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Ácidos e bases (relatório), Manuais, Projetos, Pesquisas de Química Inorgânica

Relatório de prática de ácidos e bases

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2022

Compartilhado em 22/04/2022

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pedro-edson-4 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS - DCT
DISCIPLINA: QUÍMICA INORGÂNICA
BACHARELADO EM FARMÁCIA - II SEMESTRE
PRÁTICA N° 1
TURMA P03
DOCENTE: DJALMA MENEZES DE OLIVEIRA
EXPERIMENTO 1 - ÁCIDOS E BASES
Pedro Edson Moreira Correia
Jequié - BA
26/03/2022
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS - DCT

DISCIPLINA: QUÍMICA INORGÂNICA

BACHARELADO EM FARMÁCIA - II SEMESTRE

PRÁTICA N° 1

TURMA P

DOCENTE: DJALMA MENEZES DE OLIVEIRA

EXPERIMENTO 1 - ÁCIDOS E BASES

Pedro Edson Moreira Correia

Jequié - BA 26/03/

1. Introdução

Há três teorias principais no que tange os assuntos de acidez e basicidade. A primeira delas é a teoria de Arrhenius, um químico sueco, que definiu o ácido como a espécie que em solução aquosa (aq) libera íons H+ e base a substância que em meio aquoso libera íons OH-. A teoria de Arrhenius é muito limitada e não abrange todas as espécies, uma vez que grande parte das reações não ocorre em meio aquoso. Com isso, surge a segunda teoria, a de Bronsted-Lowry (união dos físico-químicos Johannes Nicolaus Bronsted e Thomas Martin Lowry) que delimita o ácido como a substância capaz de ceder prótons H+ e base como o elemento com capacidade de ganhar prótons H+, sendo o produto de uma reação de um ácido com uma base, um ácido conjugado e uma base conjugada.

𝐻 2 𝑆𝑂 4 + 𝐻 2 𝑂 → 𝐻 3 𝑂+^ +𝐻𝑆𝑂 4 −

ácido base ácido base conjugada conjugado

A terceira teoria é a de Lewis, químico norte-americano, que afirmou o ácido como a espécie com déficit no número de elétrons e portanto receptor de pares de elétrons, enquanto as bases teriam pares de elétrons extras e seriam doadores de pares de elétrons livres.

𝑁𝐻 3 +𝐵𝐹 3 → 𝑁𝐻 3 +^ − 𝐵𝐹 3 −

Conceitos referentes a acidez e basicidade são muito utilizados no dia a dia, vários alimentos possuem caráter ácido ou básico, como o suco do limão (ácido) e a soda cáustica (básica). Uma maneira de se descobrir a acidez ou basicidade do meio é com a medição do pH (potencial hidrogeniônico). O pH possui uma faixa com valores que variam entre 0 a 14, onde os valores abaixo de 7 são de uma substância ácida, o valor 7 representa uma espécie neutra e acima de 7 é considerado básico. Essa diferenciação ocorre, pois o pH é influenciado diretamente pela concentração dos íons H+ e substâncias ácidas possuem uma concentração maior de íons H+, já as bases têm uma concentração inferior de íons H+. Logo, quanto menor o pH, maior a concentração de íons H+ e quanto maior o pH, menor a concentração de íons H+.

pH = -log [H+] [H+] = 10 −𝑝𝐻

Existem vários indicadores ácido-base sintéticos, como é o caso da fenolftaleína, mas existem também indicadores naturais, como por exemplo, o repolho roxo e a flor de hibisco que devido a presença de antocianina possuem uma coloração marcante que varia com a presença de um pH básico ou ácido. A cor dependerá da substância em questão, sendo que todas as cores observadas estão dentro do espectro visível.

4.4 Antes da adição do indicador nos tubos, o limão foi cortado, espremido e teve o suco extraído, o ovo quebrado e a clara separada. 4.5 Houve o teste em diferentes materiais: em cada tubo de ensaio foi posto 5 mL de água destilada e 5 mL do extrato de hibisco. Em cada um, separadamente, ocorreu a adição de 5 gotas de leite, leite de magnésia, suco de limão, clara do ovo e coco-cola, respectivamente. Com a observação e anotação da cor obtida para a comparação com a literatura. 4.6 Em um frasco de Erlenmeyer, ocorreu a adição de 20, 00 mL de uma solução diluída de hidróxido de sódio e pequenas gotas do extrato da flor de hibisco, com o auxílio do sopro, pequenas quantidades de gás carbônico foram expelidas naturalmente pelo corpo para que chegassem até a solução e observada a mudança de coloração.

5. Resultados e discussão

O pH esperado (tabela de pH) e a escala com a coloração indicada para cada faixa do pH foram o norte para a análise dos dados obtidos. O tubo com extrato de hibisco

  • HCL, o de extrato + água destilada e vinagre, aquele com extrato + 5,00 ml de NaOH, o com água destilada + extrato e leite, com o suco de limão + extrato e água destilada e o que continha 20,00 mL de uma solução de NaOH com extrato e pequenas quantidades de gás carbônico obtiveram resultado favorável e aceitável com relação ao pH obtido e o esperado, porém a coloração de alguns foi fora do padrão definido para substâncias ácidas e básicas. O tubo com extrato + 5,00 ml de NaOH, por exemplo, apresentou coloração verde (cor de uma espécie neutra), enquanto o pH estava altamente básico. Outras diferenças muito significativas também ocorreram durante o procedimento, como quando o tubo com leite de magnésia que a expectativa era um pH 10, apresentou um pH 5, mas com a coloração lilás (básica). Essas variações muito distantes entre os resultados obtidos e a expectativa podem ser explicadas pela substituição do indicador natural (antes o repolho roxo) e pelas propriedades do novo indicador ácido-base (flor de hibisco). A flor de hibisco tem caráter extremamente ácido (pH=2,6), devido a sua alta concentração de íons H+, com isso a solução de flor de hibisco tem uma certa resistência a mudar seu pH para um pH básico, o que pode ser notado também na coloração observada, mesmo com um pH básico a coloração se mantinha próxima da neutralidade. Outros fatores também podem ter influenciado como erros sistemáticos, contaminação e baixa quantidade do material utilizado. Dentre os materiais testados, o HCL, suco de limão e vinagre são exemplos de ácidos, sendo o HCL o mais ácido. Já as soluções com NaOH e leite de magnésia são exemplos de substâncias básicas, sendo a solução que continha apenas NaOH e extrato a mais básica. O material com cor lilás deveria estar com pH igual a 10, básico, mas apresentou um pH 5, logo demonstra uma certa contaminação do material utilizado. Em uma amostra continha 2NaOH com extrato e quando pequenas correntes de gás carbônico passavam, acontecia uma mudança de coloração. Isso pode ser explicado

pela reação entre 2NaOH e gás carbônico (CO2), onde o NaOH atua como base e o gás carbônico atua como ácido. Logo:

2NaOH + CO2 = Na2CO3 + H2O

A reação tenderia a mudar sua coloração com uma intensidade curta, pois o Na2CO3 (carbonato de sódio) é um sal básico, porém devido aos problemas já citados, a coloração chegou próxima da neutralidade.

Há dois processos de quebra de moléculas por um solvente. A solvólise, onde a quebra das moléculas é feita por um solvente diferente da água e a hidrólise, em que a quebra das moléculas é feita por um solvente que é a água (hidro= água, lise= quebra). A água é uma das moléculas que possui capacidade de se autoionizar e conduzir corrente elétrica. Esse processo pode ser visto dessa forma:

𝐻 2 𝑂 + 𝐻 2 𝑂 ⇔ 𝐻 3 𝑂+^ +𝑂𝐻−

O 𝐻 3 𝑂+é o íon hidrônio, mas poderia ser substituído pelo íon H+, logo a água consegue produzir um íon positivo e um negativo e assim conduzir eletricidade. A água possui pH neutro, pois a concentração de H+ e OH- que libera é a mesma.

K= = K ] = = KW =

[𝐻+] × [𝑂𝐻−]

[𝐻 2 𝑂] ×^ [𝐻^2 𝑂^ [𝐻 +]^ ×^ [𝑂𝐻 −]^ [𝐻 +]^ ×^ [𝑂𝐻 −]

[𝐻 +] = 1,0 × 10−7^ e [𝑂𝐻 −] = 1,0 × 10−7, logo:

KW= 1,0 × 10−7^ × 1,0× 10−

KW= 1,0× 10−

Tabela de pH

pH esperado

(aproximado)

Procedimento Cor obtida pH obtido

(^1) 5,00 mL de HCL 0,10 mol 𝐿−1+ 5,00 mL de extrato de hibisco

Vermelho 0

3 5,00 mL de água destilada + 5 gotas de vinagre + 5,00 mL de extrato de hibisco

Rosa 2

5 5,00 mL de etanol + 5,00 mL de extrato de hibisco

Verde 10

6 5,00 mL de água destilada + 5, mL de extrato de hibisco

Rosa claro 3

6. Conclusão

Os resultados obtidos não foram satisfatórios. A falta de experiência em um laboratório, devido a todo um semestre remoto, pode ser notada com o produto final desta prática. Embora o empenho tenha sido enorme, pequenos detalhes passaram despercebidos e causaram diversos problemas com as amostras. As diferenças significativas entre o pH, coloração da literatura e o obtido demonstram as dificuldades que poderão e serão corrigidas em práticas posteriores. Assim, este experimento serviu de teste para calcular as habilidades dos envolvidos nele como futuros pesquisadores e informa em quais partes é necessário uma atenção maior e em que locais deve-se intervir. A troca do indicador também pode ter sido um fator determinante para os resultados fora da curva, uma vez que testes iniciais não haviam sido feitos para definir se a troca teria os mesmos resultados esperados ou se seria necessário algumas mudanças, como a troca de material ou até mesmo aumento das concentrações.

7. Referências

CHANG, Raymond; Química Geral: Conceitos Essenciais; 4a ed. São Paulo;McGraw-Hill;2007. Acesso em: 26/03/

BROWN, Theodore L., LEMAY, H. Eugene, BURSTEN, Bruce E., BURDGE, Julia R.; Química: a ciência central; 9 ed.; Rio de Janeiro; Pearson; 2005. Acesso em: 26/03/

Conceito de pH. Manual da Química. Disponível em: . Acesso em: 26/03/

Da SIlva, André Luis Silva. Preparo de Indicador Ácido-Base com Folhas de Hibisco. InfoEscola. Disponível em: . Acesso em: 26/03/

Dias, Diogo Lopes. Hidrólise. Mundo Educação. Disponível em: . Acesso em: 26/03/

Silva et al. CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA DA FLOR DE HIBISCO ( Rosa-sinensis L .) E FOLHAS DE LOURO ( Laurus nobilis L.) UTILIZADOS COMO FITOTERÁPICOS E NO CONSUMO ALIMENTAR. PDF. Acesso em: 26/03/

8. Anexos