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adm cientifica taylor, Notas de estudo de Processamento de Dados

adm cient Taylor

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 18/09/2013

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vinicius-caldeira-rehem-9 🇧🇷

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João Batista Vieira Bonome
Mestrando em Administração Pública com
ênfase em Políticas Sociais pela Fundação João
Pinheiro. Especialista em Relações de Trabalho e
Negociações pelo Instituto de Educação Conti-
nuada (IEC) da Pontifícia Universidade Católica
de Minas Gerais (PUC-Minas). Bacharel em Admi-
nistração de empresas pela PUC-Minas.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,
mais informações www.iesde.com.br
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João Batista Vieira Bonome

Mestrando em Administração Pública com ênfase em Políticas Sociais pela Fundação João Pinheiro. Especialista em Relações de Trabalho e Negociações pelo Instituto de Educação Conti- nuada (IEC) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Bacharel em Admi- nistração de empresas pela PUC-Minas.

Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A.,

Os estudos sobre a ciência da Administração sempre foram fortemente amparados na observação e na acumulação de experiências. Assim como várias outras áreas da ciência, a Administração tem buscado constituir-se em um arcabouço de realizações/experimentações desenvolvidas no seio das empresas no decorrer dos últimos 100 anos, tendo em vista que as particularidades das ações/operações empresariais carecem da elaboração de conceitos, discussão sobre métodos e construção de conceitos que sempre se interessam pela otimização de recursos escassos, e que, portanto, servem para justificar o próprio significado do ato de administrar – planejar, organizar, liderar e controlar.

Nesse sentido, várias têm sido as abordagens oferecidas para o desen- volvimento da ciência da Administração. Em linhas gerais as abordagens ad- ministrativas inscrevem-se em dois tipos: as prescritivas ou normativas e as descritivas.

Durante a maior parte do desenvolvimento e da elaboração de uma ciência específica que argumentasse positivamente em operações/técnicas/ teorias administrativas, a ênfase oferecida foi a do tipo prescritiva, pois mediante experiências desenvolvidas, pôde-se chegar a medidas, métricas consistentes no que diz respeito ao gerenciamento de recursos escassos.

Entre todas essas técnicas, esses métodos que se prestaram a delinear algum tipo de teoria que fosse bem intencionada nesse propósito, a aborda- gem típica da Escola da Administração Científica foi uma das iniciais – senão a inicial – que, através da ênfase nas tarefas, nos métodos de produção, apon- tava um caminho, uma trajetória bastante provável de gerenciamento ótimo dos recursos, pois elevou os níveis de produtividade e de eficiência adminis- trativa. E é esse o objeto de análise deste capítulo: apresentar o histórico da Administração Científica e suas principais características.

A denominação de Administração Científica é devida à aplicação de mé- todos científicos em aspectos relacionados à Administração, justamente no momento em que se busca alcançar um elevado grau de eficiência, espe- cialmente no segmento industrial. Desse modo, os métodos principais e ob- viamente científicos que constam na aplicação às questões da administra-

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os empregados deveriam ser cientificamente alocados em tarefas ou postos com as condições e materiais de trabalho adequadas, buscan- do o cumprimento das normas de produção;

os empregados deveriam ser cientificamente treinados para aperfei- çoar suas aptidões e, dessa forma, executar serviços ou tarefas para que a produção normal seja cumprida devidamente;

uma atmosfera de cordial cooperação deveria ser cultivada entre os tra- balhadores e a administração da empresa, com vistas a garantir a exis- tência e a continuidade de um ambiente psicológico bastante positivo.

Segundo período de Taylor

Esse período corresponde à publicação do livro Princípios da Administra- ção Científica (1911), quando Taylor concluiu que a racionalização do traba- lho do operário deveria ser acompanhada da estruturação geral das empre- sas e que esse fato pudesse se tornar adequado para a aplicação dos seus princípios anteriormente apontados. Nesse período, o autor desenvolveu os seus estudos sobre Administração geral, que foram reunidos sob a denomi- nação de Administração Científica.

Taylor dizia seguramente que as indústrias da sua época sofriam de diver- sos males que poderiam ser agrupados em três fatores principais:

vadiagem sistemática do trabalho por parte dos operários;

desconhecimento, por parte da gerência, tanto das rotinas de traba- lho quanto do tempo necessário para sua realização;

inexistência de uniformidade técnica ou de métodos de trabalho pla- nejados.

Mesmo tendo um tipo de visão claramente desfavorável a respeito da natureza humana, uma vez que parte do princípio de que o operário é tido como irresponsável, negligente e vadio, Taylor preocupou-se em constituir um modelo de compreensão que era baseado na intensificação do ritmo de trabalho em busca da eficiência empresarial e, em uma perspectiva mais ampla, preocupava-se em ressaltar a perda que o país (EUA) estava sofrendo ocasionada pela vadiagem e pela ineficiência dos trabalhadores da indústria diariamente em todos os seus atos.

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Administração como ciência

Para Taylor, tanto a organização quanto a administração devem ser com- preendidas e utilizadas de maneira científica e não mais empírica, como an- teriormente era feito, ou seja, o trabalho de improviso deve dar lugar à ação de planejamento e, portanto, o empirismo deve ceder lugar à ciência.

Uma vez defendida essa hipótese, pode-se aferir que os elementos de aplicação da Administração Científica são:

estudo de tempo e dos padrões de produção;

supervisão funcional;

padronização de ferramentas e instrumentos;

princípio da exceção;

utilização de cálculos e de instrumentos para economizar tempo;

fichas de instruções de serviço (descrição das tarefas passo a passo);

prêmios de produção pela eficiente execução das tarefas;

definição da rotina de trabalho.

Taylor também mostrava que grande parte das pessoas acreditava que os interesses primordiais dos empregados e os dos empregadores eram anta- gônicos, bastante distintos. Ao contrário dessa percepção, a Administração Científica tinha (e tem) por pressuposto a certeza de que os legítimos inte- resses de ambos eram, na verdade, um único e mesmo interesse: o admi- nistrador só poderá prosperar se pensar e desenvolver ações que validem a prosperidade dos trabalhadores sob sua supervisão, e vice-versa. Em outros termos, é necessário fornecer ao trabalhador aquilo que ele mais deseja: um salário bem alto e, ao empregador, o que ele realmente deseja: o menor custo de produção possível.

Organização Racional do Trabalho

Taylor observou que, em todos os tipos de trabalho que existiam naque- la época, os operários passavam a compreender sobre a execução de suas tarefas de trabalho através da observação dos companheiros vizinhos. Notou também que esse fator conduzia a distintas formas e métodos de realização

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Essa racionalização do tempo e do movimento de produção trouxe ainda outras vantagens, tais como:

eliminação dos movimentos inúteis e consequente substituição por outros movimentos mais eficazes;

racionalização da seleção e do treinamento do pessoal contratado;

melhoria do nível de eficiência do trabalhador – melhoria no rendi- mento da produção;

distribuição do trabalho para que não ocorram momentos em que haja excesso ou escassez de trabalho;

constituição de uma base uniforme para escalonamento salarial e tam- bém base para estabelecimento de prêmios por aumento de produção;

cálculo preciso do custo unitário e do preço de venda dos produtos.

Exposto dessa maneira, os objetivos do estudo dos tempos e movimen- tos eram:

eliminação do desperdício de esforço humano;

adaptação dos trabalhadores à tarefa que lhes era atribuída;

treinamento dos trabalhadores para que respondam às exigências de seus trabalhos;

maior especialização de atividades;

estabelecimento de normas bem detalhadas de atuação no trabalho.

Estudo da fadiga humana

O estudo dos movimentos preconizado por Taylor baseava-se definitiva- mente na anatomia (corpo) e fisiologia (funcionamento) dos seres humanos. Foram produzidos vários estudos sobre os efeitos da fadiga (cansaço) na pro- dutividade do trabalhador.

Esses estudos constataram que a fadiga implicava a diminuição da produ- tividade e da qualidade do trabalho, como também a perda de tempo, doen- ças, acidentes, no aumento do absenteísmo (falta ao trabalho) e diminuição da capacidade de esforço.

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Resumidamente a fadiga pode ser considerada um elemento redutor da eficiência produtiva. De acordo com essa constatação, e para reduzir a fadiga, a Administração Científica pretendia racionalizar o trabalho eliminan- do procedimentos que produzem fadiga, elementos estes relacionados ou não à tarefa executada pelo trabalhador.

O estudo dos movimentos foi realizado tendo três finalidades:

1.ª) evitar movimentos inúteis na execução de uma tarefa;

2.ª) executar os movimentos úteis o mais economicamente possível – do ponto de vista fisiológico;

3.ª) dar a esses movimentos úteis uma seriação apropriada (economia de movimentos).

Divisão do trabalho e especialização do operário

Entre as decorrências do estudo de tempos e movimentos, a divisão do trabalho e a especialização do operário foram responsáveis pela elevação do nível de produtividade.

Uma vez que foi possível verificar que o trabalho poderia ser feito de ma- neira mais econômica utilizando-se da subdivisão das tarefas, concluiu-se que o trabalho de cada pessoa deveria estar limitado à execução de uma única e simples tarefa. Assim, cada trabalhador passou a se especializar na elaboração de uma única tarefa ou de tarefas simples e elementares, de maneira repetitiva e contínua. Essa situação forneceu a base de aplicação para o surgimento da linha de produção – também denominada linha de montagem.

Essa proposta foi rapidamente aplicada em todo segmento industrial norte-americano e se estendeu também rapidamente para todos os demais países e a todos os campos de atividades. Foi a partir desse momento que o trabalhador perdeu a liberdade e a iniciativa de estabelecer a sua manei- ra de trabalhar, passando a ficar restrito à execução automática e repetitiva das tarefas que lhe eram atribuídas, ou seja, a partir desse momento as operações ou tarefas tornaram-se manuais, padronizadas e extremamente simples.

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por parte dos supervisores, enfatizando, assim, o conceito de linha de produção.

O trabalhador especializado executa sequencialmente a sua tarefa espe- cífica. Ao final da linha de produção, a matéria-prima foi processada por uma sequência de trabalhadores, cada qual realizando uma tarefa específica, o que contribui para a execução da totalidade do trabalho.

Cada trabalhador é treinado para desempenhar as atividades que estão previstas na rotina de seu cargo. Na ocorrência de algum tipo de imprevisto esse trabalhador deverá entrar em contato imediato com o seu supervisor.

Decorrem dessa simplificação no desenho dos cargos manuais as seguin- tes vantagens:

admissão de empregados com qualificações mínimas e salários meno- res, reduzindo os custos de produção;

minimização dos custos de treinamento e aprendizagem do método de trabalho;

redução da possibilidade de erros na execução, diminuindo os refugos e as rejeições;

facilidade de supervisão, permitindo que cada supervisor possa con- trolar um número maior de subordinados;

aumento da eficiência do trabalhador, permitindo-lhe uma produtivi- dade maior.

Incentivos salariais e prêmios de produção para os trabalhadores

Para que os trabalhadores pudessem cooperar no sentido de trabalhar dentro dos padrões e das normas de produção previstas, Taylor desenvol- veu e implantou planos de incentivos salariais e de prêmios de produção. A ideia básica partiu da percepção de que a remuneração baseada no tempo (mensalistas, diaristas ou horistas, por exemplo) não estava sendo suficien- temente estimulante para que o trabalhador produzisse e, portanto, deveria ser substituída por um tipo de remuneração que se baseasse na produção de cada operário (por exemplo, salário por peça): em síntese, o trabalhador que produzisse pouco ganharia pouco, e o que produzisse muito, ganharia proporcionalmente à sua produção.

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Era, contudo, interesse tanto de Taylor quanto de seus seguidores a in- trodução de um estímulo salarial capaz de fazer com que os trabalhadores desenvolvessem suas tarefas de acordo com o tempo padrão, ou, se possí- vel, o ultrapassassem. Esse fato requer a instituição de um incentivo sala- rial, também denominado prêmio de produção. O tempo-padrão – isto é, o tempo médio necessário para um operário normal realizar a tarefa devida- mente racionalizada – constitui o nível de eficiência equivalente a 100%. A produção individual até o nível de 100% de eficiência passou a ser remune- rada conforme o número de peças produzidas. Acima de 100% de eficiência, a remuneração por peça passou a ser acrescida de um prêmio de produção ou incentivo salarial adicional que aumentava à medida que se elevava a eficiência do operário.

Prêmio de produção

(CHIAVENATO, 1999, p. 71)

Com a instituição desse plano de incentivo salarial, Taylor procurou con- ciliar os interesses da empresa no sentido da obtenção de um custo de pro- dução cada vez mais reduzido e, consequentemente, maior produtividade e maior rendimento, tendo em vista os interesses dos operários em obter salários mais elevados.

Conceito de homo economicus

Com a implementação dos preceitos ditados pela Administração Científi- ca originou-se também o conceito de homo economicus, isto é, o perfil de um trabalhador apontado como sendo uma pessoa eminentemente influencia- da por recompensas econômicas e materiais.

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a melhoria propriamente dita do ambiente físico de trabalho de forma que a ventilação, o ruído, a iluminação, enfim, o conforto geral no tra- balho não reduzisse a eficiência do trabalhador.

Foi, portanto, através da Administração Científica que as condições de trabalho passaram a ser consideradas como elementos importantes para o aumento da eficiência produtiva.

Padronização de métodos de trabalho e de máquinas de produção

Com a Administração Científica a padronização passou a ser uma cons- tante preocupação para a obtenção da tão almejada eficiência produtiva. A padronização conduz à simplificação, à medida que a uniformidade decor- rente dessa padronização seja capaz de reduzir tanto a variação quanto as exceções que interferem nos procedimentos.

A denominada organização racional do trabalho também se ocupou com a padronização das ferramentas e dos instrumentos de trabalho, das matérias-primas, das máquinas e dos equipamentos, buscando reduzir a va- riabilidade e a diversidade no processo produtivo e, desse modo, eliminar o desperdício e aumentar a eficiência.

Supervisão funcional

Para a Administração Científica o tipo de organização ideal é a organiza- ção funcional. Uma vez que existe a especialização do trabalhador esta deve ser acompanhada da especialização do supervisor, e não de uma centraliza- ção da autoridade, como deveria ser pretendido. Os precursores dessa linha de pensamento propuseram a supervisão funcional como sendo o modelo mais adequado de supervisão, que nada mais é do que a existência de diver- sos supervisores, cada um especializado em uma área determinada, e que corresponderiam à autoridade funcional (relativa somente à sua especialida- de) sobre os mesmos subordinados. Essa autoridade funcional é, portanto, relativa e parcial, pois diz respeito somente à sua área de abrangência.

A supervisão funcional consiste na divisão do trabalho de forma que cada trabalhador tenha que executar funções com mínimas variações.

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A supervisão funcional é indiscutivelmente a divisão do trabalho e a es- pecialização no nível dos supervisores e chefes sendo colocada em prática.

Suas vantagens são bastante claras: especialistas é que transmitem para cada trabalhador o conhecimento específico e sua respectiva orientação. Dessa forma percebe-se a separação do trabalho mental (tarefa do geren- te) do braçal (tarefa do trabalhador). Representa a máxima utilização do princípio da divisão do trabalho, minimizando as funções que cada um deve executar.

Princípios da Administração Científica

Uma vez apresentados todos os aspectos que compõem a Organização Racional do Trabalho e, portanto, a nova forma de organizar as tarefas de produção é preciso sublinhar que essa racionalidade só ocorreria caso hou- vesse o amparo, a sustentação por princípios que a regem, que a orientam. Princípios são afirmações válidas para uma determinada situação que foi prevista antecipadamente, e versarão sobre o que deverá ser feito quando determinadas situações ocorrerem.

Entre todos os princípios apresentados e defendidos pelos autores da Ad- ministração Cientifica, os mais importantes são:

Princípio de Planejamento – é o princípio que visa substituir o crité- rio individual do operário, ou seja, a improvisação, o empirismo, por métodos planejados e já testados; justamente os que oferecem me- lhores resultados tanto em custo quanto em eficiência do tempo e da energia do trabalhador.

Este princípio é um dos mais relevantes entre todos os demais, pois se desdobra em um outro ponto de análise, que é o estudo do trabalho, a sua decomposição em movimentos elementares e a sua mensura- ção (medição de tempo) para, após um estudo minucioso, redução ou mesmo eliminação de movimentos inúteis que não agregam valor à peça produzida, ou mesmo para o aperfeiçoamento ou a racionaliza- ção dos movimentos úteis.

Princípio do Preparo – já esse princípio sugere que a especialização e o treinamento dos trabalhadores juntamente com o preparo das máquinas, das ferramentas, dos equipamentos de produção e dos

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verificados na prática são divergentes ou distantes dos resultados previstos em algum tipo de programação da produção. Essas infor- mações serão apresentadas em relatórios condensados e resumidos, capazes de acusar apenas os desvios ou afastamentos, mas também capazes de omitir as ocorrências normais, o que faz com que esses relatórios sejam comparativos, facilitando a sua utilização e a sua vi- sualização. De acordo com outros autores, foi mediante o estabele- cimento desse princípio que Taylor arquitetou a delegação, que se tornou um princípio de organização amplamente aceito.

Exceções

Q 1 Q 2 Q 3

Região da Normalidade

Ocorrência

Frequência

(CHIAVENATO, 1999, p. 81)

Princípio da Seleção – esse princípio preconiza que o processo sele- tivo dos trabalhadores deve basear-se eminentemente em suas apti- dões/habilidades físicas, como, também, através dessa análise é que deve se estabelecer a preparação e o treinamento desses trabalhado- res para que produzam de acordo com o método planejado. Esse prin- cípio também é denominado de Princípio da Seleção Científica.

Princípio de Remuneração – esse é o princípio que estabelece os prêmios e os incentivos para aqueles que atingirem os padrões de pro- dução planejados, bem como o estabelecimento de outros prêmios e incentivos maiores para quando os padrões forem ultrapassados.

Esse princípio desdobra-se em outra possibilidade apresentada por Taylor, a saber, aquela que contemplaria todos os envolvidos com o pro- cesso industrial: a divisão proporcional entre a empresa, os acionistas, os trabalhadores e os consumidores das vantagens resultantes do aumen- to da produção proporcionado pela racionalização do trabalho.

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É bem verdade que tanto o estabelecimento da organização racional do trabalho como todos os princípios que a orientam foram extremamente importantes para que a produção industrial daquela época aumentasse em níveis até então jamais vistos pelas corporações, a um custo de produção inversamente proporcional. Contudo, a implantação desses elementos racio- nalizantes na produção não ocorreu de forma rápida e tranquila, pois esse novo formato organizativo e administrativo, além de ser bastante distinto do que era realizado desde a Revolução Industrial, demandava não somente uma nova maneira de se produzir, mas também introduzia um novo e frenéti- co ritmo de produção e de controle que até então não havia sido praticado.

É por esse motivo que ainda é preciso verificar alguns aspectos dessa abordagem que se mostraram insuficientes para a compreensão da eficiên- cia administrativa.

Apreciação crítica da

Teoria da Administração Científica

Apesar de todas as contribuições de Taylor, bem como de seus seguido- res, para o delineamento de uma nova ciência, essas carecem de algumas críticas, pois a organização racional do trabalho e seus desdobramentos oca- sionaram algumas consequências que não haviam sido previstas, e fizeram com que esse modelo ainda fosse insuficiente, limitado, restrito para a análi- se organizacional. Entre as principais críticas podemos citar:

Abordagem de sistema fechado – a gestão científica analisou as empresas sem considerar a relação existente entre estas e o ambiente que as cerca; considerava a empresa como sendo uma entidade abso- luta, autônoma, capaz de sobreviver em qualquer ambiente, pois este sequer havia sido analisado.

Abordagem incompleta da organização – o estudo proporciona- do pela Administração Científica limitou-se a analisar somente os problemas da produção, da fábrica, não tratando das demais áreas da empresa.

Superespecialização do trabalhador – a especialização extrema do trabalhador, ocorrida através do parcelamento/fragmentação das tarefas, tornou supérflua a sua qualificação, desconsiderando suas habilidades.

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A eficiência e a minimização de movimentos eram exemplos do que Gilbreth perseguia.

Henry Gantt

Henry Gantt nasceu em 1861. Em 1884 formou-se em Engenharia Mecâni- ca. Em 1887, foi trabalhar para a Midvale Steel e se tornou assistente no depar- tamento de engenharia, onde Taylor era o engenheiro-chefe de produção. Em 1888 tornou-se assistente direto de Taylor.

Gantt era também um inventor prático, e junto com Taylor registrou seis patentes.

Gantt ficou em Midvale até 1893. Em 1889, foi para a Bethlehem trabalhar novamente com Taylor. Em 1903 apresentou à ASME um trabalho, “A gra- phical daily balance in manufacturing” (Controle gráfico diário de produção), no qual descreveu um método gráfico de acompanhamento dos fluxos de produção. Esse método tornar-se-ia o gráfico de Gantt, com técnicas de pla- nejamento e controle.

Gantt observou que o ser humano resiste a mudanças e normas grupais, que afetam diretamente na produtividade. Em 1917, quando se iniciou, nos Estados Unidos, a Primeira Guerra Mundial, Gantt trabalhou para o governo na coordenação da produção de munição e arsenais militares. Em 1918 demonstrou ter uma impressionante capacidade industrial no órgão em que trabalhava, pois coordenou a construção de 533 navios e, no final da guerra, os americanos tinham 341 estaleiros com 350 000 trabalhadores que haviam construído 1 300 navios em 18 meses. Nesse perío- do, Gantt desenvolveu o gráfico que leva o seu nome.

Gantt era humanista, preocupado com o bem-estar dos trabalhadores. Pregava a cooperação entre patrões e empregados em lugar do autoritaris- mo. Quase defendeu o socialismo, pois acreditava que o mutualismo era o caminho para a prosperidade econômica. Foi também um dos criadores do treinamento profissionalizante.

Hugo Munsterberg

Hugo Munsterberg (1863-1916) é reconhecido como o visionário que previu o futuro da psicologia. Recebeu o título de doutor em Psicologia da

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Universidade de Leipzig, em 1885, e de doutor em Medicina, em 1887. Como estudante, trabalhou com Wilhelm Wundt, criador da psicologia experimen- tal. Em 1897 foi para Harvard, da qual se tornou professor e diretor do progra- ma de psicologia.

Em sua carreira, fez contribuições substanciais em quase todos os campos da psicologia. Chegou a ser chamado de “fundador da psicologia aplicada nos EUA e na Europa”, pois defendia a utilização da psicologia em situações práticas. Foi presidente da American Psychological Association, membro de diversos conselhos editoriais e orientador de estudantes que se tornariam profissionais famosos.

Munsterberg é considerado o criador da psicologia industrial. Ele propõe a psicologia na indústria porque ela ajuda a encontrar os homens mais capa- citados para o trabalho; definir as condições psicológicas mais favoráveis ao aumento da produção; produz as influências desejadas, na mente humana do interesse da administração.

Criou e empregou os primeiros testes de seleção de pessoal. Foi também o primeiro consultor de organização para assuntos de comportamento humano. Em 1920, a psicologia industrial estava estabelecida como ramo importante da administração de empresas.

Atividades de aplicação

1. Para Taylor, quais eram os males sofridos pelas indústrias? 2. Cite pelo menos dois aspectos que constituem a Organização Racional do Trabalho (ORT). 3. O que significa o Princípio da Seleção da Administração Científica?

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