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Um projeto de pesquisa sobre a construção territorial de pernambuco, enfatizando a colonização a partir das capitanias hereditárias, seu desenvolvimento territorial e comercial, e as razões que reduziram o território pernambucano. O autor também discute a importância de identificar a influência das revoluções e suas consequências na construção do espaço geográfico pernambucano, além de enfatizar a necessidade de revisitar os clássicos para compreender a história. O documento também aborda a importância de estudar a história geográfica para compreender a construção social, percebendo as influências colonizadoras na atualidade.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Trabalho apresentado como requisito solicitado para avaliação geral da disciplina Geografia de Pernambuco. Prof. Dr. Lucas Viana Botêlho Alunos: Davi G. Nascimento; Eberson Geovan; Elysson Santiago; Josefa Graciele. TABIRA 2021
“Não entender a geografia, é não entender a história do homem. É não dar sentido a nossa existência.” Luciano Dall Alba Lopes de Oliveira INTRODUÇÃO Neste projeto iremos abordar a construção do território geográfico de Pernambuco, dando ênfase a colonização a partir das capitanias hereditárias, seu desenvolvimento territorial e comercial, como também as razões que levou o território Pernambucano a ser reduzido espacialmente; tendo como objetivo compreender essa construção territorial através de pesquisas histórico-social, leitura de mapas e provocando os envolvido; Como desenvolver o conhecimento geográfico partindo do contexto histórico? Salientado que para um melhor conhecimento do progresso das ferramentas no nosso ambiente de aprendizado e no que diz respeito a exposição da ciência geográfica, precisamos conhecer as origens da perspectiva geográfica desde os circunstâncias mais antigas quando o homem peculiar sem o avanço da ciência já compreendiam ideias geográficas, passando por diversas perspectivas filosóficas até chegarmos a sua sistemática, para buscar, fazer e analisar as mudanças realizadas no espaço geográfico é de fundamental interesse, frisando a necessidade de readquirirmos aos clássicos, a fim de concebermos a sua história. Fazemos uma ressalva da importância de identificar a influência das revoluções e as suas consequências na construção do espaço geográfico pernambucano pesquisando o contexto histórico, possibilitando a compreensão critica espacial do estado e analisando os estados do Nordeste que eram anexados ao território da capitania de Pernambuco e os estados do nordeste através de leituras de mapas a fim de diferenciarmos seus avanços e retrocessos causados pela divisão das capitanias. Provocar o estudo geográfico a partir da história nos permite redimensionar nossos conhecimentos sobre a construção social percebendo as influencias colonizadoras na atualidade, sendo de suma importância ressaltarmos na atualidade
o quanto é imprescindível o estudo, a pesquisa cientifica em todas as áreas tendo como premissa do homem como um todo e não como partes segmentadas. REFERENCIAL TEÓRICO
1. DIMENSÃO CIENTÍFICA E GEOGRÁFICA Este projeto visa pontuar os aspectos históricos que influenciaram diretamente no espaço geográfico do estado de Pernambuco, pontuando os interesses das navegações que seguiam chefiadas por Cristóvão Colombo e financiadas pela Coroa Espanhola, onde veio inserir o reino espanhol no processo de expansão marítimo-comercial, causando desconforto a Portugal que buscava manter seu o monopólio na costa africana. Existe bastante contestação dos historiadores a relação do real motivo que deu origem à colonização do Brasil, mostra que vários pontos fundamentais da história do tempo de colonização não chegaram bem especificados. O autor alega que existia não só ambição econômico, mas também política, da Monarquia portuguesa em nexo ao Brasil naquele momento. E a narrativa que definiu o futuro da nossa nação foi na verdade, é alguns interesses pessoais e relações familiares presentes na Monarquia Portuguesa no século XVI. O fato de que os portugueses saíam encontrando várias embarcações francesas com pau-brasil, e até usando áreas que de acordo com o Tratado de Tordesilhas pertenciam a Portugal, isso auxiliou a pressionar D. João na sua determinação por dividir o Brasil e iniciar a povoá-lo para conter o risco de perder as terras para a França. Segundo Cavalcanti (2015), grandes extensões de matas foram retiradas para dar lugar às plantações de cana-de-açúcar. O estado do Pernambuco, foi a primeira área a ser colonizada pelos portugueses. Em Pernambuco, as diferentes condições
O Tratado de Tordesilhas foi muito relevante na cartografia dos territórios da América do Sul e também de significativa orientação para os exploradores portugueses e espanhóis como pode ser verificado no mapa 1: Alguns anos após a descoberta e garantias do Tratado de Tordesilhas, Portugal empreende a colonização territorial através das Capitanias Hereditárias. ANDRADE, 2014 afirma que “a exploração sistemática da nova colônia se faria a partir da quarta década do século XVI, quando os colonizadores dividiram o território brasileiro em capitanias hereditárias e estimularam os donatários a iniciar o povoamento em cada um dos seus lotes”. Andrade está apontando para a causa real da colonização do Brasil, que seria uma forma de explorar o então conquistado território rico em biodiversidade como em minerais preciosos. Um mapa antigo do Cartógrafo Português Luiz Teixeira no ano de 1574 mostra a disposição das Capitanias Hereditárias:
O mapa de Teixeira remonta uma época do acordo de terras entre Portugal e Espanha, como foi elencado a respeito do Tratado de Tordesilhas. É importante notar que tal sistema de capitanias que tivera bom um êxito nas ilhas do Atlântico “não teria, no Brasil, o sucesso esperado, em virtude da grande extensão territorial, da resistência indígena e das dificuldades de adaptação dos colonizadores ao mundo tropical” , ANDRADE, 2014. Algumas capitanias como Maranhão, Ceará, Rio Grande e Santana não tiveram inicio isso se deu provavelmente pelas condições ou fracasso dos donatários, pois os meus, como donatários precisariam de recursos financeiros para investir na Capitania a eles doadas. De qualquer forma, o território brasileiro foi divido em quinze Capitanias hereditárias, como mostrado no mapa: O mapa acima mostra a extensão geográfica das capitanias em geral. A Capitania de Pernambuco foi doada por D. João III ao donatário português Duarte Coelho, que desembarcou no Brasil com toda a sua família para assumir a Capitania a ele doada. Duarte Coelho fez com que essa capitania fosse a mais prospera da corte Portuguesa, seguida pela capitania de São Vicente.
Os constantes processos de mudanças nas Ciências Humanas são um desafio para professores e estudantes. A Geografia escolar no currículo é vivenciada a partir dessas unidades temáticas estruturantes, que se apresentam do 1º ano até o 9º ano. A unidade O Sujeito e seu lugar no mundo remete a um pensar geográfico em que o indivíduo se reconhece como transformador do espaço que ele ocupa. O estudante em sua vivência se identifica como integrante deste meio sociocultural e ator que contribui para o processo de transformação do espaço em que se encontra inserido. A Cartografia se apresenta a partir de uma unidade temática desde o 1º até o 9º ano. Por meio de uma metodologia em que a prática perpassa as demais unidades, o estudante é conduzido de um processo de alfabetização cartográfica até a leitura, interpretação e construção de mapas com a perspectiva de localizar e compreender as formas pelas quais a sociedade organiza seu espaço geográfico (ALMEIDA e PASSINI, 2010). DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
Contextualização histórica e Leitura de mapas 90min Equivalente a duas aulas de 45min Expositiva e dialogada Aporte histórico Dialógica e Processual Leitura coletiva do texto e mapas Capitanias Hereditárias 45min Interpretação Direcionada pelo Professor Mundo educação Uoll. Dialógica e Processual Releitura de mapas 45min Identificação dos estados e seus respectivos donatários Leitura e reprodução de mapas Dialógica e Processual
ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia: ciência da sociedade. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2008. (P. 53) ANDRADE, Manuel Correia de. A questão do território no Brasil. São Paulo: Hucitec,1995. (Págs. 30, 53) LIMA, Susana. Grandes Exploradores Portugueses. 1a ed. Alfragide: D. Quixote,
http://www.educacao.pe.gov.br/portal/upload/galeria/17691/CURRICULO%20DE %20PERNAMBUCO%20-%20ENSINO%20FUNDAMENTAL.pdf https://mundoeducacao.uol.com.br/amp/historiadobrasil/capitanias-hereditarias.htm