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isostática
Tipologia: Notas de aula
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Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
Este capítulo será dedicado ao estudo dos quadros ou pórticos planos.
contidas no próprio plano da estrutura.
Para validade desta definição, uma carga-momento concentrado deve ser interpretada como o efeito duas cargas iguais e contrárias (binário), que podem estar contidas no plano da estrutura.
As equações de equilíbrio estático disponíveis para determinação de reações de apoio em pórticos planos, considerando-se que não há cargas nem reações na direção transversal ao plano da estrutura (plano xy ), são as três equações a seguir:
∑ Fy =^ ∑ V =^0 Æ^ Somatório^ das forças verticais nulo ∑ Fx =^ ∑ H =^0 Æ^ Somatório^ das forças horizontais nulo ∑ M^ z =^ ∑ MP =^0 Æ^ Somatório^ dos momentos em qualquer ponto nulo
Como já vimos no item 3.6, cada rótula existente no quadro plano, interceptando uma de suas barras ou posicionada em um de seus vértices, representa uma seção onde o momento fletor é conhecido e igual a zero. A cada rótula corresponde, portanto, uma equação adicional ao sistema das três equações de equilíbrio, a qual envolve parte das cargas atuantes e das reações de apoio a determinar.
pelo sistema de equações disponível e mantendo a condição de isostaticidade do quadro.
outro é nulo,
Calculadas as reações de apoio em um quadro plano, a determinação dos esforços seccionais nas sucessivas seções transversais, bem como o traçado de seus diagramas, se faz exatamente obedecendo-se aos mesmos princípios apresentados no estudo de vigas isostáticas, sendo também válidos todos os artifícios aplicáveis a cada caso de carregamento que se apresente. As convenções de sinais podem ser observadas no item 2.
Ultima atualização em 29/6/2007 43
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
Existem quatro tipos fundamentais de pórticos isostáticos planos, os quais chamaremos de quadros simples. Estes quadros são resolvidos sem a necessidade de decomposição em partes menores. As principais diferenças entre os tipos de quadros simples estão relacionadas ao cálculo das reações de apoio. Uma vez determinadas estas reações, o traçado dos diagramas se dá de forma muito semelhante ao que já foi apresentado sobre vigas isostáticas. Os itens abaixo apresentam de forma resumida estas diferenças no cálculo das reações de apoio para cada um dos quatro tipos.
Os quadros biapoiados apresentam 3 reações de apoio provenientes de um apoio do primeiro gênero e de um apoio do segundo gênero. Desta forma, as 3 equações de equilíbrio estático são suficientes para sua resolução.
⎪
∑ ∑
∑ ∑
∑ ∑
z P
x
y
Um exemplo de cálculo das reações é apresentado no item 1.5 (exercício resolvido 1.b).
A partir do cálculo das reações apresentadas na figura acima, é possível traçar os diagramas de esforço normal, cortante e momento fletor. A forma de traçar os diagramas em vigas já foi apresentada no quadro Sabendo Mais 8. O quadro Sabendo Mais 11 apresenta algumas considerações adicionais sobre os diagramas de esforços em pórticos.
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
Os quadros engastados apresentam as 3 reações de apoio proveniente do engaste. Desta forma, as 3 equações de equilíbrio estático são suficientes para sua resolução.
= 3 incógnitas Æ 3 equações ⎪
∑ ∑
∑ ∑
∑ ∑
z P
x
y
Um exemplo de cálculo das reações é apresentado no item 1.5 (exercício resolvido 1.c).
A partir destas reações é possível traçar os diagramas apresentados a seguir.
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
Os quadros triarticulados apresentam 4 reações de apoio provenientes de dois apoios do segundo gênero. Desta forma, as 3 equações de equilíbrio estático não são suficientes para sua resolução. A existência de uma rótula permite a utilização da equação adicional (momento fletor na rótula nulo).
Os quadros triarticulados apresentam 4 reações de apoio provenientes de dois apoios do segundo gênero. Desta forma, as 3 equações de equilíbrio estático não são suficientes para sua resolução. A existência de uma rótula permite a utilização da equação adicional (momento fletor na rótula nulo).
⎪
∑ ∑
∑ ∑
∑ ∑
z P
x
y
Rótula = uma equação adicional Æ MRot = 0
Um exemplo de cálculo das reações em quadros triarticulados é apresentado a seguir:
Há duas reações (vertical e horizontal) em cada apoio do 2º gênero. Deve-se descobrir as quatro incógnitas do problema:
VA Æ Força vertical no primeiro apoio, adotada inicialmente para cima (Ç) HA Æ Força horizontal no primeiro apoio, adotada inicialmente para esquerda (Å) VB Æ Força vertical no segundo apoio, adotada inicialmente para cima (Ç) HB Æ Força horizontal no segundo apoio, adotada inicialmente para esquerda (Å)
Utilizando as quatro equações disponíveis:
Ultima atualização em
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
Observações:
Faz-se então a decomposição destas forças para auxiliar o traçado direto dos diagramas.
Os quadros biapoiados apresentam 3 reações de apoio provenientes de um apoio do primeiro gênero e de um apoio do segundo gênero. Desta forma, as 3 equações de equilíbrio estático são suficientes para sua resolução.
Quando se inclui em um quadro biapoiado uma rótula e um tirante (ou escora) , o quadro permanesse isóstático. Como isso ocorre?
⎪
∑ ∑
∑ ∑
∑ ∑
z P
x
y
Rótula = uma equação adicional Æ MRot = 0
Tirante = uma incógnita adicional Æ NTir =?
Ultima atualização em 29/6/2007 49
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
O valor do esforço normal no tirante (ou escora) torna-se mais uma incógnita do problema. Desta forma, a rótula adicional fornece mais uma equação (momento fletor na rótula nulo).a fim de garantir a isostaticidade da estrutura.
Para o cálculo das três reações nos apoios, procede-se como em um quadro biapoiado padrão (item 4.3.1). A equação da rótula é utilizada para a determinação do esforço normal no tirante. O cálculo deste esforço normal é feito substituindo o tirante por duas forças opostas de mesmo módulo aplicadas onde ficavam as extremidades do tirante.
N N
VA Æ Força vertical no primeiro apoio, adotada inicialmente para cima (Ç) VB Æ Força vertical no segundo apoio, adotada inicialmente para cima (Ç) HB Æ Força horizontal no segundo apoio, adotada inicialmente para esquerda (Å) N Æ Esforço normal no tirante, adotado inicialmente saindo do tirante (ÅÆ)
−
=
=
=
∑ ∑
∑
∑
1
1
1
Mz M V V
Y V V kN
X H kN
ROT E
B A A
n
i
i
A B
n
i
i
B
n
i
i
Logo:
V kN
H kN A
B 3
V kN
N kN B^9
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
Observações:
Assim como as vigas podem se associar formando vigas gerber, quadros que possuem estabilidade própria também podem servir como apoios para outros quadros ou vigas, formando um quadro composto. Nesse caso, para sua solução, a estrutura será também desmembrada em quadros que servem como apoio e outros quadros que neles se apoiam (todos isostáticos), recebendo os primeiros, além das cargas que lhes são diretamente aplicadas, as reações de apoio dos segundos, devidamente invertidas. A figura abaixo exemplifica o problema:
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
Para resolver um quadro composto deve-se decompô-lo nos quadros simples que o constituem, resolvendo, inicialmente, aqueles sem estabilidade própria. Transferem-se então as reações de apoio invertidas para os quadros que lhes servem como apoio. Desta forma, os quadros que possuem estabilidade própria são os últimos a serem resolvidos pois seu carregamento depende das forças transmitidas pelas rótulas.
Na decomposição deve-se verificar se cada um dos quadros simples pertence aos 4 tipos apresentados no item 4.3.
Em desenvolvimento.
Exercícios sugeridos do Sussekind.
6.1 até 6. 6.13 até 6.
Ultima atualização em
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
d)
a)
Ultima atualização em 29/6/2007 55
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
b)
c)
d)
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
b)
c)
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
d)d)
a)
2 o 1 o
3 o 2 o
Ultima atualização em 29/6/2007 59
Diagramas de esforços em pórticos planos – Professora Elaine Toscano
b)
Ultima atualização em 29/6/2007 61
Apostila de Isostática – Professora Elaine Toscano
c)
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