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Voltimetro, Amperimetro, Notas de estudo de Tecnologia Industrial

Arquivo que ensina o que é um voltimetro, um amperimetro ensinando seus funcionamentos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/04/2010

alexander-biasoto-9
alexander-biasoto-9 🇧🇷

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3.1 - Objetivos
Entender os princípios de funcionamento do voltímetro, amperímetro e ohmímetro,
bem como montá-los e utilizá-los.
3.2 - Introdução
O multímetro, principal instrumento de teste e reparo de circuitos eletrônicos, consiste
basicamente de um galvanômetro ligado a uma chave seletora, uma bateria e vários resistores
internos, para optarmos pelo seu funcionamento como amperímetro, ohmímetro ou
voltímetro. Os multímetros com galvanômetro são chamados de multímetros analógicos.
Um galvanômetro nada mais é do que um detector de corrente elétrica contínua de
baixos valores. O tipo mais usual é o de bobina móvel, conhecido como galvanômetro de
D’Arsonval (ver figura 3.1). Este instrumento é constituído essencialmente de uma bobina de
fio muito fino, imersa em um campo magnético uniforme de um ímã permanente e montada
em um sistema de suspensão que a permite girar em torno de um eixo que passa através de
seu diâmetro, quando percorrida por corrente elétrica. Esta corrente (que é a própria corrente
que se deseja determinar) produz um campo magnético, o qual interage com o campo
magnético gerado pelo ímã permanente, provocando uma deflexão angular proporcional ao
valor desta corrente. Esta ação é limitada pela ação restauradora de uma mola. Este limite
ocorre quando o torque provocado pela força de interação magnética se iguala ao torque
restaurador da mola. O valor deste deslocamento é indicado em uma escala graduada através
de um ponteiro fixo à bobina móvel, indicando, dessa forma, a intensidade da corrente.
Através de circuitos apropriados, o galvanômetro pode ler outras grandezas elétricas, como
tensão contínua, tensão alternada, resistência, potência, entre outras.
campo
magnético
suporte
da mola
fios da bobina
ímã
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bobina mola
ímã
ponteiro
escala
Fig. 3.1 - Esquema de um galvanômetro de bobina móvel.
- Voltímetro, amperímetro e ohmímetro: princípios de funcionamento - 16
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3 – 3 – VOVOLLTTÍÍMMEETTRROO,, AAMMPPEERRÍÍMMEETTRROO EE OOHHMMÍÍMMEETTRROO::

PR PRIINNCCÍÍPPIIOOSS DDEE FFUUNNCCIIOONNAAMMEENNTTOO

3.1 - Objetivos

Entender os princípios de funcionamento do voltímetro, amperímetro e ohmímetro, bem como montá-los e utilizá-los.

3.2 - Introdução

O multímetro, principal instrumento de teste e reparo de circuitos eletrônicos, consiste basicamente de um galvanômetro ligado a uma chave seletora, uma bateria e vários resistores internos, para optarmos pelo seu funcionamento como amperímetro, ohmímetro ou voltímetro. Os multímetros com galvanômetro são chamados de multímetros analógicos. Um galvanômetro nada mais é do que um detector de corrente elétrica contínua de baixos valores. O tipo mais usual é o de bobina móvel, conhecido como galvanômetro de D’Arsonval (ver figura 3.1). Este instrumento é constituído essencialmente de uma bobina de fio muito fino, imersa em um campo magnético uniforme de um ímã permanente e montada em um sistema de suspensão que a permite girar em torno de um eixo que passa através de seu diâmetro, quando percorrida por corrente elétrica. Esta corrente (que é a própria corrente que se deseja determinar) produz um campo magnético, o qual interage com o campo magnético gerado pelo ímã permanente, provocando uma deflexão angular proporcional ao valor desta corrente. Esta ação é limitada pela ação restauradora de uma mola. Este limite ocorre quando o torque provocado pela força de interação magnética se iguala ao torque restaurador da mola. O valor deste deslocamento é indicado em uma escala graduada através de um ponteiro fixo à bobina móvel, indicando, dessa forma, a intensidade da corrente. Através de circuitos apropriados, o galvanômetro pode ler outras grandezas elétricas, como tensão contínua, tensão alternada, resistência, potência, entre outras.

campo magnético

suporte da mola

fios da bobina

ímã i i bobina mola

ímã

ponteiro

escala

Fig. 3.1 - Esquema de um galvanômetro de bobina móvel.

Todo galvanômetro possui uma resistência interna Rg que é inerente ao material e dimensões do fio de que é feita a bobina. O valor desta resistência, além dos parâmetros mecânicos (suspensão, eixo e mola), é determinado pelos valores da ddp e corrente que podem ser medidos diretamente pelo galvanômetro. Para defletir o ponteiro do galvanômetro ao fim da escala é necessária uma corrente de valor Ig. Esta corrente produz uma diferença de potencial sobre a resistência interna Rg, cujo valor é dado pela lei de Ohm. Desse modo, a máxima corrente Ig, que pode ser medida diretamente pelo galvanômetro, é limitada pelos parâmetros construtivos deste. Este valor chama-se fundo de escala. Para se aumentar o alcance dessas grandezas, deve-se associar resistores adequadamente, de modo a permitir medidas de valores maiores de corrente e de ddp.

3.3 - Voltímetro

Consiste de um galvanômetro associado em série a um resistor, o qual permite medidas da ddp maiores do que a diferença de potencial máxima (Rg.Ig), que normalmente o galvanômetro pode indicar. Este resistor é denominado resistor multiplicador Rm e deve ser calculado para o valor de ddp máxima que se pretenda medir. O seu cálculo baseia-se na lei de Ohm e no fato da ddp medida ser aplicada à associação série resistor-galvanômetro, provocando queda de potencial, parte no resistor e parte no galvanômetro. Na figura 3.2 temos a representação simplificada de um voltímetro. Os terminais A e B representam as pontas de prova. Rg

A B

Rm

Fig. 3.2 - Representação simplificada de um voltímetro.

Suponhamos que a corrente máxima (de fundo de escala) e a resistência interna do galvanômetro sejam Ig e Rg, respectivamente. Se desejarmos que o multímetro meça uma tensão Vmáx no fim da escala, a resistência Rm será então:

Vmáx =Rm⋅Ig+Rg⋅I g

g g

máx m (^) I R

V

R = − (Equação 3.1)

Para exemplificar, admita que o galvanômetro tenha os seguintes parâmetros: Ig = 1 mA e Rg = 60 Ω e que se deseja saber o valor de Rm que permita medir 10 V no fim da escala. Usando a equação 3.1, temos que

R (^) m 3 − = ⋅

A graduação da nova escala do galvanômetro será, então, tal como ilustra a figura 3.3.

Para um voltímetro com resistência interna de 10 MΩ, a ddp medida entre os pontos c e d seria de 8 V. Isso porque a resistência interna, neste caso, é muito maior que a resistência de onde se está medindo a ddp. Uma maneira de avaliarmos a influência do voltímetro nas medidas é conhecendo-se sua sensibilidade, que é definida como a relação entre a resistência total do instrumento e o valor do fundo de escala.

F

T V

R

S =

Para o nosso exemplo, a resistência total do voltímetro é de 10 kΩ e o valor de fundo de escala é igual a 10 V. Então, S = 1000 Ω/V. Este valor é muito baixo, pois, geralmente, o valor para os voltímetros é da ordem de dezenas de kΩ/V.

3.4 - Amperímetro

Consiste basicamente de um galvanômetro associado em paralelo com um resistor Rp. Este resistor desvia parte da corrente a ser medida, fazendo com que apenas uma parcela desta passe pelo galvanômetro. Num caso particular, se Rg = Rp, então a corrente I a ser medida será o dobro de Ig. A figura 3.5 representa um amperímetro simplificado.

A B

I Ig

IRp

I

IRp

Rg Ig

Rp Fig. 3.5 - Representação simplificada de um amperímetro. A e B são as pontas de prova.

Para o cálculo de Rp, para outros valores de I, aplicamos a lei dos nós e das malhas para o esquema anterior (fig. 3.5).

I = IR (^) P +Ig ⇒ IRP=I-I g (1) (lei dos nós)

P

P R

g g g p R p g I

I

R ⋅ I =R ⋅I ⇒ R =R ⋅ (2) (lei das malhas)

Assim, substituindo 1 em 2, temos:

g

g p g I-I

I

R = R ⋅ (Equação 3.2)

Na expressão acima todos os parâmetros são conhecidos, sendo o cálculo de Rp imediato. Para exemplificar, consideremos que dispomos de um galvanômetro com as seguintes características: Ig = 1 mA e Rg = 60 Ω e que desejamos convertê-lo em um amperímetro que meça no máximo 2 mA. Usando a equação 3.2, obtemos Rp = 60 Ω. A graduação da nova escala será, então, como mostrada na figura 3.6.

Fig. 3.6 - Escala de um amperímetro com fundo de escala de 2 mA.

Como o amperímetro é colocado em série no circuito é necessário que sua resistência interna seja bem pequena em relação às resistências desse circuito.

3.5 - Ohmímetro

O ohmímetro é constituído essencialmente por um galvanômetro em série com uma pilha V e um resistor variável Rv, como mostra a fig. 3.7.

Rv

A B

V

Rg

Rx

Fig. 3.7 - Representação simplificada de um ohmímetro. A e B são as pontas de prova.

O resistor variável Rv é usado para fazer o ajuste do zero. Quando as pontas A e B estiverem em curto-circuito, a deflexão do ponteiro deve ser a máxima possível e o ponteiro indicará zero ohm, pois não há resistência entre esses terminais. Considerando os terminais A e B em curto-circuito, temos:

( ) (^) g g

V g g V I R

V

V = R +R ⋅I ⇒ R = − (Equação 3.3)

Considerando agora a resistência Rx entre os terminais A e B, temos:

( ) (^) g v x

V g x x x I R R

V

V = R +R +R ⋅I ⇒ R = − − (Equação 3.4)

Das equações 3.3 e 3.4, obtemos:

x g

x I

V

I

V

R = − (Equação 3.5)

Ou ainda:

x g

x R I

V

V

I

= (Equação 3.6)

Pela equação 3.6, pode-se perceber que a escala do ohmímetro não é linear.