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Vidas Secas, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre "Vidas Secas" de Graciliano Ramos, Comentário Crítico, Tipo de discurso, Foco narrativo, Metáfora, Prosopopéia.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/11/2013

PorDoSol
PorDoSol 🇧🇷

4.5

(273)

637 documentos

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Vidas Secas - Graciliano Ramos
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
Os abalos sofridos pelo povo brasileiro em torno dos acontecimentos de 1930, a
crise
econômica provocada pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, a crise
cafeeira, a Revolução de 1930, o acelerado declínio do nordeste condicionaram
um
novo estilo ficcional, notadamente mais adulto, mais amadurecido, mais moderno
que
se marcaria pela rudeza, por uma linguagem mais brasileira, por um enfoque
direto dos
fatos, por uma retomada do naturalismo, principalmente no plano da narrativa
documental, temos também o romance nordestino, liberdade temática e rigor
estilístico.
Os romancistas de 30 caracterizavam-se por adotarem visão crítica das relações
sociais, regionalismo ressaltando o homem hostilizado pelo ambiente, pela terra,
cidade, o homem devorado pelos problemas que o meio lhe impõe.
Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu em Quebrângulo, Alagoas. Estudou em
Maceió,
mas não cursou nenhuma faculdade. Após breve estada no Rio de Janeiro como
revisor dos jornais "Correio da Manhã e A Tarde", passou a fazer jornalismo e
política
elegendo-se prefeito em 1927.
Foi preso em 1936 sob acusação de comunista e nesta fase escreveu "Memórias
do
Cárcere", um sério depoimento sobre a realidade brasileira. Depois do cárcere
morou
no Rio de Janeiro. Em 1945, integrou-se no Partido Comunista Brasileiro.
Graciliano estreou em 1933 com "Caetés", mas é São Berdado, verdadeira obra
prima
da literatura brasileira. Depois vieram "Angustia" (1936) e Vidas Secas (1938)
inspirando-se em Machado de Assis.
Podemos justificar isto com passagens do texto:
"Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos."
"A caatinga estendia-se de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas
que
eram ossadas"
"Resolvera de supetão aproveitá-lo (papagaio) como alimento..."
"Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se, somaram
as
suas desgraças e os seus pavores".
ESTUDO DOS PERSONAGENS
Baleia - cadela da família, tratado como gente, muito querido pelas crianças.
Sinhá Vitória - mulher de Fabiano, sofrida, mãe de 2 filhos, lutadora e
inconformada
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Vidas Secas - Graciliano Ramos CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA Os abalos sofridos pelo povo brasileiro em torno dos acontecimentos de 1930, a crise econômica provocada pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, a crise cafeeira, a Revolução de 1930, o acelerado declínio do nordeste condicionaram um novo estilo ficcional, notadamente mais adulto, mais amadurecido, mais moderno que se marcaria pela rudeza, por uma linguagem mais brasileira, por um enfoque direto dos fatos, por uma retomada do naturalismo, principalmente no plano da narrativa documental, temos também o romance nordestino, liberdade temática e rigor estilístico. Os romancistas de 30 caracterizavam-se por adotarem visão crítica das relações sociais, regionalismo ressaltando o homem hostilizado pelo ambiente, pela terra, cidade, o homem devorado pelos problemas que o meio lhe impõe. Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu em Quebrângulo, Alagoas. Estudou em Maceió, mas não cursou nenhuma faculdade. Após breve estada no Rio de Janeiro como revisor dos jornais "Correio da Manhã e A Tarde", passou a fazer jornalismo e política elegendo-se prefeito em 1927. Foi preso em 1936 sob acusação de comunista e nesta fase escreveu "Memórias do Cárcere", um sério depoimento sobre a realidade brasileira. Depois do cárcere morou no Rio de Janeiro. Em 1945, integrou-se no Partido Comunista Brasileiro. Graciliano estreou em 1933 com "Caetés", mas é São Berdado, verdadeira obra prima da literatura brasileira. Depois vieram "Angustia" (1936) e Vidas Secas (1938) inspirando-se em Machado de Assis. Podemos justificar isto com passagens do texto: "Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos." "A caatinga estendia-se de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas" "Resolvera de supetão aproveitá-lo (papagaio) como alimento..." "Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se, somaram as suas desgraças e os seus pavores". ESTUDO DOS PERSONAGENS Baleia - cadela da família, tratado como gente, muito querido pelas crianças. Sinhá Vitória - mulher de Fabiano, sofrida, mãe de 2 filhos, lutadora e inconformada

com a miséria em que vivem, trabalha muito na vida. Fabiano - nordestino pobre, ignorante que desesperadamente procura trabalho, bebe muito e perde dinheiro no jogo. Filhos - crianças pobres sofridas e que não tem noção da própria miséria que vivem. Patrão - contratou Fabiano para trabalhar em sua fazenda, era desonesto e explorava os empregados. Outros personagens: o soldado, Seu Inácio (dono do bar).

ESTUDO DA LINGUAGEM

Tipo de discurso: indireto livre. Foco narrativo: terceira pessoa. Metáfora: " - você é um bicho, Fabiano". Prosopopéia: trata Baleia como gente. ANÁLISE DAS IDÉIAS Comentário Crítico: Esse livro retrata fielmente a realidade brasileira não só da época em que o livro foi escrito, mas como nos dias de hoje tais como injustiça social, miséria, fome, desigualdade, seca, o que nos remete a idéia de que o homem se animalizou sob condições subumanas de sobrevivência. RESUMO DA OBRA A história inicia-se em 1940 com uma família pobre do sertão nordestino em busca de um lugar para sobreviver. Exaustos, o chefe da família Fabiano, sua mulher Vitória, seus 2 filhos e o cachorro Baleia encontram uma casa e passam a noite, já que ela estava aparentemente abandonada. De repente chega o dono da fazenda e ameaça expulsar a família da fazenda. Fabiano implora trabalho e acaba ficando na fazenda. Um ano depois, Fabiano, já era empregado da fazenda e cuidava dos animais como vaqueiro, porém não recebia o salário suficiente por todo trabalho árduo que realizava. Indo a cidade, Fabiano e a família vão à uma festa regional e Fabiano ao convite de um soldado vai jogar baralho com uns apostadores, apostando todo o seu salário e no momento que percebeu que estava perdendo no jogo, saiu e foi abordado pelo soldado ocorrendo uma discussão entre eles. O soldado chama a polícia e eles o prendem, acusando-o injustamente e o agridem