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a Hanseníase, Notas de estudo de Medicina

Apostilas de Medicina sobre perspectivas descritivas imuno e microbiológicas no abordar patológico da Hanseníase.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 09/10/2013

Caruru200
Caruru200 🇧🇷

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Paulo Henrique Dos Santos*
RESUMO:
O presente artigo tem por intuito primordial descrever um curto
acompanhamento de uma paciente portadora da patologia hanseníase. Na
qual, tem-se por objetivo um estudo detalhado dos aspectos imuno e
microbiológicos de sua instalação, progressão e resposta no organismo,
sendo frisados também a contribuição dos fatores psico-sociais no
processo saúde/doença da paciente estudada. A partir de tal, será
estabelecida uma relação com as obras “Dr. Bactéria” e “A Fronteira do
Adoecer: O sentir e a psicossomática”, num confronto explicativo. Durante
o trabalho, a estética de tratamento é superficialmente abordada.
PALAVRAS-CHAVE: Hanseníase; Imunológicos; Microbiológicos; Psico-sociais;
Estudo.
INTRODUÇÃO
A hanseníase, ou simplesmente Lepra, caracteriza-se como uma patologia
infectocontagiosa decorrida da bactéria Mycobacterium leprae, afetando
principalmente olhos, nervos e pele. Sua transmissão é de indivíduo para
indivíduo, através de microrganismos expelidos pela fala, fezes, urina,
leite materno ou pelo contato direto nas feridas causadas pela mesma;
que num contato duradouro. Manchas dormentes, de cor avermelhada ou
esbranquiçada, em qualquer região do corpo, placas, caroços, inchaço,
fraqueza muscular e dor nas articulações, são alguns e mais relevantes de
seus sinais e sintomas. Sua resposta imunológica, que será intracelular,
será feita por
meio dos Linfócitos T que entrarão em ação para conter os microrganismos
invasores, através de uma ajuda antecedida por Macrófagos, Neutrófilos e
posteriormente Células Dendríticas (que os contactará, para início da
Resposta Imune Específica ao patógeno da Hanseníase). De forma
simplificada, todo esse acontecimento defensivo será explicado, dando
margem à sua extrema
___________________________________________
¹Acadêmico de Enfermagem do III período C pela Faculdade Ages.
importância e suscetibilidade.
METODOLOGIA
Foi elaborado estudo de caso, com base em pesquisa de campo individual da
paciente M.H.M., moradora do município de Sítio do Quinto- BA, com idade
de 60 anos e sexo feminino. Foram coletados dados com base na pesquisa
para BAAR- HANSENÍASE, sendo detectada a Hanseníase Virchowiana
(lepromatosa). Analisou-se também a identificação de sintomas,
desenvolver de toda a característica patológica e como o mesmo influiu na
sua condição de vida. Metodologicamente, realizou-se uma entrevista com
questionário semi-estruturado, contendo assinatura da mesma a um termo de
Consentimento Livre e Esclarecido, sendo alegado total sigilo de seus
dizeres e opiniões.
RESULTADOS
Os dados obtidos durante a pesquisa justificam plenamente as ideologias
expressas no âmbito imuno e microbiológico, principalmente por poder
exemplifica-los tomando a paciente como base. Provavelmente, a mesma
chegou a esse quadro por o sistema imunológico o corresponder às
“expectativas”
de combate, e como consequência, houve o adoecimento e seu mantimento até
hoje. Em controvérsia, desenvolve-se com isso o modo da mesma lidar,
opinar e tratar o quadro, aparecendo certo desconhecimento quanto ao
caso. A busca de conhecimento para diagnóstico da doença foi a um
Dermatologista, em consulta íntegra e clínica.
DISCUSSÃO
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Paulo Henrique Dos Santos* RESUMO: O presente artigo tem por intuito primordial descrever um curto acompanhamento de uma paciente portadora da patologia hanseníase. Na qual, tem-se por objetivo um estudo detalhado dos aspectos imuno e microbiológicos de sua instalação, progressão e resposta no organismo, sendo frisados também a contribuição dos fatores psico-sociais no processo saúde/doença da paciente estudada. A partir de tal, será estabelecida uma relação com as obras “Dr. Bactéria” e “A Fronteira do Adoecer: O sentir e a psicossomática”, num confronto explicativo. Durante o trabalho, a estética de tratamento é superficialmente abordada. PALAVRAS-CHAVE: Hanseníase; Imunológicos; Microbiológicos; Psico-sociais; Estudo. INTRODUÇÃO A hanseníase, ou simplesmente Lepra, caracteriza-se como uma patologia infectocontagiosa decorrida da bactéria Mycobacterium leprae, afetando principalmente olhos, nervos e pele. Sua transmissão é de indivíduo para indivíduo, através de microrganismos expelidos pela fala, fezes, urina, leite materno ou pelo contato direto nas feridas causadas pela mesma; só que num contato duradouro. Manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo, placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações, são alguns e mais relevantes de seus sinais e sintomas. Sua resposta imunológica, que será intracelular, será feita por meio dos Linfócitos T que entrarão em ação para conter os microrganismos invasores, através de uma ajuda antecedida por Macrófagos, Neutrófilos e posteriormente Células Dendríticas (que os contactará, para início da Resposta Imune Específica ao patógeno da Hanseníase). De forma simplificada, todo esse acontecimento defensivo será explicado, dando margem à sua extrema


¹Acadêmico de Enfermagem do III período C pela Faculdade Ages. importância e suscetibilidade. METODOLOGIA Foi elaborado estudo de caso, com base em pesquisa de campo individual da paciente M.H.M., moradora do município de Sítio do Quinto- BA, com idade de 60 anos e sexo feminino. Foram coletados dados com base na pesquisa para BAAR- HANSENÍASE, sendo detectada a Hanseníase Virchowiana (lepromatosa). Analisou-se também a identificação de sintomas, desenvolver de toda a característica patológica e como o mesmo influiu na sua condição de vida. Metodologicamente, realizou-se uma entrevista com questionário semi-estruturado, contendo assinatura da mesma a um termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo alegado total sigilo de seus dizeres e opiniões. RESULTADOS

Os dados obtidos durante a pesquisa justificam plenamente as ideologias expressas no âmbito imuno e microbiológico, principalmente por poder exemplifica-los tomando a paciente como base. Provavelmente, a mesma só chegou a esse quadro por o sistema imunológico não corresponder às “expectativas” de combate, e como consequência, houve o adoecimento e seu mantimento até hoje. Em controvérsia, desenvolve-se com isso o modo da mesma lidar, opinar e tratar o quadro, aparecendo certo desconhecimento quanto ao caso. A busca de conhecimento para diagnóstico da doença foi a um Dermatologista, em consulta íntegra e clínica.

DISCUSSÃO

A patologia apresentada pela paciente M.H.M. tem como forma clínica a hanseníase Virchowiana, neste caso a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave. Assim, os bacilos proliferam-se abundantemente no interior dos macrófagos manifestando um aspecto espumoso, devido primordialmente às células de Virchow. As lesões na pele são quase proporcionais e os grandes troncos nervosos são comprometidos por este acesso. Inicialmente, não havia sinais que sugerissem a doença até o aparecimento de um caroço na pele sem apresentação de nenhuma dor. Em primeira instância Dona M.H.M foi encaminhada para uma dermatologista que relatou ser apenas uma condição ocasionada pela mordida de um mosquito. Inconformada e com a não melhora a paciente procurou outro especialista na mesma área que solicitou os exames referenciados e diagnosticou a doença. No âmbito microbiológico, a bactéria (microrganismo procariótico) apresenta-se na forma de um bacilo ligeiramente encurvado, de 1,5 a 8 micra de comprimento por 0,2 a 0,5 mícron de largura, tornando-se predominante em relação à flora normal da pele. Sua detecção pode ser feita por Coloração de Gram, e a cor obtida é o vermelho, não se descorando pela alta resistência á lavagem no álcool e ácido ( o que consiste no exame de BAAR). A coleta para isolamento do mesmo é feita com lâminas nas lesões dermatológicas da pele ou no local com perda de sensibilidade ocasionadas pela doença, no caso de lesão recolhe a linfa e se houver apenas perda de sensibilidade faz o esfregaço; seguindo as riscas das precauções universais e utilizando os devidos EPIs. A transmissão para outros se dá por contato físico ou próximo, classificando-se assim como de um reservatório humano. Ainda não existe método de cultivar esses bacilos, por isso é feito um teste intradérmico onde o antígeno é denominado Mitsuda, obtidos de lepromas fervidos e homogeneizados em solução salina. Contudo, se faz necessário entender que como a paciente foi infectada, haverá uma resposta imune para este tipo de caso, de um microrganismo intracelular. O sistema imunológico então, diante de tais perspectivas traz como primeira resposta a imunidade inata (ou natural, que todos os indivíduos já nascem com ela) que não consegue identificar o que não é microrganismo e age da mesma forma para todos os tipos de patógenos. Sendo assim, os macrófagos que virão da medula óssea de M.H.M. vão fagocitar a Mycobacterium leprae na “tentativa” de destruí-la, mas não consegue, é nesse momento há ativação dos receptores por meio do reconhecimento dos padrões moleculares que emitem uma forma de sinal de alarme para começar a liberação de citocinas, quimiocinas e mediadores lipídicos, o recrutamento celular e induzir a fagocitose. Com a quimiotaxia os sinais químicos são propagados e vai ocorrer a vasodilatação para que o plasma extravase, havendo assim o processo inflamatório. Essa vasodilatação que aumenta a permeabilidade e saída de líquido dos vasos sanguíneos provoca a dor, o calor e o rubor. É exatamente por isso que a paciente aqui abordada os manifesta na inflamação das lesões. Vale ressaltar que como as inervações dela são comprometidas a dor pode não ser sentida. Além disso, com esse extravasamento o combate vai tornar-se mais competente, já que este vai fazer com que novas células de defesa migrem para o local e venham auxiliar na “guerra”; as moléculas de adesão são ativadas e essas novas células (todas do sistema imune) são recrutadas para ajudar. As primeiras a entrarem em ação para a fagocitose são os neutrófilos que depois de atraídos para o local inflamado passam a englobar e destruir os patógenos. Como todo esse processo não foi suficientemente eficiente, o sistema imunológico de M.H.M. dependeu de

Acreditando que a M.H.M está suscetível ao isolamento social e preconceitos, por apresentar um quadro nitidamente contagioso, é possível dizer a sua psicossomática poderá interferir no seu estado de saúde, visto que seu depressiamento, baixa autoestima e falta de estímulo e convívio mostrarão-se fatores de suma importância na forma da mesma lidar com a situação. Por isso mesmo, o profissional enfermeiro diante de tais confrontos deve apresentar-se como um facilitador para essa aceitação, sempre exaltando aspectos comunicativos (verbais e corporais), além de visualizá-lo como um ser em sua totalidade. Como afirma Ramos na sua obra “A fronteira do adoecer: o sentir e a psicossomática” o ser humano é um complexo vibratório macromicro, todo uno e indivisível, na qual as suas enfermidades podem ser sentidas como um bem estar a serviço da própria existência, de forma muito especial. A depender da pessoa e do universo cultural em que ela vive (seja religioso, espiritual) este tipo de adoecimento, incapacidade ou pre juízo de estabilização emocional pode sim ser um tipo de provação valorativa; divina ou profana. A mesma ainda julga as grandes alegrias como corroboradoras para o desequilíbrio dinâmico da enfermidade; em controvérsia, é defendido aqui que tais alegrias bem dosadas favorecem na recuperação, tratamento, percepção e estabilização emocional, em quadros mais graves e de “valor a prova”. Figueiredo, em “Dr. Bactéria” traz dicas gerais e específicas em diversas áreas do cotidiano de como conhecer, prevenir e entender a numerosidade dos microrganismos em toda a parte. Com o conhecimento de onde elas vivem, alimentam-se e crescem, a maneira de combatê-los é mais eficaz. Em qualquer tipo de utensílio, objeto ou móvel eles se estabelecem, inclusive residem permanentemente em algumas áreas do nosso próprio corpo. Por isso, a higiene comum nem sempre é o suficiente e um de seus principais focos é uma restruturação da mesma. No entanto, na patologia referida (Hanseníase) esse tipo de informação é muito superficial, visto que sua transmissão é de indivíduo para indivíduo e na obra não existem recomendações pertinentes para essa situação. Logo, a conscientização de relacionamento e convivência com esse tipo de abordagem casual continua sendo a alternativa mais relevante e “disponível” às pessoas normalmente.

CONCLUSÃO

O que se conclui deste aglomerado sucinto de palavras empregadas a um estudo patológico e casual, é o da devida importância interdisciplinar para a compreensão de um diagnóstico, que objetiva o entendimento- ainda que parcial – da imunologia e microbiologia da doença estudada e da pessoa como um todo, numa visão holística de seus dizeres, culturas e atos. Ademais, não transitando para uma crítica negativa à obra referenciada, mas sim contrastando minimamente algumas ideologias nela prestadas. Com isso, este ato reflexivo direciona aos produtores deste, as características factíveis e consolidadas de seus próprios ideais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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-MOREIRA, Tadiana Alves. Panorama sobre a Hanseníase: quadro atual e perspectivas. Hist. cienc. saude-Manguinhos v.10, supl.1, Rio de Janeiro, 2003.

-MACHADO, Paulo R. L; CARVALHO, Lucas; ARAÚJO, Maria Ilma A. S; CARVALHO, Edgar M. Mecanismo de resposta imune às infecções. An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 79(6):647-664, nov/dez. 2004.

  • BAKIRTZIEF, Zoica. Identificando Barreiras para Aderência ao tratamento de Hanseníase. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 12(4):497-505, out-dez, 1996

-MARTELLI, Celina Maria; STEFANI, Mariane Martins de Araújo; PENNA, Gerson Oliveira; ANDRADE, Ana Lúcia S. S. de. Endemias e Epidemias Brasileiras, desafios e perspectivas de investigação científica: Hanseníase. Rev. Bras. Epidemiol. Vol. 5, Nº 3, 2002. -DUARTE, Marli Terezinha Cassamassimo; AIRES, Jairo Aparecido; SIMONETTI, Janete Pessuto. Consulta de Enfermagem: Estratégia de Cuidado ao portador de hanseníase em Atenção Primária. Texto contexto - enferm. vol.18 no. Florianópolis jan./mar. 2009.

-FIGUEIREDO, Roberto Martins; BELLUOMINI, Roberta. Dr. Bactéria – Um guia para passar sua vida a limpo. Editora Globo, São Paulo SP, Brasil. 2007

-RAMOS, Maria Beatriz Breves; Colaboração de Ana Helena Vieira Winter. A Fronteira do Adoecer – O Sentir e a Psicossomática. Rio de Janeiro: Editora Mauhad, 2005. AGES FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS BACHARELADO EM ENFERMAGEM

Paulo Henrique Dos Santos

AS PERSPECTIVAS DESCRITIVAS IMUNO E MICROBIOLÓGICAS NO ABORDAR PATOLÓGICO DA HANSENÍASE

Trabalho apresentado no curso de Enfermagem da Faculdade AGES como um dos pré-requisitos para a obtenção da nota parcial das disciplinas Imunologia e microbiologia no 3º período, sob a orientação dos professores Ricardo Louzada e Ingrid Ganda.

Paripiranga Maio de 2010