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Estudo sobre Apocalipse, Notas de estudo de Matemática

Estudo sobre Apocalipse

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 02/07/2012

Havaianas81
Havaianas81 🇧🇷

4.6

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Pr(of).: Givaldo Lima
Apocalipse
INTRODUÇÃO
Ao ouvirmos a palavra apocalipse sempre nos chega à memória a ideia
Bde grandes sofrimentos, catástrofes e o fim do mundo... Enfim, essas ideias
nos provocam um certo medo por parte desse pensamento. Associado a isso
há as questões das interpretações simbólicas sobre o dragão, a besta, o falso
profeta e o número 666 que surgem como poderes que imprimirão sofrimento e
morte aos cristãos de modo incontrolável e inesperado.
O livro de Apocalipse com certeza tem sido negligenciado (ou até
mesmo esquecido) de muitos estudos devido a essa concepção. E, muitos
quando chegam para estudá-lo já possuem o propósito descobrir o futuro entre
suas palavras. Resultado disso, o Apocalipse tem sido “abusado” de todas as
formas possíveis e imagináveis em sua interpretação.
I. LITERATURA APOCALÍPTICA
Seu objetivo era transmitir uma mensagem de e esperança para
aqueles que estão sofrendo. Rica em simbolismo e linguagem figurativa
(Virkler, p. 148).
diferença entre a literatura judaica e o Apocalipse de João: aqueles
são pseudônimos, enquanto o autor de Apocalipse é identificado e conhecido
dos destinatários (1:4, 9; 22:8); são pseudo-proféticos, ou seja, os autores
reescrevem a história em tom profético, enquanto João se coloca no presente e
olha para o futuro; são pessimistas quanto a era presente, lançando totalmente
a esperança no futuro escatológico, João também faz isso, mas percebe que a
era presente é governada por Deus (LADD, 2011, p. 18).
II. AUTORIA E CANONICIDADE
O autor se apresenta apenas como João (1.1; 1.4; 21.2; 22.8). A tradição
da igreja diz que esse João é o apóstolo amado, o mesmo autor do quarto
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Apocalipse

INTRODUÇÃO

Ao ouvirmos a palavra apocalipse sempre nos chega à memória a ideia Bde grandes sofrimentos, catástrofes e o fim do mundo... Enfim, essas ideias nos provocam um certo medo por parte desse pensamento. Associado a isso há as questões das interpretações simbólicas sobre o dragão, a besta, o falso profeta e o número 666 que surgem como poderes que imprimirão sofrimento e morte aos cristãos de modo incontrolável e inesperado. O livro de Apocalipse com certeza tem sido negligenciado (ou até mesmo esquecido) de muitos estudos devido a essa concepção. E, muitos quando chegam para estudá-lo já possuem o propósito descobrir o futuro entre suas palavras. Resultado disso, o Apocalipse tem sido “abusado” de todas as formas possíveis e imagináveis em sua interpretação.

I. LITERATURA APOCALÍPTICA

Seu objetivo era transmitir uma mensagem de fé e esperança para aqueles que estão sofrendo. Rica em simbolismo e linguagem figurativa (Virkler, p. 148). Há diferença entre a literatura judaica e o Apocalipse de João: aqueles são pseudônimos, enquanto o autor de Apocalipse é identificado e conhecido dos destinatários (1:4, 9; 22:8); são pseudo-proféticos, ou seja, os autores reescrevem a história em tom profético, enquanto João se coloca no presente e olha para o futuro; são pessimistas quanto a era presente, lançando totalmente a esperança no futuro escatológico, João também faz isso, mas percebe que a era presente é governada por Deus (LADD, 2011, p. 18).

II. AUTORIA E CANONICIDADE

O autor se apresenta apenas como João (1.1; 1.4; 21.2; 22.8). A tradição da igreja diz que esse João é o apóstolo amado, o mesmo autor do quarto

evangelho. Já no ano 150 d.C. Justino Mártir confirmava essa tradição como também Irineu por volta de 200 d.C. Alguns críticos, porém, dizem que não pode ser o mesmo João do Evangelho, “pois o estilo do grego é notavelmente diferente entre os dois livros. A linguagem do evangelho é suave, fluente e em grego simples e direto. A linguagem do apocalipse é rude e impolida, com muitas irregularidades gramaticais e sintáticas” (LADD, p. 8).

III. TÍTULO

A palavra "Apocalipse" ( VApoka,luyij ) significa descoberta, sem véu. Revelação não é especulação humana, é a Palavra de Deus e o testemunho fiel (v. 2). Ele revela o plano vitorioso, triunfante de Cristo e da sua igreja. Sua vitória absoluta contra todos os seus inimigos: a Meretriz, a besta, o falso profeta, o dragão, os incrédulos, a morte. O Apocalipse mostra que o último capítulo da história não será de tragédia, mas de uma retumbante vitória do Cordeiro de Deus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (LOPES, 20 05 , p. 35)

IV. DATA E CONTEXTO

Embora não exista unanimidade nessa questão, o conteúdo do livro indica um período de perseguição implacável, levando-nos a concluir que João escreveu esse livro por volta de 95-96 da Ilha de Patmos, próximo do final do reinado de Domiciano (81 a 96 d.C) que exigiu de todos os súditos dentro do império que o adorassem como deus.

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O Reino de Deus é o domínio de Deus nos corações dos homens que crescerá paulatinamente. Após um período de paz (“milênio”) haverá explosão de iniqüidade que culminará com a vinda do Anticristo; o final do “Milênio” se dará com a volta pessoal e física de Cristo quando haverá a ressurreição de justos e injustos que depois de julgados serão enviados ao seu destino eterno. Principais doutrinas: a divulgação do Evangelho até os confins da terra e boa receptividade; Reino de Deus presente e terreno nos corações humanos; e Milênio interpretado como sendo um período de extrema qualidade e não necessariamente os mil anos.

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Não haverá um período de mil anos em que Cristo irá reinar na Terra, a segunda vinda de Cristo é iminente e desencadeará o processo de ressurreição geral, julgamento e destino eterno de todos os homens. Principais doutrinas: os “mil anos” significam o triunfo completo sobre a ira de Satanás (cf. Ap. 6: 9-11; 20:2) e a perfeição da presente glória e felicidade dos redimidos no céu (Ap. 20:4); interpretação primariamente histórica de Apocalipse; a primeira ressurreição é o novo nascimento espiritual e a segunda ressurreição é a escatológica.

c) Pré-Milenismo

Cristo vai estabelecer um Reino terrestre com a sua segunda vinda (o Milênio) precedido por uma “Grande Tribulação”. Satanás após ficar preso por mil anos será solto e empreenderá uma luta final, então será definitivamente vencido e lançado no lago de fogo para ele preparado. Principais doutrinas: As duas ressurreições em Apocalipse 20 são corpóreas, sendo que a primeira é dos crentes e a segunda é do restante da raça humana que ocorrerá no fim do Milênio; Milênio este que marcará um período de paz e reinado absoluto de Cristo junto com os “santos ressurretos”;

e Israel será restaurado como nação e reassumirá seu relacionamento especial com Deus até o fim do Milênio.

X. DEFINIÇÃO DA LINHA DE INTERPRETAÇÃO

Segundo Lopes (2005, p. 343):

A interpretação de um milênio literal encontra várias dificuldades: Primeiro, não encontramos essa idéia de um milênio terrenal após a segunda vinda de Cristo nos evangelhos e nas epístolas paulinas e gerais. Segundo, o Novo Testamento ensina uma única volta de Cristo, e não duas. Terceiro, uma interpretação literal desse número, em um livro de simbolismos, especialmente neste capítulo saturado de símbolos, é um obstáculo considerável. Quarto, o milênio fala de Cristo reinando fisicamente aqui neste mundo, enquanto o Seu ensino mostra que o Seu reino é espiritual. Quinto, a idéia de um milênio na terra e a posição de preeminência dos judeus, reintroduz aquela distinção entre judeus e gentios já abolida (Cl 3:11; Ef 2:14,19). Só existe uma igreja e uma noiva, formada de judeus e gentios. Sexto, a ideia do milênio terrenal ensina que haverá pelo menos duas ressurreições, uma de crentes antes do milênio e outra de ímpios depois do milênio e isto está em oposição ao que o restante da Bíblia ensina (Jo 5:28-29; Jo 6:39,40,44,54; 11:24). Sétimo, a idéia do milênio cria a grande dificuldade da convivência do Cristo glorificado com os santos glorificados vivendo com homens ainda na carne (Fp 3:21). Oitavo, como conceber a idéia de que as nações estarão sob o reinado de Cristo mil anos e depois elas se rebelam totalmente contra Ele (20:7-9)? Nono, a cena descrita por João em Apocalipse 20 de forma alguma ocorre na terra; é uma cena celestial. Décimo, todo o ensino do Novo Testamento é que o juízo é universal e segue imediatamente à segunda vinda, mas a crença no milênio terrenal, o juízo acontece mil anos depois da segunda vinda e só para os incrédulos.

Além disso,

As Confissões Reformadas (Confissão de Augsburgo, Confissão Hevéltica e Confissão de Westmister) rejeitaram a ideia de um milênio terrenal, condenando essa hermenêutica como uma fantasia judaica (LOPES, 2005, p.28).

Portanto, a posição que norteará esse estudo será Amilenista de visão histórica por entender que seja a melhor (mais possuindo suas dificuldades).

XII. ANÁLISE DAS SEÇÕES

  1. Cristo no meio dos sete candeeiros de ouro (1-3) – Sua mensagem principal é que Cristo tem o controle da igreja em suas mãos.  Apocalipse é fundamentalmente de Jesus (1.1);  Apocalipse não é um livro não é um livro selado (22.10), mas dado aos seus servos;  “ as coisas que em breve devem acontecer ” (1.2) - ta,cei – compreende o tempo escatológico iniciado com a morte e ressurreição de Cristo no qual vivemos e acabará com a segunda vinda Dele (Ridderbos) (cf. II Pe 3.8);  A promessa do que lê e dos que ouvem (1.3);  Destinatários (1.4) – às igrejas da Ásia Menor;  Doxologia (1.5-6) – Jesus é apresentado como a fiel testemunha , o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra.  Sua segunda vinda será pessoal, pública, visível, poderosa, vitoriosa, irresistível (1.7);  Auto-proclamação (1.8);  A vocação de João e as condições de sua prisão (1.9-11): preso em Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus;  A visão gloriosa de Jesus (1.9-18) – Jesus é apresentado não mais como o servo humilde, que sofreu, mas como Rei poderoso e como o mundo o verá agora;  O tempo da visão: “ as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas ” – aqui fica claro o tempo do cumprimento profético e que divide o livro em: o As coisas que viste – o capítulo 1 é como Cristo é visto por João e será visto por todo o mundo na sua segunda vinda; o As coisas que são – o capítulo 2 e 3 Jesus identifica o estado das igrejas no presente; o Depois destas – iniciando no capítulo 4 até o 22 demarca o futuro, abarcando a era presente findando com sua volta;

 Simbologia (1.20) – sete estrelas são os pastores, sete candelabros são as igrejas e ambos estão na mão do Senhor;  Cristo e as igrejas da Ásia (2.1-3.21) – Cristo não só as conheces, mas está no meio delas e é capaz de dar um diagnóstico preciso de sua Igreja (2:2,9,13,19;3:1,8,15). Ele conhece as obras da igreja, onde está a igreja e o que ela está enfrentando. As igrejas enfrentam esfriamento – ameaça individual; perseguição – ameaça externa; e, falsos mestres – ameaça interna. o A igreja de Éfeso é ortodoxa, trabalhadora, fiel nas provas, mas perdeu sua capacidade de amar a Jesus. Ela é como uma esposa que não trai o marido, mas também não lhe devota amor (2:2-4). o A igreja de Esmirna é pobre aos olhos dos homens, mas rica aos olhos de Cristo (2:9). o A igreja de Pérgamo tem gente tão comprometida com Deus ao ponto do martírio (2:13), mas tem também, gente que cai diante da sedução do pecado (2:14). o A igreja de Tiatira está trabalhando mais do que trabalhava no início da sua carreira (2:19), mas muito trabalho sem vigilância também não agrada a Jesus. Ação sem zelo doutrinário (Tiatira) e zelo doutrinário sem ação (Éfeso) não agradam a Jesus. o A igreja de Sardes tem nome de que vive, mas está morta (3:1). Além disso, há gente na UTI espiritual (3:2). o A igreja de Filadélfia é fraca diante dos olhos humanos, mas poderosa aos olhos de Cristo (3:8-9). o A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, mas aos olhos de Cristo era uma igreja pobre e miserável (3:17).

  1. A queda da grande prostituta e das bestas (17-19) – a derrota dos agentes do dragão.  Há um relato da destruição dos aliados do Dragão: A meretriz (18:2), a besta e o falso profeta, os seguidores da besta e em contrapartida a igreja é apresentada como esposa de Cristo (19:20);  A grande festa da núpcias ocorre; o juízo final chegou outra vez e a uma grande distinção entre redimidos e perdidos ocorre novamente;  No capítulo 19 há uma descrição detalhada da gloriosa vinda de Cristo (19:11-21). 7. O juízo sobre o dragão seguido do novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém (20-22).  Essa seção mostra o Reinado de Cristo com as almas dos santos no céu e não o milênio na terra depois da segunda vinda.  O capítulo 20 começa na primeira vinda e não depois da segunda vinda. Então temos a descrição do juízo final (20:11-15).  Após isso, vemos os novos céus e a nova terra e a igreja reinando com Cristo para sempre.

REFERÊNCIAS

FERREIRA. João Cesário Leonel Estudos no livro do Apocalipse. Disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/estudosapocalipse .htm>

HENDRIKSEN, William. Mais que Vencedores – Interpretação do Livro de Apocalipse, 1ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1987.

LADD, George. Apocalipse. Introdução e Comentário, 5ª reimpressão. São Paulo: Edições Vida Nova, 1996.

LOPES, Hernandes Dias. Apocalipse : o futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo: Hagnos, 2005.

VIRKLER, Henry A. Hermenêutica avançada: princípios e processos de interpretação bíblica. São Paulo: Vida, 1987.