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Vacinas geneticas, Notas de estudo de Biomedicina

Vacinas geneticas em pdf

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 17/02/2010

dayanna-cristina-12
dayanna-cristina-12 🇧🇷

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VACINAS GENÉTICAS
As vacinas tradicionais consistem principalmente de agentes causadores de
doenças (patógenos) mortos ou enfraquecidos, ou de fragmentos ou toxinas desses
patógenos.
O principal objetivo das vacinas é preparar o sistema imunitário para
combater vírus, bactérias ou outros parasitas perigosos o mais rápido possível,
antes que esses patógenos ganhem uma base segura dentro do organismo. As
vacinas conseguem esse efeito, fazendo o sistema imunitário se comportar como se
o corpo estivesse sendo invadido por um patógeno, o que o leva a produzir
anticorpos para combater os invasores.
Numa infecção real, o sistema imunitário responde à presença dos antígenos
– substâncias estranhas ao corpo –, representados por proteínas ou polissacarídeos
produzidos pelo patógeno.
Duas respostas podem ocorrer por parte do organismo, ambas orquestradas
pelos leucócitos presentes no sangue:
1. A resposta humoral, comandada pelos linfócitos B, que atua sobre os patógenos
e antígenos extracelulares. Essas células secretam moléculas de anticorpos, que
se unem aos agentes infecciosos, neutralizando-os ou carimbando-os para
serem destruídos por outras células do sistema imunitário.
2. Outro ataque, liderado pelos linfócitos T assassinos. As células infectadas
mostram, sobre a superfície celular, partes das proteínas sintetizadas pelo DNA
do patógeno como se fossem bandeiras, sinalizando para os linfócitos T que
estão infectadas. Esses linfócitos destroem então as células e, por tabela, os
invasores intracelulares.
Além da eliminação dos invasores, a ativação do sistema imunitário contra um
patógeno específico leva à criação das células de memória, que podem atacar e
destruir o mesmo patógeno no futuro.
A constituição e a duração da imunização proporcionada pelas vacinas
tradicionais variam. Aquelas baseadas em patógenos mortos (raiva, gripe e hepatite
A) ou em antígenos isolados dos patógenos (tétano, difteria e hepatite B) ativam
somente a resposta humoral primária, e não as células T assassinas. Essas
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VACINAS GENÉTICAS

As vacinas tradicionais consistem principalmente de agentes causadores de doenças (patógenos) mortos ou enfraquecidos, ou de fragmentos ou toxinas desses patógenos.

O principal objetivo das vacinas é preparar o sistema imunitário para combater vírus, bactérias ou outros parasitas perigosos o mais rápido possível, antes que esses patógenos ganhem uma base segura dentro do organismo. As vacinas conseguem esse efeito, fazendo o sistema imunitário se comportar como se o corpo estivesse sendo invadido por um patógeno, o que o leva a produzir anticorpos para combater os invasores.

Numa infecção real, o sistema imunitário responde à presença dos antígenos

  • substâncias estranhas ao corpo –, representados por proteínas ou polissacarídeos produzidos pelo patógeno.

Duas respostas podem ocorrer por parte do organismo, ambas orquestradas pelos leucócitos presentes no sangue:

  1. A resposta humoral, comandada pelos linfócitos B , que atua sobre os patógenos e antígenos extracelulares. Essas células secretam moléculas de anticorpos, que se unem aos agentes infecciosos, neutralizando-os ou carimbando-os para serem destruídos por outras células do sistema imunitário.
  2. Outro ataque, liderado pelos linfócitos T assassinos. As células infectadas mostram, sobre a superfície celular, partes das proteínas sintetizadas pelo DNA do patógeno como se fossem bandeiras, sinalizando para os linfócitos T que estão infectadas. Esses linfócitos destroem então as células e, por tabela, os invasores intracelulares. Além da eliminação dos invasores, a ativação do sistema imunitário contra um patógeno específico leva à criação das células de memória, que podem atacar e destruir o mesmo patógeno no futuro.

A constituição e a duração da imunização proporcionada pelas vacinas tradicionais variam. Aquelas baseadas em patógenos mortos (raiva, gripe e hepatite A ) ou em antígenos isolados dos patógenos (tétano, difteria e hepatite B ) ativam somente a resposta humoral primária, e não as células T assassinas. Essas

respostas são insuficientes contra muitos dos microrganismos que invadem as células posteriormente. Além disso, a proteção conferida por essas vacinas diminui gradualmente ao longo do tempo, tornando-se necessária a aplicação de reforços periódicos.

As vacinas constituídas por vírus atenuados preservam os mecanismos de que os vírus dispõem para se ligar às células hospedeiras, introduzir seu material genético e comandar a síntese de proteínas virais, ou de antígenos, que serão mostrados pelas células infectadas. Dessa maneira, essas vacinas estimulam o ataque pelos linfócitos T assassinos e pelos anticorpos sintetizados pelos linfócitos B. Essa dupla atividade é essencial para o bloqueio da infecção viral e para assegurar a imunidade. Além disso, essas vacinas (como as do sarampo, catapora, rubéola, caxumba e pólio) freqüentemente conferem imunidade para o resto da vida. Por isso, são consideradas o padrão ouro das vacinas existentes.

Mas as vacinas com o patógeno atenuado também podem causar problemas. Elas podem gerar a doença em pessoas cujo sistema imunitário se encontre comprometido, como pacientes com câncer em tratamento quimioterápico, portadores do vírus HIV e idosos. Esses indivíduos também podem contrair doenças de pessoas saudáveis, vacinadas recentemente. Além disso, os vírus enfraquecidos podem sofrer mutações e restaurar a virulência. Essas vacinas também podem conter contaminantes, que são subprodutos indesejáveis do processo de fabricação, capazes de disparar no organismo reações alérgicas e outras reações inconvenientes.

As vacinas genéticas são completamente diferentes das vacinas tradicionais. As mais estudadas consistem de plasmídeos, que são pequenas moléculas circulares de DNA encontradas no citoplasma bacteriano mas incapazes de produzir uma infecção. Os plasmídeos usados na imunização são alterados para transportar genes específicos para um ou mais antígenos (proteínas) de um patógeno selecionado. Elas são aplicadas por meio de injeções intramusculares ou por um mecanismo conhecido como revólver genético, que consiste em colocar os plasmídeos dentro de microesferas de ouro e dispará-las contra a pele do paciente, utilizando para isso um disparador de alta pressão.

Uma vez dentro das células, alguns plasmídeos conseguem penetrar no núcleo, onde os genes que codificam os antígenos são transcritos em moléculas de

Foi a partir de 1990 que os pesquisadores começaram a investigar se a resposta imunitária indesejável para os genes terapêuticos não poderia ser usada na vacinação e se as vacinas de DNA não poderiam estimular o sistema imunológico de roedores e primatas a produzir linfócitos B e T contra patógenos diferentes.

O primeiro teste em humanos foi realizado em 1995, quando plasmídeos contendo genes do HIV foram inoculados em portadores do vírus. Poucos resultados conclusivos foram obtidos até o momento. Algumas dúvidas precisam ser respondidas a respeito das vacinas de DNA quanto à toxicidade dos plasmídeos em relação às células ou se esse DNA estranho pode levar a uma resposta imunológica dirigida ao próprio DNA.

Texto traduzido e adaptado por Sônia Lopes e Luciano Luna Rodrigues, em dezembro de 2004, a partir dos artigos “Genetic Vaccines”, escrito por David B. Weiner e Ronald C. Kennedy e publicado na revista Scientific American , v. 281, p. 34-41, 1999, e “Gene Vaccines”, escrito por Indresh K. Srivastava e Margareth A. Liu e publicado na revista Annals of Internal Medicine , v. 138, no^ 7, p. 550-9, 2003.