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196604-Conversores A-D
Tipologia: Notas de estudo
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Conversores A/D e D/A são a base de todo o interfaceamento eletrônico entre o mundo analógico e o mundo digital. Estão presentes na grande maioria dos instrumentos de medida atuais e são os responsáveis pelo aumento significativo nos níveis de precisão e exatidão assim como o barateamento e popularização de instrumentos de medida digitais.
Figura 1. Ilustração de um controlador "conversando" com o ambiente externo
Figura 2 – Foto de um Controlador Lógico Programável e seus cartões de entrada e saída geral. Em evidencia (verde escuro) está o cartão analógico de entrada e saída que é onde se encontram os conversores D/A (para a saída analógica) e A/D (para a entrada analógica).
1..a Faixa dinâmica: é a faixa de amplitude de operação do sinal analógico (em geral uma tensão) dentro da região de trabalho (linear) do conversor. O sinal de entrada deve ser condicionado de forma a possibilitar sua máxima utilização dentro dessa faixa dinâmica. Os conversores D/A e A/D apresentam na prática uma faixa dinâmica de 0,1 a 10V.
1..b Resolução: é a menor quantidade que pode ser convertida (resolvida) dentro da faixa dinâmica do sinal de entrada. É especificada pelo número de bits do conversor. São encontrados na prática conversores com resoluções de 8 a 20 bits. Ex.: Resolução de 12 bits ⇒ significa que o conversor consegue diferenciar sinais com amplitude 1/2 12 do valor total da faixa dinâmica. Para uma faixa dinâmica de 5V, a menor amplitude que pode ser resolvida (percebida) é: 5 x 1/2 12 = 0,00122 ⇒ 1,22 mV.
1..c Tempo de conversão: é o tempo necessário para se obter o valor na saída (digital para o A/D; analógico para o D/A) a partir do momento em que o sinal de entrada foi aplicado e iniciado o processo de conversão. Depende da estrutura do circuito utilizado e da sua resolução. De modo geral, quanto maior a resolução, maior o tempo de conversão. Encontram-se, na prática, tempos de conversão variando desde alguns segundos até sub-nanosegundos. Este tempo é importante para definir a máxima freqüência possível a ser convertida a partir de um sinal de entrada variante no tempo.
1..d Erro de linearidade: expressa o desvio do resultado de conversão de uma reta ideal. É expresso em ± uma porcentagem do valor total ou em número de bits. Exemplo: Um erro de linearidade de ± 0,4% equivale a uma linearidade de ± 1 bit num conversor de 8 bits.
Um conversor A/D é um circuito que converte um nível de tensão (ou corrente) em um valor numérico (digital) correspondente. São a base de qualquer instrumento de medição digital. Existem várias topologias de circuitos conversores A/D, cada uma delas com características específicas priorizando a velocidade de conversão, a resolução, a simplicidade ou o custo.
Figura 3 – conversor A/D em funcionamento.
Para digitalizar um sinal, precisamos de uma base de tempo e um Conversor Analógico Digital (ADC), que fornece uma aproximação digital do sinal original. A aproximação digital é registrada em N bits (no exemplo da figura 3 são 4 bits) e a variação de tensão mínima que pode ser percebida pelo CAD (ou seja, sua precisão) é 1/2 4 = 0,0625 vezes o valor da tensão de alimentação do CAD. A base de tempo determina a velocidade com que podemos amostrar a forma de onda e varia mais com o tipo de CAD, é o que chamamos de freqüência de amostragem.
Observe na figura 3 que o sinal analógico é convertido em vários números digitais (binários) de 4 bits, em que o bit menos significativo é o Q 0 e o mais significativo é o Q (^) 3. Observe também que em cada intervalo de tempo de 1/freqüência de amostragem (período de amostragem), é realizada uma nova amostragem (A (^) 1, A (^) 2, A (^) 3, A (^) 4, A (^) 5, A (^) 6, A (^) 7, A (^) 8, ... , A (^) 22) em que o número binário de 4 bits Q (Q (^) 3Q (^) 2Q1Q (^) 0)