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Este texto discute as interpretações da dualidade onda-partícula na física quântica. Alguns autores consideram que a incerteza é a essência da física quântica, enquanto outros destacam que o observador não pode ser separado do objeto observado. Aqueles com visão mais matemática armam que a uso de grandezas clássicas como uma excitação que se propaga em um meio, como a superfície da água, é característica desta teoria.
Tipologia: Notas de estudo
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Revista Brasileira de Ensino de Fsica, vol. 19, no.^ 1, marco, 1997 27
(Interferometry, interpretation, and intuition: a conceptual intro duction to quantum physics)
Osvaldo Pessoa Jr. Instituto de Fsica da Universidade de S~ao Paulo; e Centro de Logica, Epistemologia e Historia da Ci^encia, Unicamp, C.P. 6133, 13081-970, Campinas, SP e-mail: [email protected]
Trabalho recebido em 10 de agosto de 1996
A Fsica Qu^antica e intro duzida estudando-se o interfer^ometro de Mach-Zehnder para um foton unico. Enfatizam-se os asp ectos conceituais da teoria, pro curando desenvolver no aluno uma intuic~ao sobre o que acontece em situac~oes exp erimentais. De original, o artigo apresenta desde o incio diferentes interpretac~oes do formalismo qu^antico, p ermitindo que o leitor desenvolva sua propria interpretac~ao privada. Isso parece ser consistente com a simetria de representac~ao que e p eculiar a Mec^anica Qu^antica. Distinguem-se duas vers~oes da dualidade onda-partcula, e salienta-se que o regime qu^antico e a Fsica Ondulatoria para baixas intensidades. Em meio as discuss~oes mais fundamentais, examinam-se brevemente topicos recentes como fen^omenos intermediarios e escolha demorada. Abstract An intro duction to quantum physics is given by studying the Mach-Zehnder interferometer for a single photon. The conceptual issues of the theory are emphasized, as we try to develop the student's intuition ab out what happ ens in exp erimental situations. An original feature of the article is that, from the b eginning, di erent interpretations of the quantum mechanical formalism are presented, allowing the reader to develop his own private interpretation. This seems to b e consistent with the symmetry of representation that is prop er to quantum mechanics. Two versions of the wave-particle duality are distinguished, as we emphasize that the quantum regime is wave physics applied to low intensities. Besides the more fundamental discussions, we also brie y examine recent topics such as intermediary phenomena and delayed choice.
I. A ess^encia da Fsica Qu^antica
Qual e a \ess^encia" da Fsica Qu^antica? Quais s~ao os princpios gerais que caracterizam esta teoria, distinguindo-a de outras teorias? Naturalmente n~ao existe uma resp osta unica a esta p ergunta: a) O nome \qu^antico" sugere que o essencial e a presenca de quantidades discretas, como os \pacotes" de energia, ou de pro cessos descontnuos. b) Po de-se tambem argumentar que a maior no- vidade da teoria qu^antica e o pap el que a probabili- dade nela desemp enha, descrevendo um mundo essen-
cialmente \indeterminista". c) Alguns autores consideram que a ess^encia da Fsica Qu^antica e o princpio de incerteza, segundo o qual a p osic~ao e a velo cidade de uma partcula n~ao p o- dem mais ser determinadas simultaneamente. d) Outros, com esprito mais loso co, salientam que o que esta teoria tem de fundamental e que o obser- vador n~ao p o de ser separado do ob jeto que esta sendo observado. e) Aqueles com vies mais matematico a rmam que o essencial na Mec^anica Qu^antica e o uso de grandezas
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que n~ao comutam, ou o pap el insubstituvel desemp e- nhado p elos n umeros complexos. To das essas a rmac~oes s~ao corretas. No entanto, adotaremos como nosso p onto de partida a chamada \dualidade onda-partcula", e tomaremos uma vers~ao deste princpio como a ess^encia da Fsica Qu^antica. Em p oucas palavras, o que caracteriza a teoria qu^antica de maneira essencial e que ela e a teoria que atribui, para qualquer partcula individual, aspectos on- dulatorios, e para qualquer forma de radiac~ao, aspectos corpusculares.
I I. Dualidade onda-partcula: vers~ao fraca
Para a Fsica Classica, uma partcula p o de ser ima- ginada como uma b olinha b em p equena que se lo co- move p elo espaco, e que em condic~oes normais n~ao se divide. Alem dessa indivisibilidade, uma partcula classica tambem se caracteriza p or estar a cada instante em uma p osic~ao b em de nida, e com uma velo cidade precisa. Com o passar do temp o, a partcula descreve uma trajetoria b em de nida, que p o de ser visualizada como uma curva contnua no espaco. Uma onda, p or outro lado, e concebida p ela Fsica Classica como uma excitac~ao que se propaga em um meio, como a sup erfcie da agua, e que tem a carac- terstica de se espalhar no espaco. O que se propaga com a onda e a energia, que se identi ca com o movi- mento oscilatorio das partculas do meio. Como esse movimento das partculas p o de ser t~ao t^enue quanto se queira, a amplitude da onda p o de ser dividida o quanto se queira, p elo menos em teoria. Nesse sentido, as ondas s~ao contnuas, ao contrario das partculas, que s~ao discretas. Alem disso, ondas circulares claramente n~ao descrevem uma \tra jetoria", do tip o de nido para corp usculos. Elas s~ao espalhadas no espaco, sem se lo calizar em um p onto b em de nido. Alem de serem contnuas e espalhadas, as ondas exib em uma serie de fen^omenos tpicos, como a interfer^encia. Dizer simplesmente que \uma coisa (sem partes) e (ao mesmo temp o) partcula e onda" e uma contradic~ao logica. Pois isso implicaria que essa coisa e ao mesmo temp o indivisvel e divisvel (contnua), que ela segue uma tra jetoria e n~ao segue (e espalhada). No entanto, a Teoria Qu^antica e obrigada a conciliar, de alguma ma- neira, esses termos contraditorios. Veremos que exis-
tem dois tip os de enunciados para essa dualidade onda- partcula: o que chamamos \vers~ao fraca" tenta conci- liar o fen^omeno ondulatorio de interfer^encia com a in- divisibilidade observada na detecc~ao de fotons, eletrons etc.; a \vers~ao forte", desenvolvida p or Bohr, e concer- nente a exist^encia de interfer^encia e de trajetorias. A maneira mais completa de entender a indivisibi- lidade dos quanta, no caso da luz, e examinar o efeito foto emissivo (foto eletrico)[1]^. Aqui, p orem, iremos nos restringir a um exp erimento mais simples, feito com a luz p ela primeira vez p or Geo rey Taylor em 1909, e tambem com eletrons a partir da decada de 1950 [2]^. O exp erimento e simplesmente o das duas fendas (no caso da luz), no qual a fonte de luz e bastante t^enue (Fig. 1). Se acompanhassemos a formac~ao do padr~ao de in- terfer^encia em uma chapa fotogra ca, veramos p ontos aparecendo um apos o outro, corresp ondendo a cada foton sendo detectado de maneira lo calizada. Tais p on- tos, p orem, se agrupariam em bandas, acompanhando o padr~ao de intensidade tpico da interfer^encia. Exis- tem lmes mostrando a formac~ao de tal padr~ao, p onto p or p onto, no caso de eletrons (Fig. 2).
Figura 1. Exp erimento de duas fendas.[3]^.
Figura 2. Formac~ao paulatina de um padr~ao de inter- fer^encia.[4]^.
E^ imp ortante frisar que essa formac~ao p onto a p onto do padr~ao de interfer^encia o corre mesmo que ap enas um foton ou eletron incida p or vez (p or exemplo a cada segundo). Paul Dirac exprimiu isso dizendo que cada
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terpretac~ao com maiores detalhes. No caso que estamos examinando, temos o que Bohr chama de \fen^omeno ondulatorio". O asp ecto corpuscular que observamos na detecc~ao se deve ao \p ostulado qu^antico" desco- b erto p or Max Planck, e que para Bohr e o fundamento da Teoria Qu^antica. Este p ostulado a rma que existe uma descontinuidade essencial (uma indivisibilidade) em qualquer pro cesso at^omico, como p or exemplo na ionizac~ao de atomos de prata na chapa fotogra ca de- vido a ac~ao da luz.
IV. Regime qu^antico: ondas de baixa intensi- dade
Vimos um fen^omeno tipicamente qu^antico, que foi obtido tomando-se um fen^omeno descrito p ela Fsica Classica Ondulatoria (interfer^encia de luz), e redu- zindo a intensidade do feixe de luz ate o p onto em que se p o dem detectar pacotes individuais de ener- gia. De maneira analoga, muitos dos misterios da Fsica Qu^antica, como o princpio de incerteza, o efeito t unel[11]^ , o spin[12]^ e a estatstica Bose-Einstein para luz de origem termica[13]^ , s~ao fen^omenos descritos na Fsica Ondulatoria Classica, e que passam a ser fen^omenos qu^anticos quando se reduz a intensidade do feixe e se melhora a sensibilidade dos detectores. Po demos resu- mir essa ab ordagem dizendo que o regime qu^antico e a Fsica das Ondas para baixas intensidades, quando propriedades corpusculares passam a aparecer. Para entender o comp ortamento da luz no re- gime qu^antico, e preciso considerar que a energia de cada foton detectado e dada p or E = h , onde e a freq u^encia da luz. O momento asso ciado a este foton e dado p or p = h=, onde e o comprimento de onda. A primeira destas leis e devida a Eins- tein (1905), baseando-se no trabalho pioneiro de Max Planck (1900), que de niu a constante h. A segunda foi generalizada para to das as partculas p or Louis de Broglie (1923), lembrando que para partculas com massa m n~ao nula, p = mV ; onde V e a velo cidade da partcula. Para a luz, assim como para qualquer forma
E = h e p = h= : (1) Pela ab ordagem descrita acima, muitas caracte- rsticas essenciais da Fsica Qu^antica ja se encontram
na Fsica Ondulatoria Classica. Um exemplo disso e a diferenca que existe, para as ondas classicas, entre am- plitude e intensidade. Numa onda transversal em uma dimens~ao (como a gerada em uma corda) a amplitude mede o deslo camento transversal da onda que se pro- paga, mas esta amplitude n~ao e prop orcional a energia que se propaga. A intensidade I da onda (energia p or unidade de temp o e de area, para ondas em tr^es di- mensc~oes) e prop orcional ao quadrado da amplitude :
No regime qu^antico, a intensidade corresp onde ao n umero de quanta detectados. Assim, em uma regi~ao delimitada do espaco, o n umero de quanta detectados sera prop orcional ao quadrado da amplitude da onda asso ciada aquela regi~ao. Se tivermos preparado ex- p erimentalmente ap enas um quantum (um foton, um eletron), a probabilidade de detecta-lo em uma certa regi~ao sera prop orcional ao quadrado da amplitude de
regra prop osta p or Max Born, em 1926. Quando dois pulsos de onda se cruzam em uma corda classica, o pulso resultante tem uma amplitude que e a soma das amplitudes dos pulsos originais. Este e o princpio de superposic~ao da Fsica Ondulatoria Classica: quando varias ondas passam p or um p onto, a amplitude resultante e a soma das amplitudes com- p onentes. Para duas ondas contnuas de mesmo propagando-se na mesma direc~ao e sentido, a sup er- p osic~ao p o de ser contrutiva (ondas em fase) ou destru- tiva (ondas defasadas em =2) (Fig. 3). Se uma onda de intensidade I 0 for dividida em duas partes de igual intensidade I 0 , p or exemplo a luz se di- vidindo em um esp elho semi-re etor (Fig. 4), e facil ver (p or conservac~ao de energia) que a amplitude 0 nal de cada comp onente n~ao e a metade da amplitude (^0) da onda original, mas que 0 = 0 =
Figura 3. Sup erp osic~oes construtiva e destrutiva.
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Figura 4. Divis~ao de uma onda em duas comp onentes de igual amplitude.
Pois b em, n~ao p o deramos p egar as comp onentes A e B da Fig. 4, acertar suas fases relativas, de forma a re- combina-las com sup erp osic~ao construtiva? Neste caso, a amplitude da onda resultante seria 0 =
maior que a do feixe inicial! Isso n~ao e p ossvel! N~ao p o demos recombinar dois feixes dessa maneira simples para obter sup erp osic~ao construtiva. Na sec~ao seguinte veremos como se faz para recombinar amplitudes de onda.
V. Interfer^ometro de Mach-Zehnder Classico
Vamos agora apresentar um arranjo exp erimental parecido com o exp erimento das duas fendas, tambem envolvendo interfer^encia de ondas. O aparelho em quest~ao chama-se \interfer^ometro de Mach-Zehnder", desenvolvido no seculo XIX[14]^. Para entender o funcionamento deste inter- fer^ometro, iremos considerar um feixe de luz como con- sistindo de ondas em uma dimens~ao. Um mo delo ondu- latorio razoavel para um feixe de luz, gerado p or exem- plo p or uma lanterna, e de que ele consiste de um monte de \trens de onda". Vamos considerar ap enas um des- tes trens de onda. O primeiro comp onente do interfer^ometro e um \es- p elho semi-re etor", um vidro fum^e que divide o feixe de luz em duas partes, uma transmitida e uma re etida, de igual amplitude. Ja vimos que neste caso de divis~ao de ondas, se a amplitude do feixe inicial e 0 a do feixe transmitido e 0 =
2, assim como a do re etido. Alem disso, o trem de onda re etido sofre um deslo- camento de fase em relac~ao ao trem transmitido atraves do esp elho. Adotaremos a regra de que a cada re- ex~ao ocorre um atraso de = 4 em relac~ao ao trem transmitido[15]^.
O esquema do interfer^ometro de Mach-Zehnder esta na Fig. 5. O feixe inicial passa p or um esp elho semi- re etor S 1 , que divide o feixe em um comp onente trans- mitido (A) e um re etido (B ). Cada comp onente re- ete ent~ao dos esp elhos E 1 e E 2 , e voltam a se cruzar no esp elho semi-re etor S 2 , rumando ent~ao para os de- tectores (p otenci^ometros) D 1 e D 2. O que acontece?
Figura 5. Interfer^ometro de Mach-Zehnder.
Como cada comp onente se divide em duas partes em S 2 , p o deramos esp erar que cada detector mediria 50% do feixe. Mas n~ao e isso que acontece! Observa-se, quando a dist^ancia p ercorrida p elos dois comp o- nen- tes forem exatamente iguais, que 100% do feixe original incide em D 1 , e 0% em D 2! Isso acontece devido a sup erp osic~ao construtiva em D 1 e a sup erp osic~ao destrutiva em D 2 (Fig. 6). O feixe A se aproxima de S 2 com uma amplitude 0 =
sofreu uma re ex~ao em E 1 ; o feixe B se aproxima com
freu re ex~oes em S 1 e E 2. No esp elho semi-re etor S 2 , metade do feixe A e transmitido e metade e re etido, sendo que o mesmo o corre para o feixe B. Considere- mos as partes de A e de B que rumam para D 2. O comp onente que p ercorreu o caminho A passa direto
sando a ter uma amplitude 0 = 2 apos a divis~ao da onda; enquanto isso, o comp onente vindo de B sofre uma re-
com amplitude 0 =2. Temos assim uma diferenca de = 2 entre os comp onentes de mesma amplitude, o que corresp onde a uma sup erp osic~ao destrutiva. Ou seja, as amplitudes que atingiriam D 2 se anulam, e nada e detectado neste p otenci^ometro.
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Figura 7. Vers~oes do interfer^ometro nos quais os fotons ru- mam p or um caminho conhecido.
Ha um punhado de sadas p ossveis. Consideremos tr^es delas, que seguem as interpretac~oes simpli cadas apresentadas anteriormente. (1) Interpretac~ao Ondulatoria. Talvez o foton p ossa se dividir simetricamente em dois \meio-fotons" no pri- meiro esp elho semi-re etor S 1. Em outras palavras, teramos um pacote de onda que se dividiria em duas partes em S 1 , e estes se recombinariam em S 2 , con- forme prev^e a Fsica Ondulatoria Classica. O problema seria explicar p or que em outros exp erimentos nunca detectamos meio fotons. (2) Interpretac~ao da Dupla Soluc~ao. Talvez o ob- jeto qu^antico se divida em duas partes: o foton e a sua onda asso ciada. Assim, o foton de fato seguiria uma tra jetoria, ou p or A ou p or B , mas simultaneamente a sua onda asso ciada se dividiria em duas partes iguais, uma rumando p or A e outra p or B. A partcula se- ria um \sur sta" que so p o de navegar aonde ha ondas. Como as ondas se cancelam proximas ao detector D 2 , o foton e obrigado a surfar para D 1. (3) Interpretac~ao da Complementaridade. Um fen^omeno p o de ser ondulatorio ou corpuscular, nunca os dois ao mesmo temp o. O exp erimento examinado e um fen^omeno ondulatorio, e p ortanto n~ao tem sentido
p erguntar onde esta o foton. Vamos agora dar uma olhada sup er cial na maneira como o formalismo da Teoria Qu^antica descreve o ex- p erimento de Mach-Zehnder para um foton unico. Aos p oucos, veremos que as diferentes interpretac~oes s~ao consistentes com este formalismo, que fornece as re- gras para se calcular valores p ossveis de medic~oes e as resp ectivas probabilidades.
VI I I. Princpio qu^antico de sup erp osic~ao
Se o esp elho semi-re etor S 1 estiver removido, to- dos concordam que o foton ou o pacote de onda ruma p elo caminho A. Por exemplo, se inserirmos um de- tector neste caminho, ele sempre registrara a presenca do foton (sup ondo que o detector e 100% e ciente). Po demos assim atribuir um estado ao nosso sistema qu^antico, em um certo instante, que denotaremos p or
certeza no caminho A; devido a esta certeza, tal estado costuma ser chamado de auto-estado asso ciado ao valor A para a p osic~ao do foton[19]^. Analogamente, p o demos
estado, um detector e ciente no caminho B certamente registrara um foton. Cada um destes estados e analogo a uma amplitude de onda classica. Esses dois estados t^em uma propriedade interes-
nada p o dera ser detectado no caminho A. Dizemos nesse caso que esses estados s~ao ortogonais. Agora vamos enunciar um dos princpios fundamen- tais da Mec^anica Qu^antica, o chamado Princpio de Su- p erp osic~ao: Dados dois estados possveis de um sistema qu^antico, ent~ao a soma desses dois estados tambem e um estado possvel do sistema. Como conseq u^encia deste princpio, o seguinte es- tado tambem descreve uma situac~ao p ossvel:
Notamos que a \soma" mencionada envolve certos co- e cientes, necessarios para manter os estados \norma- lizados", que p o dem assumir valores \complexos" (en-