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AnticonvulsivantesAnna, Notas de estudo de Farmácia

Relatorio farmacologia ação de farmacos anticonvulsivantes sobre convulsoes induzidas em cobaia

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 12/06/2011

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anna-layse-barros-4 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA
DISCIPLINA: FARMACODINÂMICA
CURSO: FARMÁCIA
PROFESSOR: MARIA DO SOCORRO CORDEIRO FERREIRA
USO DE ANTICONVULSIVANTE EM Mus musculus E OBSERVAÇÃO DA
CONVULSÃO EM Buffus murinus
Anna Layse Barros da Silva Oliveira
Teresina - PI
MAIO/2011
INTRODUÇÃO
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA

DISCIPLINA: FARMACODINÂMICA

CURSO: FARMÁCIA

PROFESSOR: MARIA DO SOCORRO CORDEIRO FERREIRA

USO DE ANTICONVULSIVANTE EM Mus musculus E OBSERVAÇÃO DA CONVULSÃO EM Buffus murinus

Anna Layse Barros da Silva Oliveira

Teresina - PI MAIO/ INTRODUÇÃO

“A epilepsia é um complexo sintomático heterogêneo – um distúrbio crônico caracterizado por crises convulsivas recorrentes. As convulsões consistem em episódios limitados de disfunção cerebral, em decorrência da descarga anormal dos neurônios cerebrais. As causas das crises convulsivas são numerosas e incluem toda a gama de doenças neurológicas, desde infecções até neoplasias e lesões cranioencefálicas. Em alguns subgrupos, a hereditariedade demonstrou ser um importante fator contribuinte.” (KATZUNG, 2005). ”O tratamento é sintomático no sentido de que os fármacos disponíveis inibem as convulsões, porém não existe profilaxia eficaz nem cura. A adesão aos medicamentos é um problema importante devido à necessidade de tratamento prolongado, acompanhado pelos efeitos indesejáveis de muitos fármacos” (GILMAN, 2003). Segundo BRUNTON, 2006, o anticonvulsivante deveria suprimir todas as convulsões sem causar quaisquer efeitos indesejáveis. Infelizmente, os medicamentos utilizados atualmente não apenas deixam de controlar a atividade epilética em alguns pacientes, como também causam efeitos colaterais cuja intensidade varia desde comprometimento mínimo do SNC à morte por anemia aplástica ou insuficiência hepática. O presente experimento teve por objetivo demonstrar a ação anticonvulsivante do Diazepam (0,2 mg/10g), perante o efeito convulsivo da Estricnina (3 mg/kg) ambas aplicadas por via intraperitoneal em animais da espécie Mus musculus , bem como os efeitos convulsivos da Estricnina (3mg/Kg) injetada no saco linfático dorsal de animais da espécie Buffus murinus com a identificação das reações do mesmo.

MATERIAL E MÉTODO

TABELA 1.0 : REGISTRO DOS EFEITOS OBSERVADOS APÓS ADMINISTRAÇÃO

INTRAPERITONEAL DE ESTRICNINA (3 mg/kg) E ESTRICNINA SEGUIDA DE DIAZEPAM (0,2 mg/10g) EM Mus musculus. TERESINA (PI), 2011.

Drogas

Parâmetros

Estricnina Estricnina + Diazepam

Animal 1 Animal 2 Animal 1 Animal 2

Convulsão + + + + Morte + + + + Legenda: (+) Presença, (–) Ausência. FONTE: LABORATÓRIO DE FARMACOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA 2011.

TABELA 2.0 : REGISTRO DA DURAÇÃO DOS PERÍODOS DE EXCITAÇÃO APÓS

ADMINISTRAÇÃO DE ESTRICNINA (3 mg/kg) NO SACO LINFÁTICO DORSAL DE Buffus murinus. TERESINA, 2011.

PERÍODOS DURAÇÃO (min) HIPERREFLEXIA CONVULSÃO PARALISIA † LEGENDA: *: Tempo indeterminado; †: Presente até o fim do experimento; min: Minutos FONTE: LABORATÓRIO DE FARMACOLOGIA DA UFPI, ALUNOS DE FARMÁCIA 2011.

DISCUSSÃO

“A epilepsia é caracterizada pela presença de crises súbitas e espontâneas associadas a descargas excessivas de neurônios cerebrais. O local e a extensão da descarga são fatores determinantes da sintomatologia clínica apresentada, podendo variar desde uma perda da consciência de poucos segundo até crises complexas de duração prolongada” (SILVA, 2006) Segundo RANG (2008), os fármacos anticonvulsivantes podem atuar também afetando a excitabilidade da membrana dos neurônios por uma ação sobre os canais de sódio dependentes de voltagem. Sua ação bloqueadora mostra a propriedade do uso-dependência; em outras palavras, eles bloqueiam preferencialmente a excitação das células que estão disparando repetitivamente e, quanto maior a frequência do disparo, maior o bloqueio produzido. Esta característica é relevante quanto à capacidade dos fármacos em bloquearem a descarga de alta frequência que ocorre em um ataque epiléptico sem indevidamente interferirem com o disparo de baixa frequência dos neurônios no estado normal, surge da capacidade de os fármacos bloqueadores discriminarem entre os canais de sódio em seus estados de repouso, aberto ou inativado. Os fármacos anticonvulsivantes ligam-se preferencialmente no estado inativado. Poucos fármacos atuam sobre os canais de Ca2+^. “Acredita-se que as convulsões se originem no córtex cerebral e não em outras estruturas do sistema nervoso central (SNC), como tálamo, tronco encefálico ou cerebelo. As convulsões epiléticas foram classificadas em parciais, que iniciam em um foco no córtex, e generalizadas, que envolvem amplamente ambos os hemisférios desde o seu inicio”. (GILMAN, 2003). “na maioria dos casos de epilepsia, a escolha doa medicação depende da classificação empírica das crises convulsivas” (KATZUNG, 2006). Segundo Gilman (2003), a estricnina um potente agente convulsivante, induz convulsões que tem um padrão motor característico. Provoca excitação de todas as regiões do SNC. “a ação convulsivante da estricnina se deve à interferência na inibição pós-sináptica mediada pela glicina, um transmissor inibitório importante para os neurônios motores e interneurônios da medula espinhal,e a estricnina atua como antagonista competitivo seletivo , bloqueando os efeitos inibitórios da glicina em todos os receptores desse neurotransmissor” (GILMAN, 2003). De acordo ainda com o mesmo autor,na maioria dos animais de laboratório, a convulsão caracteriza-se pela extensão tônica do corpo e todos os membros. A extensão tônica é precedida e seguida durante a fase de depressão pós-ictal por abalos extensores simétricos fásicos, que podem ser desencadeados por qualquer modalidade de estímulo sensorial. A ação convulsivante da estricnina pode ser observada tanto pela injeção intraperitoneal do agente convulsivante nos camundongos da espécie Mus musculus quanto

1.0). Isto pode ter ocorrido por erros experimentais, como por exemplo, na preparação ou aplicação das soluções, qualidade do fármaco alterada e inadequada para exercer seu verdadeiro efeito. “Os benzodiazepínicos ligam-se a componentes moleculares do receptor GABAA presente nas membranas neuronais do sistema nervoso central. Esse receptor, que atua como canal de íons cloreto, é ativado pelo neurotransmissor inibitório GABA.” (KATZUNG, 2005). O diazepam que é administrado via intravenosa ou retal é altamente eficaz na interrupção da atividade tônico-clônico generalizado. Em certas ocasiões, o fármaco é administrado por via oral em base crônica, embora não seja considerado muito eficaz nessa aplicação, provavelmente devido ao rápido desenvolvimento de tolerância. (RANG, 2004). Na tabela 1. observou-se que os animais que se administrou o agente convulsivante, sem a administração de diazepam concomitantemente, rapidamente morreram apresentando sinais semelhantes ao de uma convulsão. Porém, ao se injetar o agente anticonvulsivante (diazepam) logo após a administração de estricnina, observou-se que embora o efeito esperado de prevenir as crises convulsivas não tenha ocorrido, o tempo para o início dessas crises foi retardado, podendo inferir algum efeito anticonvulsivante do fármaco utilizado, o que pode ter ocorrido devido a vários fatores como já mencionado anteriormente.

CONCLUSÃO

O experimento realizado permitiu a demonstração da ação convulsivante da estricnina (3mg/Kg) pela sua ação no sistema nervoso central de Mus musculus e Buffus murinus , causando crises epilépticas com padrão característico. Além disso, era esperado se constatar os efeitos anticonvulsivantes do Diazepam (0,2 mg/10g) pertencente à classe dos

benzodiazepínicos, mas esse efeito antagonista sobre as crises convulsivas, não pode ser demonstrado, possivelmente devido a erros experimentais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRUNTON, L.L. LAZO, J.S. PARKER, K. L. Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 11 ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2006.

GILMAN, A.G., RALL, T.W., NIES, A.S., TAYLOR, P. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 10.ed. McGraw-Hill Interamericana,2003.