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Variações aleatórias, Notas de aula de Probabilidade e Estatistica

Distribuição de variação aleatória

Tipologia: Notas de aula

2026

Compartilhado em 28/05/2026

lorena-pedroso-lucena-guimaraes
lorena-pedroso-lucena-guimaraes 🇧🇷

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1
Distribuição de Probabilidade de Variáveis
1. Variáveis Aleatórias
Seja E um evento aleatório e U o espaço Amostral associado ao experimento.
Uma função X que associe cada elemento u
U um número real X(u) denominada
variável aleatória.
Exemplo:
Lançam-se três moedas. Seja X: número de ocorrência de face cara. Determinar a
distribuição de probabilidade de X.
1.1 Variável Aleatória Discreta
Seja X uma variável aleatória. Se o número de valores possíveis de X for finito
ou infinito numerável, denominaremos X de Variável Aleatória Discreta.
Exemplos:
X: O número de Caras obtidas em um lançamento de duas moedas não viciadas.
X: O número de Clientes que vão ao banco no horário das 10:00h as 12:00h.
X: Chamadas telefônicas por unidade de tempo.
X: Número de partículas emitidas por uma fonte de material radioativo por unidade
de tempo.
1.2 Variável Aleatória Contínua
Seja X uma variável aleatória. Se o contradomínio de X é um intervalo, ou uma
coleção de intervalos, denominamos X de Variável Aleatória Contínua.
Exemplos:
X: Altura acima do solo que um dardo atinge o painel.
X: O intervalo de tempo de vida de uma lâmpada.
X: Tempo de vida útil de uma bateria de automóvel.
X: Tempo de vida de uma pessoa.
2. Função Distribuição de Probabilidade Discreta
É a função que associa a cada valor assumido pela variável aleatória a
probabilidade do evento correspondente, isto é:
( ) ( ), , , ,...,
ii
P X x p x i n 1 2 3
Para o resultado
)x(p i
=
)xX(P i
, temos:
a)
)x(p i
0 para todo
i
x
b)
11
ii)x(p
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
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Distribuição de Probabilidade de Variáveis

1. Variáveis Aleatórias

Seja E um evento aleatório e U o espaço Amostral associado ao experimento. Uma função X que associe cada elemento uU um número real X(u) denominada variável aleatória.

Exemplo:  Lançam-se três moedas. Seja X: número de ocorrência de face cara. Determinar a distribuição de probabilidade de X.

1.1 Variável Aleatória Discreta

Seja X uma variável aleatória. Se o número de valores possíveis de X for finito ou infinito numerável, denominaremos X de Variável Aleatória Discreta.

Exemplos:  X: O número de Caras obtidas em um lançamento de duas moedas não viciadas.  X: O número de Clientes que vão ao banco no horário das 10:00h as 12:00h.  X: Chamadas telefônicas por unidade de tempo.  X : Número de partículas emitidas por uma fonte de material radioativo por unidade de tempo.

1.2 Variável Aleatória Contínua

Seja X uma variável aleatória. Se o contradomínio de X é um intervalo, ou uma coleção de intervalos, denominamos X de Variável Aleatória Contínua.

Exemplos:  X: Altura acima do solo que um dardo atinge o painel.  X: O intervalo de tempo de vida de uma lâmpada.  X : Tempo de vida útil de uma bateria de automóvel.  X : Tempo de vida de uma pessoa.

2. Função Distribuição de Probabilidade Discreta

É a função que associa a cada valor assumido pela variável aleatória a probabilidade do evento correspondente, isto é: P X (  xi )  p x ( (^) i ), i  1 2 3, , ,..., n Para o resultado p( xi) = P( Xxi) , temos: a) p( xi)  0 para todo xi

b) 

1

i

p(xi )

2.1. Função de Distribuição Acumulada Se X for uma variável aleatória discreta, define-se Função de Distribuição Acumulada em um ponto x como a soma das probabilidades dos valores x , menores ou iguais a x. Isto é:

x x

i i

F(x) p(x )

Parâmetros de uma Variável Aleatória Discreta

3. Esperança matemática ou média de uma Variável Aleatória Discreta Seja X uma variável aleatória discreta, com valores X 1 , X 2 ,... , Xn , o valor esperado de X (ou esperança matemática de X ) ou simplesmente média de X é definida como:

( ) ( ). ( )

n x i i i

xE x x p x

   (^)  1 3.1 - Propriedades da média

) ( ) , com k constante; ) ( ) ( ); ) ( ) ( ) ( );

i E k k ii E kX kE X iii E X Y E X E Y

1 1

) ( ) ( ) , com a e b constantes;

n n i i i i

iv E X E X

v E aX b aE X b

 

 

vi E X ) (  )  E X ( )  E ( )    0;

Desvio Padrão da variável X é a raiz quadrada da variância de X , isto é;

(x) (x)

ou

DP(x) Var(x)

  ^2

Usando a tabela de distribuição normal, vemos que no intervalo de (    ) a (    ) o grau de concentração de probabilidades em torno da média é de 68%; no

intervalo de (   2  ) a (   2  ) , o grau de concentração de probabilidades em torno

da média é de 95% e essa concentração é de 99,7% no intervalo de (   3  ) a

(   3  ). Exemplificando, se dissermos que a altura média () do homem brasileiro

adulto é de 1,70m e desvio Padrão   5cm, estaremos dizendo que entre;

1,65m e 1,75m encontramos 68% da população masculina adulta brasileira 1,60m e 1,80m encontramos 95% da população masculina adulta brasileira 1,55m e 1,85m encontramos 99,7% da população masculina adulta brasileira

EXERCÍCIOS

  1. Uma urna tem 4 bolas brancas e 3 pretas. Retiram-se 3 bolas sem reposição. Seja X: número de bolas brancas, determinar a distribuição de probabilidade de X. 2. As probabilidades de que haja 1, 2, 3, 4 ou 5 pessoas em cada carro que vá ao litoral num sábado são, respectivamente: 0,05; 0,20; 0,40; 0,25; e 0,10. Qual o número médio de pessoas por carro? Se chegam no litoral 4000 carros por hora, qual o número esperado de pessoas, em 10 horas? R: 3,15 pessoas; 126.000pessoas
  2. Na produção de uma peça são empregadas duas máquinas. A primeira é utilizada para efetivamente produzir as peças, e o custo de produção é de R$ 50,00 por unidade. Das peças produzidas nessa máquina, 90% são perfeitas. As peças defeituosas produzidas na primeira máquina são colocadas na segunda máquina para tentativa de recuperação (torná-las perfeitas). Nessa segunda máquina o custo por peça é de R$ 25,00, mas apenas 60% das peças são de fato recuperadas. Sabendo que cada peça perfeita é vendida por R$ 90,00, e que cada peça defeituosa é vendida por R$ 20,00, calcule o lucro esperado pelo fabricante. R: O lucro esperado, por peça, é de R$ 34,
  3. Um supermecado faz a seguinte promoção: o cliente, ao passar pelo caixa, lança um dado. Se sair face 6 tem um desconto de 30% sobre o total de sua conta. Se sair 5 o desconto é de 20%. Se ocorrer face 4 é de 10%, e se ocorrerem faces 1, 2 ou 3 o desconto é de 5%. a) Calcular a probabilidade de que num grupo de 5 clientes, pelo menos um consiga um desconto maior que 10%. b) Calcular a probabilidade de que o 4o^ Cliente seja o primeiro a conseguir 30%. c) Calcular o desconto médio. R: a) 86,83% b) 9,65% c) 12,5%
  4. Um banco pretende aumentar a eficiência de seus caixas. Oferece um prêmio de R$150,00 para cada cliente atendido além de 42 clientes por dia. O banco tem um ganho operacional de R$ 100,00 para cada atendimento além de 41. As probabilidades de atendimento são: Nº de clientes Até 41 42 43 44 45 46 Probabilidade 0,88 0,06 0,04 0,01 0,006 0, Qual a esperança de ganho do banco se o sistema for implantado? R: R$7,
  5. Sabe-se que uma moeda mostra a face cara quatro vezes mais do que a face coroa, quando lançada (MOEDA VICIADA). Esta moeda é lançada quatro vezes. Seja X: o número de caras que aparece, determine: a) E(X) R: E(X)=3, b) Desvio Padrão de (X) R: VAR(X)= 0, c) P(X2) R: 0, d) P(1 X <3) R: 0,

2. DISTRIBUIÇÃO GEOMÉTRICA

Seja X número de tentativas necessárias ao aparecimento do primeiro sucesso. Assim a variável x tem distribuição geométrica:

Fórmula: P(X = x) = q x^ ^1 .p

Onde: x = número de tentativas necessárias ao aparecimento do primeiro sucesso; p = probabilidade de sucesso; q = é a probabilidade de Fracasso;

Parâmetros da distribuição Geométrica.

Esperança: E(x) =  (x) =

p

Variância Var(x) = ^2 (x) = 2

p

q

Exemplos

  1. A probabilidade de se encontrar aberto um sinal de trânsito numa esquina é 0,20. Qual a probabilidade de que seja necessário passar pelo local 5 vezes, para encontrar o sinal aberto pela primeira vez?

  2. Os cortes de frango, por serem produtos mais manipulados e estarem mais predispostos a sofrer contaminação cruzada durante o processamento tecnológico, podem apresentar maiores percentuais de contaminação por Salmonella sp. quando comparados às carcaças. Perin, et al (2016), quantifica que a probabilidade de contaminação avaliada em frigoríficos do Paraná é de 0,3. Considerando que as amostras de frangos são independentes, qual será a probabilidade de que, numa inspeção sanitária, seja necessário avaliar 15 frangos para que ocorra a primeira indicação positiva de Salmonella sp?

3. DISTRIBUIÇÃO DE PASCAL Suponha que um experimento aleatório repetido independentemente até que um evento A ocorra pela r-ésima vez. Seja X: número de repetições necessárias para que A ocorra pela r-ésima vez. Assim a variável x tem distribuição de Pascal:

Fórmula: P(X = x) =  

  

 

1

1 r

x pr^ .qx r.C

Onde: x = número de repetições; r = número de sucessos; p = probabilidade de sucesso; q = é a probabilidade de Fracasso;

Parâmetros da distribuição de Pascal

Esperança: E(x) =  (x) =

p

r

Variância: Var(x) = ^2 (x) = 2

p

rq

Exemplos

  1. A probabilidade de que um sinal de transito esteja aberto numa esquina é 0,20. Qual a probabilidade de que seja necessário passar pelo local 10 vezes para encontrá-lo aberto pela 4ª vez?

  2. No exemplo de contaminação de cortes de frangos por Salmonella sp., qual a probabilidade de que, numa inspeção sanitária, na 15ª amostra ocorra indicação positiva pela 8ª vez?

4. DISTRIBUIÇÃO HIPERGEOMÉTRICA

Consideremos uma população com N elementos das quais r têm uma determinada característica. Retiramos dessa população, sem reposição, uma amostra de tamanho n. Seja X: número de sucessos na amostra Assim a variável x tem distribuição Hipergeométrica:

Fórmula: P(X = x ) = N,n

n x

r,x N r

C

C .C  

, 0  xn e xr

Onde: x = número de sucessos da amostra; r = característica da população; N = tamanho da população; n = tamanho da amostra;

Parâmetros da distribuição Hipergeométrica Esperança: E(x) = (x) = n.p

Variância: Var(x) = ^2 (x) = ( 1 )

N

N n np p Onde: p = n

r

Exemplos

  1. De um baralho com 52 cartas, retiram-se 8 cartas ao acaso, sem reposição. Qual a probabilidade de que 4 sejam figuras?

  2. Pequenos motores são guardados em caixas de 50 unidades. Um inspetor de qualidade examina cada caixa, antes da posterior remessa, testando 5 motores. Se nenhum motor for defeituoso, a caixa é aceita. Se pelo menos um motor for defeituoso, todos os 50 motores são testados. Há 6 motores defeituosos numa caixa. Qual a probabilidade de que seja necessário examinar todos os motores dessa caixa?

Combinações sucessos

Combinações fracassos

Combinações da Amostra

EXERCÍCIOS

  1. Uma moeda é jogada 10 vezes. Calcule as seguintes probabilidades: a) de dar pelo menos duas caras; R: 98,93% b) de ocorrer seis caras; R: 20,51% c) de não dar nenhuma coroa; R: 0,098% d) de dar pelo menos uma coroa; R: 99,90% e) de não dar 5 caras e 5 coroas R: 75,39%
  2. Admitindo que o nascimento de meninos e meninas sejam iguais, calcule a probabilidade de um casal com seis filhos ter quatro filhos homens e duas mulheres. R: 23,44%
  3. Qual a probabilidade de que no 25º lançamento de um dado ocorra a face 4 pela 5ª vez? R: 3,56%
  4. Uma urna tem 20 bolas pretas e 30 brancas. Retira-se 25 bolas com reposição. Qual a probabilidade de que: a) 2 sejam pretas? R: 0,038% b) Pelo menos 3 sejam pretas? R: 99,96%
  5. Numa estrada há 2 acidentes para cada 100 km. Qual a probabilidade de que em; a) 250Km ocorram pelo menos 3 acidentes? R: 87,53% b) 300Km ocorram 5 acidentes? R: 16,06%
  6. A probabilidade de um arqueiro acertar um alvo uma única flecha é de 0,20. Lança 30 flechas no alvo. Qual a probabilidade de que: a) exatamente 4 acertem o alvo? R: 13,25% b) pelo menos 3 acertem o alvo? R: 95,
  7. O pessoal de inspeção de qualidade afirma que os rolos de fita isolante apresentam, em média uma emenda a cada 50 metros. Admitindo-se que a probabilidade do número de emendas é dada pela Poisson, calcule as probabilidades; a) de nenhuma emenda em um rolo de 125 metros. R: 8,21% b) De ocorrer no máximo duas emendas em um rolo de 125 metros. R: 54,40% c) De ocorrer pelo menos uma emenda em um rolo de 100 metros. R: 86,47%
  8. Admitindo que X tem distribuição de probabilidade de Poisson, encontre as probabilidades: a) P(X=5) quando  = 3,0 R: 10,08% b) P(X  2) quando  = 5,5) R: 8,84% c) P(X  4) quando  = 7,5) R: 5,91% d) P(X = 8) quando  = 4,0 R: 2,98%
  1. Sabe-se que 20% dos animais submetidos a um certo tratamento não sobrevivem. Se esse tratamento foi aplicado em 20 animais e se X é o número de não sobreviventes: a) qual a distribuição de X? Binomial = B(20 ; 0,2) b) calcular a E[X] e Var [X] R: E[X] = 4 Var[X] c) calcular P(2 < X  4) R : 42,36% d) calcular P(X  2) R = 93,08%
  2. A experiência mostra que de cada 400 lâmpadas, 2 queimam ao serem ligadas. Qual a probabilidade de que numa instalação de: a) 600 lâmpadas no mínimo se queimem? R: 57,68% b) 900 lâmpadas, exatamente se queimem? R: 4,63%
  3. O número de mortes por afogamento em fins de semana, numa cidade praiana é de 2 para cada 50.000 habitantes. Qual a probabilidade de que em: a) 200.000 habitantes ocorram 5 afogamentos R: 9,16% b) 112.500 habitantes ocorram pelo menos 3 afogamentos? R: 82,64%
  4. Numa urna há 40 bolas brancas e 60 bolas pretas. Retiram-se 20 bolas. Qual a probabilidade de que ocorram no mínimo 2 bolas brancas, considerando as extrações: b) sem reposição; R: 99,98% c) com reposição. R: 99,94%
  5. Uma urna contém 10 bolas brancas e 40 pretas. a) Qual a probabilidade de que a 6ª bola retirada com reposição, seja a 1ª bola branca? R: 6,55% b) Qual a probabilidade de que de 16 bolas retiradas, sem reposição, ocorram 3 brancas? R: 29,33% c) Qual a probabilidade de que a 15ª bola extraída com reposição seja a 6ª branca? R: 1,72% d) Qual a probabilidade de que em 30 bolas retiradas com reposição, ocorram no máximo 2 brancas? R: 4,41%
  6. A média de chamadas telefônicas numa hora é três. Qual a probabilidade de: a) Receber exatamente três chamada numa hora? R: 22,41% b) Receber quatro ou mais chamadas em 90 minutos? R: 65,8%
  7. Certo posto de Bombeiros recebe em média três chamadas por dia. Calcular a probabilidade de: a) receber quatro chamadas num dia; R: 16,8% b) receber três ou mais chamadas num dia. R: 57,67%
  8. Uma loja atende em média dois cliente por hora. Calcule a probabilidade de em uma hora:

Distribuição Teóricas De Probabilidade De

Variáveis Aleatórias Contínuas

1. Introdução

Podemos dizer que uma variável aleatória contínua é aquela que assume valores em um intervalo da reta real dos números reais. Por definição, uma variável aleatória X é contínua em IR se existir uma função f(x), tal que:

  1. f ( x ) 0 (não negativa)



f ( x ) dx  1.

Definição: Seja X um v.a. contínua. A distribuição de probabilidade ou função de densidade de probabilidade (fdp) de X será, então, uma função f(x) tal que, para quaisquer dois números a e b com ab ,

b

a

P ( a X b ) f ( x ) dx

Isto é, a probabilidade de X ter um determinado valor no intervalo a, b é área contida entre o intervalo e abaixo da curva da função de densidade, conforme ilustrado na Figura.

Figura 1: A área sobre a curva expressa a função densidade de probabilidade de uma fdp.

Proposição: Se X é uma variável aleatória contínua, então qualquer número c , P(X=c)=0. Além disso, para quaisquer dois números a e b com a< b ,

P a (  X  b )  P a   X  b   P a   X  b   P a   X  b 

1.2 Função Distribuição Acumulada

A função distribuição acumulada (fdc) F(x) de uma va discreta X fornece, para qualquer número específico x, a probabilidade P(X≤ x). Ela é obtida somando-se fmp p(y) para todos os valores que satisfaçam y≤ x. A fdc de uma variável aleatória contínua fornece as mesmas probabilidades P(X≤ x) e é obtida pela integração da fdp f(y) entre os limites

- ∞ e x.

Definição: A função distribuição acumulada F(X) de uma va contínua X é definida para cada número x por

( ) ( ) ( ) ,

x F x P X x f y dy x 

   (^)   

Para cada x, F(x) é a área abaixo da curva de densidade à esquerda de x.

A importância da fdc neste caso, assim cimo no das vas discretas, é que as probabilidades dos diversos intervalos podem ser calculadas por uma fórmula ou lidas de uma tabela de F(x). Proposição: Seja X uma va contínua com fdp f(x) e fdc F(x). Então, para qualquer número a , P X (  a )  1  F a ( )

e, para quaisquer dois números a e b com a < b, P a (  Xb )  F b ( )  F a ( )

Usando o Teorema Fundamental do Cálculo temos: Proposição: Se X for uma va contínua com fdp f(x) e fdc F(x) então, para qualquer x em que a derivada F’(x) existir, F’(x)=f(x).

Propriedades de F(x)

1 2 1 2 2 1 1 2 2 1

  1. lim ( ) 0;

3.lim ( ) 1;

  1. ( ) é não-decrescente, isto é, ( ) ( );
  2. ( ) ( ) ( ),

x

x

F x F x

F x

F x x x F x F x F x F x P x X x x x





Parâmetros de uma Variável Aleatória Contínua

1.3 Esperança Matemática: Pode ser entendida como um “centro de distribuição de probabilidade”.



E ( X ) ( x ) x  f ( x ) dx

f (^) X ( ) x f ( , x y dy ) para x



 (^)      

f (^) Y ( ) y f ( , x y dx ) para y



 (^)      

1.5 Variáveis Aleatórias Independentes

Definição: Duas variáveis aleatórias X e Y são independentes se, para cada par de valores x e y , f ( , x y )  f (^) X ( ) xf (^) Y ( ) y quando X e Y são contínuas. Caso contrário são denominadas

dependentes.

1.6 Distribuições Condicionais

Definição: Sejam X e Y duas vas contínuas com fdp conjunta f(x,y) e fdp marginal de X, f (^) x ( ) x.

Então, para qualquer valor x de X para o qual f (^) x ( ) x  0 , a função densidade de

probabilidade condicional de Y dado que X= x , é

/

y x x ( )

f x y f y x y f x

1.7 Covariância Quando duas variáveis aleatórias X e Y não são independentes, geralmente é de interesse avaliar quão fortemente estão relacionadas uma com a outra. Definição: A Covariância entre duas vas X e Y é

Cov X Y ( , ) E [( X  x )( Y  y )] ( x  X )( y  Y ) f ( , x y dxdy )

 

 

    (^)     X, Y contínuas.

1.8 Correlação

O coeficiente de correlação ( ) entre X e Y, representado por Corr (X,Y),X Y , , ou

simplismente , é definido por

x y

X Y

 

 

cov( , ) Também : x y

xy

,

Onde:  1  1  1

Distribuição Teóricas De Probabilidade De

Variáveis Aleatórias Contínuas

1. DISTRIBUIÇÃO UNIFORME

Uma variável aleatória contínua X tem distribuição uniforme de probabilidade

no intervalo [a ; b], se sua fdp é dada por:

x a x b

k x f x 0 se ou

sea b ( )

Graficamente:

O valor de k é:

 kdx ^1

b

a

Logo:

x a x b

x f x 0 se ou

sea b b-a

Parâmetros: ESPERANÇA MATEMÁTICA: A Esperança de X é o ponto médio do intervalo

b a E X

VARIÂNCIA MATEMÁTICA: A variância de X é dada por: 12

b a^2 VAR X

Embora a curva normal esteja definida de menos infinito (-∞) à mais infinito

(+∞), pode-se observar que quase a totalidade dos casos cai entre -3 e +3 desvios

padrão, ou seja, 97,74% dos casos. Este fato é ilustrado na figura a seguir.

Essa integral requer um trabalho computacional em séries para resolvê-la, pois

de forma analítica a mesma se torna inviável. Para solucionarmos este problema usamos

uma transformação de variáveis que nos conduz à chamada distribuição normal

padronizada, ou distribuição normal reduzida. Usaremos a seguinte notação:

X : N (, ^2 )

Para transformação de variáveis, consideraremos a seguinte transformação linear

de X para Z:

i ^ i

X

Z

Logo, para encontrarmos as áreas (probabilidade) sob a curva f(x), mudam-se

suas abscissas para Z, determinando-se a probabilidade com auxilio de uma tabela

normal padronizada. Assim:

P ( axb ) P ( z 1  Zz 2 )

Onde:

a Z 1 

b Z (^) 2