







































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
27. Apocalipse (Moody)
Tipologia: Notas de estudo
1 / 79
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!








































































Introdução Capítulo 5 Capítulo 11 Capítulo 17 Esboço Capítulo 6 Capítulo 12 Capítulo 18 Capítulo 1 Capítulo 7 Capítulo 13 Capítulo 19 Capítulo 2 Capítulo 8 Capítulo 14 Capítulo 20 Capítulo 3 Capítulo 9 Capítulo 15 Capítulo 21 Capítulo 4 Capítulo 10 Capítulo 16 Capítulo 22
INTRODUÇÃO
Observação. Ao iniciarmos este breve comentário sobre o inexaurível livro final do Cânon do Novo Testamento, provavelmente devemos apresentar dois aspectos do mesmo que serão observados na leitura do mesmo. Em primeiro lugar, guardadas as proporções, foi dedicado mais espaço às questões introdutórias do que normalmente se concede em um comentário, quer seja longo quer breve, deste livro. Isto se fez porque o escritor crê que o estudo do livro do Apocalipse exige mais considerações preliminares do que qualquer outro livro da Bíblia. Quanto mais o leitor fixar na mente certos princípios fundamentais de interpretação, mais rapidamente compreenderá estes francamente difíceis capítulos. Em segundo lugar, incorporamos nestas páginas uma grande porção de material dos mais importantes comentários sobre o Apocalipse escritos durante o último século, algumas das soberbamente concisas e penetrantes declarações dos grandes mestres da igreja cristã relacionadas com assuntos mencionados no livro. Há algo quase paradoxal a respeito do livro do Apocalipse. É um volume de reconhecida dificuldade, e no entanto através dos séculos tem sido como um ímã, atraindo irresistivelmente para o seu estudo cristãos de todas as escolas de pensamento, leigos, clérigos e professores. R.H. Charles está certo quando começou as suas Lectures on the Apocalypse com esta declaração: "Desde a era mais remota da Igreja, tem se
admitido universalmente que o Apocalipse é o livro mais difícil de toda a Bíblia" (pág. 1). Calvino recusou-se a escrever um comentário sobre o Apocalipse, e deu-lhe muito pouca importância em seus maciços escritos. Lutero fugiu aos seus ensinamentos durante anos. Ao mesmo tempo, o livro tem compelido homens a prolongados estudos de suas profecias, voltando muitas e muitas vezes para uma reconsideração dos seus temas e para uma nova compreensão de suas revelações. Um só testemunho será suficiente, de alguém que geralmente é reconhecido ter sido o mais talentoso expositor do primeiro quarto de nosso século, G. Campbell Morgan: "Não há nenhum livro na Bíblia que tenho lido com tanta freqüência, nenhum ao qual tenho tentado dedicar atenção mais paciente e persistente... Não há nenhum livro na Bíblia ao qual eu me volte mais ansiosamente nas horas de depressão, do que este, com todo o seu mistério, todos os seus detalhes que não compreendo" ( Westminster Bible Record , Vol. 3 [1912 ] 105,109). A Importância do Livro. 1) As Escrituras do Novo Testamento seriam incompletas, deixariam os leitores em um estado de ânimo mais ou menos depressivo, se este livro não fosse escrito e incluído no Cânon. Ele não é somente o último livro no arranjo canônico de nossa Bíblia, mas é necessariamente a conclusão das revelações divinas ao homem. Esta verdade foi brilhantemente apresentada por T. D. Bernard em suas famosas Bampton Lectures for 1864 , The Progress of Doctrine in the New Testament. "Não sei como algum homem, terminando as Epístolas, poderia esperar descobrir a história subseqüente da Igreja essencialmente diferente do que ela é. Naquelas obras nos parece, como é na realidade, que não testemunhamos algumas tempestades passageiras que desanuviam a atmosfera, mas sentimos o todo da atmosfera carregado com os elementos da futura tempestade e morte. Cada momento as forças do mal se mostrara mais claramente. Elas são enfrentadas, mas não dissipadas... As últimas palavras de S. Paulo na segunda Epístola a Timóteo, e as de S. Pedro em sua segunda Epístola, com as Epístolas de S. João e S. Judas, têm a linguagem de um tempo no qual as tendências
fica ameaçada de destruição, a fé bruxuleia e os corações são frios, o Apocalipse adverte e exorta, edifica e encoraja todos aqueles que dão atenção a sua mensagem" (pág. xlix).
aventurados aqueles que lêem, e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardara as cousas nela escritas" (1: 3; 22: 7).
Domiciano baniu homens a diversos locais de exílio, mas Nero não o fez. Mais ainda, as sete igrejas da Ásia aqui demonstrara um desenvolvimento maturo, que facilmente existiria em data tão precoce com 65 A.D. Além disso, não temos evidência nenhuma de que o apóstolo exercesse qualquer autoridade sobre as igrejas da Ásia antes da destruição de Jerusalém. Com tal ponto de vista concordam escritores tais como Lange, Alford, Elliott, Godet, Lee, Milligan e outros. Título do Livro. A palavra Revelação deriva do latim revelatio (de revelare , "revelar ou tirar o véu daquilo que estivera previamente escondido"). Este era o título conferido ao livro na Vulgata Latina. O título grego é Apocalipse , extraído diretamente da primeira palavra do texto grego, apocalypsis. Nesta forma substantiva a palavra não se encontra em nenhuma outra obra da literatura grega, mas como verbo foi continuamente usada nos Evangelhos e nas Epístolas, de maneiras variadas, especialmente com referência a algumas formas da revelação divina ao homem (como o Filho do Homem, em Lc. 17:30). Foi usada por Paulo referindo-se ao mesmo evento futuro (Rm. 8:18; I Co. 1:7; II Ts. 1:7), e freqüentemente em I Pedro (1:7, 13; 4:13; 5:1). No texto grego de Daniel esta palavra encontra-se muitas vezes com referência à revelação de segredos, ou interpretação de sonhos, ou revelação de Deus (veja Dn. 2:19, 22, 28, 29, 30, 47; 10:1; 11:35). O Tema. O Apocalipse é um livro profético. Na sua revelação do futuro, enfatiza particularmente as repetidas e crescentes tentativas violentas e mundiais de personalidades e pessoas terrenas, ativadas e dirigidas por poderes demoníacos e lideradas por Satanás, de se oporem e evitarem a execução da declarada intenção de Cristo de estabelecer o Seu reino sobre a terra. Está claro que este conflito certamente acabará com a derrocada dessas forças do mal e o estabelecimento do reino eterno de Cristo. Este conflito secular, envolvendo na guerra até os céus, compõe-se de uma série de ardis da parte dos inimigos de Cristo para derrotar o Rei dos reis. Cada tentativa resulta em fracasso, seguido por terrível juízo divino. E o longo conflito terminará no juízo diante do
Grande Trono Branco, com o aparecimento da Nova Jerusalém, e o começo da eternidade. Um Livro de Visões. O livro do Apocalipse, acima de todos os outros livros da Bíblia, é um registro do que foi revelado em visões ao autor. Todos nós sabemos como às vezes se torna difícil registrar o que vimos , especialmente quando a visão é espetacular. Como poderia alguém descrever adequadamente um pôr-de-sol glorioso, ou a majestade dos Alpes? Os muitos e diferentes verbos gregos significando "ver", "observar", ou "perceber", aparecem 140 vezes neste livro, começando com "o que vês , escreve em livro" (1:11). Imediatamente após João diz: "Voltei-me para ver quem falava comigo, e voltado, vi ", etc. (v. 12). No começo do capítulo 4, ouve-se uma voz do céu dizendo a João, "Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas cousas" (4:1). Deste ponto para frente, há inúmeros parágrafos, até o final do livro, que começam com "e vi". Não somente temos aqui uma série de visões, mas o livro está saturado de linguagem simbólica, e estes símbolos devem receber consideração especial. Especialmente isto acontece em relação aos números. Em primeiro lugar, há uma constante repetição do número sete. Quanto ao simbolismo dos números no livro, inserimos aqui os concisos e compreensíveis resumos de Moorehead e Weidner: "Este número (sete) não foi empregado apenas para indicar muitos objetivos individuais", explica Moorehead, "mas penetra grandemente em todo o plano do livro. Sete é o número da inteireza, da perfeição, e da plenitude dispensacional. Todos os leitores sabem que são quatro os grupos de sete que cobrem uma considerável seção do livro. Há as sete mensagens às sete igrejas (caps. 2, 3). A visão dos sete selos, que abrange 6-8:1 (com um episódio entre o sexto e o sétimo da série, a saber vii). A visão das sete trombetas, 8:2-11,16 (com um episódio entre a sexta e a sétima, 10-11:13). A visão das sete taças, 15:5-16. Assim quase metade do livro pertence a esta série quádrupla ... Penetra em passagens onde não é mencionada diretamente. Assim, em 5:12, os sete atributos de louvor são conferidos
lado; dez vezes dez, ou 100, é o número do Rebanho de Deus (Lc. 15:4, 7); e o cubo de dez, ou 1.000, é a duração do reinado dos santos (Ap. 20:4). A décima geração significa 'para sempre' (Compare Dt. 23: 3 com Ne. 13:1). Dez é também o número da perfeição do mundo, simbolizando o poder perfeito. As dez pragas do Egito simbolizavam o derramamento completo da ira divina; a quarta besta de Daniel tinha dez chifres (Dn. 7:7, 24); o Dragão Vermelho do Apocalipse tem dez chifres (Ap. 12:3), como também a Primeira Besta ou o Anticristo (Ap. 13:1). Doze é, enfaticamente, o número que se refere ao reino de Deus, a 'assinatura' de Deus (três) multiplicada pela 'assinatura' do mundo (quatro). Lee acha que enquanto sete é o número sagrado das Escrituras, doze é o número do Povo da Aliança em cujo meio Deus habita, e com quem Ele travou as relações da Aliança. Doze são as tribos de Israel: havia duas vezes doze grupos de sacerdotes; quatro vezes doze cidades dos levitas; doze é o número dos apóstolos; duas vezes doze é o número dos anciãos que representaram a Igreja Redimida; a mulher de Ap. 21: tinha uma coroa de doze estrelas em sua cabeça; a Nova Jerusalém tem doze portões (Ap. 21:12), o muro da cidade tem doze fundamentos (21:14) e a árvore da vida produz doze nomes de frutos (22:2)" (Weidner, op, cit. , pág. xxxix, xl). No simbolismo das cores, branco é destacadamente a cor da inocência, pureza e justiça, como também da idade espiritual, maturidade e perfeição; o preto indica fome, desespero, sofrimento; o vermelho, cor de sangue, pode indicar, como o próprio sangue, a guerra, o homicídio ou a morte sacrificial; o roxo é a cor da realeza ou do ócio voluptuoso; e o amarelo é a cor da vida que se esvai e do reino da morte (6;8). (Veja o excelente exame do simbolismo das cores em John Peter Lange, The Revelation of St. John , pág. 16-18). Vocabulário. Há 916 diferentes palavras no texto grego do Apocalipse; dessas, 416 são também encontradas no Quarto Evangelho; 98 aparecem só uma vez em outras passagens do Novo Testamento; enquanto há 108 palavras que não se encontram em nenhuma outra
passagem do Novo Testamento. Aqui há muitas palavras que falam de autoridade. Por exemplo, a palavra para trono ocorre 44 vezes; rei, reino e governo , 37 vezes; autoridade e poder , 40 vezes. As muitas palavras traduzidas para ver , perceber , etc., aparecem perto de 150 vezes. As palavras que significam escrever, e o resultado da escrita, isto é, um livro , são encontradas 60 vezes. O Uso do Velho Testamento no Apocalipse. Este último livro da Bíblia forma um mosaico espantoso, como se vê, de temas do Velho e Novo Testamento. No apêndice ao Greek New Testament , de Westcott e Hort (pág. 184-188), estima-se que dos 404 versículos deste livro, 265 contenham linhas que abrangem aproximadamente 550 referências de passagens do Velho Testamento; há 13 referências a Gênesis, 27 a Êxodo, 79 a Isaías, 53 a Daniel, etc. Muitos concordariam com o falecido Professor Briggs que "o discurso escatológico de Jesus (Mt. 24:25; Mc. 13; Lc. 21) é, segundo o nosso pensar, a chave do Apocalipse. Este livro é a obra de um judeu saturado das profecias do Velho Testamento, sob a orientação da palavra de Jesus e a inspiração de Deus. É o clímax da profecia do Velho e Novo Testamentos". Esta extensa incorporação do material do Velho Testamento vê-se em grandes seções, versículos separados e frases individuais. Assim, a descrição da Babilônia, no capítulo 18, tem paralelos incontáveis com Jeremias 51. As duas bestas do capítulo 13, com seus dez chifres que são dez reis, derivam diretamente das visões da besta de Dn. 7, 8. A visão das duas oliveiras e dos dois castiçais (cap. 11) é uma reconstrução da visão de Zacarias (Zc. 4). Os períodos de tempo no livro do Apocalipse derivam de Daniel, como o tempo, dois tempos e a metade de um tempo (12:14, de Dn. 12:7). Muitos dos juízos das trombetas são espantosamente paralelos às pragaS do Egito, as quais vamos considerar em alguns detalhes na exposição da passagem. Até mesmo no primeiro capítulo, o versículo 6 refere-se a Êx. 19:6; versículo 7 a Dn. 7:13 e Zc. 12:10, 12; o versículo 14 consiste de duas passagens extraídas de Dn. 7:9, 13; 10:5. O versículo 15 deriva de Dn. 10:6; Ez. 1:24; o versículo 16
O Princípio da Antecipação. Através de todo este livro, muitas e muitas vezes, o autor usa aquilo que é conhecido por prolepse; isto é, logo no começo do livro ele usa uma frase que reaparece mais tarde, e geralmente mais desenvolvida. Assim, por exemplo, Cristo é chamado de "a fiel testemunha" no começo (1:5), mas reaparece como a Testemunha Fiel em 3:14;17:6; 20:4. Inicialmente recebe o título de "soberano dos reis da terra" (1:5). Mas quando nos aproximamos do final dos séculos, quando as prerrogativas deste título vão ser realmente exercidas, encontramo-Lo novamente assim designado (17:14; 19:16). No começo anuncia-se (1:6) que Cristo nos fez reis e sacerdotes; mas isto volta a aparecer no final do livro (20: 6). Do mesmo modo o título, "o Alfa e o Ômega", que se encontra no começo (1:8) e no final (21:6; 22:13), como também o título, "o Todo-Poderoso" (1:8; 19:6, 15; 21:22). A ordem de guardar as palavras desta profecia foi dada na introdução, mas essa é exatamente a ordem que encontramos repetidamente no final do livro (22:7, 10, 18). As promessas feitas aos crentes nas sete epístolas dos capítulos 2 e 3 reaparecem com espantosa reiteração quando as grandes lutas sobre a terra terminam, e os filhos de Deus estão na glória da ressurreição da Nova Jerusalém. Assim, a promessa da "árvore da vida" (2:7) encontra- se novamente bem no final do livro (22:2, 14). Livramento da segunda morte está prometido aos fiéis de Esmirna (2:11) e torna a ser citado no Último Juízo (20:6,14). "O Espírito" declara, na quarta epístola, que Cristo governará as nações "com vara de ferro" (2:27); e isto é exatamente o que se diz da batalha do Armagedom (19:15). A promessa da "estrela da manhã" àqueles que são fiéis (2:28) reaparece em 22:16. A idéia de andar com Cristo "de branco" não apresentada apenas aos fiéis de Sardes e Laodicéia, mas também aos crentes no fim dos tempos (3:4, 5,18; 19:14). O "livro da vida" (3:5) reaparece quatro vezes, começando com o período da tribulação (13:8; 17:8; 20:12, 15; 21:27). À cidade de Filadélfia foi feita uma promessa quádrupla (3:12), cada frase da qual reaparece no final do livro: "Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário
do meu Deus... gravarei também sobre ele o nome do meu Deus (22: 4), o nome da cidade do meu Deus (21:2, 10), a nova Jerusalém... (21:2, 10), e o meu novo nome". Finalmente, a promessa aos vencedores de Laodicéia, que se assentarão com Cristo no Seu trono, reaparece no começo da descrição da Nova Jerusalém (20:4). Alternando Cenas do Céu e Cenas da Terra. Um fator fundamental deste livro, muitas vezes ignorado pelos comentadores, é de grande ajuda na compreensão destes capítulos quando reconhecido. Isto é, muitas cenas deste livro estão localizadas no céu, enquanto os juízos propriamente ditos têm lugar na terra; e as cenas no céu sempre precedem os acontecimentos terrenos aos quais estão relacionados. Assim, as mensagens às sete igrejas são precedidas por uma visão do Senhor que ascendeu ao céu. A abertura dos seis selos no capítulo 6 é precedida pela visão do Cordeiro no céu, digno de abrir o livro (caps. 4, 5). Os juízos que acompanham o tocar das sete trombetas são precedidos por uma cena celeste que se estende de 7:1 a 8:5. Os terríveis acontecimentos dos capítulos 11; 12; 13 são novamente precedidos por uma cena celestial de instruções para João. As devastações que acompanham as sete pragas (caps. 15; 16) são precedidas por avisos dos anjos e a exibição do "templo... no céu". E, depois do juízo final do capítulo 20, o livro conclui com um quadro do lar celestial dos redimidos. Sempre senti que existem duas grandes verdades a serem extraídas deste fenômeno. Primeiro, o que vai acontecer na terra, embora desconhecido pelo homem e inesperado para ele, é inteiramente conhecido àqueles que estão no céu – o Senhor que ascendeu ao céu, os anjos, os vinte e quatro anciãos, as criaturas viventes e os outros. Em segundo lugar, o que vai acontecer na terra está sob completo controle e direção do céu, de modo que podemos dizer com segurança, a julgar deste livro, como também de outros livros proféticos das Escrituras, que tudo que acontece na terra apenas cumpre a Palavra de Deus. Este princípio é notavelmente apresentado nos avisos preliminares referentes
Stonehouse, The Apocalypse in the Ancient Church , Goes, Holland, 1929.) As Quatro Principais Escolas de Interpretação. O livro do Apocalipse é a única grande porção da Palavra de Deus em relação à qual desenvolveram-se quatro diferentes sistemas básicos de interpretação. O sistema de interpretação que um estudante da Bíblia adota fará uma grandíssima diferença naquilo que crê que o livro ensina.
mantido pela maioria dos comentadores da fé reformada, Peters e outros.)
dependente de um conhecimento da história eclesiástica e política do mundo nas centenas de anos passados? A própria suposição é absurda. É inconsistente com a primeira promessa do livro, "Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia!"... A seleção dos acontecimentos históricos feita pelo sistema é altamente arbitrária, e não Se pode dizer que corresponda ao grau de importância que os tais acontecimentos tenham vindicado para si mesmos no decorrer da história" ( op. cit. , pág. 131).
reconhecido como o maior dos mestres conservadores do Novo Testamento da Europa no final do século XIX. Simcox, que não é futurista, admite francamente que "desde o tempo de Tertuliano e Hipólito – sem falar de Justino e Irineu – temos uma consistente expectativa no curso dos acontecimentos que precederão o juízo final" (G. A. Simcox, The Revelation of St. John the Divine , em CBSC, pág. xliv). Existe, é claro, um futurismo extremo que deve ser enfaticamente rejeitado. Alguns futuristas vão ao ponto de dizer que as sete igrejas da Ásia se reorganizarão e se restabelecerão no final dos tempos, quando então as predições que lhe dizem respeito serão cumpridas – um modo totalmente desnecessário e irracional de ver as coisas. A objeção tantas vezes ouvida, que é estranho tenros em nosso Novo Testamento um livro que, na maior parte, contém assuntos relacionados w final dos tempos, não se mantém de pé quando se recorda o fator fundamental relacionado com as profecias básicas de longo alcance das Escrituras, a saber, que desde os tempos primitivos elas apontam para o seu cumprimento no final dos tempos. Não é o que acontece com a primeira profecia da Bíblia – "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn. 3:15)? Não é esta uma profecia da vitória messiânica que ainda aguarda seu cumprimento final? A extensa profecia de Jacó em Gênesis 49 refere-se aos "últimos dias" conforme diz. Repetidas vezes no Livro de Daniel, somos informados de que suas profecias se referem ao "fim" (7:26; 9:26, 27; 11:13, 27; 12:8, 13). O discurso que nosso Senhor fez nas Oliveiras não aponta diretamente para o fim dos tempos e a futura Segunda Vinda de Cristo? (Mt. 24:3,14; também suas parábolas proféticas, como, por exemplo, Mt. 13:39, 40). O mesmo acontece com Paulo falando aos tessalonicenses com referência ao homem do pecado; a narrativa de Pedro sobre a apostasia dos últimos dias; a grande profecia escatológica de Paulo em lI Timóteo 3, e todo o corpo das profecias no conhecido capítulo da