








Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Conceitos básicos sobre funções vetoriais, incluindo equações paramétricas, limites de funções vetoriais, derivadas de funções vetoriais e propriedades da derivada. Além disso, aborda o cálculo de áreas e aplicação ao movimento.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 14
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!









Definição
Uma função vetorial é aquela cujo domínio é um conjunto de números reais e cuja
imagem é um conjunto de vetores. A equação (t ) f( )t i g( )t j h( )tk
r r r r σ = + + é chamada de
equação vetorial e define uma curva C. As equações x=f(t), y=g(t) e z=h(t) são chamadas de
equações paramétricas de C e pertencem a ℜ.
Limite de Funções Vetoriais
Seja σ( )t
r uma função com valores vetoriais cujos valores funcionais são dados por
( )t f( )ti g( )t j h( )tk
r r r r σ = + +. Então, o limite de σ(t )
r quando t tende a t 1 será definido por:
lim( (t)) [limf(t)]i [limg(t)]j [limh(t)] k t t 1 t t 1 t t 1 t t 1
r r r^ r
→ → → →
σ = + + (1.1)
se limf(t) t→t 1
, limg(t) t→t 1
e limh(t) t→t 1
existirem.
Continuidade de Funções Vetoriais
A função σ( )t
r com valores vetoriais será contínua em t 1 se, e somente se, as três
condições seguintes forem satisfeitas:
i. σ( )t
r existe
ii. lim ( )t t t 1
σ
r
→
existe
iii. ( ) ( 1 ) t t 1
limσ t σt
→
Derivada de funções vetoriais
r
r também será
r e definida por:
t
(t t) (t ) ' (t) lim t (^0) Δ
σ Δ σ σ Δ
r r v + − = →
se o limite existir.
Propriedades da Derivada
r
r
n , r um
escalar e f uma função real.
d r^ r r r ± = ±
dt
d r^ r r = +
dt
d r^ r r r r r ⋅ = ⋅ + ⋅
dt
d r^ r r r r r × = × + ×
dt
dft
d(ft)
dF(ft) F(f(t)) dt
d = ×
r r
Derivadas de Ordem Superior
σ' '(t)=(f''(t),g''(t),h''(t ))
r (1.3)
( t) (f (t),g (t),h (t ))
n n n n σ =
r (1.4)
r é de classe C
1 , se σ
r ,
' σ
r forem contínuas e classe C
2 se σ
r ,
' σ
r e
'' σ
r forem contínuas e
assim sucessivamente.
Integral de funções vetoriais
A integral definida de uma função vetorial σ(t )
r pode ser definida da mesma forma que
para a função real, exceto que a integral resulta num vetor. Pode-se expressar a integral de σ
r
como a integral de suas funções componentes f, g e h como se segue:
( )tdt f( )t dti g( )t dt j h( )t dt k
b
a
b
a
b
a
b
a
r r r^ r
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
∫ ∫ ∫ ∫
σ (1.10)
Estende-se o Teorema Fundamental do Cálculo para funções vetoriais contínuas como se
segue:
( )t dt r( )]t r( )b r( )a
b a
b
a
= = − ∫
σ
r (1.11)
onde r é uma primitiva de σ
r .
Cálculo de Áreas
Suponha que uma função vetorial seja definida pelas suas equações paramétricas x=f(t),
y=g(t). Sabe-se que a área sob o gráfico de uma função y =F(x) é dada por:
∫
=
b
a
A F(x)dx (1.12)
Para se calcular a área sob um gráfico de uma curva C definida por suas equações
paramétricas, faz-se mudança de variáveis na expressão (1.12) como a seguir:
x' ( )t dx x'( )tdt dt
dx = ⇒ = e y = F( x) =g( )t (1.13)
( ) ( ) ∫
=
β
α
A gtx't dt (1.14)
Comprimento de Arco
Seja C a curva com equações paramétricas x=f(t) e y=g(t), com f ' e g' contínuas no
intervalo fechado [a,b]. Então, se L for o comprimento de arco da curva C entre os pontos
(f(a),g(a)) e (f(b),g(b)) então:
∫
= +
b
a
2 2 L (f'(t)) (g'(t)) dt (1.15)
Para a curva C tendo como equações paramétricas x=f(t) e y=g(t), seja S o comprimento
de arco de C do ponto (f(to),g(to)) ao ponto (f(t),g(t)) e vamos supor que S seja crescente
enquanto t cresce. Então, S será uma função de t dada por:
S [f'(u)] [g'(u)] du
t
to
2 2 = (^) ∫ +
Do primeiro teorema fundamental do cálculo
2 2 [f'(t)] [g'(t)] dt
dS = + (1.17)
2 2 σ' (t) = [f'(t)] +[g'(t)]
r (1.18)
Logo,
dt
dS σ' (t)=
r (1.19)
Teorema: Seja C a curva com equação vetorial ( t ) f( )ti g( )t j
r r r σ = + , com f ' e g' contínuas no
intervalo fechado [a,b]. Então, o comprimento de arco de C, traçado pelo ponto final da
representação posicional de σ( )t
r quando t cresce de a até b, é determinado por:
∫
=
b
a
L σ'(t)dt
r (1.20)
Aplicações ao Movimento
Seja C a curva tendo equações paramétricas x=f(t) e y=g(t). Se uma partícula estiver se
movendo ao longo de C de tal forma que sua posição em qualquer instante t seja o ponto (x,y),
então a velocidade instantânea da partícula no instante t será determinada pelo vetor
velocidade dado por:
V ( )t f'( )ti g'( )t j
r (^) r r = + (1.21)
se f '( )t e g' ( )t existirem. Como a direção de σ'( t)
no ponto P(f(t),g(t)) é ao longo da reta
tangente à curva C no ponto P, o vetor velocidade V (t) tem o mesmo sentido σ'( )t
em P.
O módulo do vetor velocidade é uma medida da velocidade escalar da partícula no
instante t sendo dada por:
2 2 v( t)= V(t)= [f'(t)] +[g'(t)]
r (1.22)
A velocidade escalar é a taxa de variação de S em relação a t e escreve-se da seguinte
forma:
3) Considere o caminho regular ( t) ( 2 t,t ,lnt),t (0, )
2 γ = ∈ ∞
r
. Verifique que os pontos (2,1,0) e
(4,4,ln2) pertencem à trajetória de γ
r e calcule o comprimento de arco de γ
r entre estes pontos.
Solução:
Logoos pontos atraj.
2 1
2
2
1
2
1
2 2
1 2
2 2
2
1 2
2 2 4
1 2
2
2 2 2
2 2
t t
dt t
dt t t
t dt t
t
dt t
t t dt t
t
t
z t
y t t
x t
t dt x t y t z t dt
y y t t y y t t
x x t t x x t t
b
a
b
a
γ
γ
4) Prove que a aplicação , t ( 0 , 2 ) 2
t γ (t) 1 cost,sent, 2 sen ⎟ ∈ π ⎠
⎞ ⎜ ⎝
⎛ = +
r é um caminho cuja a
3 2 2 = ∈ℜ − + = ≥ e
3 2 2 2 = ∈ℜ + + =.
Solução:
t ( 0 , 2 ) 2
t z 2 sen 2
1 cost z 4
2
1 cost
4
z
4
2 2 cost
4
z
1 2 cost cos t sen t z 4
( 1 cost) sen t z 4
y sen t y sent
(x 1 ) cos t x 1 cost x 1 cost
(x 1 ) y 1 z 0 x y z 4
2
2 2
2 2 2
2 2 2
2 2
2 2
2 2 2 2 2
⎟ ⇒ = ∈ π ⎠
⎞ ⎜ ⎝
− ⇒ =
= ⇒ =
− = ⇒ − = ⇒ = +
− + = ≥ + + =
5) Calcule o limite (^) ⎟
⎠
⎞ ⎜ ⎝
⎛
−
−
→
k t
tgt j t 1
t 1 lim t 3 i t 1 2
r r^ r
Solução:
⎟ ⎠
⎞ ⎜ ⎝
⎛
⇒ → ⇒
→ =
= − ′
′ ⇒ → −
−
, tg 2
1 2,
k t 1 tg1k t
tgt
j 2
1 subst.quandot 1
2 t
1
(t 1 )
(t- 1 ) i t 1 AplicandoL`hopital t 1
t 1
t 3 i t 1 1 3 i 4 2
2 2
r r
r
r
r r
6) Dado f(t) (e sent, 3 t 2 )
3 t = − calcule f'(t )
Solução:
f'(t) (e ( 3 sent cost)i 3 j
f'(t) (e ( 3 sent cost), 3 )
x'(t) 3 e sent e cost y'(t) 3
x(t) e sent y(t) 3t- 2
f'(t) (x'(t),y'(t))
3 t
3 t
3 t 3 t
3 t
= + +
= +
= + =
= =
=
7) Encontre os pontos na curva onde a tangente é horizontal ou vertical, para x= t (t
2
y= 3 (t
2
Solução:
( )
0 dt
dy 0 dt
dx 0
dt
dy
dt
dx
pontos ondeatgéhorizontal: 0 , 9
p/t 0
x (t 3 t) y ( 3 t 9 )
6 t 0 t 0
0 dt
dx 0 dt
dy 0
dt
dx
dt
dy
0 atangenteévertical dy
dx 0 atangente éhorizontal. Se dx
dy Se
3 2
= ⇒ = ≠
−
=
= − = −
= ⇒ =
= ⇒ = ≠
= =
pontosondeatgévertical:( 2 , 6 )
p/t 1
3 t 3 0 t 1 t 1
2 2
± −
=±
− = ⇒ = ⇒ =±
Vetor Normal Principal
Se T( )t
r for o vetor tangente unitário da curva C no ponto P, então, o vetor normal
principal denotado por N( )t
r , será um vetor unitário na direção de D (^) t σ(t )
r .
T'(t )
T'(t) N( t) r
r r = (1.26)
Ilustração:
Será mostrado que a aceleração possui duas componentes: uma normal ao movimento
e uma tangencial.
Teorema: Considere uma partícula se movendo com vetor posição σ(t )
r
. Se
v( t)=σ'(t)≠ 0
r é a velocidade da partícula, então o vetor aceleração é dado por
A( t) v'(t)T(t) v(t)T'(t )
r r r = + (1.27)
Se '()
t
t Tt
r
r r = então:
( )
A(t) N( )t T'(t)v(t) v'(t)T(t)
A(t) ''(t) NtT'(t)v(t) v'(t)T(t)
A(t) ''(t) T'(t)v(t) T(t)v'(t)
'(t) T(t) '(t)
r r r r
r r r r r
r r r r
r r
= +
= = +
= = +
=
σ
σ
σ σ
Curvatura
A curvatura fornece a taxa de variação da direção de uma curva em relação à variação
de seu comprimento. A curvatura de uma curva é a medida da taxa de variação em relação ao
comprimento de arco, e não em relação ao parâmetro. Se s representa o comprimento de arco
de um certo ponto fixo, então a curvatura k é dada por:
t
T t
k
r
r
Demonstração:
Então,
dt
ds '() '()
2 2
t
T t
k
S x t y t dt t
t
T t
t
T t
ds
dt
dt
dT k
β
α
r
r
r
r
r
r
r r
∫
Quando a curva é plana como a mostrada na Figura 1 e tem equação cartesiana y = f(x), a
equação da curvatura se escreve da seguinte forma:
2
3 2
2
2
dx
dy
dx
d y
k x (1.31)
θ
F’(x)
x
y
Figura 1- Curva Plana
Demonstração:
[ ]
[ ]
[ ]
[ ]
[ ] (^) [ ]
2
3 2
2
2
(^22)
2
2 2
1
se 1 '() 1 '( )
'( ) derivandoemrelaçãoax temos
∫
−
dx
dy
dx
d y
k x
f x f x
f x k x
f x dx
ds
s f x dx f x
f x
dx
d
tg f x
y f x tg f x
em 1 N(t)
1 4
N(t)
2 2
2
r r^ r r
r r
r
j t
t
i
t
t
T t
T t
t
T t
3) Dada a circunferência com raio a e equações paramétricas x = acost y=asent a> 0.
Ache o vetor curvatura e a curvatura em qualquer t.
Solução:
curvatura
k(t)
vetorcurvatura
cos ()
cos ; '()
'() cos '()
() cos
a
j a
sent i a
t kt
senti tj t
t T t
t asenti a tj t a
t a ti asentj
r r
r r
r
r r
r r r r
r r r
4) Uma partícula se move com velocidade constante de 10 unidades por segundo, no sentido
anti-horário, ao longo da elipse 1
4 9
2 2
x y
. Ache o vetor aceleração A
r no instante em que a
partícula passa pelo ponto (0,3).
Solução:
Derivando implicitamente em relação a x :
2 2
2
dx
dy
y
dx
dy y x
y
x
dx
dy
dx
x ydy
( )
logo
dx
d y Assim,quandox 0 ey 3 temos: 0 e
2
3 2
3 2
2
2
2
2
dx
dy
dx
d y
k
dx
dy
Portantonoponto(0,3),N (0,-1)edaí
apontaparabaixo(nadireçãodaconcavidadedaelipsenesteponto).
Quando(x,y) (0,3),ovetor tangenteTéhorizontal,demodoqueovetornormalprincipalN
2 2 = = = − = −
A kv N
r r