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Câmaras Frigoríficas BH http://coldrefrigeracaobh.com.br/
Tipologia: Notas de estudo
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Dissertação submetida à Universidade Federal de Pernambuco para obtenção do grau de
Gutenberg da Silva Pereira
Catalogação na fonte Bibliotecária Margareth Malta, CRB-4 / 1198
P436a Pereira, Gutenberg da Silva. Análise de sistemas de refrigeração a CO 2 em supermercados / Gutenberg da Silva Pereira. - Recife: O Autor, 2010. xv, 149 folhas, il., gráfs., tabs.
Orientador: Prof. Ana Rosa Mendes Primo. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CTG. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, 2010. Inclui Referências Bibliográficas e Anexos.
UFPE
621 CDD (22. ed.) BCTG/2011-
ii
Em memória de minha avó Janete, pelo seu eterno apoio, que apesar de estar na eternidade com Deus, continua iluminando minha vida com amor e luz nos momentos difíceis da vida, obrigado pela sua formação espiritual e emocional, te amo muito.
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original” (Albert Einstein)
iii
Primeiramente a Deus mestres dos mestres e todo poderoso, pelo seu imenso amor para continuar e realizar um sonho a mais na minha vida pessoal e profissional. À professora Ana Rosa minha orientadora, pela paciência, dedicação, acreditando no meu potencial quando nem mesmo eu acreditava em mim, sempre me incentivando dando orientações valiosas ao longo deste trabalho. Aos professores Jorge Guerrero, José Carlos Charamba Dutra, Fabio Santana e Rita de Lima, pela valiosa ajuda na minha formação acadêmica, apoio, conselhos e pela amizade de todos. A minha esposa querida Cristiane da Silva pelo amor, paciência, carinho, compreensão, e estímulo demonstrados durante todo este tempo que estamos juntos, Te amo muito. A meus pais Inácio dos Santos Pereira e Josiane da Silva Pereira e meu irmão querido Robson da Silva Pereira, pelo amor, carinho, incentivo e por sempre acreditarem em mim, obrigado os amo muito. A todos os meus amigos do Departamento de engenharia mecânica, pelo apoio, ajuda, descontração, suporte, especialmente de Alvaro Ochoa,Thiago Novaes, Thiago Parente, Ronaldo, Andrezza, José Junior, Ângelo, Jorge, Marcus. A dona Eliane pela orientação e todo apoio na secretaria. Ao supervisor de Engenharia da Bitzer Compressores, Alessandro Silva, por toda a atenção, experiência repassada e informações cedidas com relação aos sistemas com CO 2 e também treinamento e informações dos sistemas do laboratório da Bitzer. Aos responsáveis pelo setor administrativo e de manutenção do Supermercado Verdemar, Adriana, Geovana, Élcio e Luiz, por todo o apoio, recepção e cooperação. Ao Engenheiro Leandro Vianna da Racks Plotter, por todas as informações e disposição com relação aos esclarecimentos da instalação do Supermercado Verdemar. Ao SENAI, por todo o incentivo para a realização deste trabalho.
v
One of the actions to reduce emissions of gases that contribute to the greenhouse effect is the use of alternative refrigerants that cause less environmental impacts. An interesting alternative is to use carbon dioxide (R-744) as refrigerant, due to its zero potential of destruction of the ozone layer (ODP) and due to its coefficient of global warming power (GWP) equal to 1. Those values correspond to very low values, when compared to other refrigerants currently used in cooling systems. It is known that the use of R-744 leads to a better system performance in certain ranges of applications, with reduced power consumption, low compression rate (life of the compressor increased), reduction of the diameter of pipes and exchangers, providing lower refrigerant charges, fewer compressors, refrigeration systems more compact and reduced maintenance of the system, besides the environmental benefits inherent in the use of CO 2. Although it is known that CO 2. systems require a more sophisticated and expensive technology than other refrigerants, countries like Germany are investing seriously in the old carbon dioxide. Five refrigeration units were studied in this work, using three different refrigerants: R-22 (GWP = 1780, ODP = 0.05), R- 404a (GWP = 3800, ODP = 0) and R-744 (GWP = 1, ODP = 0). This study was conducted by means of numerical simulation using EES (Engineering Equation Solver) where the energetic and exergetic efficiencies are compared and analyzed for those systems. The results were validated with literature data and compared with results obtained in the one only commercial refrigeration plant in Latin America that works with CO2, the supermarket Verdemar, Belo Horizonte, MG/Brasil. The numerical simulation highly agreed with the actual data. Therefore, the utilization of R-744 showed a better performance of the refrigeration system for some applications range, as well as a reduction in the electric power consumption.
Keywords: CO2, carbon dioxide, R22, R404A
vi
Figura 1.1 - Posição da camada de Ozônio na atmosfera.(Unep, Fr.,2010) 1 Figura 1.2 - Formação de Ozônio na estratosfera. 1 Figura 1.3 - Destruição da camada de Ozônio 2 Figura 1.4 - Utilização do CO 2 como refrigerante em instalações marítimas (Kim et al , 2004).
Figura 1.5 - Pressão versus temperatura de saturação (Sawalha, 2008) 6
Figura 2.1 - Massa específica do vapor versus temperatura. (software EES) 9 Figura 2.2 - Entalpia de vaporização vs temperatura. (software EES) 10 Figura 2.3 - Efeito volumétrico de refrigeração. (software EES) 10 Figura 2.4 - Relação da densidade de líquido/vapor versus temperatura de saturação. (software EES)
Figura 2.5 - Tensão superficial versus temperatura de saturação. (software EES)
Figura 2.6 - Massa específica, calor específico e número de Prandtl versus temperatura. (software EES)
Figura 2.7 - Diagrama Pressão-Entalpia (MSPC,2010) 12 Figura 2.8 - Diagrama Temperatura-Entropia (MSPC,2010) 13 Figura 2.9 - Ciclo frigorífico real (Bitzer, 2010) 14 Figura 2.10 - Diagrama temperatura-entropia (Moran e Shapiro, 2002). 15 Figura 2.11 - Diagrama pressão versus entalpia do ciclo teórico de refrigeração por compressão de vapor e a identificação de seus principais componentes.
Figura 2.12 - Sistema de refrigeração por compressão de vapor (Moran e Shapiro, 2002).
Figura 2.13 - a (diagrama pressão entalpia); b (diagrama pressão entropia) (Moran e Shapiro, 2002).
Figura 2.14 - Sistema de duplo-estágio com tanque de flash e resfriamento intermediário (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.15 - Diagrama pressão entalpia do sistema de duplo-estágio usando tanque de flash e resfriamento intermediário (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.16 - Sistema utilizando um compressor e dois evaporadores (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.17 - Diagrama pressão entalpia de um sistema utilizando um compressor e dois evaporadores (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.18 - Sistema utilizando um compressor e dois evaporadores com temperaturas diferentes (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.19 - Diagrama pressão entalpia de um sistema utilizando um compressor e dois evaporadores com temperaturas diferentes (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.20 - Sistema utilizando dois compressores e descarga única (Shan K. Wang, 2001)
Figura 2.21 - Diagrama pressão entalpia de um sistema utilizando dois 23
viii
válvula de expansão eletrônica (Sánchez, 2010) Figura 3.9 - Compressor semi-hermético utilizado no experimento. (Sánchez,
Figura 4.1 - Esquema representativo do evaporador. 55 Figura 4.2 - Esquema representativo do compressor. 55 Figura 4.3 - Ciclo mecânico ideal (A.H. Monteiro ET al., 1998) 57 Figura 4.4 - Esquema representativo do condensador. 58 Figura 4.5 - Esquema representativo do dispositivo de expansão. 58 Figura 4.6 - Esquema representativo da bomba de recirculação. 59 Figura 4.7 - Esquema representativo do condensador cascata. 59 Figura 4.8 - Esquema representativo do evaporador cascata. 60 Figura 4.9 - Esquema representativo do trocador de calor cascata (condensador cascata/evaporador cascata).
Figura 4.10 - Sistema cascata analisado utilizando CO 2 /NH 3. (Samer Sawalha,
Figura 4.11 - Esquema representativo do tanque de líquido de CO 2. 65 Figura 4.12 - Compressores de R-404A a esquerda e compressor de CO 2 à direita (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP).
Figura 4.13 - Condensadores disponíveis no laboratório da Bitzer Compressores em Cotia, SP (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP).
Figura 4.14 - Dispositivos de expansão em paralelo (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP).
Figura 4.15 - Detalhe da válvula de expansão eletrônica (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP).
Figura 4.16 - Rack utilizando R22 (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP).
Figura 4.17 - Rack R404A (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP)
Figura 4.18 - Esquema representativo do sistema de refrigeração utilizando condensador único.
Figura 4.19 - Rack CO 2 (Fonte: Foto do próprio autor no laboratório da Bitzer em Cotia-SP)
Figura 4.20 - Evaporadores utilizados (Fonte : www.bitzer.com.br) 72 Figura 4.21 - Esquema do sistema de CO 2 subcrítico instalado no laboratório da Bitzer em SP. (Fonte: Bitzer Compressores)
Figura 4.22 - Esquema representativo do sistema cascata CO 2 /R-404A do laboratório da Bitzer Compressores.
Figura 4.23 - Esquema representativo do tanque de líquido de CO 2. 75 Figura 4.24 - Esquema representativo do balanço no estado 5. 76 Figura 4.25 - Rack instalado pela Plotter Racks no supermercado Verdemar (Fonte: Foto do próprio autor)
Figura 4.26 - Esquema representativo do sistema cascata instalado no Supermercado Verdemar em Minas Gerais.
Figura 4.27 - Esquema representativo do tanque de líquido de CO 2. 79
ix
Figura 4.28 - Esquema representativo do balanço no estado 4. 79 Figura 4.29 - Esquema representativo do balanço no estado 6. 80 Figura 4.30 - Esquema do volume de controle da troca de calor entre o ar e o evaporador.
Figura 4.31 - Esquema do volume de controle da troca de calor entre o ar e o condensador.
Figura 4.32 - Esquema representativo do trocador cascata (TC). 84 Figura 4.33 - Esquema representativo do trocador de calor (IC). 85 Figura 4.34 - Sistema cascata analisado utilizando CO 2 /NH 3. (Samer Sawalha, 2008), com detalhes nos volumes de controle para análise exergética.
Figura 4.35 - Sistema com condensador único, com detalhes nos volumes de controle para análise exergética.
Figura 4.36 - Sistema cascata analisado utilizando CO 2 /404A, com detalhes nos volumes de controle para analise exergética.
Figura 4.37 - Sistema cascata do Supermercado Verdemar em Minas Gerais, com detalhes nos volumes de controle para análise exergética.
Figura 4.38 - Eficiência volumétrica do compressor de R-22 de baixa temperatura.
Figura 4.39 - Eficiência isentrópica do compressor de R-22 de baixa temperatura.
Figura 4.40 - Eficiência volumétrica do compressor de R-22 de média temperatura.
Figura 4.41 - Eficiência isentrópica do compressor de R-22 de média temperatura.
Figura 4.42 - Eficiência volumétrica do compressor de R-404A de baixa temperatura.
Figura 4.43 - Eficiência isentrópica do compressor de R-404A de baixa temperatura.
Figura 4.44 - Eficiência volumétrica do compressor de R-404A de média temperatura.
Figura 4.45 - Eficiência isentrópica do compressor de R-404A de média temperatura.
Figura 4.46 - Eficiência volumétrica do compressor de R-744 de baixa temperatura.
Figura 4.47 - Eficiência isentrópica do compressor de R-744 de baixa temperatura.
Figura 4.48 - Eficiência volumétrica do compressor de R-404A do sistema de alta temperatura.
Figura 4.49 - Eficiência isentrópica do compressor de R-404A do sistema de alta temperatura.
Figura 4.50 - Potência consumida no compressor de baixa temperatura com R-
Figura 4.51 - Eficiência volumétrica do compressor com R-134a, modelo (4G20.2Y).
Figura 4.52 - Eficiência isentrópica do compressor com R-134a, modelo (4G20.2Y).
Figura 4.53 - Eficiência volumétrica do compressor com R-134a, modelo (6H25.2Y).
Figura 4.54 - Eficiência isentrópica do compressor com R-134a, modelo 100
xi
com R-22. Figura 5.21 - Destruição de Exergia pelos componentes do sistema analisado com R-404A.
Figura 5.22 - Destruição de Exergia pelos componentes do sistema analisado com R-744/R404A.
Figura 5.23 - Destruição de exergia dos compressores ao variar a temperatura de condensação.
Figura 5.24 - Destruição de exergia dos compressores ao variar a temperatura de evap. (LT).
Figura 5.25 - Destruição de exergia dos compressores ao variar a temperatura de evap. (MT).
Figura 5.26 - Potência consumida pelos compressores e bomba. 117 Figura 5.27 - Potência total consumida pelos compressores e bomba do sistema. 118 Figura 5.28 - COP do sistema. 118 Figura 5.29 - COP exergético do sistema. 118 Figura 5.30 - Taxa de compressão dos compressores. 119 Figura 5.31 - Temperatura de descarga dos compressores utilizados. 119 Figura 5.32 - Potência consumida pelos compressores e bomba. 120 Figura 5.33 - Potência total consumida pelos compressores e bomba do sistema. 120 Figura 5.34 - Capacidade frigorífica do evaporador de baixa temperatura. 121 Figura 5.35 - COP do sistema. 121 Figura 5.36 - COP exergético do sistema. 121 Figura 5.37 - Taxa de compressão dos compressores. 122 Figura 5.38 - Temperatura de descarga dos compressores utilizados. 122 Figura 5.39 - Potência consumida pelos compressores e bomba. 123 Figura 5.40 - Potência total consumida pelos compressores e bomba do sistema. 123 Figura 5.41 - Capacidade frigorífica do trocador de média temperatura. 123 Figura 5.42 - COP do sistema. 124 Figura 5.43 - COP exergético do sistema. 124 Figura 5.44 - Taxa de compressão dos compressores. 125 Figura 5.45 - Temperatura de descarga dos compressores utilizados. 125 Figura 5.46 - Destruição de Exergia pelos componentes do sistema analisado com R-744/R-134a.
Figura 5.47 - Destruição de exergia dos compressores R-744/R-134a, ao variar a temperatura de condensação.
Figura 5.48 - Destruição de exergia dos compressores R-744/R-134a, ao variar a temperatura de evap. (LT).
Figura 5.49 - Destruição de exergia dos compressores R-744/R-134a, ao variar a temperatura de evap. (MT).
Figura 5.50 - Temperaturas coletadas através do supervisório. 128 Figura 5.51 - Temperaturas dos ambientes internos das salas de preparo. 128 Figura 5.52 - Temperaturas das câmaras e expositores de resfriados. 129 Figura 5.53 - Temperaturas das câmaras e ilhas de congelados. 130 Figura 5.54 - Potência consumida pelos compressores. 131 Figura 5.55 - Comparativo entre dados de projeto e simulados para a capacidade frigorífica do Supermercado Verdemar.
xii
Tabela 1.1 - Características dos refrigerantes (Restrepo, 2008) 3
Tabela 4.1 - Balanço nos componentes do sistema analisado por Samer Sawalha, 2008.
Tabela 4.2 - Balanço de energia nos componentes do sistema com condensador único para R-22 e R-404A.
Tabela 4.3 - Balanço de energia nos componentes do sistema cascata CO 2 /R- 404A.
Tabela 4.4 - Balanço de energia nos componentes do sistema cascata Verdemar.
Tabela 4.5 - Exergia destruída nos componentes do sistema analisado por Samer Sawalha, 2008.
Tabela 4.6 - Exergia destruída nos componentes do sistema com condensador único para R-22 e R-404A.
Tabela 4.7 - Exergia destruída nos componentes do sistema cascata CO 2 /R- 404A.
Tabela 4.8 - Exergia destruída nos componentes do sistema cascata Verdemar. 89 Tabela 4.9 - Parâmetros estatísticos aplicados para validação das curvas de eficiência volumétrica dos compressores do sistema Bitzer.
Tabela 4.10 - Parâmetros estatísticos aplicados para validação das curvas de eficiência isentrópica dos compressores do sistema Bitzer.
Tabela 4.11- Parâmetros estatísticos aplicados para validação das curvas de eficiência volumétrica, dos compressores do sistema Verdemar.
Tabela 4.12- Parâmetros estatísticos aplicados para validação das curvas de eficiência isentrópica.
Tabela 5.1 - Potência consumida pelos compressores. 130 Tabela 5.2 - Potência consumida pelos compressores. 131
xiv
Abreviações EES Engineering Equation Solver ASHRAE American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers UV Ultravioleta ODP Potencial de Destruição do Ozônio GWP Potencial de Aquecimento Global TEWI Total Equivalent Warming Impact ITH Integrated Time Horizon MMA Ministério do Meio Ambiente LT Baixa Temperatura MT Média Temperatura HT Alta Temperatura VRP Válvula Reguladora de Pressão RSB Receptor do Sistema de Baixa Pressão RSM Receptor do Sistema de Média Pressão CFC Clorofluorcarbono HCFC Hidroclorofluorcarbono HFC Hidrofluorcarbono HC Hidrocarboneto ᠩᡁᡂ Coeficiente de Desempenho
xv
RESUMO iv ABSTRACT v LISTA DE FIGURAS vi LISTA DE TABELAS xii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS xiii SUMÁRIO xv
1.1 – Causas para as mudanças nos fluidos refrigerantes 01 1.2 – Motivação para o trabalho 06 1.3 – Objetivos 07 1.4 – Estrutura do Trabalho^08
CAPÍTULO 2.0 PROPRIEDADES DO CO 2 E SEUS SISTEMAS 08
2.1 – Características do CO 2 09 2.2 - Comparação entre outros refrigerantes^09 2.3 – Processos e Ciclos de Refrigeração 12
CAPÍTULO 3.0 Revisão Bibliográfica 40
CAPÍTULO 4.0 metodologia^54 4.1 - Modelagem dos componentes usados nos sistemas 54 4.2. Sistemas analisados 61 4.3. Balanço entre o ar e trocadores 82 4.4 - Análise Exergética 82 4.5. Análise experimental de uma instalação real^91
CAPÍTULO 5.0 Resultados e Discussões 104 5.1. Resultados encontrados 104 5.2. Resultados do relato de caso 128
CAPÍTULO 6.0 – CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
6.1 – Conclusões 133 6.2 - Sugestões para trabalhos futuros 134
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 136
Anexo 1 139 Anexo 2 148
ultravioleta – radiação UV liberando radicais livres que reagem com a molécula de ozônio, formando uma molécula de oxigênio, O 2 e uma molécula de óxido de cloro, ClO, provocando a destruição do O 3 (figura 1.3). O ClO tem vida curta e rapidamente reage com um átomo do oxigênio livre, liberando o radical livre, que volta a destruir outra molécula de O 3. Um único radical livre de cloro é capaz de destruir 100 mil moléculas de ozônio, o que provoca a diminuição da camada de ozônio e prejudica a filtração da radiação UV (ultravioleta).
Figura 1.3 -Destruição da camada de Ozônio (Unep., 2010).
As mudanças referentes à refrigeração, a indústria do ar-condicionado e das bombas de calor têm o objetivo de agredir o mínimo possível à camada de ozônio; ou seja, refrigerantes livres de cloro, pois os mesmos possuem um ODP (Potencial de Destruição do Ozônio) elevado, que indica a capacidade relativa de um fluido refrigerante ou outra substância química em destruir o ozônio estratosférico (Calm e Didion, 1998). O CFC-11 é tomado como referência, tendo o maior potencial de destruição (ODP = 1), os CFCs são os fluidos refrigerantes que possuem maior ODP, porém, no Brasil, este fluido já não é mais comercializado. Contudo, ainda existem refrigerantes como os HCFCs, fluidos que necessitam ser substituídos, principalmente o R-22 muito utilizado em sistemas de refrigeração em supermercados, ar-condicionado e bombas de calor. Entretanto, os próprios HFCs também precisam ser substituídos, pois têm impactos relevantes nas mudanças climáticas, por possuírem um valor expressivo para o GWP (Potencial de Aquecimento Global). O potencial de aquecimento global (GWP) é um índice que, relacionado ao efeito estufa, tem como referência o CO 2 emitido no período de 100 anos. Como mostrado, o GWP dos HFCs (R-134a, R-407C, R-410A) apresentam valores entre 1300 e 3800, sendo que o GWP do CO 2 é igual a 1, como mostrado na tabela 1.1. O ODP e o GWP são parâmetros ambientais bastante relevantes, mas outros índices ambientais podem ser observados, entre os quais o TEWI (Total Equivalent Warming Impact) que se refere ao potencial de aquecimento global não apenas devido ao fluido emitido, mas também, devido às eficiências associadas à geração e uso da energia necessária à operação de sistemas de refrigeração e climatização. O impacto referente ao fluido contido nos sistemas pode exceder a vida útil do equipamento. Portanto, é selecionada uma base de tempo adequada. O ITH (Integrated Time Horizon)- Horizonte de Tempo Integrado é de 100 anos e é usado com freqüência.
Tabela 1.1 - Características dos refrigerantes (Restrepo, 2008).
Classe
Fórmula Molecular Nome Químico Nome
ODP (Relativo ao R11)
GWP (Relat. ao CO 2 em 100 anos) CFC CCL 3 F^ trichloro-fluoromethane R11 1 4680 CFC CCL 2 F 2 dichloro-difluoromethane R12 0,82 10720 HCFC CHCLF 2 chlorodifluoro-methane R22 0,05 1780
HCFC
C 2 HCL 2 F 3 2,2-dichloro-1,1,1- trifluoroethane R123 0,022 76
HCFC
C 2 HCLF 4 2-chloro-1,1,1,2- tetrafluoroethane R124 0,022 599 HCFC C 2 H 3 CL 2 F 1,1-dichloro-1-fluoroethane R141b 0,12 713 HCFC C 2 H 3 CLF 2 1-chloro-1,1-difluoroethane R142b 0,065 2270 HFC CHF 3 trifluoromethane R23 0,0004 14310 HFC CH 2 F 2 difluoromethane R32 0 670 HFC C 2 HF 6 pentafluoroethane R125 0,00003 3450 HFC C 2 H 2 F 4 1,1,1,2-tetrafluoroethane R134a 0,000015 1410 HFC C 2 H 3 F 3 1,1,1-trifluoroethane R245 0 4400 HFC C 2 H 4 F 2 1,1-difluoroethane R152a 0 122 HFC C^3 H^3 F^5 1,1,1,3,3-pentafluoropropane R245fa 0 950 HFC C 3 H 2 F 6 1,1,1,3,3,3-hexafluoropropane R236fa 0 9400 HC C 3 H 8 n-propane R290 0 20 HC C 4 H 10 n-butane R600a 0 20 HC C 4 H 10 isobutane R600a 0 20 HC C 5 H 12 n-pentane R601 0 0 HC C 3 H 6 propene R1270 0 3 CO2 CO 2 dioxido de carbono R744 0 1 BCF CBrCLF 2 bromochloro-difluoromethane R12B1 5,1 1300 PFC C 4 F 8 octafluorocyclobutane RC318 0 10000
HFC
C 3 HF 7 1,1,1,2,3,3,3- heptafluoropropane R227 0 3500 AFAE C 4 H 3 F 7 O^ heptafluoropropyl methyl ether HFE-7000 0 450 AFAE C 5 H 3 F 9 O methyl nonafluorobutyl ether HFE-7100 0 410
AFAE
C 6 H 5 F 9 O ethyl nonafluorobutyl ether
HFE-7200/ HFE-569mccc 0 60
AFAE
C 9 H 6 F 15 O ethyl pentadecafluoroheptyl ether HFE-7500 0 100 DFAE C 2 HF 6 O^ pentafluorodimethyl ether HFE-125 0 14800
DFAE
C 2 H 2 F 4 O 1,1,1′,1′-tetrafluorodimethyl ether HFE-134 0 5760 CM CH 2 CL 2 methylene chloride R30 0 10 CM CH 3 CL methyl chloride R40 0,02 16
CFC
C 2 CL 3 F 3 1,1,2-trichloro-1,2,2- trifluoroethane R113 0,9 6000 HCFC CHCL 2 F^ dichlorofluoromethane R21 0,01 210
CFC
C 2 CL 2 F 4 1,2-dichloro-1,1,2,2- tetrafluoroethane R114 0,85 9800 FIM CF 3 L^ trifluoroiodomethane R13I1 0 1 DME C 2 H 6 O^ dimethyl ether 0 1 NH3 NH 3 amonia R717 0 0 AFAE C 2 H 3 F 3 O^ methyl trifluoromethyl ether HFE-143 0 656 AFAE C 3 H 3 F 5 O^ methyl pentafluoroethylether HFE-245 0 697 HFC R143a/R134a/R125 R404A 0 3800