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32. Jonas (Moody), Notas de estudo de Teologia

32. Jonas (Moody)

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 14/03/2015

edson-nobre-6
edson-nobre-6 🇧🇷

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JONAS
Introdução
Esboço
Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4
INTRODUÇÃO
Título. O livro recebe o seu nome do personagem principal da
narrativa. Jonas (pombo) está identificado como o filho de Amitai. Diz-
se que um profeta com este mesmo nome, que aparece em uma curta
narrativa de II Rs. 14:25, veio de Gate-Hefer, localizado no território de
Zebulom, hoje conhecido por Galiléia. Este profeta previu as triunfantes
conquistas de Jeroboão II na primeira metade do século oito A.C. Poucas
são as dúvidas de que esse profeta de Gate-Hefer seja o mesmo profeta
deste pequeno livro.
Data e Autoria. Em nenhum lugar do texto há qualquer declaração
de que o profeta mesmo tivesse escrito o livro, embora a oração do
capítulo 2 esteja na primeira pessoa do singular. Contudo, a tradição tem
firmemente mantido que Jonas mesmo foi o autor. Nos últimos anos
muitos têm defendido que o livro é sobre Jonas e não escrito por ele.
Este ponto de vista se baseia sobre diversas observações: os capítulos 1,
3 e 4 foram escritos na terceira pessoa; há expressões recentes das
línguas hebraica e aramaica no livro; o grande número de milagres
registrados impossibilita estabelecer-se uma base histórica; e a ênfase
dada à misericórdia de Deus para com um povo estrangeiro sugere uma
data pós-exílica. Mestres conservadores têm consistentemente defendido
que esses fatores em si mesmos não são suficientemente importantes
para excluírem a possibilidade do profeta ter vivido no século oito ou ter
escrito o livro naquela época.
Antecedentes Históricos. Assumindo que seja uma narrativa
histórica de um profeta ativo no período de Jeroboão II, rei de Israel, os
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Baixe 32. Jonas (Moody) e outras Notas de estudo em PDF para Teologia, somente na Docsity!

JONAS

Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4

INTRODUÇÃO

Título. O livro recebe o seu nome do personagem principal da narrativa. Jonas ( pombo ) está identificado como o filho de Amitai. Diz- se que um profeta com este mesmo nome, que aparece em uma curta narrativa de II Rs. 14:25, veio de Gate-Hefer, localizado no território de Zebulom, hoje conhecido por Galiléia. Este profeta previu as triunfantes conquistas de Jeroboão II na primeira metade do século oito A.C. Poucas são as dúvidas de que esse profeta de Gate-Hefer seja o mesmo profeta deste pequeno livro. Data e Autoria. Em nenhum lugar do texto há qualquer declaração de que o profeta mesmo tivesse escrito o livro, embora a oração do capítulo 2 esteja na primeira pessoa do singular. Contudo, a tradição tem firmemente mantido que Jonas mesmo foi o autor. Nos últimos anos muitos têm defendido que o livro é sobre Jonas e não escrito por ele. Este ponto de vista se baseia sobre diversas observações: os capítulos 1, 3 e 4 foram escritos na terceira pessoa; há expressões recentes das línguas hebraica e aramaica no livro; o grande número de milagres registrados impossibilita estabelecer-se uma base histórica; e a ênfase dada à misericórdia de Deus para com um povo estrangeiro sugere uma data pós-exílica. Mestres conservadores têm consistentemente defendido que esses fatores em si mesmos não são suficientemente importantes para excluírem a possibilidade do profeta ter vivido no século oito ou ter escrito o livro naquela época. Antecedentes Históricos. Assumindo que seja uma narrativa histórica de um profeta ativo no período de Jeroboão II, rei de Israel, os

acontecimentos do livro poderiam ter acontecido em algum período entre 780 e 750 A.C. Jeroboão II tivera sucesso em restabelecer o poder de Israel sobre a maior parte do território ao norte de Judá controlado por Davi e Salomão. No século anterior o império assírio fora uma ameaça ao longo da costa oriental do Mediterrâneo, e se tornara bem conhecido como opressor cruel e desapiedado. Durante Q reinado de Jeroboão II, embora o poder da Assíria tivesse se aquietado, ainda se devia contar com ele. Nínive ainda não era a capital do império, mas Calá, uma das partes do complexo da antiga cidade-estado que incluía Nínive, foi a capital entre 880 e 701 A.C. Não há nenhuma inscrição assíria declarando que um reavivamento como o descrito neste livro tivesse acontecido ali; mas durante o período em que a Rainha Semíramis foi co-regente de seu filho Adade-Nirari III (810-782), houve um pequeno impulso na direção do monoteísmo. Se os frutos do ministério de Jonas e esta purificação do culto assírio devem ser identificados um com o outro é difícil de se dizer. Houve duas pragas severas na Assíria em 765 e 759 A.C., como também um eclipse total em 763 A.C., os quais eram normalmente considerados pelos antigos como evidências de juízo divino e deveriam ter preparado os corações do povo para a pregação de Jonas. Interpretações do Livro. Muita controvérsia tem sido suscitada em relação ao significado do Livro de Jonas, e isto tem produzido uma grande série de pontos de vista. O livro já foi interpretado como uma lenda, uma parábola, -um mito e uma alegoria profética; e também já foi aceito como história de significado messiânico. Já se sugeriu (R.H. Pfeiffer, Introd. to the O. T. ) que o livro é uma ficção baseada sobre um possível caráter lendário cujo nome real se perdeu. De acordo com este ponto de vista, o autor desconhecido extrai seus milagres das histórias de Elias e Eliseu (comp. Jonas 4:3 com I Rs. 19:4b e Jonas 4: 5, 6 com I Rs. 19:4a, 5a) e a cena da lamentação de Joel. Assina o livro teria apenas a intenção de ser um protesto contra o nacionalismo estreito dos judeus, que se guiavam pelos ensinamentos de

referências num duplo sentido: para verificar a historicidade da narrativa e para apresentar seu significado típico. A posição deste comentário é que a história de Jonas é uma narrativa histórica. A Mensagem do Livro. A narrativa propriamente dita não é complicada, mas rápida e comovente. Jonas, um profeta, é enviado pelo Senhor a pregar aos ninivitas. Mas ele foge e compra passagem em um navio que se destina ao outro lado do mundo. Ele se isola e vai dormir. Logo após o navio ter partido, desencadeia-se uma severa tempestade que provoca ondas gigantescas e os marinheiros aterrorizados jogam fora a carga e começam a orar freneticamente aos seus deuses. Por meio de sortes Jonas é identificado como o criminoso que ofendeu a Providência. A tempestade cessa só depois que Jonas, à sua própria sugestão é lançado no mar. Ele foi engolido por um grande peixe. Agora inteiramente arrependido, ele ora sinceramente pedindo salvação, quando Deus o coloca ileso sobre a praia. Dessa vez o profeta obedece a ordem de ir a Nínive e proclama em altas vozes, por toda a cidade, sua sucinto mensagem de desgraça. O povo de Nínive, desde o rei até o mais insignificante súdito, reage com sincero arrependimento, até vestindo de saco os próprios animais. O Senhor ouve o seu clamor e revoga a ameaça de destruição. Jonas, contudo, vê no livramento de Nínive apenas uma negação de sua profecia, e queixa-se ao Senhor em oração. A fim de ensinar uma lição ao profeta, Deus prepara uma planta de rápido crescimento para protegê- lo do sol, mas na noite seguinte permite que um verme a destrua. Depois envia um quente vento oriental. Resulta daí que Jonas desfalece e deseja a morte. A história termina com a declaração que assim como Jonas se preocupa com abóboras, Deus está preocupado com a salvação dos homens pecadores. Alguns dos ensinamentos religiosos básicos do livro são: a) Deus se preocupa com os pagãos e pede aos Seus servos que os adviria do juízo.

b) Diante de uma tarefa difícil, os homens se sentem mais inclinados a fugir à responsabilidade, c) Deus é poderoso e pode, se quiser, usaras forças da natureza para os Seus próprios propósitos. d) Embora Deus venha a punir a desobediência, Ele deseja contudo demonstrar Sua misericórdia. e) Os campos missionários menos promissores são geralmente os mais receptivos, f) Acima de tudo, Deus anseia por tratar com o homem com misericórdia e bondade.

ESBOÇO I. Fugindo. 1:1-17. A. A ordem do Senhor. 1:1, 2. B. Um navio para Társis: 1:3. C. Uma tempestade no mar. 1:4-14.

  1. Dormindo na tempestade. 1:4-6.

  2. Achado o criminoso. 1:7-10.

  3. Marinheiros desesperados. 1:11-14. D. Jogado no mar. 1:15-17. II. Orando. 2:1-10. A. Jogado fora. 2:1-4. B. Restaurado. 2:5, 6. C. Pagando votos. 2 : 7.9. D. Salvo. 2:10. III. Pregando. 3:1-10. A. A segunda ordem do Senhor. 3:1, 2. B. Apresentando a mensagem. 3:3, 4. C. O arrependimento de Nínive. 3:5-9.

  4. Em saco e cinzas. 3:5, 6.

  5. O decreto do rei. 3:7-9. D. Juízo contido. 3:10.

de Jonas, fugir para Társis era fugir o mais longe possível de casa. Jope. O porto mais próximo da parte central da Palestina e, na antiguidade, um dos poucos lugares ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo onde se podia estabelecer um porto (cons. I. Rs. 5:9 ; II Cr. 2:16). Da presença do SENHOR. Esta frase que foi repetida duas vezes deve-se relacionar à vinda da palavra do Senhor a Jonas. Jonas pensava erradamente que afastando-se o mais possível de Nínive, podia anular a ordem do Senhor.

C. Uma Tempestade no Mar. 1:4-14. Considerando que no Mar Mediterrâneo oriental as tempestades só costumam ocorrer no fim do outono, os marinheiros deviam estar pensando que tinham tempo suficiente para alcançar Társis sem perigo (cons, viagem de Paulo a Roma séculos mas tarde, Atos 27). Esta tempestade foi fora de época, enviada pelo Senhor com propósito especial.

  1. Dormindo na Tempestade. 1:4-6.

4. O SENHOR lançou. Literalmente, jogou sobre o mar. Um forte vento. A expressão vem da palavra hebraica como significado de "ag#ar ou enraivecer". Naquele tempo os nados eram pequenos e não eram suficientemente forres para enfrentarem fortes tempestades. 5. Marinheiros. Esses marinheiros eram mais provavelmente homens vindos das cidades da Fenícia, pois aquele país era o maior poder marítimo dos séculos nono e oitavo A.C., e Társis era uma colônia da Fenícia. Eram remanescentes da antiga cultura cananita que se espalhou pela Palestina antes do tempo de Josué. Sendo pagãos, crendo em muitos deuses e atravessando essa crise, os homens começaram a orar cada um ao seu próprio deus predileto. Lançavam ao mar a carga. Um navio com carga pesada facilmente emborca num mar agitado. Um navio aliviado poderia enfrentar melhor as ondas. Dormia profundamente. Jonas evidentemente se sentia tão aliviado por estar no

navio que imediatamente achou um lugar para descansar o seu corpo fatigado pela viagem. Ele se retirou para a parte mais afastada do convés inferior e, deitando-se rapidamente caiu em profundo sono. (Este é o único lugar no V.T. onde um navio é descrito tendo um convés inferior e outro superior coberto, fatos que estão claros no texto hebraico.)

6. Chegou-se a ele o mestre do navio. O capitão, fazendo cuidadosa inspeção do seu navio, encontrou Jonas. Surpreso pela despreocupação deste. homem, exortou-o a orar. O teu deus. Literalmente, o Deus , um termo freqüentemente usado no V.T. em relação ao verdadeiro Deus de Israel. O capitão estava tão desesperado que sentiu-se pronto a experimentar qualquer deus a fim de se livrar dos perigos da tempestade.

  1. Achado o Criminoso. 1:7-10.

7. E a sorte caiu sobre Jonas. Lançar sortes era uma forma popular de adivinhação entre as nações pagas, e ainda é. Os hebreus às vezes usavam as sortes, sob a orientação de Deus, a fim de selecionar pessoas para alguma posição ou tarefa (veja Js. 7:14; I Sm. 10:20, 21) e até mesmo os apóstolos usaram as sortes uma vez (At. 1:26). Provavelmente usavam-se pedras especiais. 8. Declara-nos. Uma vez separado, Jonas veio a ser o centro das atenções. Foi minuciosamente interrogado. 9. Sou hebreu. Francamente Jonas contou toda a história aos marinheiros. Ele deu testemunho do fato de que era um devoto do grande Deus universal de todo o mundo e que o desobedecera. 10. Então os homens ficaram possuídos de grande temor. Como a maioria dos pagãos, esses homens eram supersticiosos e temiam grandemente que a ira de Deus recaísse sobre eles por deixar de adorá-lo devidamente.

17. Deparou... um grande peixe. Mesmo sendo castigado, Jonas não foi esquecido por seu Deus. Ser engolido por um grande peixe pode não parecer à vítima um ato da bondade divina. Mas o peixe era o meio que Deus usou para levar Jonas à praia em segurança. A criatura que engoliu Jonas não foi uma baleia. "Baleia" é um erro de tradução do grego em Mt. 12:40. Não sabemos que tipo de peixe é o animal mencionado em Jonas 1:17. Alguns acham que o tubarão é suficientemente grande para se encaixar na situação; há exemplos de ter engolido homens. O texto é claro em dizer que o peixe foi especialmente preparado pelo Senhor. Três dias e três noites. Isto não significa setenta e duas horas, uma vez que parte de um dia ou de uma noite pode ser considerada um todo de acordo com a maneira do V.T. contar o tempo. Um total de quarenta e nove horas seria adequado para uma interpretação literal da expressão. Ainda seria muito tempo para um homem permanecer dentro de um peixe. Jesus aplicou o incidente ao Seu próprio sepultamento. Se Cristo foi sepultado antes do pôr-do-sol de sexta-feira (como se crê tradicionalmente) e ressuscitou antes do nascer-do-sol de domingo, então uma tradução literal de "três dias e três noites" (isto é, setenta e duas horas) não é o que se pretende.

Jonas 2

II. Orando. 2:1-10. A. Jogado Fora. 2:1-4.

1. Jonas... orou. Jonas não tinha orado durante a tempestade e os marinheiros clamaram freneticamente aos seus deuses. Agora ele sentia o desespero de sua situação. 2. Clamei. Obviamente a oração não foi escrita enquanto Jonas se encontrava dentro do peixe orando. Ela está toda no tempo passado, indicando o fato de ter sido registrada depois da experiência. Ao SENHOR. Jonas pelo menos sabia a quem devia orar. Os marinheiros tinham os seus próprios e variados deuses mas os abandonaram quando descobriram como o Senhor era poderoso. Jonas, entretanto, sempre

conhecera o verdadeiro Deus. Essa era a sua dificuldade. Ele sabia que Deus se preocupa com o homem e mesmo assim tinha fugido dEle. Agora que se encontrava em perigo, foi esse mesmo ar mor divino cheio de compreensão que o levou de volta a Deus. Ele me respondeu. De acordo com a maneira hebréia de pensar, ouvir envolvia responder. Para o homem, ouvir Deus envolvia obedecê-Lo. Para Deus, ouvir o homem envolvia livrá-lo. Do ventre do abismo. O hebraico aqui nada mais indica que o ventre do peixe era uma espécie de sepultura.

3. Pois me lançaste. No V.T. um aspecto típico da súplica é a declaração da causa e a natureza da aflição que provoca a oração. Jonas sabia por que fora punido, e reconhecia a justiça divina para com ele. 4. Tornarei, porventura, a ver. Contudo Jonas viu mais que a justiça; viu também o amor de Deus e esperançoso implorou misericórdia.

B. Levantado. 2:5, 6.

5. As águas me cercaram. A experiência de ser engolido foi tão horrível que Jonas aqui retorna à descrição pitoresca. Ele estava emaranhado no material dentro do peixe. 6. Fundamentos dos montes. Diversas das frases deste versículo são difíceis de traduzir de maneira clara. A palavra fundamentos parece se referir à base das montanhas no fundo do oceano. O bater das ondas do mar sobre a praia sugere a existência de barreiras que evitam que o mar transpasse os limites da terra (cons. Jó 38:4-11). Para sempre. Jonas não via como escapar ao seu problema, embora esperasse em Deus. Contudo fizeste subir da sepultura a minha vida. A salvação é um ato divino diante do impossível, e Jonas, em suas palavras, reconhecia a preocupação de Deus com ele pessoalmente – meu Deus. Sepultura é melhor que corrupção.

C. Pagando Votos. 2:7-9. O livramento de Jonas fez brotar em seu coração o desejo de expressar a gratidão a Deus de alguma forma.

idêntica à primeira (1:2). O conteúdo da proclamação seria dado mais tarde ao profeta.

B. Apresentando a Mensagem. 3:3, 4. Desta vez a receptividade de Jonas foi imediata. Seguindo a trilha das caravanas até a região superior do Rio Tigre, chegou ao complexo conhecido por a grande cidade de Nínive (v. 2), tendo sido orientado em sua viagem pelo Senhor.

3. Nínive era. Alguns têm defendido que o verbo hebraico traduzido para era está no tempo passado puro, o que dá a idéia de que no momento da história a cidade já fora destruída. Sabemos que a destruição da cidade ocorreu em 612 A.C. A língua hebraica não tem um tempo passado verdadeiro, e na realidade nem tem tempos em seu sistema verbal. O aspecto "perfeito" do verbo pode às vezes ser traduzido para um tempo passado, mas o seu sentido é muito mais amplo. A forma "perfeita" também pode indicar um ato (tal como fundar uma cidade) que se estendeu à existência. Conseqüentemente, tido o que se pretende aqui é o seguinte: Nínive existia nos dias de Jonas como uma cidade. E de três dias para percorrê-la. Antigamente uma cidade não compreendia apenas a área construída, mas também o seu território e vilas ou cidades dependentes (veja comentários sobre 1:2). A frase descritiva talvez se refira à circunferência deste complexo, isto é, cerca de 96 à 112 quilômetros. Por outro lado, a expressão talvez seja apenas um paralelismo idiomático de "aquela grande cidade". 4. Começou ... a percorrer ... caminho de um dia. A declaração não quer dizer que Jonas completou a viagem de um dia antes de começar a pregar; quer dizer que ele começou a pregar no começo de sua visita a Nínive. A viagem de um dia em campo aberto era cerca de 32 quilômetros, mas em uma área desabitada o curso de tal viagem naturalmente não era em linha reta mas dava voltas por entre os mercados e vielas. Ainda quarenta dias. A mensagem de Jonas era

curta, e à primeira vista parecia ser incondicional. Era um grito de desgraça e calamidade.

C. O Arrependimento de Nínive. 3:5-9.

  1. Em Saco e Cinzas. 3:5, 6.

5. Os ninivitas creram em Deus. O povo de Nínive aceitou as palavras de Jonas como uma mensagem de Deus e ficou grandemente preocupado com o perigo que corria. Quando agrupados, os semitas sempre foram facilmente influenciáveis, e um homem com a aparência de Jonas clamando solitário, provavelmente atraiu as multidões e as perturbou profundamente. As reações populares ainda são comuns no Oriente Médio. Aqui, sem dúvida, sua tendência natural foi reforçada pelo Espírito de Deus. Proclamaram um jejum. Em tempos de perigo era considerado coisa apropriada recusar-se a alimentação e devotar-se integralmente às súplicas diante dos deuses até que o perigo passasse. Vestiram-se de panos de saco. O pano de saco era considerado como símbolo de humildade e completa dependência de Deus. Era uma roupa feia e rústica que não servia para vestimenta normal. 6. Rei de Nínive. Não o imperador do império assírio mas o governador da cidade-estado. Ele também tomou parte no jejum para torná-lo oficial. Tendo se vestido de pano de saco com os outros, começou a implorar misericórdia. Assentou-se sobre cinza (cons. Jó 2:8; Jr. 6:26; Mq. 1:10). Maneira pitoresca de declarar que o homem nada é diante do grande perigo.

  1. O Decreto do Rei. 3:7-9.

7. E fez-se proclamar... mandado do rei. A receptividade do povo foi transformada em um ato do estado. Coisa comum entre os povos semitas tem sido a inclusão dos animais em seus jejuns e lamentações. Pode parecer estranho aos ocidentais que os gritos dos animais famintos fossem intencionalmente acrescentados aos do povo; mas os orientais consideravam-nos coisa essencial às súplicas eficazes.

A. Queixas. 4:1-3. Jonas obedecera ao Senhor indo a Nínive e pregando a mensagem de Deus, mas a atitude do seu coração não fora mudada. Ele odiava tanto os ninivitas por causa de sua crueldade que lá no fundo do seu coração antegozava a sua destruição. Agora, passados os quarenta dias, Nínive continuava intacta.

1. Desgostou-se.... extremamente, e ficou irado. Um paralelismo tipicamente hebreu, expressando a reação extrema de Jonas diante da salvação da idade de Nínive. 2. Pois sabia que és Deus clemente. Finalmente desvendou-se o segredo. Jonas não ignorava o caráter do seu Deus. Ele fugiu para Társis não porque temesse os ninivitas, mas porque não queria que fossem salvos. Ele sabia que todas as ameaças divinas são condicionais, não importa como sejam enunciadas. Deus era clemente , isto é, Ele tinha no seu coração o bem-estar do homem e apaixonadamente desejava tirá-lo do pecado. Até a nação do próprio Jonas não teria se formado se Deus não fosse gracioso para com os filhos de Israel desde o começo (Êx. 34:6, 7). Qualquer livramento da escravidão, da opressão, da fome ou da destruição é uma evidência do gracioso amor de Deus para com o homem (Is. 30:18) e o Senhor perdoa os pecados porque Ele é gracioso (Os. 14:2). Misericordioso. Uma palavra companheira de clemente , apontando para o amor de Deus que é derramado sobre o pecador indigno que se arrepende dos seus pecados. Deus guarda para si o direito de ajudar aqueles que demonstram arrependimento genuíno do pecado e que confiam em sua bondade. Tardio em irar-se. O desejo de Deus não é punir imediatamente o desviado. Mas quando se torna evidente, em qualquer dada situação, que os homens são orgulhosos e teimosos demais para serem facilmente disciplinados, Ele começa a ensiná-los através do "caminho mais duro", expressando o Seu descontentamento para com o pecado. Grande em benignidade. Para o profeta, o amor de Deus é tão grande que ele só pode multiplicar frases na tentativa de expressá-lo. Benignidade é uma tradução da palavra hebraica hesed , significando lealdade a uma promessa convencional. A expressão da

benignidade não se exaure quando a afiança é quebrada pela outra parte, mas ela vai em busca do desviado e o traz de volta para um relacionamento pessoal íntimo. A benignidade de Deus é tão grande que Ele se alegra em desviar o juízo para que o pecador penitente possa reentrar no relacionamento convencional.

3. Jonas não tinha em seu coração o amor de Deus e ele se sentiu envergonhado porque a sua profecia foi anulada pela conversão daqueles que ele detestava. O profeta ficou tão abatido que desejou a morte.

B. A Abóbora e o Verme. 4: 4-7.

4. É razoável essa tua ira? O Senhor examinou a atitude de Jonas. À luz da preocupação divina para com o homem, como seu servo podia ser tão impiedoso? 5. Fez uma enramada. Embora Jonas estivesse cônscio que uma onda de arrependimento em Nínive faria Deus salvar o povo, ele obstinadamente determinou esperar a destruição que tinha predito. Foi para um lugar mais elevado fora da cidade propriamente dita, armou um caramanchão de galhos de árvore para se proteger do sol. Tais abrigos ainda se usam em campo aberto no Oriente Médio. Um homem pode ficar confortavelmente em sua sombra mesmo quando o sol fica muito quente. 6. Então fez o SENHOR Deus nascer uma planta. A planta, palma cristi , é comum no Oriente Médio. A rapidez do seu crescimento neste caso é declaradamente um ato divino. Jonas sofria tanto com seus conflitos íntimos que reagia com as mais disparatadas emoções. Antes, se sentira grandemente deprimido, agora se alegrou grandemente. 7. Enviou um verme. A destruição da planta também foi um ato divino. O verme atacando as raízes, destruiu a planta, e com ela, a bênção de sua sombra.

C. O Vento e o Sol. 4:8. Deus mandou um vento. Este ato final do Senhor privou Jonas de seu último conforto terreno – a sombra fresca. O