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explicação e exemplos de supervisório na automação
Tipologia: Slides
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Não perca as partes importantes!

























































Segundo Seixas, “a automação rompeu os
grilhões do chão-de-fábrica e buscou fronteiras
mais amplas, se abrangendo a automação do
negócio ao invés da simples automação dos processos e equipamentos”.
Para o chão-de-fábrica, a automação, por
exemplo, através de sistema SCADA, permite a
coleta de dados em tempo real dos processos de
produção, possuindo, também, interfaces para a
transferência dos dados para os sistemas administrativos da empresa.
Nessa configuração, o PC é a plataforma preferida de supervisão e operação de processos.
Os softwares de supervisão e controle apareceram
em diversos tamanhos, em diversos sistemas
operacionais, com diversos repertórios de
funcionalidades e os fabricantes de CLP, também,
passaram a produzir sistemas SCADA.
Assim, o sistema SCADA tem como
objetivo principal o monitoramento do chão de fábrica, através de uma comunicação em tempo
real, ou seja, a função principal do SCADA é
mostrar o que está ocorrendo no chão de fábrica
naquele exato momento. Na seção 2.4. é
apresentada a definição de um sistema SCADA e a descrição detalhada dos seus componentes.
Martins aponta que, na hierarquia da automação industrial, os sistemas SCADA, ilustrado na figura 1.1, oferecem funções importantes no monitoramento de problemas, como parada de máquinas por problemas mecânicos ou falta de matéria prima, usualmente chamados de motivos de parada da produção. Ou seja, a produção pode apresentar gargalos influenciados por um processo comumente lento ou por máquinas que sempre estão com algum problema.
Figura 1.1 – Hierarquia da automação industrial
Verifica-se, também, na figura 2.2, que o controle sobe um nível na pirâmide de automação, de forma que ele deixa de ser exclusividade do CLP para interagir com o sistema SCADA, facilitando a interação com o usuário e aumentando a flexibilidade do projeto. A receita que começa a ser planejada e definida no ERP é refinada e personalizada para os equipamentos de uma determinada linha.
Nessa hierarquia, o sistema ERP possui funcionalidades para a integração entre todos os departamentos da empresa. O ERP, além de atuar no planejamento, controla e fornece suporte a processos operacionais, produtivos, administrativos e comerciais da empresa.
De forma geral, de acordo com Martins (2002), os sistemas ERP fornecem suporte às atividades administrativas (finanças, recursos humanos, contabilidade e tributário); comerciais (pedidos, faturamento, logística e distribuição) e produtivas (projeto, manufatura, controle de estoques e custo).
Utilizando-se essa arquitetura, é realizada a integração entre os dados coletados automaticamente do chão de fábrica com um sistema ERP.
A AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
O termo automação descreve um conceito amplo, envolvendo um conjunto de técnicas de controle, das quais é criado um sistema ativo, capaz de fornecer a melhor resposta em função
Association , CLP é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para o armazenamento interno de instruções para implementações específicas, tais como lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética, para controlar, através de módulos de entradas e saídas, vários sensores e atuadores.
Esse equipamento foi batizado, nos Estados Unidos, como Programmable Logic Controller (PLC), em português Controlador Lógico Programável (CLP) e este termo é registrado pela Allen Bradley (fabricante de CLP’s).
Segundo Mamed, os Controladores Lógicos Programáveis podem ser empregados em diversos setores da indústria. Utilizados sozinhos ou acoplados a outras unidades, no caso de projetos que ocupam grandes extensões, eles operam sincronizadamente fazendo todo o controle do processo. Nesses casos, “a automação assume uma arquitetura descentralizada, dividindo-se a responsabilidade do processo por várias unidades de CLPs, localizadas em diferentes pontos estratégicos da instalação”.
A figura 1.3 mostra através do diagrama de blocos, como o CLP atua no sistema: os sensores alimentam o CLP (processador), a cada instante, com os dados (variáveis de entrada) informando, através de níveis lógicos, as condições em que se encontram. Em função do programa armazenado em sua memória, o CLP atua no sistema por meio de suas saídas. As variáveis de saída executam, a cada instante, os acionamentos dos atuadores no sistema.
Figura 1.3 – Diagrama de blocos simplificado de um CLP
Segundo esse mesmo autor, “o processamento é feito em tempo real, ou seja, as informações de entrada são comparadas com as informações contidas na memória, as decisões são tomadas pelo CLP, os comandos ou acionamentos são executados pelas saídas, tudo concomitantemente com o desenrolar do processo”.
Sensores e atuadores
Sensor é definido como sendo um dispositivo sensível a fenômenos físicos, tais como: temperatura, umidade, luz, pressão, entre outros. Por meio dessa sensibilidade, os sensores enviam um sinal correspondente para os dispositivos de medição e controle. O sinal de um sensor pode, entre outras funções, ser usado para detectar e corrigir desvios em sistemas de controle. Os atuadores são dispositivos que aplicam uma determinada força de deslocamento ou outra ação física, definida pelo sistema controlador, por meio de uma ação de controle. Podem ser magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos ou de acionamento misto. Como exemplo, há: válvulas e cilindros pneumáticos, válvulas proporcionais, motores, aquecedores, entre outros. Enquanto os sensores captam informações sobre o processo, os atuadores interferem neste mesmo processo, gerando assim, o controle. Para um bom funcionamento de qualquer sistema de controle é necessário que os sensores e atuadores sejam escolhidos e instalados adequadamente. Todo o mapeamento do processo de produção pode ficar comprometido caso esses elementos da automação sejam relegados a segundo plano.
Nos processos produtivos, vem-se verificando uma tendência em substituir sistemas com processamento centralizado, geralmente baseado em equipamentos de grande porte, por sistemas distribuídos, compostos por diversos similares de menor porte. Porém, o controle
Processador Memória
Barramento (dados, endereços, controle)
Entradas Saídas
Fonte
distribuído somente será viável se todos os integrantes do sistema puderem trocar informações entre si de modo rápido e confiável.
Para atender a essa necessidade, surgiram diversos tipos, padrões, protocolos em redes de comunicação industrial.
Rede de comunicação industrial é o conjunto de equipamentos e softwares utilizados para propiciar o trânsito de informações da produção, entre os diversos níveis hierárquicos de um processo industrial.
As informações (dados) são transmitidas em quadros ou pacotes, que são uma seqüência de bytes definida por um protocolo de rede. Os dados podem compor um conjunto maior chamado de mensagem. Se a mensagem tiver um tamanho maior que um quadro, necessita ser fragmentada. Nas redes industriais, como se trata de informação de sensores na maioria das vezes, a quantidade de bytes a transmitir em cada mensagem é pequena (em média, na ordem de algumas dezenas de bytes). Assim, um quadro pode transportar uma mensagem inteira.
Diferentemente das redes locais de escritório, em que as redes estão instaladas em ambientes limpos e normalmente com temperaturas controladas, no caso de redes industriais, o ambiente nos quais as redes são instaladas é usualmente hostil, uma vez que ruídos eletromagnéticos de grande intensidade podem estar presentes. Por exemplo, no acionamento de motores elétricos, em função das altas correntes envolvidas, radiações eletromagnéticas são geradas, podendo induzir ruídos nos equipamentos eletrônicos nas proximidades. Além disso, ambientes industriais podem apresentar temperaturas e umidades elevadas, dois aspectos prejudicais aos componentes utilizados em sistemas computacionais e de comunicação. Desta forma, equipamentos para redes industriais são, em geral, especialmente construídos para trabalhar nessas condições adversas e os protocolos de comunicação adotados também devem considerar aspectos de segurança e disponibilidade do sistema desenvolvido.
Para se conceber uma solução na área de automação, o primeiro passo é projetar a arquitetura do sistema, organizando seus
elementos vitais: remotas de aquisição de dados, CLPs, instrumentos, sistema de supervisão, etc, em torno de redes de comunicação de dados apropriadas. A escolha da arquitetura determinará o sucesso de um sistema em termos de alcançar os seus objetivos de desempenho, modularidade, expansibilidade, etc. Para esse mesmo autor, uma das arquiteturas mais praticadas é a que define hierarquias de redes independentes: rede de informação, rede de controle e rede de campo.
Rede de informação Corporativa
O nível mais alto dentro de uma arquitetura é representado pela rede de informação. O tráfego é baseado em dados sem criticidade temporal, caracterizada pelo grande volume de dados, porém com baixa freqüência de transmissão. Nessas redes, a velocidade de transmissão é um fator importante, porém a latência (tempo entre o envio e recebimento dos pacotes de dados) é uma variável incerta. Exemplos são as redes em sistemas de gestão corporativos em que há grande tráfego de dados. Em grandes corporações, é natural a escolha de uma rede de grande capacidade para interligação dos sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), Supply Chain (gerenciamento da cadeia de suprimentos), e EPS (Enterprise Production Systems).
Rede de controle Industrial
Interliga os sistemas industriais de nível 2 ou servidor SCADA aos sistemas de nível 1 representados por CLPs ou remotas de aquisição de dados. O tráfego é baseado em dados em que a criticidade temporal pode ou não ser essencial, normalmente com volume médio de dados e freqüência de transmissão em função de eventos do sistema. Nessa rede, os aspectos mais importantes são a disponibilidade e a imunidade a falhas.
central, controlar um processo distribuído em lugares distantes, como, óleo ou gás natural, sistemas de saneamento, ou complexos hidroelétricos, fazer set-point ou controlar processos distantes, abrir ou fechar válvulas ou chaves, monitorar alarmes, e armazenar informações de processo.
De acordo com esse mesmo autor, quando as dimensões do processo tornam-se muito grandes, os benefícios, em termos de redução de custos de visitas rotineiras, podem ser verificados, porque torna desnecessária a presença do operador ou a visita em operação normal.
Hoje, os sistemas SCADA podem ter uma arquitetura aberta, ligada em rede, de forma a permitir que o fluxo de dados do processo ultrapasse o limite das paredes da empresa e percorra o mundo através dos meios de comunicação existentes.
Num ambiente industrial, esses sistemas auxiliam na gestão da produção, porque possibilitam:
Caetano apresentam uma solução denominada Sistemas de Monitoramento, Supervisão e Diagnóstico da Produção, composta dos seguintes módulos funcionais:
Monitoramento da produção: faz o sensoreamento e coleta em tempo real dos dados de produção; Supervisão da produção: análise dos dados coletados:
Repositório de informações da produção: armazena as informações da produção. Diagnóstico do chão de fábrica: trata as informações tecnológicas. Segundo Rodrigues, os sistemas SCADA podem ser subdivididos em: a) Sensores e Atuadores: são dispositivos conectados aos equipamentos controlados e monitorizados pelos sistemas SCADA. Os sensores convertem parâmetros físicos, tais como velocidade, níveis de água e temperatura, para sinais analógicos e digitais legíveis pela estação remota. Os atuadores são usados para atuar sobre o sistema, ligando e desligando determinados equipamentos. b) Estações remotas: O processo de controle e aquisição de dados inicia-se nas estações remotas, CLPs (Controlador Lógico Programável) e RTUs (Remote Terminal Units), com a leitura dos valores atuais dos dispositivos a que estão associados e o respectivo controle. Os CLPs apresentam como principal vantagem a facilidade de programação e controle de I/O. Por outro lado, os RTUs possuem boas capacidades de comunicação, incluindo comunicação via rádio, estando especialmente indicados para situações adversas onde a comunicação é difícil. Atualmente, nota-se uma convergência no sentido de reunir as melhores características desses dois equipamentos: a facilidade de programação e controle dos CLPs e as capacidades de comunicação dos RTUs. c) Redes de comunicações: A rede de comunicação é a plataforma através da qual a informação de um sistema SCADA é transferida. Tendo em consideração os requisitos do sistema e as distâncias a cobrir, as redes de comunicação podem ser implementadas, entre outros, através dos seguintes meios físicos:
Linhas Discadas - As linhas discadas podem ser usadas em sistemas com atualizações periódicas, que não justifiquem conexão permanente. Quando for necessário comunicar com uma estação remota é efetuada uma ligação para o respectivo número;
Linhas Dedicadas - As linhas dedicadas são usadas em sistemas que necessitam de conexão permanente. Essa conexão, no entanto, é uma solução cara, pois é necessário o aluguel permanente de uma linha de dados ligada a cada estação remota;
Rede Wireless - Esses dispositivos são usados em locais onde não estão acessíveis linhas discadas ou dedicadas. Por vezes, em situações onde uma ligação direta via rádio não pode ser estabelecida devido à distância, sendo necessária a instalação de dispositivos repetidores.
d) Estações de monitoração central As estações de monitoração central (servidor SCADA) são as unidades principais dos sistemas SCADA, responsáveis por recolher a informação gerada pelas estações remotas e agir em conformidade com os eventos detectados. Podem estar centralizadas num único computador, ou distribuídas por uma rede de computadores de modo a permitir a partilha de informação proveniente do servidor SCADA.
A interação entre os operadores e as estações de monitoração central (servidor SCADA) é efetuada através de uma Interface Homem-Máquina, em que é comum a visualização de um diagrama representativo da instalação fabril, a representação gráfica das estações remotas, os valores atuais dos instrumentos fabris e a apresentação dos alarmes ativos.
Sob esta perspectiva a figura 1.5 mostra todos os componentes básicos de um sistema SCADA, desde a estação de monitoração central, onde está o software de supervisão, passando pela rede de comunicação, CLP, sensores e atuadores até as máquinas e equipamentos (processo).
Figura 1.5 - Componentes de um sistema SCADA
Os olhos tendem a se mover de:
Uma imagem grande para uma menor
Uma cor saturada para uma não saturada
Uma cor brilhante para uma cor pastel
Uma imagem colorida para outra monocromática
Formas simétricas para formas assimétricas
Algo que se move e pisca para uma imagem estática.
Logo ao construir uma tela devemos obedecer aos seguintes critérios:
Dar preferência a vídeos de 19"
A construção da tela deve ser bem balanceada: o número de elementos de informação por tela deve ser coerente com a capacidade humana de interpretá-los. Evite telas congestionadas ou vazias demais.
CLP
ESTAÇÃO DE MONITORAÇÃO
REDE DE COMUNICAÇÃO
SENSORES E ATUADORES
1. Iniciando o SCADA
Para iniciar o Elipse SCADA, faça isso:
Clique no botão Iniciar ( Start ) na barra de tarefas
do Windows. Selecione Programas ( Programs ),
Elipse SCADA e Elipse SCADA novamente.
Você terá uma tela parecida com a figura abaixo.
Na figura, podemos ver alguns elementos importantes da interface do Elipse SCADA:
Criando a sua aplicação
A criação de uma aplicação é o ponto de
partida para montagem de um sistema utilizando o
Elipse SCADA. Em uma aplicação, o usuário
reúne todos os elementos necessários para
execução das tarefas desejadas. As informações
referentes a esta aplicação ficam armazenadas em
um arquivo de extensão APP. Para criar uma nova aplicação:
Além dos arquivos de extensão APP, existem outros gerados e utilizados pelo Elipse SCADA:
Organizer
A fim de permitir uma visão simples e organizada de toda a aplicação, o Elipse SCADA oferece uma poderosa ferramenta de programação chamada Organizer. A partir do Organizer, você pode desenvolver toda a aplicação simplesmente navegando através de sua estrutura. Essa estrutura pode ser comparada a uma árvore de diretórios. Desta forma, a estrutura da aplicação começa no canto superior esquerdo com a raiz da aplicação.
O desenvolvimento de uma aplicação no Elipse SCADA é baseado na ferramenta Organizer. Ele permite uma visão simples e organizada de toda a aplicação, ajudando na edição e configuração de todos os objetos envolvidos no sistema através de uma árvore hierárquica.
A estrutura do Organizer pode ser comparada à árvore de diretórios do Gerenciador de Arquivos do Windows. Desta forma, a estrutura da aplicação começa no canto superior esquerdo com a raiz da aplicação. Todos os objetos da aplicação descem a partir da raiz agrupados de acordo com seu tipo: Tags, Telas, Alarmes, Receitas, Históricos, Relatórios, Drivers, Databases, que constituem os principais elementos
de sua aplicação. Selecionando-se qualquer um
dos ramos da árvore da aplicação, ele irá se expandir, mostrando seu conteúdo; desta forma,
você pode facilmente navegar pela aplicação
tendo disponíveis todas as opções de configuração
desde a criação de Tags até o redimensionamento
de objetos em uma tela específica.
A estrutura básica do Organizer é
apresentada a seguir:
Árvore de classes de objetos no Organizer
Todos os objetos da aplicação descem a partir da raiz agrupados de acordo com seu tipo:
Tags, Telas, Alarmes, Receitas, Históricos,
Relatórios e assim por diante.
A partir do Organizer você pode criar toda
a sua aplicação, simplesmente navegando através
da árvore da aplicação. Selecionando-se qualquer
um de seus ramos, as propriedades do objeto
selecionado serão mostradas no lado direito da
janela, onde poderão ser editadas. Por exemplo, se você selecionar Tags na árvore do Organizer você
poderá criar novos Tags e editar suas propriedades
selecionando a página desejada a partir das abas
no topo da janela.
Selecionando-se qualquer um de seus ramos, as propriedades do objeto selecionado serão mostradas no lado direito da janela onde poderão ser editadas. Por exemplo, se você selecionar Tags na árvore do Organizer, poderão ser criados novos tags e suas propriedades poderão ser editadas selecionando-se a página desejada a partir das guias no topo da janela. Você pode chamar o Organizer de diversas maneiras:
Note que você só pode chamar o Organizer quando houver uma aplicação aberta.
Ferramentas do Organizer
O Organizer possui um conjunto de ferramentas que permitem realizar determinadas tarefas rapidamente, sem a necessidade da utilização dos menus. Também existem botões que inserem comandos do Elipse Basic, facilitando a tarefa de programação de scripts.
Estas ferramentas estão dispostas em uma barra que está localizada na parte inferior da
Teclas de atalho
Algumas teclas de atalho estão disponíveis
para facilitar e agilizar a utilização do Elipse
SCADA.
Opções de Linhas de Comando
É possível chamar o Elipse SCADA diretamente da linha de comando. O executável ELIPSE32.EXE possui a seguinte sintaxe: ELIPSE32.EXE [-DEMO] [-SETUP] [-EDIT] [
NomeApp (Opcional) O nome da aplicação que irá rodar automaticamente ou será aberta para configuração (quando o - EDIT é especificado).
Exercícios
Criar uma nova aplicação.
Salve a aplicação com o nome
EXEMPLO.APP. Definir estilo da nova
aplicação. Digite “Aplicação de Treinamento
Elipse Scada” na propriedade Descrição. Nas
propriedades Estilo escolha Barra de Título e na guia Janela escolha Iniciar maximizado.
2. Tags
A supervisão de um processo com o Elipse
SCADA ocorre através da leitura de variáveis de
processos no campo. Os valores dessas variáveis
são associados a objetos do sistema chamados
Tags. Para cada objeto inserido na tela, devemos associar pelo menos um tag ou atributo. Os tags
são todas as variáveis (numéricas ou
alfanuméricas) envolvidas num aplicativo. Os
atributos são dados fornecidos pelo Elipse
SCADA sobre parâmetros de sistema e
componentes da aplicação. Como exemplo,
podemos considerar um tag a temperatura de um forno.
Um de seus atributos poderia ser o nível de alarme a partir do qual deva ser acionada uma
sirene. O valor do tag ou do atributo associado
poderá, por exemplo, ser mostrado pelos objetos
de animação em uma tela, ser utilizado em
cálculos em um script, ser modificado através de ações do operador, entre outras possibilidades.
Ao criar tags, o usuário poderá organizá- los livremente em grupos , de forma a facilitar a
procura e identificação durante o processo de
configuração. Para a criação de um grupo, basta selecionar o item Tags no Organizer e clicar em Novo Grupo. Você pode criar grupos dentro de outros grupos, sem restrições.
Para modificar a hierarquia dos grupos e mudá-los de posição (por exemplo, incluir um grupo em outro grupo) basta arrastar o grupo em questão para o lugar desejado. Os exemplos deste tutorial informam procedimentos para a criação de tags.
Caso você possua um equipamento e deseje realizar comunicação, dê preferência a variáveis tipo PLC ou Bloco; caso contrário, escolha tags do tipo Demo, que permitem a simulação de valores na ausência de dados reais.
Tipos de Tags
Os tags podem ter vários tipos, de acordo com o que se deseja armazenar e como se quer utilizá-los.
Criando Tags
Para a criação de novos tags, basta selecionar no Organizer o item Tags ou um grupo de tags previamente criado e clicar em Novo Tag. Será mostrado o quadro Criar um novo tag, onde
Através do botão Extra..., ativo em alguns drivers, tem-se acesso a parâmetros especiais de
configuração, como o uso de modems e geração
de debug e trace da comunicação (para a
depuração de aplicações).
Consulte a documentação do driver para saber mais sobre esses parâmetros. Podemos ver um exemplo de configuração extra na figura abaixo:
Através do botão Avançado..., podemos abrir a janela para acesso às configurações avançadas de funcionamento do driver.
Propriedades do tag PLC
Mudando o tipo de tags
Muitas vezes criamos tags que, de acordo com o desenvolvimento da aplicação, adquirem outras características diferentes das planejadas no início.
O Elipse SCADA facilita o reaproveitamento desses tags, dispondo da função Mudar Tipo , que permite a mudança do tipo do tag a qualquer momento. Por exemplo, caso você tenha uma aplicação com muitos tags PLC e você queira transformá-los em tags elementos de bloco, pode-se usar o botão Mudar tipo para, onde deve ser escolhido o bloco de destino. A partir daí, os tags PLC serão transformados em elementos de bloco.
O Elipse SCADA irá mudar automaticamente todas as suas referências internas (utilização em telas, expressões, scripts e outros objetos).
Acessando os tags em bits
Caso a variável lida seja uma palavra cujos bits são informações digitais relevantes, podemos separá-los. Clicar em Acessar Bits faz com que seja aberta uma janela para a especificação de quais bits serão expandidos.
A utilização dos bits pode ser feita como sendo um tag normal, sendo apenas sua escrita “mascarada” com os outros bits antes de ser enviada ao equipamento. Tais características serão vistas com mais detalhes adiante, na seção Tag Bit.
Elemento de Bloco
Cada elemento do tag bloco possui
propriedades que podem ser acessadas
selecionando-se o elemento desejado na árvore da aplicação no Organizer.
As mesmas considerações feitas para as
tags PLC valem para cada um dos elementos do
bloco, a saber:
Vemos as propriedades dos elementos de
bloco a seguir:
Tag Bit
O Tag Bit somente pode ser criado a partir de outro tag e permite acessar individualmente cada bit do mesmo. Os tags que permitem o desdobramento em bits são: PLC, Demo, Expressão, Elemento de Bloco, RAM ou Remoto.
Este recurso é bastante útil quando um valor lido de um equipamento como um byte ou uma palavra, representa na verdade, 8 ou 16 (ou mais) estados digitais independentes (ligado ou desligado).
O valor do bit é obtido através do
mascaramento do bit de sua posição com o tag ao qual ele pertence. Já a escrita, é feita de duas
formas: mascaramento e escrita da palavra inteira
ou escrita do bit individual, se o equipamento
suportar tal comando.
(Este comando é implementado de modo
transparente ao usuário no driver de
comunicação.) Você pode criar um tag Bit a partir
da página Geral. Clicando no botão Acessar bits, você poderá selecionar os bits que deseja mapear.
A seleção dos bits é feita usando-se o
mouse e as teclas [Shift] ou [Ctrl], da mesma
forma que se selecionam itens no sistema
operacional Windows, por exemplo.
O tag Bit pode ser tanto um único bit
quanto um conjunto de bits, desde que sejam contínuos. Isso quer dizer que você pode mapear
para um único tag Bit, por exemplo, os bits 0, 1 e
2, mas não os bits 10, 11 e 24.
A opção existente nessa janela permite
especificar se devem ser criado um tag para cada
bit selecionado ou se os bits contínuos que estejam
selecionados devem ser agrupados em um único
tag. Os tags Bit criados aparecem abaixo do
respectivo tag na árvore da aplicação no Organizer. Ao selecionar um tag Bit específico,
suas propriedades são mostradas no lado direito da
árvore.
A página de propriedades gerais do tag Bit
aparece quando selecionada a aba Geral no topo
das páginas do tag Bit. Essa página é mostrada
abaixo e seus respectivos campos são descritos na tabela que segue.
Tag Ram
Tags RAM são usados internamente para armazenar valores em memória. Este tipo de tag é volátil e por isso, mantém seus valores somente enquanto a aplicação está executando. O tag RAM tem apenas o seu nome, descrição e valor inicial como propriedades que devem ser configuradas. Também é possível acessar os bits de um tag RAM, através do botão Acessar bits.... Para estabelecer um valor inicial para os tags RAM há duas maneiras:
1. Colocar o valor inicial (fixo) no campo Valor Inicial; 2. Armazenar o valor desejado em uma receita (cujos valores são modificáveis) e carregá-la ao inicar a aplicação, o que faz com que os tags presentes na receita não sejam voláteis.
Exemplos do uso de tag RAM serão vistos no capítulo sobre Receitas.