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O objetivo é demonstrar que os elementos meteorológicos como: temperatura, umidade relativa do ar, intensidade e direção predominante do vento, insolação, precipitação e cobertura de nuvem têm suas contribuições para o desenvolvimento sustentável no município de Caruaru.A climatologia foi elaborada a partir das séries de dados de precipitação, desvio padrão da precipitação, coeficiente de variância, máximos e mínimos valores absolutos. A temperatura (máxima, mínima, média e amplitude térmica), u
Tipologia: Notas de estudo
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Emmanuelle Maria Gonçalves Lorena 1 , Raimundo Mainar de Medeiros^2 , Vicente de Paulo Silva 3 , Romildo Morant de Holanda^4. (^1) Mestranda em Engenharia Ambiental UFRPE-Universidade Federal Rural de Pernambuco, e-mail:
[email protected]; 2 Dr. em Meteorologia e Pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco, e-mail: [email protected]; 3 Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco,
UFRPR, e-mail: [email protected]; 4 Prof. Dr. Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, PE, Brasil, e-mail: [email protected].
RESUMO O objetivo é demonstrar que os elementos meteorológicos como: temperatura, umidade relativa do ar, intensidade e direção predominante do vento, insolação, precipitação e cobertura de nuvem têm suas contribuições para o desenvolvimento sustentável no município de Caruaru.A climatologia foi elaborada a partir das séries de dados de precipitação, desvio padrão da precipitação, coeficiente de variância, máximos e mínimos valores absolutos. A temperatura (máxima, mínima, média e amplitude térmica), umidade relativa do ar, insolação total, nebulosidade, intensidade e direção predominante do vento adquiridos do INMET para o período de 1962-2000. Calculou-se os elementos meteorológicos evapotranspiração, evaporação, deficiência e excedente hídrico foram estimados pelo método do balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather, (1948; 1955).os horários das 9 h às 15h, horário de máxima ocorrência de insolação. As coberturas de nuvens são máximas nos períodos chuvosos e mínimas no período seco.Com aumento na temperatura e redução na precipitação as deficiências hídricas sem ampliam e provocam desates maiores desgastes nos níveis de represas, açudes, agronegócios, agropecuária entra tantas outras áreas. A população deverá recorrer ao armazenamento de água de chuva cotidianamente, no setor agrícola deverá plantar com sementes supre precoce resistente a baixos índices pluviais. Palavra chaves : Flutuações hidroclimáticas, elementos meteorológicos, conforto térmico, agricultura.
SUMMARY The objective is to demonstrate that the meteorological elements such as: temperature, relative air humidity, intensity and predominant direction of the wind, insolation, precipitation and cloud cover have their contribution to sustainable development in the municipality of Caruaru. The climatology was elaborated from the series of data of precipitation, standard deviation of the precipitation, coefficient of variance, maxima and minimum absolute values. The temperature (maximum, minimum, average and thermal amplitude), relative air humidity, total sunshine, cloudiness, intensity and predominant direction of the wind acquired from INMET for the period 1962-2000. It was calculated the meteorological elements evapotranspiration, evaporation, deficiency and water surplus were estimated by the climatological water balance method of Thornthwaite and Mather, (1948, 1955). The hours from 9:00 a.m. to 3:00 p.m., the maximum time of occurrence of insolation. Cloud coverages are highest in the rainy season and minimum in the dry season. With an increase in temperature and a reduction in rainfall, water deficiencies do not widen and cause greater losses in the levels of dams, dams, agribusiness, agriculture and livestock. The population should resort to storing rainwater every day, in the agricultural sector should plant with seeds early precoce resistant to low rainfall. Keywords : Hydroclimatic fluctuations, meteorological elements, thermal comfort, agriculture.
INTRODUÇÃO O clima é um conjunto de elementos físicos, químicos e biológicos que caracterizam a atmosfera de determinado local e influenciam nos seres que nele se encontram conforme afirma
Pereira et al. (2001). Por isso, considera-se uma das variáveis mais importantes do ambiente. No entanto, as atividades humanas, podem contribuir de maneiras negativas, pois mudam gradativamente as condições de vida tanto humana quanto animal, causando assim alterações na qualidade de vida da sociedade em geral. A diferença de resposta térmica entre o ambiente urbano e rural é principalmente marcada pelo desenvolvimento de ilhas de calor nas áreas urbanas em conformidade com Rocha (2011). Parker (2010) esclarece que as ilhas de calor são resultadas das propriedades físicas dos edifícios e de outras estruturas. Além disso, ocorre a emissão de calor pelas atividades humanas. A informação climática é importante atualmente nas atividades do homem, tanto para se precaver de fenômenos atmosféricos adversos, e para auxiliar e otimizar a produção agropecuária, hidrológica. A busca pela otimização da prática agrícola e dos controles hídricos é uma questão estrategicamente fundamental diante da necessidade de produzir alimentos e no armazenamento de água potável para uma população cada vez maior em conformidade com Brasil (2005). O objetivo é demonstrar que os elementos meteorológicos como: temperatura, umidade relativa do ar, intensidade e direção predominante do vento, insolação, precipitação e cobertura de nuvem têm suas contribuições para o desenvolvimento sustentável no município de Caruaru.
O município de Caruaru está localizado na mesorregião Agreste e na Microrregião do Vale do Ipojuca do Estado de Pernambuco, limitando-se a norte com Toritama, Vertentes, Frei Miguel e Taquatinga do Norte, a sul com Altinho e Agrestina, a leste com Bezerros e Riacho das Almas, e a oeste com Brejo da Madre de Deus e São Caitano. A área municipal ocupa 928, km2 e representa 0,94% do Estado de Pernambuco, sendo que 16,6 km² estão em perímetro urbano e os 903,9 km² restantes formam a zona rur al. A sede do município tem altitude de 554 metros e coordenadas geográficas de 08°17’S latitude e 35°58’W de longitude, distando 140, km da capital. Os dados pluviométricos foram adquiridos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Agencia Pernambucana de Água e Clima (APAC) compreendido entre os anos de 1913 a 2016. Utilizou-se de cálculos simplificados estatisticamente para definir, média, desvio padrão, coeficiente de variância, máximos e mínimos valores absolutos ocorridos, definiu-se a quadra chuvosa e seca, o trimestre seco e chuvoso além do mês seco e chuvoso. A climatologia foi elaborada a partir das séries de dados de precipitação, desvio padrão da precipitação, coeficiente de variância, máximos e mínimos valores absolutos. A temperatura (máxima, mínima, média e amplitude térmica), umidade relativa do ar, insolação total, nebulosidade, intensidade e direção predominante do vento adquiridos do INMET para o período de 1962-2000.
RESULTADOS E DISCURSÕES Figura 1 conter as flutuabilidades da temperatura: máxima, mínima, média e amplitude térmica da área de estudo.A temperatura máxima anual é de 28 °C, o pico máximo ocorre em dezembro com 30,4 °C e com temperatura máxima da mínima em julho com 24,4 °C, o quadrimestre quente ocorre nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro oscilando entre 29,7 °C a 30,4 °C. Com temperatura mínima anual de 19 °C e suas variabilidades mensais fluindo entre 17,3 °C no mês de julho a 20,1 °C em março, o quadrimestre quente ocorre entre os meses de janeiro, fevereiro, março e abril flutuando entre 19,7 °C a 20,1 °C. O quadrimestre frio registra-se entre os meses de junho, julho, agosto e setembro oscilando entre 17,3 °C a 18, °C. A temperatura média anual é de 22,9 °C e suas oscilações mensais ocorrem entre 20,6 °C no mês de julho a 24,7 °C em novembro, o quadrimestre quente ocorre entre os meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro e o quadrimestre frio registra-se nos meses de junho, julho, agosto e setembro. A amplitude térmica oscila entre 7 °C no mês de junho a 10,8 °C nos meses de novembro e dezembro. A amplitude térmica anual é de 9,1 °C.
XX Congresso Brasileiro de Agrometeorologia V Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação do Semiárido Brasileiro
Juazeiro-BA/Petrolina-PE, Brasil. 14 a 18 de agosto de 2017
A variabilidade do comportamento da precipitação histórica e da umidade relativa do ar para Caruaru – PE, referente ao período de 1962-2015 está representada na figura 4. A umidade relativa do ar oscila entre 50% no mês de novembro a 85,8% no mês de julho, com 77,2% de umidade anual. O trimestre de baixa umidade do ar compreende os meses de outubro a dezembro com oscilações entre 50 a 74,5%. Os meses de junho a agosto compreende o trimestre de alta umidade e suas flutuações ocorrem entre 83,8 a 85,8%. O mês de baixa umidade e novembro (50% e o de alta umidade é o mês de julho 85,8%). Na figura 5 observa-se aumento gradativo da umidade entre janeiro a agosto seguidamente de redução até o mês de novembro que registra o menor índice de umidade.
Figura 5.Comportamento da precipitação histórica e da umidade relativa do ar para o município de Caruaru – PE. A variabilidade histórica da precipitação pode ser destacada na figura 5, nos meses de outubro, novembro e dezembro ocorrem baixos índices de precipitações, nos meses de maio, junho e julho tem-se o trimestre chuvoso, além de destacarmos acréscimos gradativos de precipitações nos meses de janeiro a maio. Na figura 6 tem-se ocomportamento da intensidade média do vento para o município de Caruaru – PE. Destacam-se os meses de fevereiro, março, abril e junho com menores intensidades (1, ms -1). O mês de novembro com 2,3 ms -1. A intensidade anual do vento é de 2 ms -1^. Salienta-se que as baixas intensidades estão ligadas nos meses chuvosos e as altas intensidades nos meses secos. Destaca-se que não foram utilizadas as rajadas de ventos para serem geradas as climatologias acima.
Figura 6.Comportamento da intensidade média do vento para o município de Caruaru – PE.
A direção do vento é o ponto cardeal de onde vem o vento. A partir da rosa dos ventos obtêm-se a direção do vento predominante para determinado local e período. O demonstrativo da direção do vento predominante no município é da seguinte forma conforme descrição. A direção predominante do vento anual no município é de SE, assim como todas as flutuações mensais registradas são de sudeste (SE)
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As flutuações dos índices de chuvas podem estar sendo causadas por fatores de grande escala, como Zona de Convergência Intertropical e dos eventos climáticos extremos como movimentos convectivos, linhas de instabilidades que ocorreram nos períodos estudados; e por fatores de microescala, como os efeitos locais e o crescimento urbano desordenado, provocando aquecimento da superfície, e a formação de nuvens na área de estudo. Os aumentos dos índices pluviométricos podem ser justificados, porque os grandes centros urbanos, devido o desmatamento e a expansão do crescimento urbano desordenado, se tornam mais quentes e isso causa aumento de temperatura do ar, podendo causar tempestades mais severas e na época menos chuvosa, essas tempestades podem ocorrer com rajadas de vento fortes, chuvas isoladas e de alta magnitude e de curta duração, seguidos de descargas elétricas. A alta insolação pode provocar ressecamento e câncer de pele, evitar esforços físicos entre os horários das 9 h às 15h, horário de máxima ocorrência de insolação. As coberturas de nuvens são máximas nos períodos chuvosos e mínimas no período seco. Com aumento na temperatura e redução na precipitação as deficiências hídricas sem ampliam e provocam desates maiores desgastes nos níveis de represas, açudes, agronegócios, agropecuária entra tantas outras áreas. A população deverá recorrer ao armazenamento de água de chuva cotidianamente, no setor agrícola deverá plantar com sementes supre precoce resistente a baixos índices pluviais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APAC. Agencia Pernambucana de Água e clima.2016. BARCELLOS, C. Mudanças climáticas e ambientais e as doenças infecciosas: cenários e incertezas para o Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v. 18, n. 3, p. 285- 304, 2009. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Participação das atividades econômicas no valor adicionado bruto, por Unidade da Federação- 2001-2004. Rio de Janeiro: IBGE, 2005. Disponível em: Acesso em janeiro de
INMET. Dados da rede do Instituto Nacional de Meteorologia. Disponível em: Acesso em: janeiro 2017. PARKER, D. Urban Heat Island Effects on Estimates of Observed Climate Change. Interdisciplinary Review, 1, 123-133. CrossRef. 2010. PEREIRA, A.R.; ANGELOCCIL, L.R.; CENTELHAS, P.C. Agrometeorologia: fundamentos e aplicações práticas. Guaíba: Agropecuária. 2001. ROCHA, L.M.V.; SOUZA, L.C.L.; CASTILHO, F.J.V. Ocupação do solo e ilha de calor noturna em avenidas marginais a um córrego urbano. CEP, 13565, 905. 2011. THORNTHWAITE, C.W. Na approach TOWARD A ROTIONAL CLASSIFICATION OF CLIMATE. The Geogr. Ver. 38(1). 1948. THORNTHWAITE, C.W.; MATHER, J.R. The water balance climatology. Caterton. New Jersey, 8(1). 1-104 pp. 1955.