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capitanias hereditarias, Notas de estudo de História

este e um trabalho escolar tire bom proveito

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 05/09/2020

ingrid-mendes-20
ingrid-mendes-20 🇧🇷

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Etec Carapicuíba
Ingrid Mendes
Capitanias hereditárias
Capitania de Pernambuco
Carapicuíba
2020
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Etec Carapicuíba

Ingrid Mendes

Capitanias hereditárias

Capitania de Pernambuco

Carapicuíba

Sumário

Capitania de Pernambuco

No dia 10 de março de 1534, o navegador português Duarte Coelho Pereira era nomeado governador da Capitania de Pernambuco. O título foi outorgado por Carta de Doação do então rei de Portugal, Dom João Terceiro. As repartições de terras eram chamadas de Capitanias e seus governantes, de capitães donatários. Eles não podiam vender as terras recebidas, mas tinham o direito de transferir o domínio aos descendentes. Surgiam, assim, as capitanias hereditárias. Duarte Coelho chegou ao Brasil um ano depois, em março, acompanhado pela esposa, Brites de Albuquerque; pelo cunhado, Jerônimo de Albuquerque, e por um grupo de famílias. A Capitania se estendia entre os rios São Francisco e Igarassu, e foi chamada por Duarte Coelho de Nova Lusitânia. Tinha a maior área territorial entre todas as capitanias e a produção de açúcar era o destaque na economia. Em 1535 foi fundado o povoado de Olinda e em 1537 foi fundada a cidade de Recife. Muitos historiadores atribuem a Duarte Coelho o início efetivo da colonização de Pernambuco. Ele é apontado como bom administrador. Governou por quase vinte anos e estava perto de completar oitenta de idade quando voltou doente para Portugal, em agosto de 1554, onde morreu. A esposa, Brites de Albuquerque, ficou na administração da capitania, ajudada pelo irmão, Jerônimo. A partir de 1560, os filhos Duarte Coelho de Albuquerque e Jorge de Albuquerque Coelho, assumiram a administração. Nem todas as Capitanias Hereditárias foram bem-sucedidas, mas graças ao cultivo da cana-de-açúcar, a Capitania de Pernambuco prosperou.

Captura de Recife

Já no final do século 16, a Capitania de Pernambuco se tornara uma das mais ricas da colônia. Este fato atraiu a atenção de ingleses, holandeses e franceses que organizaram expedições para tomar a então capital, Olinda. Os ingleses, aliados com os holandeses, tomaram Recife em 1595 e levaram vários produtos valiosos como o açúcar, madeiras e algodão.

Ocupação Holandesa (1630-1645)

A invasão holandesa tem início na Bahia em 1624. Foram expulsos da capital graças à ação de uma armada luso-espanhola um ano depois. No entanto, voltariam à carga para conquistar um pedaço do comércio açucareiro invadindo Recife e Olinda, em 1630. Apesar dos ferozes combates – Olinda foi incendiada – os holandeses se estabeleceram naquelas terras até a eclosão da Insurreição Pernambucana em 1645. Confederação dos Cariris A Confederação dos Cariris ou Guerra do Bárbaros foi uma série de batalhas ocorridas entre os anos de 1683 a 1713.

Após a expulsão dos holandeses, os colonizadores portugueses continuaram se expandir em direção ao sertão nordestino. Buscavam aumentar as lavouras de açúcar e algodão, além do pasto para o gado. No entanto, algumas tribos indígenas como os Cariris, Crateús e Cariús, se uniram e passaram atacar as fazendas. Com o objetivo de derrotá-los, os proprietários nordestinos tiveram que trazer bandeirantes paulistas para combatê-los. A Confederação dos Cariris terminou somente em 1713.

Confederação do Equador – 1824

A Confederação do Equador foi uma revolta de caráter separatista e republicano ocorrida em Pernambuco em 1824. Ela deve ser entendida dentro do contexto do Primeiro Reinado, quando governava Dom Pedro I. O Imperador havia convocado uma Assembleia Constituinte que elaborasse a Carta Magna do novo país. Porém, insatisfeito com o resultado, resolve dissolvê-la e outorga uma Constituição de tônica centralizadora. A Confederação do Equador foi duramente reprimida pelas tropas imperais que atacam o Recife. Alguns dos seus líderes, como Frei Caneca, são executados.

Anexo