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7. Josué (Moody), Notas de estudo de Teologia

7. Josué (Moody)

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 14/03/2015

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edson-nobre-6 🇧🇷

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JOSUÉ
Introdução
Esboço
Capítulo 1 Capítulo 7 Capítulo 13 Capítulo 19
Capítulo 2 Capítulo 8 Capítulo 14 Capítulo 20
Capítulo 3 Capítulo 9 Capítulo 15 Capítulo 21
Capítulo 4 Capítulo 10 Capítulo 16 Capítulo 22
Capítulo 5 Capítulo 11 Capítulo 17 Capítulo 23
Capítulo 6 Capítulo 12 Capítulo 18 Capítulo 24
INTRODUÇÃO
Título. O primeiro livro dos Profetas, a segunda grande divisão do
cânon do Velho Testamento, recebeu o nome do seu principal
personagem, Josué. Não há nenhuma tradição judia ou manuscrito que
prove que este livro formasse uma unidade com os cinco livros da Lei
constituindo um Hexateuco (veja E.J. Young, Introduction to the Old
Testament, pág. 157 e segs.).
Data e Autoria. O livro parece formar uma unidade literária,
composta por um só autor, independentemente de duas ou mais fontes
primárias, como alguns têm afirmado, e que foi editado e reeditado por
muitos séculos. Embora Josué mesmo ordenasse escrever alguns
documentos (18:9; 24:26), ele não poderia ser o autor de todo o livro que
leva o seu nome. Registra a sua morte (24:29, 30) e acontecimentos que
tiveram lugar só depois da sua morte: a conquista do Hebrom por Calebe
(15:13b, 14; cons. Jz. 1:1, 10, 20), de Debir por Otniel (Js. 15:15-19;
cons. Jz. 1:1, 11-15), e de Lesém pelos danitas (Js. 19:47; cons. Jz. 17 e
18) num período em que a idolatria foi tolerada em Israel (mas cons. Is.
24:31). Estes acontecimentos provavelmente aconteceram antes da
opressão por Cusã, ou durante o juizado de Otniel (Jz. 3:8-1 1), cerca de
1370-1330 A.C.
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JOSUÉ

Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 7 Capítulo 13 Capítulo 19 Capítulo 2 Capítulo 8 Capítulo 14 Capítulo 20 Capítulo 3 Capítulo 9 Capítulo 15 Capítulo 21 Capítulo 4 Capítulo 10 Capítulo 16 Capítulo 22 Capítulo 5 Capítulo 11 Capítulo 17 Capítulo 23 Capítulo 6 Capítulo 12 Capítulo 18 Capítulo 24

INTRODUÇÃO

Título. O primeiro livro dos Profetas , a segunda grande divisão do cânon do Velho Testamento, recebeu o nome do seu principal personagem, Josué. Não há nenhuma tradição judia ou manuscrito que prove que este livro formasse uma unidade com os cinco livros da Lei constituindo um Hexateuco (veja E.J. Young, Introduction to the Old Testament , pág. 157 e segs.). Data e Autoria. O livro parece formar uma unidade literária, composta por um só autor, independentemente de duas ou mais fontes primárias, como alguns têm afirmado, e que foi editado e reeditado por muitos séculos. Embora Josué mesmo ordenasse escrever alguns documentos (18:9; 24:26), ele não poderia ser o autor de todo o livro que leva o seu nome. Registra a sua morte (24:29, 30) e acontecimentos que tiveram lugar só depois da sua morte: a conquista do Hebrom por Calebe (15:13b, 14; cons. Jz. 1:1, 10, 20), de Debir por Otniel (Js. 15:15-19; cons. Jz. 1:1, 11-15), e de Lesém pelos danitas (Js. 19:47; cons. Jz. 17 e

  1. num período em que a idolatria foi tolerada em Israel (mas cons. Is. 24:31). Estes acontecimentos provavelmente aconteceram antes da opressão por Cusã, ou durante o juizado de Otniel (Jz. 3:8-1 1), cerca de 1370-1330 A.C.

Por outro lado, o autor foi testemunha ocular de muitos dos acontecimentos descritos (por exemplo, Is. 5:1 , 6). Raabe ainda era viva quando se escreveu a obra (6:25). O livro deve ser pré-salomônico (16:10; cons. I Reis 9:16); pré-davídico (Js. 15:63; cons. II Sm. 5:5 -9); anterior ao século doze, quando Tiro sobrepujou-se a Sidom, pois os fenícios ainda são chamados de sidônios (Js. 13:4-6); e deve ter sido escrito antes de 1200 A.C., depois que os filisteus invadiram a Palestina, pois no período de Josué os filisteus ainda não constituíam uma ameaça (veja Comentário sobre 13:2b-4a). Parece mais provável que Josué foi escrito durante o juizado de Otniel (cerca de 1370-1330. Veja Comentário sobre 1: 4). A muito maior familiaridade com os problemas da tribo de Judá (cons. a narrativa detalhada da campanha do sul, 10:1-23; o interesse em Calebe e Otniel, 14:1-15; 15:13-19 ; a longa lista das fronteiras e cidades de Judá, 15:1-

  1. indica que o autor deve ter residido em Judá. Ele traça muito vagamente as fronteiras das importantes tribos de José, embora dentro delas se encontrasse Siló (16:1 – 17:11). Se ele morava em Judá, entende-se que tenha anotado as regiões geográficas desse território em primeiro lugar sem qualificar seus termos (11:16). Considerando que repetidas vezes se faz menção de que não foi concedido território à tribo de Levi (13:14, 33; 14:3, 4; 18:7 ), talvez fosse um sacerdote (veja J.J. Lias, "Joshua", Pulpit Commentary , III, xi, xii). Propósito e Valor. O propósito do livro era o de continuar a história de Israel começada no Pentateuco e demonstrar a fidelidade divina para com a sua aliança estabelecida com os patriarcas e a nação teocrática, introduzindo as tribos em sua terra prometida (11:23; 21:43- 45). Mais ainda, a santidade de Deus vê-se no Seu julgamento dos cananitas iníquos e na Sua insistência em que Israel, ao fazer esta guerra santa, deixasse de lado qualquer coisa má. Um terceiro aspecto do relacionamento divino com o homem evidenciado neste livro é a salvação de Deus. O próprio nome "Josué", a forma hebraica de Jesus, significa "Jeová é a salvação". Assim a história redentora de Israel

Síria logo se revoltaram contra o Egito ou deixaram de pagar seus tributos. As cartas em caracteres cuneiformes encontrados em 1887 na localidade de Teel el Amarna no Egito, o local da capital de Akenaten, filho de Amenhotep (1380-1363), são os arquivos reais desses dois reis. A maior parte dessas cartas foi escrita por príncipes vassalos na Palestina e Síria durante o período de 1400-1360, pedindo a ajuda de Faraó contra as cidades-estados vizinhas ou contra os habiru. Geralmente o termo habiru (ou 'apiru ) designam tropas mercenárias. Neste caso designam tropas alugadas na Síria pelos príncipes cananeus que se rebelaram contra o Egito. Assim o silêncio em Josué relativamente ao Egito pode ser explicado pelo fato do Egito ter tido uma fraca política exterior desde Amenhotep III até Seti (1313-1301), o próximo Faraó a marchar contra a Palestina. Mesmo assim os egípcios evitaram as montanhas e tomaram a rota costeira quando atacaram os heteus na Síria. Durante o período de Josué e os Juízes, as observâncias religiosas cananitas tinham degenerado à mais sórdida licenciosidade e brutalidade

  • conforme somos informados pelas tabuinhas do Ras Shamra (ugarita) e as relíquias existentes das práticas do culto à fertilidade desenterradas em Bete-Shan, Megido, etc. O caráter imoral das divindades cananitas levava seus devotos aos mais desmoralizantes ritos do Oriente Próximo da antiguidade, tais como a sagrada prostituição de ambos os sexos, adoração de serpentes e sacrifícios infantis. Uma vez que tais práticas religiosas eram espiritual e moralmente contagiantes, qualquer um logo vê por que Deus ordenou que Israel exterminasse os cananitas. Assim eles e suas cidades tiveram de ser destruídos para que a vida religiosa dos israelitas não corresse perigo por causa do contato com tais povos idólatras. W.F. Albright explicou de maneira extraordinária as questões envolvidas, quando escreveu: Felizmente para o futuro do monoteísmo os israelitas da Conquista foram um povo inculto, dotado de energia primitiva e crueldade, uma vez que a resultante dizimação dos cananitas evitou a completa fusão das duas raças que tinham um certo parentesco, o que quase inevitavelmente

teria abaixado os padrões joevistas até um ponto onde a recuperação seria impossível. Assim, os cananitas, com sua orgíaca adoração da natureza, seu culto à fertilidade na forma de serpentes-símbolo e sensual nudez, e sua mitologia obscena, foram substituídos por Israel, com sua simplicidade nômade, sua pureza de vida, seu monoteísmo sublime e seu severo código moral ( From the Stone Age to Christianity , pág. 281).

ESBOÇO

I. Entrada na Terra Prometida. 1:1 - 5:12. A. Deus Comissiona Josué. 1:1-9. B. A mobilização de Josué para atravessar o Jordão. 1:10-18. C. A missão dos espias. 2:1-24. D. Atravessando o Jordão. 3:1 - 5:1. E. Renovação das ordenanças da circuncisão e da Páscoa. 5: 2-12. II. A Conquista da Terra Prometida. 5:13 - 12:24. A. Aparecimento do divino Comandante-em-chefe. 5:13 - 6:5. B. A campanha central. 6:6 - 8:29.

  1. Tomada de Jericó. 6:6-27.
  2. Derrota em Ai por causa do pecado de Acã. 7 : 1.26.
  3. Segundo ataque e o incêndio de Ai. 8 : 1-29. C. Instituição da aliança de Israel como o código legal da terra. 8:30-35. D. A campanha do sul. 9:1 - 10:43.
  4. Tratado com a tetrápolis gibeonita. 9:1-27.
  5. Destruição da coligação amorita. 10:1-43. E. A campanha do norte. 11:1-15. F. Resumo da conquista. 11:16-23. G. Apêndice : Catálogo dos reis derrotados. 12:1-24. III. Partilha da Terra Prometida. 13:1 - 22:34. A. Ordem divina para dividir a terra. 13:1-7. B. O território das tribos transjordânicas. 13:8-33.

"boca a boca" (Nm,12:8), esta revelação deve ter vindo quase imediatamente após a morte de Moisés, a fim de que fosse mantida a continuidade do governo teocrático de Deus. O Senhor transmitiu a Josué quatro ordens específicas: 1) atravessar o Jordão; 2) ser forte; 3) fazer o povo herdar; 4) tomar o cuidado de fazer tudo de acordo com a Lei.

2. Passa este Jordão. Sentido! Prepare-se para entrar em Canaã. O Jordão estava na época das enchentes (3:15). A terra que eu dou. Estou dando (particípio hebraico), ou estou para dar. 3. Como eu prometi a Moisés. Veja Deuteronômio 11:23-32. Eles tinham realmente de ocupar o território para recebê-lo de Deus, exatamente como os cristãos devem reclamar e apropriar-se de suas bênçãos espirituais em Cristo (Ef. 1:3). 4. Líbano. De acordo com a LXX, o Anti-Líbano, de cuja cadeia de montanhas o Monte Hermom, talvez visível de um ponto alto acima do Abel-shitim, é o pico mais ao sul. Toda a terra dos heteus. Esta frase não se encontra em Dt. 11:24; a LXX a omite aqui. Em 1407 A.C. os imperadores heteus ainda não haviam conquistado a Síria; sua supremacia entre o Eufrates e o Mediterrâneo começou de trinta a cinqüenta anos mais tarde, sob o reinado de Supiluliumas. Se esta frase é genuína no manuscrito original, então o livro de Josué não foi escrito antes de 1350 A.C. 5. Não te deixarei. Literalmente, eu não te abandonarei (cons. 10:6, "não soltes", ou "não retires as tuas mãos"); LXX, eu não te deixarei em apuros. 6. Sê forte e corajoso (cons. 1:7a, 9). A segunda ordem de Deus, tão necessária a um guerreiro foi, Sê forte e resoluto, inflexível; LXX: Comporta-te como um homem. Farás a este povo herdar a terra. Esta foi a terceira ordem de Deus a Josué. Canaã foi prometida na aliança abraâmica (Gn. 15:16-21).

7. Para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei. O quarto mandamento era o de vigiar e tomar cuidado em praticar toda a lei mosaica, mas também o seu espírito (cons. Mt. 5:27, 28, etc.). 8. Medita nele dia e noite. Heigé , "recite em voz baixa". A LXX usa meletéo , indicando ponderação meditativa e prática audível dos oradores. A coragem de Josué, esperança de vitória e sabedoria necessárias para o sucesso dependiam de sua constante atenção e inflexível aderência à Lei escrita ( tôré , "instrução, ensinamentos"). 9. Não to mandei eu? A invasão que Josué estava para liderar era inequivocamente ordenada por Deus. Por isso, Josué não era um chefe do deserto ou xeique tribal invadindo a Palestina, como os reis dos midianitas e amalequitas fariam mais tarde (Jz. 6.8). Ele era simplesmente o general-de-campo recebendo ordens do seu Comandante-em-chefe (Js. 5:14) em uma guerra santa de exterminação dos povos ímpios que rejeitavam a Deus.

B. A Mobilização de Josué para Travessia do Jordão. 1:10-18. Descansados depois da dura conquista da Transjordânia, os israelitas estavam muito melhor organizados e disciplinados do que há quarenta anos atrás.

10. Príncipes do povo. O termo shorerîm (Êx. 5:6-19; Dt. 1:15; 1 Cr. 27:1) designa os escribas do alistamento, correspondendo hoje aos oficiais do estado maior que distribuem as ordens administrativas superiores. 11. Comida. Uma vez que já tinham acesso a outro tipo de alimento, não tinham mais de depender do maná somente; logo este cessaria de vez (5:11, 12). Eles podiam ir à procura de alimento nos campos do oásis de Jericó onde havia cereal maduro. Deus não sustentaria o Seu povo no ócio. Dentro de três dias. Literalmente, ainda três dias e passareis por este Jordão , indica que iriam começar a caminhada que os levaria para o outro lado do Jordão. Provavelmente os

definitivamente classificam-na como uma prostituta comum (não uma qedishé , prostituta religiosa). Teriam-na notado os espiões caminhando pela rua ao entardecer (cons. Pv. 7:9-12) e seguindo-a até sua casa, como os detetives hoje em dia fazem visitando lugares de má fama onde podem obter informações sobre criminosos? Ou, guiados inteiramente pelo Senhor, eles simplesmente "deram com" a casa dela já preparada de antemão pelo Espírito? Sua casa ficava provavelmente junto ao muro ocidental da cidade, com a janela dos fundos dando para a montanha (Js. 2:15, 16); portanto sua casa ficava a certa distância do único portão de Jericó, que dava para uma excelente fonte, exatamente a leste da elevação da cidade. O convite de Raabe implicava em muito menor divergência dos padrões de moralidade aceitos em seu ambiente do que nos parece. Além disso, ela também se ocupava de trabalho honesto, fiando e tingindo linho. Sua prostituição foi mencionada para destacar ousadamente a misericórdia de Deus que lhe concedeu a fé e que a poupou (cons. Mt. 21: 32; Lc. 15:1).

2. O rei de Jericó. No período final da Idade do Bronze toda cidade importante de Canaã era o centro de uma cidade-estado e tinha o seu próprio rei. 4,5. A mentira oportuna de Raabe foi um pecado de fraqueza de alguém cuja consciência estava começando a ser despertada das trevas do paganismo. Um homem de fé desenvolvida aprende a responder sem mentir (por exemplo, Gn. 22:7, 8). Na ética oriental, proteger um hóspede como ato de hospitalidade é uma das mais altas virtudes. Quanto ao fato dela estar traindo o seu rei, é preciso notar que em seu coração se desenvolvia uma nova fidelidade para com o Rei celestial. Assim ela ocultou os espias, embora correndo grandes riscos. 6.As canas de linho eram os talos, de aproximadamente um metro de comprimento, espalhados em cima do telhado plano para secar (cons. Dt. 22: 8) depois de ficarem de molho na água por diversas semanas. O linho amadurecia nos começos de março, quando a cevada formava as espigas (Êx. 9:31, 32).

9-11. Raabe revelou a inestimável informação de que o pânico (conforme cantado por Moisés em Êx. 11:15, 16; conforme prometido por Deus em Dt. 2:25) já se espalhara pela vizinhança de Jericó. Seu testemunho (Js. 2:11b) é notável pelo fato de sair dos lábios de uma mulher pecadora em uma sociedade idólatra e politeísta. Nem os próprios líderes israelitas falavam tão monoteisticamente (veja 24:14,15; I Reis 18:21). A mesma evidência que convenceu Raabe só serviu para endurecer seus concidadãos.

12. A tradução usei de misericórdia para convosco não exprime bem a idéia. A palavra hesed refere-se basicamente a uma promessa, acordo ou aliança oral, (para diferenciar do mais formal berit , "aliança" confirmada por uma cerimônia; Gn. 15:7-18). No sério compromisso assumido por Raabe e os espias, ficou evidente pelo juramento feito que nenhum dos lados agia por pura simpatia ou benevolência. Mais literalmente, ela disse: "Agora, pois, jurem-me pelo nome de Jeová que tal como eu fiz um acordo-hesed com vocês, vocês também farão um hesed-acordo com a casa de meu pai, dando-me um sinal de (sua) lealdade". O sinal foi o juramento com o qual confirmaram sua lealdade para com o acordo; está no versículo 14. 14. Os espiões responderam: "Sejam sacrificadas as nossas vidas e não as suas (se não formos leais); se vocês (você e seus parentes) não denunciarem esta nossa missão, então será que, quando Jeová nos der a terra, nós cumpriremos o acordo-hesed e seremos leais para com vocês". 15. Uma corda. Hebel (II Sm. 17:13; Jr. 38: 6-13). 16. E disse-lhes. Melhor, agora, tendo dito. Sem dúvida trocaram instruções de lado a lado (vs. 16.21) antes dos espias descerem pela janela, pois, caso contrário, seriam descobertos no ato. 18. Este cordão de fio de escarlata. Uma corda ( fiqwé ; cons. Cantares 4:3) feita de lã vermelha que eles avistariam na casa de Raabe e que deveria ser amarrada à janela, pela qual ela os fez descer. Serviria para os israelitas identificarem sua casa quando atacassem.

ocasião solene e extraordinária (cons. Is. 6:6; 1 Reis 8:3-6). O povo devia ficar espalhado à volta da arca num raio de 914rns, para que todos pudessem ver o símbolo-guia da promessa de Jeová mais facilmente, "visto que por tal caminho nunca passastes antes" (Js. 3:4b).

5. Santificai-vos. Deviam se consagrar com purificação externa e devoção interna a Deus, porque ele ia realizar milagres entre eles, dando a primeira evidência pública de Sua promessa com Josué (3:7) e porque iam dar inicio a uma guerra santa (Nm. 31:24). 7. Hoje. Naquela noite, depois de começar o novo dia hebreu, ao pôr-do-sol, o Senhor recompensaria a fé de Josué revelando-lhe como atravessariam o rio. Então ele poderia anunciar à nação exatamente como o fariam (3:9-13). Isto servia para garantir que depois do acontecimento eles saberiam que a sua travessia não fora uma coincidência, mas que um Ser de vida, poder e atividade estava a defendê-los e a trabalhar pára eles. 11. Este versículo, tomado literalmente, indica que a arca contendo a Lei escrita representava definidamente para os israelitas a Pessoa Divina: Eis a arca da aliança! O Senhor (‘adon) de toda a terra está para seguir na tua frente através do Jordão.

2) A Passagem de Todo o Povo. 3:14-17. No dia seguinte de manhã cedo toda a nação atravessou, todos em um só dia, apressadamente (4:10), sem dúvida centenas de milhares, ombro a ombro. Não há necessidade que procuremos duas diferentes narrativas da travessia, quando diversas declarações do capítulo 4 são devidamente interpretadas. Pararam-se as águas que vinham de cima (v. 16). Este difícil versículo pode ser explicado melhor traduzindo-o literalmente: As águas que vinham de cima pararam; amontoaram-se muito longe em Adão, a cidade que fica ao lado de (isto é, do lado do Jordão onde se localiza) Zaretã. E aquelas que desciam (para o Jordão de outras correntes ao sul de Adão) para o mar de Arabá, que é o Mar Salgado, foram de todo cortadas. Adão pode ser identificada como Tell

ed-Damiê bem ao sul da junção do Jaboque com o Jordão, cerca de 24 quilômetros rio acima do ponto onde se deu a travessia. As águas poderiam ter tido represadas até bretã (Tell es-Saidiê), 19 quilômetros mais para o norte. Um deslizamento de terra calcária, misturada com argila, existente no Zor pode ter formado uma barreira de 45,72ms de altura nas vizinhanças de Adão, bloqueando o rio (o que já aconteceu em cerca de 1266 A.D., e mais recentemente; de acordo com Garstang, em 1927, o rio ficou assim bloqueado por mais de vinte e uma horas). De qualquer forma, Deus operou um grande milagre: outras correntes de água também tiveram de ser bloqueadas; as águas pararam e depois voltaram (4: 18) quase imediatamente,- e o macio leito do rio secou no mesmo instante; mais ainda, a interrupção das águas se deu no período das enchentes.

Josué 4

3) A Travessia Comemorada e Realizada. 4: 1-18. Antes que os sacerdotes levando a arca pudessem abandonar seu posto, recolheram-se pedras para dois marcos, e um deles foi levantado onde os sacerdotes se encontravam no rio. l. Falou o Senhor. Antes, aquilo que o Senhor falou. A repetição da ordem divina - sem dúvida transmitida por ocasião de 3:7, 8, pois Josué já tinha indicado os doze homens (3:12) - foi feita aqui para introduzir a narrativa de sua execução.

5. Este versículo pode ser traduzido assim: Passai à presença (isto é, vizinhança) da arca de Jeová vosso Deus, até o meio do Jordão, e tome cada um uma pedra sobre seus ombros... Josué e os doze indicados podiam ter ficado na margem oriental do rio até que toda a multidão atravessasse. 6,7. O monte de pedras seria um testemunho do poder de Deus e Sua fidelidade em levar todo Israel de volta à Terra Prometida (cons. 4:21-24). Tanto o V-T- como a arqueologia testificam do freqüente uso de pedras levantadas ( massebôt ) e montes de pedras como monumentos

evidentemente já pertencia ao lugar, pois parece que Moisés já o conhecia (Dt. 11:30). Talvez para indicar o lugar do sepultamento de algum culto, como em Stonehenge ou Micenas, os cananitas tenham anteriormente instalado pedras esculpidas em um circulo perto de Gilgal (Jz. 3:19), de modo que os israelitas estabeleceram ali um monumento a Jeová para contrapor-se às práticas idólatras.

19. No dia dez do primeiro mês. Abib (Êx. 13;4) ou Nisã (Ne. 2:1), o nosso março-abril, 1407/6 A.C. Acamparam justo em tempo de selecionar o cordeiro pascal (Êx. 12: 3) para ser morto no décimo quarto dia (cons. Is. 5:10), a providência de Deus ajeitando exatamente que, quarenta anos após deixarem a terra da escravidão, eles pudessem entrar na terra prometida. 23. Como o Senhor vosso Deus fez ao Mar Vermelho. Estas são duas provas marcantes do poder e da misericórdia de Jeová na história da nação israelita, jamais esquecidas pelos salmistas e profetas (Sl. 66:6; 74:13, 15; 114:3, 5; Is. 50:2; Hc. 3:8). 24. Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte. Este propósito foi realizado de maneira extraordinária tão logo os diversos povos que habitavam na terra de Canaã ouviram as noticias (5:1). Provavelmente confiaram que o Jordão transbordante agisse como uma barreira intransponível, pelo menos temporariamente. Mas quando souberam que fora completamente esvaziado, sua moral sofreu um colapso completo diante de tão incontestável prova de que o Jeová dos invasores era um Deus real, vivo e poderoso.

Josué 5

E. Renovação da Observância da Circuncisão e da Páscoa. 5:2-12. A circuncisão e a comemoração da Páscoa marcaram os estágios finais da preparação do povo escolhido por Deus para a Guerra Santa. Estando os habitantes de Canaã tomados de terror, Josué pôde permitir

que seus soldados ficassem imobilizados alguns dias por causa da circuncisão, o pré-requisito da festa da Páscoa (Êx. 12:44, 48).

2. Facas de pederneira, literalmente, não de bronze; embora instrumentos cortantes de pedra não estivessem mais em uso. Mas o uso de facas de pederneira para a execução desse ritual parece ter sido uma exigência (cons. Êx. 4:25). A arte egípcia descreve a sobrevivência deste costume, sem dúvida por causa do conservatismo religioso. Passa de novo a circuncidar. A ordem não era para os homens mais velhos, nascidos no Egito; antes, os homens de Israel, como um todo, deviam agora retornar ( shub ) a sua anterior condição de circuncisão como um povo em relacionamento convencional com Jeová. De novo pode simplesmente enfatizar a palavra shub , "novamente" (Keil); ou pode indicar uma circuncisão geral em alguma ocasião anterior, como a da Páscoa de Nm. 9:5, uma vez que uma multidão mista acompanhava o povo (Jamieson em JFB). O povo não negligenciou propositadamente o ritual desde que partira do Sinai, mas ao que parece, Deus proibira a sua prática porque a nação estava sob juízo. O povo se rebelara contra Jeová repetidamente, praticara a idolatria e recusara-se a entrar na terra (Nm. 14:1-10) que lhes fora prometida na aliança abraâmica (Gn. 15:18; 17: 8); por liso ficou proibido de colocar sobre seus filhos o sinal da aliança abraâmica, a qual havia sido transgredida em espírito e realidade. 9. O opróbrio do Egito não se refere aos vexames ou escárnios a que Israel ficou exposto diante dos egípcios, nem a miséria que os israelitas suportaram como escravos no Egito, mas à suspensão do acordo contido na aliança abraâmica da qual a circuncisão era um sinal. A palavra herpé , "opróbrio", costuma se referir à condição de vergonha, desgraça (cons. Gn. 34:14 com referência à desgraça dos incircuncisos). Ainda que libertos da terra do Egito e ligados a Deus pela aliança do Sinai, não obstante os israelitas anularam a aliança abraâmica (condicionada à fé em Jeová) e à aliança mosaica (condicionada à obediência a Jeová) pela saudade que sentiam da adoração idólatra do Egito (Êx. 32; Is. 24:14; cons. Ez. 20:5-9; 23:3,8; Atos 7:3942) e de seus

do Jordão ficava impedida), Josué fora explorar a fortaleza ele mesmo, perplexo por causa de sua aparência inexpugnável (6:1).

13. Um homem que trazia na mão uma espada nua. Não uma mera visão, mas uma verdadeira aparição do Filho de Deus pré- encarnado - uma teofania (cons. Gn. 18:33; 32:24-30; Êx. 3:2-6). O Anjo de Jeová aparecia como uma personalidade, mais de acordo com as circunstâncias em que o Seu povo se encontrava: para Moisés, o Salvador de Israel, sofrendo com os seus (Êx. 3; Is. 63:9); para Josué, como o Comandante de Israel, dirigindo seu exército com a espada desembainhada, pronto para justiçar Canaã. Conforme Wm. G. Blaikie comenta (Exp. B): "O Capitão dos exércitos do Senhor desembainhou a Sua espada para mostrar que o julgamento dessa gente ímpia não devia ser retardado". 14. Pode-se traduzir a resposta do Homem assim: Não, pois sou eu; na qualidade de General-do-Exército-de-Jeová cheguei agora. Em cumprimento à promessa feita a Moisés (Êx. 33:14), Deus manifestou a Sua presença com Israel, não como simples aliado mas como Seu líder. Essa guerra era Sua , pois a iniqüidade dos amorreus se completara (Gn. 15:16; Dt. 9:5; 18:12); e os israelitas eram apenas uma divisão do Seu grande exército, junto com os Seus anjos (Sl. 148:2) e forças da natureza (Js. 10:11-14; Jz. 5:20). Assim Josué imediatamente percebeu que era apenas servo do Capitão. A narrativa da conquista (Js. 6-11) torna claro que a estratégia militar de Josué era divinamente orientada. Havia três campanhas na conquista. Levados pelo Senhor contra a parte central da terra, Israel primeiro tomou Jericó e Ai, assegurando assim a passagem para a cadeia de montanhas central e colocando uma cunha entre as regiões norte e sul de Canaã. A segunda campanha no sul derrotou então a coligação dos amorreus, e a terceira, a confederação do norte. 15. O lugar em que estás é santo. Compare com Êx. 3:5. Este local da Canaã conspurcada estava santificado pela presença do santo Deus.

Josué 6

6:1. Rigorosamente fechada. O hebraico expressa o fato de que os defensores haviam fechado o portão, e Jericó estava incomunicável, sitiada pelos israelitas. Este versículo é um parêntesis introduzido para explicar a situação imediata de Jericó para o leitor, seguida das ordens divinas para Josué (6:2-5).

2. Entreguei na tua mão a Jericó. Jeová, o Comandante de Josué, prometeu a destruição divina e sobrenatural de Jericó como o penhor da tomada de toda Canaã. Josué portanto já não precisava mais planejar como tomar Jericó. 3. Vós... rodeareis. A execução desta ordem em absoluto silêncio, a não ser pelas trombetas (6:8), só poderia produzir o ridículo entre o inimigo, e assim seria uma disciplina de humilhação para os israelitas. O resplendor da fé da parte de Josué. dos sacerdotes e do povo luziu por uma semana no mais alto grau atingido em toda a história de Israel (cons. Hb. 11:30). 4. Sete trombetas de chifres de camelos. Literalmente, sete trombetas do jubileu. O hebraico yobel ("chifre de carneiro"), de origem incerta, foi usado pela primeira vez em Êx. 19:13, antes mesmo das referências feitas ao ano do jubileu (Lv. 25:8-54; 27:17-24; Nm. 36:4); parece ter um significado religioso-cerimonial, anunciando a chegada de Jeová como Rei, quer para o Seu povo a fim de completar Sua aliança ou para proclamar remissão e liberdade, ou quer para os Seus inimigos a fim de jogá-los e destruí-los. A "trombeta de Deus" (I Ts. 4:16) terá este duplo propósito quando anunciar o segundo advento de Cristo. Sete sacerdotes com sete trombetas durante sete dias significavam que o julgamento seria completo.

B. A Campanha Central. 6:6 – 8:29. Primeiro Jericó no Vale do Jordão, depois Ai na cadeia central de montanhas.