6% 36 ou mais 6 28,6% Total 21 100% Fonte: protocolo da pesquisa.
Figura 1 : Mediana e desvio interquartílico (1º quartil ao 3º quartil) da avaliação da qualidade de vida (SF-36).
A avaliação da associação entre o sexo dos participantes e a qualidade de vida (SF-36) levando em consideração os domínios: Capacidade funcional, Dor, Estado geral de saúde e limitações por aspectos emocionais, não apresentou variações significativas (p>0.05). Isto significa que ambos os sexos apresentam níveis semelhantes de qualidade de vida. Sendo que todos os participantes indicaram índice de qualidade de vida acima da média (= 50) estipulada pelo questionário. Tabela 4 - Mediana, primeiro quartil (1q) e terceiro quartil (3q) dos domínios da qualidade de vida (sf- 36), conforme o sexo dos participantes: masculino (n=13), feminino (n=8). Sexo Feminino Masculino p-valor Capacidade Funcional Mediana 87,5 100 0,075** 1Q 68,75 90 3Q 100 100 Dor Mediana 62 84 0,440* 1Q 48,5 72 3Q 79 100 Estado Geral de Saúde Mediana 74,5 67 0,952* 1Q 65,75 62 3Q 77,75 82 Limitações por Aspectos Emocionais Mediana 100 100 0,653** 1Q 33 100 3Q 100 100 Fonte: protocolo da pesquisa;Teste t de Student para amostras independentes;*Mann-Whitney Vale ressaltar que para verificar as diferenças entre grupos, primeiramente é necessário fazer um teste para verificar se os dados possuem normalidade (Teste Shapiro-Wilk). Desta forma foi possível constatar que os domínios Dor e Estado Geral de Saúde possuem distribuição normal, enquanto que os domínios Capacidade Funcional e Limitação por Aspectos Emocionais não possuem distribuição normal, para estes domínios foi feito o teste de Mann-Whitney. Assim como para os dados que possuem distribuição normal foi feito o Teste t de Student para amostras independentes.
Figura 2: Mediana, primeiro quartil e terceiro quartil, dos domínios da qualidade de vida (SF-36), conforme o sexo masculino (n=13), feminino (n=8). Legenda: F: feminino; M: masculino.
Com relação à análise da faixa etária dos participantes e qualidade de vida os testes de associação mostraram que nenhum dos domínios (SF-36) sofreu significativa variação (p-valor>0.05), portanto, os participantes das três faixas etárias apresentam níveis semelhantes de qualidade de vida. É possível verificar que as mesmas se encontram acima da média (=50) estipulada pelo questionário, nos quatro domínios analisados. Tabela 5 - Mediana, primeiro quartil (1q) e terceiro quartil (3q) dos domínios da qualidade de vida (sf-36) analisados, conforme as faixas etárias: até 25 anos (n=5), entre 26 e 35 anos (n=10) e maior que 36 (n=6). Faixa Etária (anos) ≤ 25 26 a 35 ≥ 36 p- valor Capacidade Funcional Mediana 100 95 95 0,725** 1Q 90 85 60 3Q 100 100 100 Dor Mediana (^) 72 92 62 0,479* 1Q 62 72 53, 3Q 84 100 78, Estado Geral de Saúde Mediana 57 71 77 0,184* 1Q 52 67 65, 3Q 62 81,75 79, Limitações por Aspectos Emocionais Mediana (^) 100 100 100 0,812** 1Q 66,6 100 100 3Q 100 100 100 Fonte: Protocolo da pesquisa *Anova oneway **Kruskal-Wallis. É importante destacar que para verificar as diferenças entre grupos, primeiramente é necessário fazer um teste para verificar se os dados possuem normalidade (Teste Shapiro-Wilk). Desta forma foi possível constatar que os domínios Dor e Estado Geral de Saúde possuem distribuição normal, enquanto que os domínios Capacidade Funcional e Limitação por Aspectos Emocionais não possuem distribuição normal, para estes domínios foi feito o teste de Kruskal-Walis. Assim como para os dados que possuem distribuição normal foi feito o teste Anova Oneway.