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Este material contem uma aula sobre variação linguística
Tipologia: Slides
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Não perca as partes importantes!

















Língua ● A língua pertence a todos os membros de uma comunidade; por isso faz parte do patrimônio social e cultural de cada coletividade. ● Como ela é resultado histórico de uma convenção, um único indivíduo, isoladamente, não é capaz de criá-la ou modificá-la. ● A fala e a escrita, entretanto, são usos individuais da língua. Ainda assim, não deixam de ser sociais, pois, sempre que falamos e escrevemos, levamos em conta quem é o interlocutor e qual é a situação em que estamos nos comunicando.
O que é importante pensarmos? ● Cada um de nós, quando nasce, começa a aprender a língua em casa, com os familiares. Ao ouvir as pessoas falando, nós também vamos, aos poucos, apropriando-nos do vocabulário e das leis combinatórias da língua. ● Também aprendemos a articular nosso aparelho fonador para produzir sons. ● Quando passamos a ter contato com outros grupos sociais, percebemos que nem todos falam como nós e nossos parentes mais diretos, mas nem por isso deixamos de compreendê-las. Ainda assim, não deixam de ser sociais, pois, sempre que falamos e escrevemos, levamos em conta quem é o interlocutor e qual é a situação em que estamos nos comunicando.
Variação linguística: o que é? ● Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.
Pisa na Fulô João do Vale Um dia desse fui dançá lá em Pedreiras Na rua da Golada, gostei da brincadeira Zé Caxangá era o tocadô Mas só tocava pisa na fulô Pisa na fulô, pisa na fulô, Pisa na fulô, Não maltrata o meu amô Seu Serafim cochichava a Marvió Sou capaz de jurá Que nunca vi forró mió Inté vovó Garrou na mão de vovô E disse "simbora meu veinho, Vamo pisá na fulô!" Pisa na fulô, pisa na fulô Pisa na fulô, Não maltrata o meu amô Eu vi menina que nem tinha doze ano Agarrá seu pá e também sair dançano Sastifeita, dizendo: "Meu amor, Ai, como é gostoso Pisa na fulô". Pisa na fulô, pisa na fulô Pisa na fulô, Não maltrata o meu amô De madrugada Zeca Caxangá Disse pro dono da casa: “Num precisa me pagá Mai pufavô, Arranje outro tocador Que eu também quero Pisá na fulô" Pisa na fulô, pisa na fulô Pisa na fulô, Não maltrata o meu amô
Histórica ou diacrônica Bacana – ótimo, legal Barbeiro – motorista ruim Batuta – pessoa boa Bicho – amigo Boa pinta – de boa aparência Borogodó – charme Brasa – coisa muito legal Broto – garota bonita Bulhufas – coisa nenhuma Cafona – fora de moda Cara – pessoa Carango – carro Chapa – amigo Coroa – pessoa de mais idade Dar mancada – não cumprir com o acertado Dar o esparramo – dispersar De lascar – complicado Duca – excelente Lelé da cuca – doido Morar – entender Fogo na roupa – complicado, de difícil solução Pão – rapaz bonito Pacas – muito Papo firme – conversa séria Papo furado – conversa fiadaPatota – turmaPindaíba – falta de dinheiroPrafrentex – modernoQuadrado
Histórica ou diacrônica Refere-se às alterações que a língua sofre com o passar do tempo, tanto a nível morfológico, quanto sintático, semântico e discursivo. As diferenças geracionais, ou seja, na fala de jovens e idosos de um mesmo grupo social, também são estudadas como variação histórica.
Geográfica, regional ou diastópica Disponível em https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/163269348904/tirinha-original Tem como foco as alterações linguísticas que se dão devido às distâncias geográficas, como os sotaques, as palavras a forma de organizar a sintaxe, expressões típicas de cada região.
Geográfica, regional ou diastópica
Contextual, de registro ou diafásica Refere-se ao uso de uma variante da língua motivado pelo contexto em que ocorre o ato de fala. EM CASA Maria (mãe): - Filho, vá estudar variação linguística. A avaliação é hoje, te dou uma bola se tirar 80. Não vai me envergonhar, hein? José (filho): - Mamãe, eu já sei que a língua varia conforme a região, o tempo, o grau de instrução e um bocado de coisas mais. Me dê, mamãe, a bola. NA ESCOLA Maria (na escola): - José, estude variação linguística que a avaliação será hoje e eu darei à turma um livro a quem tirar 80. José (na escola)- Professora, sei de todas as variações, inclusive como banir o preconceito linguístico existente na nossa sociedade. E agora, mereço o 80 e o livro?!
Segundo o meio ou diamésica É a variação que se dá de acordo com o suporte em que o texto é veiculado. Disponível em: https://www.downloadsource.com.br/como-enviar-as-conversas-do-whatsapp-por-e-mail/n/3226/
Variedade Padrão e Norma Culta ● A^ norma-padrão^ é^ baseada^ no^ idioma^ oficial^ de^ um^ país.^ Ela sofre um trabalho de codificação e padronização feito por gramáticos para poder ser usada na ciência e no direito, por exemplo. Por isso, a norma-padrão não é considerada uma variante linguística, já que não é efetivamente falada por nenhuma comunidade. ● Por^ outro^ lado,^ a^ norma^ culta ,^ também^ chamada^ de^ língua padrão ou variante formal , se refere às variantes de prestígio realmente faladas pelas camadas privilegiadas da sociedade. Ela é uma mistura de construções aceitas e rejeitadas pela norma-padrão.
Variedade Padrão e Norma Culta Colocação pronominal em ênclise no início da oração: ● Levante-se^ e^ vamos^ embora. ● Dá-me^ isso,^ por^ favor. Regência verbal com a preposição adequada: ● Ele^ nunca^ obedece^ ao^ pai. ● Nós^ assistimos^ ao^ jogo^ de futebol juntos. Uso correto das várias pessoas gramaticais: ● Eu^ quero^ ir^ contigo.^ Tu^ vais^ a^ que horas? ● Veja^ isso^ com^ atenção^ e^ depois diga se você entendeu tudo. Utilização de palavras sem estarem abreviadas ou contraídas: ● está^ (e^ não^ tá); ● para^ (e^ não^ pra); ● você^ (e^ não^ cê).