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Introdução às Funções Vetoriais: Equações Paramétricas, Limites e Derivadas, Notas de estudo de Engenharia Civil

Conceitos básicos sobre funções vetoriais, incluindo equações paramétricas, limites de funções vetoriais, derivadas de funções vetoriais e propriedades da derivada. Além disso, aborda o cálculo de áreas e aplicação ao movimento.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 13/08/2011

christian-anderson-diaz-4
christian-anderson-diaz-4 🇧🇷

4.9

(20)

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bg1
1
Funções Vetoriais
1.1.
Definição
Uma função vetorial é aquela cujo domínio é um conjunto de números reais e cuja
imagem é um conjunto de vetores. A equação
(
)
(
)
(
)()
kthjtgitft r
r
r
r
++=
σ
é chamada de
equação vetorial e define uma curva C. As equações x=f(t), y=g(t) e z=h(t) são chamadas de
equações paramétricas de C e pertencem a .
1.2.
Limite de Funções Vetoriais
Seja
()
t
σ
r
uma função com valores vetoriais cujos valores funcionais são dados por
() () () ()
kthjtgitft r
r
r
r++=
σ
. Então, o limite de
(
)
t
σ
r
quando t tende a t1 será definido por:
k)]t(hlim[j)]t(glim[i)]t(flim[))t((lim 1
tt
1
tt
1
tt
1
tt
r
r
r
r
++=
σ
(1.1)
se )t(flim
1
tt , )t(glim
1
tt e )t(hlim
1
tt existirem.
1.3.
Continuidade de Funções Vetoriais
A função
()
t
σ
r com valores vetoriais será contínua em t1 se, e somente se, as três
condições seguintes forem satisfeitas:
i.
()
t
σ
r existe
ii.
()
tlim
1
tt
σ
r
existe
iii.
() ( )
1
1
tt ttlim
σσ
rr =
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe

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Baixe Introdução às Funções Vetoriais: Equações Paramétricas, Limites e Derivadas e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

Funções Vetoriais

Definição

Uma função vetorial é aquela cujo domínio é um conjunto de números reais e cuja

imagem é um conjunto de vetores. A equação (t ) f( )t i g( )t j h( )tk

r r r r σ = + + é chamada de

equação vetorial e define uma curva C. As equações x=f(t), y=g(t) e z=h(t) são chamadas de

equações paramétricas de C e pertencem a ℜ.

Limite de Funções Vetoriais

Seja σ( )t

r uma função com valores vetoriais cujos valores funcionais são dados por

( )t f( )ti g( )t j h( )tk

r r r r σ = + +. Então, o limite de σ(t )

r quando t tende a t 1 será definido por:

lim( (t)) [limf(t)]i [limg(t)]j [limh(t)] k t t 1 t t 1 t t 1 t t 1

r r r^ r

→ → → →

σ = + + (1.1)

se limf(t) t→t 1

, limg(t) t→t 1

e limh(t) t→t 1

existirem.

Continuidade de Funções Vetoriais

A função σ( )t

r com valores vetoriais será contínua em t 1 se, e somente se, as três

condições seguintes forem satisfeitas:

i. σ( )t

r existe

ii. lim ( )t t t 1

σ

r

existe

iii. ( ) ( 1 ) t t 1

limσ t σt

r r

Derivada de funções vetoriais

Se σ( )t

r

for uma função com valores vetoriais, então a derivada de σ( )t

r também será

uma função com valores vetoriais, denotada σ'(^ t)

r e definida por:

t

(t t) (t ) ' (t) lim t (^0) Δ

σ Δ σ σ Δ

r r v + − = →

se o limite existir.

Propriedades da Derivada

Teorema: Sejam R( )t

r

e F( t)

r

funções vetoriais definidas num intervalo I C ℜ

n , r um

escalar e f uma função real.

  1. (R F) R'(t) F'(t) dt

d r^ r r r ± = ±

  1. (rR(t)) rR'(t) dt

d r^ r

3. [ f( )t R( )t] f'( )t R( )t f( )t R'( )t

dt

d r^ r r = +

4. [R ( )t F( )t] R'( )t F( )t R( )t F'( )t

dt

d r^ r r r r r ⋅ = ⋅ + ⋅

1. [R ( )t F( )t] R'( )t F( )t R( )t F'( )t

dt

d r^ r r r r r × = × + ×

6. [^ ]^

dt

dft

d(ft)

dF(ft) F(f(t)) dt

d = ×

r r

Derivadas de Ordem Superior

σ' '(t)=(f''(t),g''(t),h''(t ))

r (1.3)

( t) (f (t),g (t),h (t ))

n n n n σ =

r (1.4)

σ ( )t

r é de classe C

1 , se σ

r ,

' σ

r forem contínuas e classe C

2 se σ

r ,

' σ

r e

'' σ

r forem contínuas e

assim sucessivamente.

Integral de funções vetoriais

A integral definida de uma função vetorial σ(t )

r pode ser definida da mesma forma que

para a função real, exceto que a integral resulta num vetor. Pode-se expressar a integral de σ

r

como a integral de suas funções componentes f, g e h como se segue:

( )tdt f( )t dti g( )t dt j h( )t dt k

b

a

b

a

b

a

b

a

r r r^ r

∫ ∫ ∫ ∫

σ (1.10)

Estende-se o Teorema Fundamental do Cálculo para funções vetoriais contínuas como se

segue:

( )t dt r( )]t r( )b r( )a

b a

b

a

= = − ∫

σ

r (1.11)

onde r é uma primitiva de σ

r .

Cálculo de Áreas

Suponha que uma função vetorial seja definida pelas suas equações paramétricas x=f(t),

y=g(t). Sabe-se que a área sob o gráfico de uma função y =F(x) é dada por:

=

b

a

A F(x)dx (1.12)

Para se calcular a área sob um gráfico de uma curva C definida por suas equações

paramétricas, faz-se mudança de variáveis na expressão (1.12) como a seguir:

x' ( )t dx x'( )tdt dt

dx = ⇒ = e y = F( x) =g( )t (1.13)

( ) ( ) ∫

=

β

α

A gtx't dt (1.14)

Comprimento de Arco

Seja C a curva com equações paramétricas x=f(t) e y=g(t), com f ' e g' contínuas no

intervalo fechado [a,b]. Então, se L for o comprimento de arco da curva C entre os pontos

(f(a),g(a)) e (f(b),g(b)) então:

= +

b

a

2 2 L (f'(t)) (g'(t)) dt (1.15)

Para a curva C tendo como equações paramétricas x=f(t) e y=g(t), seja S o comprimento

de arco de C do ponto (f(to),g(to)) ao ponto (f(t),g(t)) e vamos supor que S seja crescente

enquanto t cresce. Então, S será uma função de t dada por:

S [f'(u)] [g'(u)] du

t

to

2 2 = (^) ∫ +

Do primeiro teorema fundamental do cálculo

2 2 [f'(t)] [g'(t)] dt

dS = + (1.17)

2 2 σ' (t) = [f'(t)] +[g'(t)]

r (1.18)

Logo,

dt

dS σ' (t)=

r (1.19)

Teorema: Seja C a curva com equação vetorial ( t ) f( )ti g( )t j

r r r σ = + , com f ' e g' contínuas no

intervalo fechado [a,b]. Então, o comprimento de arco de C, traçado pelo ponto final da

representação posicional de σ( )t

r quando t cresce de a até b, é determinado por:

=

b

a

L σ'(t)dt

r (1.20)

Aplicações ao Movimento

Seja C a curva tendo equações paramétricas x=f(t) e y=g(t). Se uma partícula estiver se

movendo ao longo de C de tal forma que sua posição em qualquer instante t seja o ponto (x,y),

então a velocidade instantânea da partícula no instante t será determinada pelo vetor

velocidade dado por:

V ( )t f'( )ti g'( )t j

r (^) r r = + (1.21)

se f '( )t e g' ( )t existirem. Como a direção de σ'( t)

r

no ponto P(f(t),g(t)) é ao longo da reta

tangente à curva C no ponto P, o vetor velocidade V (t) tem o mesmo sentido σ'( )t

r

em P.

O módulo do vetor velocidade é uma medida da velocidade escalar da partícula no

instante t sendo dada por:

2 2 v( t)= V(t)= [f'(t)] +[g'(t)]

r (1.22)

A velocidade escalar é a taxa de variação de S em relação a t e escreve-se da seguinte

forma:

3) Considere o caminho regular ( t) ( 2 t,t ,lnt),t (0, )

2 γ = ∈ ∞

r

. Verifique que os pontos (2,1,0) e

(4,4,ln2) pertencem à trajetória de γ

r e calcule o comprimento de arco de γ

r entre estes pontos.

Solução:

[ ln ] ( 4 ln 2 ) ( 1 ln 1 ) 3 ln 2

Logoos pontos atraj.

2 1

2

2

1

2

1

2 2

1 2

2 2

2

1 2

2 2 4

1 2

2

2 2 2

2 2

t t

dt t

dt t t

t dt t

t

dt t

t t dt t

t

t

z t

y t t

x t

t dt x t y t z t dt

y y t t y y t t

x x t t x x t t

b

a

b

a

γ

γ

4) Prove que a aplicação , t ( 0 , 2 ) 2

t γ (t) 1 cost,sent, 2 sen ⎟ ∈ π ⎠

⎞ ⎜ ⎝

⎛ = +

r é um caminho cuja a

trajetória está contida na interseção do cilindro C {( x,y,z) ;(x 1 ) y 1 ,z 0 }

3 2 2 = ∈ℜ − + = ≥ e

da esfera S {(^ x,y,z) ; x y z 4 }

3 2 2 2 = ∈ℜ + + =.

Solução:

t ( 0 , 2 ) 2

t z 2 sen 2

1 cost z 4

2

1 cost

4

z

4

2 2 cost

4

z

1 2 cost cos t sen t z 4

( 1 cost) sen t z 4

y sen t y sent

(x 1 ) cos t x 1 cost x 1 cost

(x 1 ) y 1 z 0 x y z 4

2

2 2

2 2 2

2 2 2

2 2

2 2

2 2 2 2 2

⎟ ⇒ = ∈ π ⎠

⎞ ⎜ ⎝

⎛ −

− ⇒ =

        • =
      • =

= ⇒ =

− = ⇒ − = ⇒ = +

− + = ≥ + + =

5) Calcule o limite (^) ⎟

⎞ ⎜ ⎝

k t

tgt j t 1

t 1 lim t 3 i t 1 2

r r^ r

Solução:

⎟ ⎠

⎞ ⎜ ⎝

⇒ → ⇒

→ =

= − ′

′ ⇒ → −

  • ⇒ → ⇒ + ⇒ =

, tg 2

1 2,

k t 1 tg1k t

tgt

j 2

1 subst.quandot 1

2 t

1

(t 1 )

(t- 1 ) i t 1 AplicandoL`hopital t 1

t 1

t 3 i t 1 1 3 i 4 2

2 2

r r

r

r

r r

6) Dado f(t) (e sent, 3 t 2 )

3 t = − calcule f'(t )

Solução:

f'(t) (e ( 3 sent cost)i 3 j

f'(t) (e ( 3 sent cost), 3 )

x'(t) 3 e sent e cost y'(t) 3

x(t) e sent y(t) 3t- 2

f'(t) (x'(t),y'(t))

3 t

3 t

3 t 3 t

3 t

= + +

= +

= + =

= =

=

7) Encontre os pontos na curva onde a tangente é horizontal ou vertical, para x= t (t

2

    1. e

y= 3 (t

2

Solução:

( )

0 dt

dy 0 dt

dx 0

dt

dy

dt

dx

pontos ondeatgéhorizontal: 0 , 9

p/t 0

x (t 3 t) y ( 3 t 9 )

6 t 0 t 0

0 dt

dx 0 dt

dy 0

dt

dx

dt

dy

0 atangenteévertical dy

dx 0 atangente éhorizontal. Se dx

dy Se

3 2

= ⇒ = ≠

=

= − = −

= ⇒ =

= ⇒ = ≠

= =

pontosondeatgévertical:( 2 , 6 )

p/t 1

3 t 3 0 t 1 t 1

2 2

± −

− = ⇒ = ⇒ =±

Vetor Normal Principal

Se T( )t

r for o vetor tangente unitário da curva C no ponto P, então, o vetor normal

principal denotado por N( )t

r , será um vetor unitário na direção de D (^) t σ(t )

r .

T'(t )

T'(t) N( t) r

r r = (1.26)

Ilustração:

Será mostrado que a aceleração possui duas componentes: uma normal ao movimento

e uma tangencial.

Teorema: Considere uma partícula se movendo com vetor posição σ(t )

r

. Se

v( t)=σ'(t)≠ 0

r é a velocidade da partícula, então o vetor aceleração é dado por

A( t) v'(t)T(t) v(t)T'(t )

r r r = + (1.27)

Se '()

t

t Tt

r

r r = então:

( )

A(t) N( )t T'(t)v(t) v'(t)T(t)

A(t) ''(t) NtT'(t)v(t) v'(t)T(t)

A(t) ''(t) T'(t)v(t) T(t)v'(t)

'(t) T(t) '(t)

r r r r

r r r r r

r r r r

r r

= +

= = +

= = +

=

σ

σ

σ σ

Curvatura

A curvatura fornece a taxa de variação da direção de uma curva em relação à variação

de seu comprimento. A curvatura de uma curva é a medida da taxa de variação em relação ao

comprimento de arco, e não em relação ao parâmetro. Se s representa o comprimento de arco

de um certo ponto fixo, então a curvatura k é dada por:

t

T t

k

r

r

Demonstração:

Então,

dt

ds '() '()

2 2

t

T t

k

S x t y t dt t

t

T t

t

T t

ds

dt

dt

dT k

β

α

r

r

r

r

r

r

r r

Quando a curva é plana como a mostrada na Figura 1 e tem equação cartesiana y = f(x), a

equação da curvatura se escreve da seguinte forma:

2

3 2

2

2

dx

dy

dx

d y

k x (1.31)

θ

F’(x)

x

y

Figura 1- Curva Plana

Demonstração:

[ ]

[ ]

[ ]

[ ]

[ ] (^) [ ]

2

3 2

2

2

(^22)

2

2 2

1

se 1 '() 1 '( )

'( ) derivandoemrelaçãoax temos

dx

dy

dx

d y

k x

f x f x

f x k x

f x dx

ds

s f x dx f x

f x

dx

d

tg f x

y f x tg f x

em 1 N(t)

1 4

N(t)

2 2

2

r r^ r r

r r

r

j t

t

i

t

t

T t

T t

t

T t

3) Dada a circunferência com raio a e equações paramétricas x = acost y=asent a> 0.

Ache o vetor curvatura e a curvatura em qualquer t.

Solução:

curvatura

k(t)

vetorcurvatura

cos ()

cos ; '()

'() cos '()

() cos

a

j a

sent i a

t kt

senti tj t

t T t

t asenti a tj t a

t a ti asentj

r r

r r

r

r r

r r r r

r r r

4) Uma partícula se move com velocidade constante de 10 unidades por segundo, no sentido

anti-horário, ao longo da elipse 1

4 9

2 2

  • =

x y

. Ache o vetor aceleração A

r no instante em que a

partícula passa pelo ponto (0,3).

Solução:

Derivando implicitamente em relação a x :

2 2

2

dx

dy

y

dx

dy y x

y

x

dx

dy

dx

x ydy

( )

logo

dx

d y Assim,quandox 0 ey 3 temos: 0 e

2

3 2

3 2

2

2

2

2

dx

dy

dx

d y

k

dx

dy

Portantonoponto(0,3),N (0,-1)edaí

apontaparabaixo(nadireçãodaconcavidadedaelipsenesteponto).

Quando(x,y) (0,3),ovetor tangenteTéhorizontal,demodoqueovetornormalprincipalN

2 2 = = = − = −

A kv N

r r