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Relatório de prática de ácidos e bases
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Pedro Edson Moreira Correia
Jequié - BA 26/03/
Há três teorias principais no que tange os assuntos de acidez e basicidade. A primeira delas é a teoria de Arrhenius, um químico sueco, que definiu o ácido como a espécie que em solução aquosa (aq) libera íons H+ e base a substância que em meio aquoso libera íons OH-. A teoria de Arrhenius é muito limitada e não abrange todas as espécies, uma vez que grande parte das reações não ocorre em meio aquoso. Com isso, surge a segunda teoria, a de Bronsted-Lowry (união dos físico-químicos Johannes Nicolaus Bronsted e Thomas Martin Lowry) que delimita o ácido como a substância capaz de ceder prótons H+ e base como o elemento com capacidade de ganhar prótons H+, sendo o produto de uma reação de um ácido com uma base, um ácido conjugado e uma base conjugada.
ácido base ácido base conjugada conjugado
A terceira teoria é a de Lewis, químico norte-americano, que afirmou o ácido como a espécie com déficit no número de elétrons e portanto receptor de pares de elétrons, enquanto as bases teriam pares de elétrons extras e seriam doadores de pares de elétrons livres.
Conceitos referentes a acidez e basicidade são muito utilizados no dia a dia, vários alimentos possuem caráter ácido ou básico, como o suco do limão (ácido) e a soda cáustica (básica). Uma maneira de se descobrir a acidez ou basicidade do meio é com a medição do pH (potencial hidrogeniônico). O pH possui uma faixa com valores que variam entre 0 a 14, onde os valores abaixo de 7 são de uma substância ácida, o valor 7 representa uma espécie neutra e acima de 7 é considerado básico. Essa diferenciação ocorre, pois o pH é influenciado diretamente pela concentração dos íons H+ e substâncias ácidas possuem uma concentração maior de íons H+, já as bases têm uma concentração inferior de íons H+. Logo, quanto menor o pH, maior a concentração de íons H+ e quanto maior o pH, menor a concentração de íons H+.
pH = -log [H+] [H+] = 10 −𝑝𝐻
Existem vários indicadores ácido-base sintéticos, como é o caso da fenolftaleína, mas existem também indicadores naturais, como por exemplo, o repolho roxo e a flor de hibisco que devido a presença de antocianina possuem uma coloração marcante que varia com a presença de um pH básico ou ácido. A cor dependerá da substância em questão, sendo que todas as cores observadas estão dentro do espectro visível.
4.4 Antes da adição do indicador nos tubos, o limão foi cortado, espremido e teve o suco extraído, o ovo quebrado e a clara separada. 4.5 Houve o teste em diferentes materiais: em cada tubo de ensaio foi posto 5 mL de água destilada e 5 mL do extrato de hibisco. Em cada um, separadamente, ocorreu a adição de 5 gotas de leite, leite de magnésia, suco de limão, clara do ovo e coco-cola, respectivamente. Com a observação e anotação da cor obtida para a comparação com a literatura. 4.6 Em um frasco de Erlenmeyer, ocorreu a adição de 20, 00 mL de uma solução diluída de hidróxido de sódio e pequenas gotas do extrato da flor de hibisco, com o auxílio do sopro, pequenas quantidades de gás carbônico foram expelidas naturalmente pelo corpo para que chegassem até a solução e observada a mudança de coloração.
O pH esperado (tabela de pH) e a escala com a coloração indicada para cada faixa do pH foram o norte para a análise dos dados obtidos. O tubo com extrato de hibisco
pela reação entre 2NaOH e gás carbônico (CO2), onde o NaOH atua como base e o gás carbônico atua como ácido. Logo:
2NaOH + CO2 = Na2CO3 + H2O
A reação tenderia a mudar sua coloração com uma intensidade curta, pois o Na2CO3 (carbonato de sódio) é um sal básico, porém devido aos problemas já citados, a coloração chegou próxima da neutralidade.
Há dois processos de quebra de moléculas por um solvente. A solvólise, onde a quebra das moléculas é feita por um solvente diferente da água e a hidrólise, em que a quebra das moléculas é feita por um solvente que é a água (hidro= água, lise= quebra). A água é uma das moléculas que possui capacidade de se autoionizar e conduzir corrente elétrica. Esse processo pode ser visto dessa forma:
O 𝐻 3 𝑂+é o íon hidrônio, mas poderia ser substituído pelo íon H+, logo a água consegue produzir um íon positivo e um negativo e assim conduzir eletricidade. A água possui pH neutro, pois a concentração de H+ e OH- que libera é a mesma.
[𝐻 +] = 1,0 × 10−7^ e [𝑂𝐻 −] = 1,0 × 10−7, logo:
(^1) 5,00 mL de HCL 0,10 mol 𝐿−1+ 5,00 mL de extrato de hibisco
Vermelho 0
3 5,00 mL de água destilada + 5 gotas de vinagre + 5,00 mL de extrato de hibisco
Rosa 2
5 5,00 mL de etanol + 5,00 mL de extrato de hibisco
Verde 10
6 5,00 mL de água destilada + 5, mL de extrato de hibisco
Rosa claro 3
Os resultados obtidos não foram satisfatórios. A falta de experiência em um laboratório, devido a todo um semestre remoto, pode ser notada com o produto final desta prática. Embora o empenho tenha sido enorme, pequenos detalhes passaram despercebidos e causaram diversos problemas com as amostras. As diferenças significativas entre o pH, coloração da literatura e o obtido demonstram as dificuldades que poderão e serão corrigidas em práticas posteriores. Assim, este experimento serviu de teste para calcular as habilidades dos envolvidos nele como futuros pesquisadores e informa em quais partes é necessário uma atenção maior e em que locais deve-se intervir. A troca do indicador também pode ter sido um fator determinante para os resultados fora da curva, uma vez que testes iniciais não haviam sido feitos para definir se a troca teria os mesmos resultados esperados ou se seria necessário algumas mudanças, como a troca de material ou até mesmo aumento das concentrações.
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