Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Apostila Com Aula1, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Apostila comunicação e expressão

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 28/06/2013

rafael-avellar-4
rafael-avellar-4 🇧🇷

3.6

(5)

41 documentos

1 / 4

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
AULA 1 COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO
UNITINS • PEDAGOGIA • 7º PERÍODO 7
Esperamos que, ao fi nal desta aula, você seja capaz de:
explicar os principais conceitos relacionados à área de comunicação t
social.
A compreensão desta primeira aula será satisfatória se você ativar seus
conhecimentos prévios sobre o considera comunicação, para que ela serve e
de que forma a utilizamos nos contextos sociais. Pense sobre essas questões e
compare suas expectativas ao que será discutido a seguir.
Para começar a falar de comunicação, devemos inicialmente demarcar
alguns conceitos. Perguntamos, então, o que diferencia e dá contornos às noções
de comunicação e de informação? Essas são palavras quase sempre utilizadas
como sinônimos, mas guardam características próprias, reveladoras do sentido
consagrado pelas pessoas em seu cotidiano.
É conceituando dados e informações que começamos nossa primeira aula.
1.1 Alguns conceitos básicos
Quando estamos em contato com questões de pesquisa, aprendemos a dife-
rença entre dados e informações e nos dizem que dados são quantifi cações
observáveis sem uma utilidade imediata: um catálogo telefônico é um banco
de dados. Por outro lado, informações são os usos feitos com os dados: no
caso, a busca por um número no catálogo é a busca por uma informação.
Conseqüentemente, um dado não pressupõe necessariamente uma signifi cação,
já que ainda não foi interpretado. Já a informação está diretamente relacionada
a uma signifi cação, uma vez que, para obtê-la, um dado deve ser interpretado.
O conceito de comunicação
Aula 1Aula 1
1
! " # $ % & % ' ( ) * + , - .
pf3
pf4

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Apostila Com Aula1 e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

UNITINS • PEDAGOGIA • 7º PERÍODO 7

Esperamos que, ao final desta aula, você seja capaz de:

t explicar os principais conceitos relacionados à área de comunicação

social.

A compreensão desta primeira aula será satisfatória se você ativar seus

conhecimentos prévios sobre o considera comunicação, para que ela serve e de que forma a utilizamos nos contextos sociais. Pense sobre essas questões e

compare suas expectativas ao que será discutido a seguir.

Para começar a falar de comunicação, devemos inicialmente demarcar

alguns conceitos. Perguntamos, então, o que diferencia e dá contornos às noções

de comunicação e de informação? Essas são palavras quase sempre utilizadas

como sinônimos, mas guardam características próprias, reveladoras do sentido consagrado pelas pessoas em seu cotidiano.

É conceituando dados e informações que começamos nossa primeira aula.

1.1 Alguns conceitos básicos

Quando estamos em contato com questões de pesquisa, aprendemos a dife- rença entre dados e informações e nos dizem que dados são quantificações

observáveis sem uma utilidade imediata: um catálogo telefônico é um banco

de dados. Por outro lado, informações são os usos feitos com os dados: no caso, a busca por um número no catálogo é a busca por uma informação.

Conseqüentemente, um dado não pressupõe necessariamente uma significação,

já que ainda não foi interpretado. Já a informação está diretamente relacionada

a uma significação, uma vez que, para obtê-la, um dado deve ser interpretado.

O conceito de comunicação

AAulaula 111

8 7º PERÍODO • PEDAGOGIA • UNITINS

A polarização informação x comunicação também é bastante tênue e está

ligada à significação – ambos significam algo –, mas a comunicação é um

processo dialógico, mais abrangente, contendo a própria informação. É correto afirmar que toda comunicação contém uma informação, mas nem toda a infor-

mação é uma comunicação. Em uma área rural, quando observamos ao longe

uma coluna de fumaça, compreendemos que naquele lugar algo está pegando

fogo. Há fogo também quando um índio envia sinais de fumaça para sua tribo

avisando que alguém está se aproximando.

Segundo o provérbio, “onde há fumaça, há fogo”. Porém, no segundo caso,

existe uma intenção de comunicação que inicia um processo dialógico, que não está presente no primeiro caso. Em ambos os casos, existe interpretação de infor-

mação. Porém a fumaça só é parte de um diálogo no caso do índio, uma vez

que está presente uma pessoa que enuncia (“cuidado, estranho se aproximando

da aldeia!”) e outra pessoa que interpreta (“alguém está se aproximando; é

preciso verificar o que ela pretende”). No primeiro caso, só há informação. No

segundo, há comunicação.

Paulo Freire (1983, p. 45) se ocupou dessa diferença chamando de infor- mação os “conteúdos estáticos, cristalizados”. Sua preocupação básica em

“extensão ou comunicação” era a relação de subordinação sujeita ao camponês

pelo agrônomo (o especialista, conhecedor das técnicas e dos saberes), nas

atividades brasileiras de extensão rural (assistência técnica especializada à

agricultura pelos diversos organismos estaduais e federais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA) da década de 1960. Para ele,

a posição de superioridade do agrônomo, responsável por realizar as políticas

agrícolas dos governos militares, era uma relação monológica, de via única, em

que um fala e o outro escuta, sem a oportunidade de participar.

Seu desagrado está na impessoalidade da comunicação extensionista. Sem

fazer referência ao termo, é à informação que Paulo Freire se refere: aquela

mensagem proferida por um emissor sem contexto definido, como se o camponês não estivesse em uma realidade própria, na qual qualquer mensagem tivesse de

se adaptar. Como se a comunicação não tivesse como pressuposto a interpre-

tação em que, para que ocorra, vários filtros teriam de ser acionados, principal-

mente o cultural e o lingüístico: ambos compreendem a mesma linguagem? Não,

a linguagem do agrônomo é técnica e erudita e a linguagem do camponês é

restrita e pautada pelo senso comum. Ambos têm as mesmas finalidades? Não, a finalidade do agrônomo é cumprir as metas dos planos de crescimento da

agricultura (do qual o agricultor é somente um objeto, um acaso) e a finalidade

do agricultor é a subsistência familiar.

Freire (1983, p. 45) reitera dizendo que

É então indispensável ao ato comunicativo, para que este seja eficiente, o acordo entre os sujeitos, reciprocamente comuni-

10 7º PERÍODO • PEDAGOGIA • UNITINS

O mérito do rádio quando se apresentou era evidente: pela primeira vez

na história da humanidade, um meio de comunicação se disseminava pelas

camadas sociais e prescindia da habilidade de leitura, necessária ao jornal e

à revista (lembremos que as populações eram majoritariamente analfabetas,

mesmo na Europa, até que a noção de direitos humanos se cristalizasse no

Séc. XX).

Com o desenvolvimento social e tecnológico, o mundo viu nascer no

pós-guerra uma nova fase, de abundância de recursos materiais (milagre

econômico), de consumo, de oferta de bens e serviços industriais feitos sob

medida para os novos consumidores. O fenômeno da segmentação social

passou a fazer com que os cidadãos desejassem ser diferentes, o que se consagrou chamar de distinção social. Essas novas exigências fizeram com

que surgissem novos meios de comunicação, agora chamados segmentados.

A internet e os meios de comunicação digitais marcam o fim de um era domi-

nada pela televisão, que durou meio século e foi um dos grandes ícones da

sociedade moderna.

Podemos concluir, nesta aula, que os conceitos de dados, informação, comu-

nicação e meio de comunicação de massa são fundamentais para a compre-

ensão da polarização existente entre eles. Com esses conceitos você poderá

seguir em frente.

Esta aula abordou inicialmente os conceitos de dados e de informação. Você observou que dados são quantificações observáveis sem uma utilidade

imediata; já informações são o uso feito com os dados. Após, comparamos o

conceito de informação com comunicação. A diferença entre esses conceitos

é tênue: comunicação é um processo dialógico, mais abrangente, contendo a

própria informação. Esses conceitos se aproximam do pensamento de Paulo

Freire. Depois, apresentamos as principais características da comunicação

social, apontando os meios de comunicação de massa – uma única mensagem

de um emissor; de forma impessoal; para diversos receptores – e as novas

tecnologias como elementos essenciais à compreensão das questões relacio-

nadas à educação e à sociedade moderna.

  1. No início desta aula, você estudou alguns conceitos importantes para a

compreensão desta disciplina, como dados, informações, comunicação e

meio de comunicação de massa. Assim está apto a relacionar a segunda

coluna (conceitos) com a primeira (termos).