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Apostila de Supervisório, Slides de Matérias técnicas

explicação e exemplos de supervisório na automação

Tipologia: Slides

2020

Compartilhado em 16/04/2020

luiz-carlos-869
luiz-carlos-869 🇧🇷

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AUTOMAÇÃO

SUPERVISÓRIO-3ª SÉRIE

Supervisório

AS NOVAS FRONTEIRAS DA

AUTOMAÇÃO

Segundo Seixas, “a automação rompeu os

grilhões do chão-de-fábrica e buscou fronteiras

mais amplas, se abrangendo a automação do

negócio ao invés da simples automação dos processos e equipamentos”.

Para o chão-de-fábrica, a automação, por

exemplo, através de sistema SCADA, permite a

coleta de dados em tempo real dos processos de

produção, possuindo, também, interfaces para a

transferência dos dados para os sistemas administrativos da empresa.

Nessa configuração, o PC é a plataforma preferida de supervisão e operação de processos.

Os softwares de supervisão e controle apareceram

em diversos tamanhos, em diversos sistemas

operacionais, com diversos repertórios de

funcionalidades e os fabricantes de CLP, também,

passaram a produzir sistemas SCADA.

Assim, o sistema SCADA tem como

objetivo principal o monitoramento do chão de fábrica, através de uma comunicação em tempo

real, ou seja, a função principal do SCADA é

mostrar o que está ocorrendo no chão de fábrica

naquele exato momento. Na seção 2.4. é

apresentada a definição de um sistema SCADA e a descrição detalhada dos seus componentes.

Martins aponta que, na hierarquia da automação industrial, os sistemas SCADA, ilustrado na figura 1.1, oferecem funções importantes no monitoramento de problemas, como parada de máquinas por problemas mecânicos ou falta de matéria prima, usualmente chamados de motivos de parada da produção. Ou seja, a produção pode apresentar gargalos influenciados por um processo comumente lento ou por máquinas que sempre estão com algum problema.

Figura 1.1 – Hierarquia da automação industrial

Verifica-se, também, na figura 2.2, que o controle sobe um nível na pirâmide de automação, de forma que ele deixa de ser exclusividade do CLP para interagir com o sistema SCADA, facilitando a interação com o usuário e aumentando a flexibilidade do projeto. A receita que começa a ser planejada e definida no ERP é refinada e personalizada para os equipamentos de uma determinada linha.

Nessa hierarquia, o sistema ERP possui funcionalidades para a integração entre todos os departamentos da empresa. O ERP, além de atuar no planejamento, controla e fornece suporte a processos operacionais, produtivos, administrativos e comerciais da empresa.

De forma geral, de acordo com Martins (2002), os sistemas ERP fornecem suporte às atividades administrativas (finanças, recursos humanos, contabilidade e tributário); comerciais (pedidos, faturamento, logística e distribuição) e produtivas (projeto, manufatura, controle de estoques e custo).

Utilizando-se essa arquitetura, é realizada a integração entre os dados coletados automaticamente do chão de fábrica com um sistema ERP.

A AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

O termo automação descreve um conceito amplo, envolvendo um conjunto de técnicas de controle, das quais é criado um sistema ativo, capaz de fornecer a melhor resposta em função

Association , CLP é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para o armazenamento interno de instruções para implementações específicas, tais como lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética, para controlar, através de módulos de entradas e saídas, vários sensores e atuadores.

Esse equipamento foi batizado, nos Estados Unidos, como Programmable Logic Controller (PLC), em português Controlador Lógico Programável (CLP) e este termo é registrado pela Allen Bradley (fabricante de CLP’s).

Segundo Mamed, os Controladores Lógicos Programáveis podem ser empregados em diversos setores da indústria. Utilizados sozinhos ou acoplados a outras unidades, no caso de projetos que ocupam grandes extensões, eles operam sincronizadamente fazendo todo o controle do processo. Nesses casos, “a automação assume uma arquitetura descentralizada, dividindo-se a responsabilidade do processo por várias unidades de CLPs, localizadas em diferentes pontos estratégicos da instalação”.

A figura 1.3 mostra através do diagrama de blocos, como o CLP atua no sistema: os sensores alimentam o CLP (processador), a cada instante, com os dados (variáveis de entrada) informando, através de níveis lógicos, as condições em que se encontram. Em função do programa armazenado em sua memória, o CLP atua no sistema por meio de suas saídas. As variáveis de saída executam, a cada instante, os acionamentos dos atuadores no sistema.

Figura 1.3 – Diagrama de blocos simplificado de um CLP

Segundo esse mesmo autor, “o processamento é feito em tempo real, ou seja, as informações de entrada são comparadas com as informações contidas na memória, as decisões são tomadas pelo CLP, os comandos ou acionamentos são executados pelas saídas, tudo concomitantemente com o desenrolar do processo”.

Sensores e atuadores

Sensor é definido como sendo um dispositivo sensível a fenômenos físicos, tais como: temperatura, umidade, luz, pressão, entre outros. Por meio dessa sensibilidade, os sensores enviam um sinal correspondente para os dispositivos de medição e controle. O sinal de um sensor pode, entre outras funções, ser usado para detectar e corrigir desvios em sistemas de controle. Os atuadores são dispositivos que aplicam uma determinada força de deslocamento ou outra ação física, definida pelo sistema controlador, por meio de uma ação de controle. Podem ser magnéticos, hidráulicos, pneumáticos, elétricos ou de acionamento misto. Como exemplo, há: válvulas e cilindros pneumáticos, válvulas proporcionais, motores, aquecedores, entre outros. Enquanto os sensores captam informações sobre o processo, os atuadores interferem neste mesmo processo, gerando assim, o controle. Para um bom funcionamento de qualquer sistema de controle é necessário que os sensores e atuadores sejam escolhidos e instalados adequadamente. Todo o mapeamento do processo de produção pode ficar comprometido caso esses elementos da automação sejam relegados a segundo plano.

ARQUITETURAS DE REDES INDUSTRIAIS

Nos processos produtivos, vem-se verificando uma tendência em substituir sistemas com processamento centralizado, geralmente baseado em equipamentos de grande porte, por sistemas distribuídos, compostos por diversos similares de menor porte. Porém, o controle

Processador Memória

Barramento (dados, endereços, controle)

Entradas Saídas

Fonte

distribuído somente será viável se todos os integrantes do sistema puderem trocar informações entre si de modo rápido e confiável.

Para atender a essa necessidade, surgiram diversos tipos, padrões, protocolos em redes de comunicação industrial.

Rede de comunicação industrial é o conjunto de equipamentos e softwares utilizados para propiciar o trânsito de informações da produção, entre os diversos níveis hierárquicos de um processo industrial.

As informações (dados) são transmitidas em quadros ou pacotes, que são uma seqüência de bytes definida por um protocolo de rede. Os dados podem compor um conjunto maior chamado de mensagem. Se a mensagem tiver um tamanho maior que um quadro, necessita ser fragmentada. Nas redes industriais, como se trata de informação de sensores na maioria das vezes, a quantidade de bytes a transmitir em cada mensagem é pequena (em média, na ordem de algumas dezenas de bytes). Assim, um quadro pode transportar uma mensagem inteira.

Diferentemente das redes locais de escritório, em que as redes estão instaladas em ambientes limpos e normalmente com temperaturas controladas, no caso de redes industriais, o ambiente nos quais as redes são instaladas é usualmente hostil, uma vez que ruídos eletromagnéticos de grande intensidade podem estar presentes. Por exemplo, no acionamento de motores elétricos, em função das altas correntes envolvidas, radiações eletromagnéticas são geradas, podendo induzir ruídos nos equipamentos eletrônicos nas proximidades. Além disso, ambientes industriais podem apresentar temperaturas e umidades elevadas, dois aspectos prejudicais aos componentes utilizados em sistemas computacionais e de comunicação. Desta forma, equipamentos para redes industriais são, em geral, especialmente construídos para trabalhar nessas condições adversas e os protocolos de comunicação adotados também devem considerar aspectos de segurança e disponibilidade do sistema desenvolvido.

Para se conceber uma solução na área de automação, o primeiro passo é projetar a arquitetura do sistema, organizando seus

elementos vitais: remotas de aquisição de dados, CLPs, instrumentos, sistema de supervisão, etc, em torno de redes de comunicação de dados apropriadas. A escolha da arquitetura determinará o sucesso de um sistema em termos de alcançar os seus objetivos de desempenho, modularidade, expansibilidade, etc. Para esse mesmo autor, uma das arquiteturas mais praticadas é a que define hierarquias de redes independentes: rede de informação, rede de controle e rede de campo.

Rede de informação Corporativa

O nível mais alto dentro de uma arquitetura é representado pela rede de informação. O tráfego é baseado em dados sem criticidade temporal, caracterizada pelo grande volume de dados, porém com baixa freqüência de transmissão. Nessas redes, a velocidade de transmissão é um fator importante, porém a latência (tempo entre o envio e recebimento dos pacotes de dados) é uma variável incerta. Exemplos são as redes em sistemas de gestão corporativos em que há grande tráfego de dados. Em grandes corporações, é natural a escolha de uma rede de grande capacidade para interligação dos sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), Supply Chain (gerenciamento da cadeia de suprimentos), e EPS (Enterprise Production Systems).

Rede de controle Industrial

Interliga os sistemas industriais de nível 2 ou servidor SCADA aos sistemas de nível 1 representados por CLPs ou remotas de aquisição de dados. O tráfego é baseado em dados em que a criticidade temporal pode ou não ser essencial, normalmente com volume médio de dados e freqüência de transmissão em função de eventos do sistema. Nessa rede, os aspectos mais importantes são a disponibilidade e a imunidade a falhas.

central, controlar um processo distribuído em lugares distantes, como, óleo ou gás natural, sistemas de saneamento, ou complexos hidroelétricos, fazer set-point ou controlar processos distantes, abrir ou fechar válvulas ou chaves, monitorar alarmes, e armazenar informações de processo.

De acordo com esse mesmo autor, quando as dimensões do processo tornam-se muito grandes, os benefícios, em termos de redução de custos de visitas rotineiras, podem ser verificados, porque torna desnecessária a presença do operador ou a visita em operação normal.

Hoje, os sistemas SCADA podem ter uma arquitetura aberta, ligada em rede, de forma a permitir que o fluxo de dados do processo ultrapasse o limite das paredes da empresa e percorra o mundo através dos meios de comunicação existentes.

Num ambiente industrial, esses sistemas auxiliam na gestão da produção, porque possibilitam:

  • Comunicações significativamente melhores entre todas as áreas da operação;
  • Um melhor planejamento da produção;
  • Um melhor rastreamento das ordens de produção, incluindo listas de materiais, além de uma melhor administração do plano de produção;
  • Um acompanhamento mais preciso dos níveis de estoque alocado e real de matérias- primas e produtos acabados;
  • Uma melhor administração e manutenção dos equipamentos da planta, incluindo o acompanhamento de defeitos e a programação de ordens de trabalho para manutenção.

Caetano apresentam uma solução denominada Sistemas de Monitoramento, Supervisão e Diagnóstico da Produção, composta dos seguintes módulos funcionais:

 Monitoramento da produção: faz o sensoreamento e coleta em tempo real dos dados de produção;  Supervisão da produção: análise dos dados coletados:

 Repositório de informações da produção: armazena as informações da produção.  Diagnóstico do chão de fábrica: trata as informações tecnológicas. Segundo Rodrigues, os sistemas SCADA podem ser subdivididos em: a) Sensores e Atuadores: são dispositivos conectados aos equipamentos controlados e monitorizados pelos sistemas SCADA. Os sensores convertem parâmetros físicos, tais como velocidade, níveis de água e temperatura, para sinais analógicos e digitais legíveis pela estação remota. Os atuadores são usados para atuar sobre o sistema, ligando e desligando determinados equipamentos. b) Estações remotas: O processo de controle e aquisição de dados inicia-se nas estações remotas, CLPs (Controlador Lógico Programável) e RTUs (Remote Terminal Units), com a leitura dos valores atuais dos dispositivos a que estão associados e o respectivo controle. Os CLPs apresentam como principal vantagem a facilidade de programação e controle de I/O. Por outro lado, os RTUs possuem boas capacidades de comunicação, incluindo comunicação via rádio, estando especialmente indicados para situações adversas onde a comunicação é difícil. Atualmente, nota-se uma convergência no sentido de reunir as melhores características desses dois equipamentos: a facilidade de programação e controle dos CLPs e as capacidades de comunicação dos RTUs. c) Redes de comunicações: A rede de comunicação é a plataforma através da qual a informação de um sistema SCADA é transferida. Tendo em consideração os requisitos do sistema e as distâncias a cobrir, as redes de comunicação podem ser implementadas, entre outros, através dos seguintes meios físicos:

  • Cabos - Os cabos estão indicados para a cobertura de pequenas distâncias, normalmente em fábricas, não sendo adequados para grandes distâncias devido ao elevado custo da cablagem, instalação e manutenção;
  • Linhas Discadas - As linhas discadas podem ser usadas em sistemas com atualizações periódicas, que não justifiquem conexão permanente. Quando for necessário comunicar com uma estação remota é efetuada uma ligação para o respectivo número;

  • Linhas Dedicadas - As linhas dedicadas são usadas em sistemas que necessitam de conexão permanente. Essa conexão, no entanto, é uma solução cara, pois é necessário o aluguel permanente de uma linha de dados ligada a cada estação remota;

  • Rede Wireless - Esses dispositivos são usados em locais onde não estão acessíveis linhas discadas ou dedicadas. Por vezes, em situações onde uma ligação direta via rádio não pode ser estabelecida devido à distância, sendo necessária a instalação de dispositivos repetidores.

d) Estações de monitoração central As estações de monitoração central (servidor SCADA) são as unidades principais dos sistemas SCADA, responsáveis por recolher a informação gerada pelas estações remotas e agir em conformidade com os eventos detectados. Podem estar centralizadas num único computador, ou distribuídas por uma rede de computadores de modo a permitir a partilha de informação proveniente do servidor SCADA.

A interação entre os operadores e as estações de monitoração central (servidor SCADA) é efetuada através de uma Interface Homem-Máquina, em que é comum a visualização de um diagrama representativo da instalação fabril, a representação gráfica das estações remotas, os valores atuais dos instrumentos fabris e a apresentação dos alarmes ativos.

Sob esta perspectiva a figura 1.5 mostra todos os componentes básicos de um sistema SCADA, desde a estação de monitoração central, onde está o software de supervisão, passando pela rede de comunicação, CLP, sensores e atuadores até as máquinas e equipamentos (processo).

Figura 1.5 - Componentes de um sistema SCADA

CONCEITOS ERGONÔMICOS PARA A

CONSTRUÇÃO DE TELAS

Os olhos tendem a se mover de:

 Uma imagem grande para uma menor

 Uma cor saturada para uma não saturada

 Uma cor brilhante para uma cor pastel

 Uma imagem colorida para outra monocromática

 Formas simétricas para formas assimétricas

 Algo que se move e pisca para uma imagem estática.

Logo ao construir uma tela devemos obedecer aos seguintes critérios:

 Dar preferência a vídeos de 19"

 A construção da tela deve ser bem balanceada: o número de elementos de informação por tela deve ser coerente com a capacidade humana de interpretá-los. Evite telas congestionadas ou vazias demais.

CLP

ESTAÇÃO DE MONITORAÇÃO

REDE DE COMUNICAÇÃO

SENSORES E ATUADORES

1. Iniciando o SCADA

Para iniciar o Elipse SCADA, faça isso:

Clique no botão Iniciar ( Start ) na barra de tarefas

do Windows. Selecione Programas ( Programs ),

Elipse SCADA e Elipse SCADA novamente.

Você terá uma tela parecida com a figura abaixo.

Na figura, podemos ver alguns elementos importantes da interface do Elipse SCADA:

  • Barra de Ferramentas : apresenta botões para fácil acesso às funções do sistema;
  • Barra de Status : mostra as mensagens do sistema;
  • Área de Trabalho : área para desenvolvimento da aplicação;
  • Barra de Menus : para escolha das funções do sistema;
  • Barra de Telas : para a seleção das tela que se quer trabalhar;

Criando a sua aplicação

A criação de uma aplicação é o ponto de

partida para montagem de um sistema utilizando o

Elipse SCADA. Em uma aplicação, o usuário

reúne todos os elementos necessários para

execução das tarefas desejadas. As informações

referentes a esta aplicação ficam armazenadas em

um arquivo de extensão APP. Para criar uma nova aplicação:

  • Escolha no menu Arquivo a opção Nova Aplicação;
  • No quadro Salvar Aplicação Nova! escolha um nome e o lugar onde a aplicação será salva.

Além dos arquivos de extensão APP, existem outros gerados e utilizados pelo Elipse SCADA:

Organizer

A fim de permitir uma visão simples e organizada de toda a aplicação, o Elipse SCADA oferece uma poderosa ferramenta de programação chamada Organizer. A partir do Organizer, você pode desenvolver toda a aplicação simplesmente navegando através de sua estrutura. Essa estrutura pode ser comparada a uma árvore de diretórios. Desta forma, a estrutura da aplicação começa no canto superior esquerdo com a raiz da aplicação.

O desenvolvimento de uma aplicação no Elipse SCADA é baseado na ferramenta Organizer. Ele permite uma visão simples e organizada de toda a aplicação, ajudando na edição e configuração de todos os objetos envolvidos no sistema através de uma árvore hierárquica.

A estrutura do Organizer pode ser comparada à árvore de diretórios do Gerenciador de Arquivos do Windows. Desta forma, a estrutura da aplicação começa no canto superior esquerdo com a raiz da aplicação. Todos os objetos da aplicação descem a partir da raiz agrupados de acordo com seu tipo: Tags, Telas, Alarmes, Receitas, Históricos, Relatórios, Drivers, Databases, que constituem os principais elementos

de sua aplicação. Selecionando-se qualquer um

dos ramos da árvore da aplicação, ele irá se expandir, mostrando seu conteúdo; desta forma,

você pode facilmente navegar pela aplicação

tendo disponíveis todas as opções de configuração

desde a criação de Tags até o redimensionamento

de objetos em uma tela específica.

A estrutura básica do Organizer é

apresentada a seguir:

Árvore de classes de objetos no Organizer

Todos os objetos da aplicação descem a partir da raiz agrupados de acordo com seu tipo:

Tags, Telas, Alarmes, Receitas, Históricos,

Relatórios e assim por diante.

A partir do Organizer você pode criar toda

a sua aplicação, simplesmente navegando através

da árvore da aplicação. Selecionando-se qualquer

um de seus ramos, as propriedades do objeto

selecionado serão mostradas no lado direito da

janela, onde poderão ser editadas. Por exemplo, se você selecionar Tags na árvore do Organizer você

poderá criar novos Tags e editar suas propriedades

selecionando a página desejada a partir das abas

no topo da janela.

Selecionando-se qualquer um de seus ramos, as propriedades do objeto selecionado serão mostradas no lado direito da janela onde poderão ser editadas. Por exemplo, se você selecionar Tags na árvore do Organizer, poderão ser criados novos tags e suas propriedades poderão ser editadas selecionando-se a página desejada a partir das guias no topo da janela. Você pode chamar o Organizer de diversas maneiras:

  • Pressionando o botão da barra de ferramentas;
  • Selecionando a opção Organizer do menu Arquivo ou
  • Apertando as teclas [Alt+O].

Note que você só pode chamar o Organizer quando houver uma aplicação aberta.

Ferramentas do Organizer

O Organizer possui um conjunto de ferramentas que permitem realizar determinadas tarefas rapidamente, sem a necessidade da utilização dos menus. Também existem botões que inserem comandos do Elipse Basic, facilitando a tarefa de programação de scripts.

Estas ferramentas estão dispostas em uma barra que está localizada na parte inferior da

Teclas de atalho

Algumas teclas de atalho estão disponíveis

para facilitar e agilizar a utilização do Elipse

SCADA.

Opções de Linhas de Comando

É possível chamar o Elipse SCADA diretamente da linha de comando. O executável ELIPSE32.EXE possui a seguinte sintaxe: ELIPSE32.EXE [-DEMO] [-SETUP] [-EDIT] [] Onde:

  • DEMO (Opcional) Força o Elipse SCADA a rodar em modo de demonstração, sem verificar os mecanismos de proteção ( hardkey ). Esta opção reescreve o arquivo .INI configurando a seção [Protection]Type.
  • SETUP (Opcional) Força o Elipse SCADA a rodar o programa de Setup , que permite a você configurar as opções no arquivo de preferências (.INI).
  • EDIT (Opcional) Força o Elipse SCADA a rodar no modo Configurador. Se o nome de uma aplicação for informado na linha de comando, esta aplicação será aberta para configuração.

NomeApp (Opcional) O nome da aplicação que irá rodar automaticamente ou será aberta para configuração (quando o - EDIT é especificado).

Exercícios

Criar uma nova aplicação.

Salve a aplicação com o nome

EXEMPLO.APP. Definir estilo da nova

aplicação. Digite “Aplicação de Treinamento

Elipse Scada” na propriedade Descrição. Nas

propriedades Estilo escolha Barra de Título e na guia Janela escolha Iniciar maximizado.

2. Tags

A supervisão de um processo com o Elipse

SCADA ocorre através da leitura de variáveis de

processos no campo. Os valores dessas variáveis

são associados a objetos do sistema chamados

Tags. Para cada objeto inserido na tela, devemos associar pelo menos um tag ou atributo. Os tags

são todas as variáveis (numéricas ou

alfanuméricas) envolvidas num aplicativo. Os

atributos são dados fornecidos pelo Elipse

SCADA sobre parâmetros de sistema e

componentes da aplicação. Como exemplo,

podemos considerar um tag a temperatura de um forno.

Um de seus atributos poderia ser o nível de alarme a partir do qual deva ser acionada uma

sirene. O valor do tag ou do atributo associado

poderá, por exemplo, ser mostrado pelos objetos

de animação em uma tela, ser utilizado em

cálculos em um script, ser modificado através de ações do operador, entre outras possibilidades.

Ao criar tags, o usuário poderá organizá- los livremente em grupos , de forma a facilitar a

procura e identificação durante o processo de

configuração. Para a criação de um grupo, basta selecionar o item Tags no Organizer e clicar em Novo Grupo. Você pode criar grupos dentro de outros grupos, sem restrições.

Para modificar a hierarquia dos grupos e mudá-los de posição (por exemplo, incluir um grupo em outro grupo) basta arrastar o grupo em questão para o lugar desejado. Os exemplos deste tutorial informam procedimentos para a criação de tags.

Caso você possua um equipamento e deseje realizar comunicação, dê preferência a variáveis tipo PLC ou Bloco; caso contrário, escolha tags do tipo Demo, que permitem a simulação de valores na ausência de dados reais.

Tipos de Tags

Os tags podem ter vários tipos, de acordo com o que se deseja armazenar e como se quer utilizá-los.

Criando Tags

Para a criação de novos tags, basta selecionar no Organizer o item Tags ou um grupo de tags previamente criado e clicar em Novo Tag. Será mostrado o quadro Criar um novo tag, onde

Através do botão Extra..., ativo em alguns drivers, tem-se acesso a parâmetros especiais de

configuração, como o uso de modems e geração

de debug e trace da comunicação (para a

depuração de aplicações).

Consulte a documentação do driver para saber mais sobre esses parâmetros. Podemos ver um exemplo de configuração extra na figura abaixo:

Através do botão Avançado..., podemos abrir a janela para acesso às configurações avançadas de funcionamento do driver.

Propriedades do tag PLC

Mudando o tipo de tags

Muitas vezes criamos tags que, de acordo com o desenvolvimento da aplicação, adquirem outras características diferentes das planejadas no início.

O Elipse SCADA facilita o reaproveitamento desses tags, dispondo da função Mudar Tipo , que permite a mudança do tipo do tag a qualquer momento. Por exemplo, caso você tenha uma aplicação com muitos tags PLC e você queira transformá-los em tags elementos de bloco, pode-se usar o botão Mudar tipo para, onde deve ser escolhido o bloco de destino. A partir daí, os tags PLC serão transformados em elementos de bloco.

O Elipse SCADA irá mudar automaticamente todas as suas referências internas (utilização em telas, expressões, scripts e outros objetos).

Acessando os tags em bits

Caso a variável lida seja uma palavra cujos bits são informações digitais relevantes, podemos separá-los. Clicar em Acessar Bits faz com que seja aberta uma janela para a especificação de quais bits serão expandidos.

A utilização dos bits pode ser feita como sendo um tag normal, sendo apenas sua escrita “mascarada” com os outros bits antes de ser enviada ao equipamento. Tais características serão vistas com mais detalhes adiante, na seção Tag Bit.

Elemento de Bloco

Cada elemento do tag bloco possui

propriedades que podem ser acessadas

selecionando-se o elemento desejado na árvore da aplicação no Organizer.

As mesmas considerações feitas para as

tags PLC valem para cada um dos elementos do

bloco, a saber:

  • Uso de escalas nos elementos;
  • Escrita e leitura nos elementos;
  • Transformação em bits;
  • Uso de alarmes.

Vemos as propriedades dos elementos de

bloco a seguir:

Tag Bit

O Tag Bit somente pode ser criado a partir de outro tag e permite acessar individualmente cada bit do mesmo. Os tags que permitem o desdobramento em bits são: PLC, Demo, Expressão, Elemento de Bloco, RAM ou Remoto.

Este recurso é bastante útil quando um valor lido de um equipamento como um byte ou uma palavra, representa na verdade, 8 ou 16 (ou mais) estados digitais independentes (ligado ou desligado).

O valor do bit é obtido através do

mascaramento do bit de sua posição com o tag ao qual ele pertence. Já a escrita, é feita de duas

formas: mascaramento e escrita da palavra inteira

ou escrita do bit individual, se o equipamento

suportar tal comando.

(Este comando é implementado de modo

transparente ao usuário no driver de

comunicação.) Você pode criar um tag Bit a partir

da página Geral. Clicando no botão Acessar bits, você poderá selecionar os bits que deseja mapear.

A seleção dos bits é feita usando-se o

mouse e as teclas [Shift] ou [Ctrl], da mesma

forma que se selecionam itens no sistema

operacional Windows, por exemplo.

O tag Bit pode ser tanto um único bit

quanto um conjunto de bits, desde que sejam contínuos. Isso quer dizer que você pode mapear

para um único tag Bit, por exemplo, os bits 0, 1 e

2, mas não os bits 10, 11 e 24.

A opção existente nessa janela permite

especificar se devem ser criado um tag para cada

bit selecionado ou se os bits contínuos que estejam

selecionados devem ser agrupados em um único

tag. Os tags Bit criados aparecem abaixo do

respectivo tag na árvore da aplicação no Organizer. Ao selecionar um tag Bit específico,

suas propriedades são mostradas no lado direito da

árvore.

A página de propriedades gerais do tag Bit

aparece quando selecionada a aba Geral no topo

das páginas do tag Bit. Essa página é mostrada

abaixo e seus respectivos campos são descritos na tabela que segue.

Tag Ram

Tags RAM são usados internamente para armazenar valores em memória. Este tipo de tag é volátil e por isso, mantém seus valores somente enquanto a aplicação está executando. O tag RAM tem apenas o seu nome, descrição e valor inicial como propriedades que devem ser configuradas. Também é possível acessar os bits de um tag RAM, através do botão Acessar bits.... Para estabelecer um valor inicial para os tags RAM há duas maneiras:

1. Colocar o valor inicial (fixo) no campo Valor Inicial; 2. Armazenar o valor desejado em uma receita (cujos valores são modificáveis) e carregá-la ao inicar a aplicação, o que faz com que os tags presentes na receita não sejam voláteis.

Exemplos do uso de tag RAM serão vistos no capítulo sobre Receitas.