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Anatomia do Complexo do Ombro: Uma Abordagem Detalhada, Resumos de Anatomia

Este resumo traz conceitos básicos da anatomia do complexo do ombro, bem como, quais ossos fazem parte de tal complexo e quais os principais pontos de referências ósseos da articulação.

Tipologia: Resumos

2022

À venda por 22/01/2023

Peuhenrique
Peuhenrique 🇧🇷

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1. Introdução
A principal função do ombro é colocar a mão em posições funcionais, cerca de 16 mil
posições diferentes, permitindo assim, que ele produza inúmeras funções do dia-a-dia.
O complexo do ombro não apenas proporciona uma grande variedade de posições para
a mão, mas também estabiliza o membro superior para os movimentos de levantar E
puxar objetos, eleva o corpo, auxilia na inspiração e na expiração forçada, e ainda
sustenta o peso do corpo na caminhada com dispositivos auxiliares (muletas,
andadores, etc.) ou ao plantar bananeira.
A única fixação óssea do membro superior no tronco é feita pela articulação
esternoclavicular (EC). Assim, o apoio e a estabilização do ombro dependem de
músculos e ligamentos. 
Os músculos que atuam no complexo do ombro não atuam sozinhos, mas sim em
conjunto com outros músculos para promover um funcionamento sem dificuldades.
Caso os ligamentos sejam lesionados ou os músculos fiquem incapazes de fornecer
sua função normal, o movimento comum no complexo do ombro é perdido e a
eficiência do membro superior é comprometida.
Quando se fala do complexo do ombro, incluem-se todas as estruturas que possibilitam
o movimento do membro superior na extremidade mais proximal.
Quando se fala de articulação do ombro, refere-se apenas ao úmero, a escápula e as
estruturas moles que circundam esta articulação. No entanto, deve-se tomar
precaução ao uso correto dessa terminologia, já que “articulação do ombro” é só parte
de um elemento do complexo do ombro.
Anatomia Óssea do
Complexo do Ombro
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1. Introdução

A principal função do ombro é colocar a mão em posições funcionais, cerca de 16 mil posições diferentes, permitindo assim, que ele produza inúmeras funções do dia-a-dia. O complexo do ombro não apenas proporciona uma grande variedade de posições para a mão, mas também estabiliza o membro superior para os movimentos de levantar E puxar objetos, eleva o corpo, auxilia na inspiração e na expiração forçada, e ainda sustenta o peso do corpo na caminhada com dispositivos auxiliares (muletas, andadores, etc.) ou ao plantar bananeira. A única fixação óssea do membro superior no tronco é feita pela articulação esternoclavicular (EC). Assim, o apoio e a estabilização do ombro dependem de músculos e ligamentos. Os músculos que atuam no complexo do ombro não atuam sozinhos, mas sim em conjunto com outros músculos para promover um funcionamento sem dificuldades. Caso os ligamentos sejam lesionados ou os músculos fiquem incapazes de fornecer sua função normal, o movimento comum no complexo do ombro é perdido e a eficiência do membro superior é comprometida. Quando se fala do complexo do ombro, incluem-se todas as estruturas que possibilitam o movimento do membro superior na extremidade mais proximal. Quando se fala de articulação do ombro, refere-se apenas ao úmero, a escápula e as estruturas moles que circundam esta articulação. No entanto, deve-se tomar precaução ao uso correto dessa terminologia, já que “articulação do ombro” é só parte de um elemento do complexo do ombro.

Anatomia Óssea do

Complexo do Ombro

2. Ossos e Pontos de Referências

Todo o complexo do ombro se liga ao esqueleto axial pelas combinações das inserções ósseas entre a clavícula e o manúbrio do esterno e os músculos originados do esqueleto axial que se inserem nas estruturas ósseas do complexo do ombro. Os ossos que compõem o cíngulo do membro superior são (fig. 1): Figura 1: estruturas ósseas que compõem o cíngulo do membro superior.

2.1. Escápula

A escápula é um osso plano de formato triangular, com três lados e três ângulos, localizado na superfície posterior do tórax. O manúbrio, a escápula e a clavícula formam um cíngulo incompleto: É incompleto porque não apresenta uma ligação óssea posterior; apesar deste aspecto técnico a estrutura costuma ser referida de cíngulo do membro superior Escápula; Manúbrio do esterno; Clavícula; Úmero.

Figura 2: vista lateral da escápula evidenciando a cavidade glenoidal com seus tubérculos. Figura 3: vista anterior da articulação glenoumeral direita evidenciando o lábio glenoidal. Espinha da Escápula - A espinha da escápula (fig. 4) situa-se na face posterior da escápula, e divide a escápula em duas fossas, a supraespinal e infraespinal. É o Local de inserção das porções transversa e ascendente do músculo trapézio. Fossa Subescapular - a fossa subescapular (fig. 4) abrange a maior parte da área na face costal (anterior), sendo o local de inserção do músculo subescapular. Fossa Supraespinal - a fossa supraespinal (fig. 4) está Localizada superiormente à espinha da escápula, sendo o local de inserção do músculo supraespinal.

Fossa Infraespinal - a fossa infraespinal (fig. 4) está Localizada inferiormente à espinha da escápula, sendo o local de inserção do músculo infraespinal. Figura 4: vista anterior (fossa subescapular) e posterior (fossa supraespinal, espinha da escápula e fossa infraespinal) da escápula direita. Acrômio da Escápula - o acrômio escapular (fig. 5) é uma área larga e plana localizada na extremidade lateral da espinha da escápula. A extremidade acromial lateral se insere na extremidade acromial da clavícula, formando a articulação acromioclavicular (AC). Processo Coracóide - o processo coracóide (fig. 5) é um processo proeminente localizado anteriormente, ficando abaixo da clavícula e medial à cavidade glenóide. Projeta-se anteriormente a partir da escápula e abriga vários ligamentos e inserções musculares. Figura 5: vista anterior (processo coracóide) e posterosuperior (acrômio) da escápula direita.

2.3. Clavícula

A clavícula (fig. 8) é um osso longo em forma de “S”, semelhante a uma manivela, que está situada quase que horizontalmente logo acima da primeira costela. Articula-se medialmente com o manúbrio do esterno e lateralmente com o acrômio da escápula. Figura 8: vista superior da clavícula esquerda.

2.4. Úmero

O úmero é o maior e o mais longo osso do membro superior. Cabeça do Úmero - a cabeça do úmero (fig. 9) é um segmento convexo que se liga com a superfície côncava da cavidade glenóide para formar a articulação do ombro (glenoumeral). A cabeça é de um terço a metade de uma esfera e fica em posição medial e superior no plano frontal, rodada posteriormente no plano transversal para encontrar a cavidade glenóide. No plano frontal, a cabeça do úmero apresenta um ângulo de 135° em relação ao eixo longitudinal do corpo do úmero (ângulo de inclinação) (fig. 10). No plano transversal, a cabeça do úmero fica em ligeira rotação posterior de aproximadamente 30º em relação aos côndilos distais do úmero. Esse é o ângulo de torção ou retroversão , que permite que a cabeça do úmero se alinhe à cavidade glenóide, ao mesmo tempo que mantém o cotovelo e a mão em posição funcional (fig. 11). Tubérculo Maior - o tubérculo maior (fig. 9) é a porção mais lateral da extremidade proximal do úmero. É, também, o local de inserção dos músculos supraespinal, infraespinal e redondo menor.

Tubérculo Menor - o tubérculo menor (fig. 9) é a projeção menor na região anteromedial, medialmente ao tubérculo maior. É o local de inserção do músculo subescapular. Colo Anatômico - o colo anatômico (fig. 9) é um sulco circunferencial que separa a cabeça do úmero dos tubérculos maior e menor. Colo Cirúrgico - o colo cirúrgico (fig. 9) é uma área ligeiramente estreita, logo abaixo dos tubérculos, onde a epífise proximal continua no corpo do osso. É chamado de colo cirúrgico por ser um local comum de fraturas do úmero, principalmente na terceira idade, quando ocorre queda e o indivíduo se apoia com o braço estendido. Corpo do Úmero (Diáfise) - a diáfise do úmero (fig. 9) corresponde a área entre o colo cirúrgico, proximalmente, e os epicôndilos, distalmente. Sulco Intertubercular - o sulco intertubercular (fig. 9) é um sulco longitudinal entre os tubérculos, contendo o tendão da cabeça longa do músculo bíceps braquial. Tuberosidade para o Músculo Deltoide - essa tuberosidade (fig. 9) está situada na margem lateral, próximo ao ponto médio do corpo do úmero. Geralmente não é um ponto de referência bem definido. Cristas dos Tubérculos Maior e Menor - essas cristas também são chamados de lábios lateral e medial do sulco intertubercular. A crista do tubérculo maior (lábio lateral) é local de inserção do músculo peitoral maior, e a crista do tubérculo menor (lábio medial) é o local de inserção dos músculos latíssimo do dorso e redondo menor.

3. Referências Bibliográficas

LIPPERT, L. S. Cinesiologia Clínica e Anatomia. 5 ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan.

  1. Houglum, P. A., Bertoti, D. B. Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 6 ed. Barueri - Sp. Manole. 2014. SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.