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Verdade e iluminação, Notas de estudo de Filosofia

Como chegar a verdade e doutrina da iluminação

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 20/10/2013

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andressa-queiroz-5 🇧🇷

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VERDADE E ILUMINAÇÃO – SANTO AGOSTINHO
Pontos abordados:
Conceito de verdade
Citação: "Não busques fora de ti (...); entra em ti mesmo. A verdade está no
homem interior. E, se descobrires que a tua natureza é mutável, transcende-te
a ti mesmo. Lembra-te, porém, que, transcendendo a ti mesmo, estas
transcendendo a alma que raciocina de modo que o termo da transcendência
deve ser o principio onde se acende o próprio lume da razão. E, efetivamente,
aonde chega todo bom raciocinador senão a verdade? A verdade não é algo
que se constrói à medida que o raciocínio avança; ao contrario, ela é aquilo a
que tendem os que raciocinam. Vês aqui uma harmonia que não têm similares,
e tu próprio conforme a ela. Reconhece que não é aquilo que a verdade é; a
verdade não busca a si própria, mas és tu que a alcanças, procurando-a, não
de lugar em lugar, mas com o afeto da mente, para que o homem interior se
encontre com aquilo que nele habita com desejo não ínfimo e carnal, mas com
sumo e espiritual desejo". (A verdadeira religião; Função do conceito de
verdade).
Como o homem chega à verdade
Argumentação mais conhecida: A duvida cética derruba a si mesma, pois, no
momento em que pretende negar a verdade, a reafirma: si fallor, sum; se
duvido, precisamente por poder duvidar, existo e estou certo de pensar. Com
essa argumentação, Agostinho sem duvida antecipou o cartesiano cogito, ergo
sum, embora os objetivos específicos a que visa sejam diferentes dos de
Descartes.
* De que forma se da o processo cognoscitivo para Santo Agostinho:
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VERDADE E ILUMINAÇÃO – SANTO AGOSTINHO

Pontos abordados:

♦ Conceito de verdade

Citação : "Não busques fora de ti (...); entra em ti mesmo. A verdade está no homem interior. E, se descobrires que a tua natureza é mutável, transcende-te a ti mesmo. Lembra-te, porém, que, transcendendo a ti mesmo, estas transcendendo a alma que raciocina de modo que o termo da transcendência deve ser o principio onde se acende o próprio lume da razão. E, efetivamente, aonde chega todo bom raciocinador senão a verdade? A verdade não é algo que se constrói à medida que o raciocínio avança; ao contrario, ela é aquilo a que tendem os que raciocinam. Vês aqui uma harmonia que não têm similares, e tu próprio conforme a ela. Reconhece que não é aquilo que a verdade é; a verdade não busca a si própria, mas és tu que a alcanças, procurando-a, não de lugar em lugar, mas com o afeto da mente, para que o homem interior se encontre com aquilo que nele habita com desejo não ínfimo e carnal, mas com sumo e espiritual desejo". (A verdadeira religião; Função do conceito de verdade). ♦ Como o homem chega à verdade

Argumentação mais conhecida : A duvida cética derruba a si mesma, pois, no momento em que pretende negar a verdade, a reafirma: si fallor, sum; se duvido, precisamente por poder duvidar, existo e estou certo de pensar. Com essa argumentação, Agostinho sem duvida antecipou o cartesiano cogito, ergo sum, embora os objetivos específicos a que visa sejam diferentes dos de Descartes.

*** De que forma se da o processo cognoscitivo para Santo Agostinho:**

Plotino: A alma possui em si mesma a representação do objeto que é a sensação. A alma não sofre alterações, ela apenas faz a busca do que já está dentro dela quando os sentidos sofrem ação dos objetos sensoriais, ela responde a alteração sofrida pelo corpo, à sensação, e faz a identificação com ela porque já a possui dentro de si.

  • Sensação é apenas o primeiro degrau do conhecimento
  • A alma gradativamente mostra sua espontaneidade e independência em relação às coisas corpóreas a medida que as julga com a razão - e as julga com base em critérios que contém um "algo mais" em relação aos objetos corpóreos.
  • Os objetos são mutáveis e imperfeitos.
  • Critérios segundo os quais a alma julga são imutáveis e perfeitos.
  • De onde a alma deriva esses critérios de conhecimento com que julga as coisas e que são superiores as coisas? Será que ela mesma os produz?
  • A alma é superior aos objetos
  • A alma é mutável
  • Os critérios são imutáveis e necessários

Conclusão: Acima de nossa mente existe um critério ou Lei – a Verdade.

  • Existe uma natureza imutável, superior a alma humana.

Conclusão: A verdade seria um “objeto” superior ao intelecto humano.

  • O intelecto usa a verdade para julgar, mas por ela é julgado.
  • A verdade é a medida de todas as coisas e o próprio intelecto é "medido" em relação a ela.
  • As verdades que captamos com o “puro” intelecto são constituídas pelas Ideias.
  • Antigo tema da "purificação" e da "assimilação" ao divino como condição de acesso ao Verdadeiro, que fora desenvolvido, sobretudo pelos platônicos.
  • Em Agostinho recebe os valores evangélicos da boa vontade e da pureza de coração.
  • A pureza da alma torna-se condição necessária para a visão da Verdade, bem como para a sua fruição.

Iluminação: A doutrina de Agostinho sobre a iluminação substitui a doutrina platônica da anamnese ou reminiscência. Para Platão, as almas humanas contemplaram as ldeias antes de encarnar-se nos corpos, e depois se recordam delas na experiência concreta. Para Agostinho, ao contrario, a suprema Verdade de Deus é uma espécie de luz que ilumina a mente humana no ato do conhecimento permitindo-Ihe captar as Ideias, entendidas como as verdades eternas e inteligíveis presentes na própria mente divina.

Em "De Magistro", Agostinho pensa que existe uma luz interior que é a verdadeira fonte da verdade, e os objetos sensíveis, bem como as palavras, são ocasiões para que se manifeste tal iluminação. Isso significa que a verdade, enquanto forma de perfeição, deriva da própria PERFEIÇÃO DE DEUS – embora possa se manifestar pela via das coisas imperfeitas. Nos capítulos XI e XII dessa obra, aqui referida, afirma que não aprendemos pelas palavras que repercutem exteriormente, mas pela verdade que ensina interiormente (XI). Cristo é a verdade que ensina interiormente (XII).

Santo Agostinho foi influenciado pelo pensamento de Platão, cuja essência, era a de que a alma era aprisionada pelo mundo sensível. A partir

desse pensamento, elaborou a doutrina da iluminação divina, na qual, a percepção do verdadeiro tem por causa a luz que provém de Deus.