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Tipologia: Exercícios
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Atenção SAC Dúvidas de Matéria A NOVA APOSTILA oferece aos candidatos um serviço diferenciado - SAC ( Serviço de Apoio ao Candidato ). O SAC possui o objetivo de auxiliar os candidatos que possuem dúvidas relacionadas ao conteúdo do edital. O candidato que desejar fazer uso do serviço deverá enviar sua dúvida somente através do e-mail: professores@ novaapostila.com.br. Todas as dúvidas serão respondidas pela equipe de professores da Editora Nova, conforme a especialidade da matéria em questão. Para melhor funcionamento do serviço, solicitamos a especificação da apostila (apostila/concurso/cargo/ Estado/matéria/página). Por exemplo : Apostila do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Cargo Escrevente. Português - paginas 82,86,90. Havendo dúvidas em diversas matérias, deverá ser encaminhado um e-mail para cada especialidade, podendo demorar em média 05 (cinco) dias para retornar. Não retornando nesse prazo, solicitamos o re-envio do mesmo. Erros de Impressão Alguns erros de edição ou impressão podem ocorrer durante o processo de fabricação deste volume, caso encontre algo, por favor, entre em contato conosco, pelo nosso e-mail, [email protected]. Alertamos aos candidatos que para ingressar na carreira pública é necessário dedicação, portanto a NOVA APOSTILA auxilia no estudo, mas não garante a sua aprovação. Como também não temos vínculos com a organizadora dos concursos, de forma que inscrições, data de provas, lista de aprovados entre outros independe de nossa equipe. Havendo a retificação no edital, por favor, entre em contato pelo nosso e-mail, pois a apostila é elaborada com base no primeiro edital do concurso, teremos o COMPROMISSO de enviar gratuitamente a retificação APENAS por e-mail e também disponibilizaremos em nosso site, www.novaapostila.com.br, na opção ERRATAS. Lembramos que nosso maior objetivo é auxiliá-los, portanto nossa equipe está igualmente à disposição para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos.
Atenciosamente, NOVA CONCURSOS Grupo Nova Concursos novaconcursos.com.br
Tempos Verbais Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. Veja:
Observações:
Damos o nome de correlação verbal à coerência que, em uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja articulação temporal entre os verbos, que eles se correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica. Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si. Vejamos este exemplo: Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a lição. No caso, o verbo dormir está no pretérito imperfeito do sub- juntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo o verbo apren- der deve estar, de maneira a garantir que o período tenha lógica? Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito (aprende- ria), um tempo que expressa, dentre outras ideias, uma afirmação condicionada (que depende de algo), quando esta se refere a fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está correto, já que a ideia transmitida por dor- misse é exatamente a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não temos certeza se ocorrerá. Para tornar mais clara a questão, vejamos o mesmo exemplo, mas sem correlação verbal: Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a lição. Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas aprender está conjugado no futuro do presente, um tempo verbal que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou prováveis. Ora, nesse caso não podemos dizer que jamais aprenderemos a lição, pois o ato de aprender está condicionado não a uma certe- za, mas apenas à hipótese (transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir. Correlações verbais corretas A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais são con- cordantes: presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo que você faça o dever. pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito do sub- juntivo: Exigi que ele fizesse o dever. presente do indicativo + pretérito perfeito composto do sub- juntivo: Espero que ele tenha feito o dever. pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito com- posto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o dever. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito do in- dicativo: Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo: Se você tivesse feito o dever, eu teria lido suas respostas. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Quando você fizer o dever, dormirei. futuro do subjuntivo + futuro do presente composto do indi- cativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido.
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos re- ferindo à relação de dependência estabelecida entre um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes principais desse processo são representados pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado. Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do singu- lar, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados. Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. Con- tudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: Casos referentes a sujeito simples
A colocação pronominal é a posição que os pronomes pes- soais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na ora- ção em relação ao verbo:
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constan- te em provas relacionadas a concursos públicos. Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no mo- mento de responder às questões relacionadas a textos. Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir intera- ção comunicativa (capacidade de codificar e decodificar ). Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estrutu- ração do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o
nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente da- quele inicial. Intertexto - comumente, os textos apresentam referências di- retas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma inter- pretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
Por quê No final de frases Eles estão revoltados por quê? Ele não veio não sei por quê. Porque Em frases afirmativas e em respostas Não fui à festa porque choveu. Porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.
- Função referencial ou denotativa : transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comen- tários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como nos científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais. - Função emotiva ou expressiva : o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de excla- mação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico. - Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade. - Função metalinguística : Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo: “Pegue um jornal Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo.” Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema. - Função fática : O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa. Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso receptor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função; ou quando atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”. - Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música. Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/ Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as amigui- nhas. Deste exemplo podem ser retiradas três informações: 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as ami- guinhas Cada informação está estruturada em torno de um verbo: se- gurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas. A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a ter- ceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Observe: Gosto de natação e de futebol. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está ligando termos de uma mesma oração. Morfossintaxe da Conjunção As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem pro- priamente uma função sintática: são conectivos. Classificação
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo: à tarde às ocultas às pressas à medida que à noite às claras às escondidas à força à vontade à beça à escuta às avessas à revelia à exceção de à imitação de à esquerda às vezes à direita à procura à deriva à toa à luz à sombra de à frente de às ordens à beira de à proporção que à semelhança de Crase diante de Nomes de Lugar Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo: Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] França.) Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.) *- Minha dica : use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. Vou à praia. = Volto da praia.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. Veja outros exemplos: São normas às quais todos os alunos devem obedecer. Esta foi a conclusão à qual ele chegou. Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam res- ponder nenhuma das questões. A sessão à qual assisti estava vazia. Crase com o Pronome Demonstrativo “a” A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” tam- bém pode ser detectada através da substituição do termo regente feminino por um termo regido masculino. Veja: Minha revolta é ligada à do meu país. Meu luto é ligado ao do meu país. As orações são semelhantes às de antes. Os exemplos são semelhantes aos de antes. Suas perguntas são superiores às dele. Seus argumentos são superiores aos dele. Sua blusa é idêntica à de minha colega. Seu casaco é idêntico ao de minha colega. A Palavra Distância Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a cra- se deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância de 100km daqui. (A palavra está determinada) Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A pala- vra está especificada.) Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não pode ocorrer. Por exemplo: Os militares ficaram a distância. Gostava de fotografar a distância. Ensinou a distância. Dizem que aquele médico cura a distância. Reconheci o menino a distância. Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja: Gostava de fotografar à distância. Ensinou à distância. Dizem que aquele médico cura à distância. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 1-) diante de nomes próprios femininos: Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes pró- prios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo femi- nino diante de nomes próprios femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas: Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto. Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto. 2-) diante de pronome possessivo feminino: Observação: é facultativo o uso da crase diante de pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando por você. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está esperando por você. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas: Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. 3-) depois da preposição até: Fui até a praia. ou Fui até à praia. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A palestra vai até às cinco horas da tarde.
1-) (Vestibulinho ETEC 2012) Juliana, seu namorado Ricardo e mais alguns amigos do curso de gastronomia que ela frequenta alugaram uma casa de praia para passar as férias de verão. Durante o café da manhã, enquanto todos estavam sentados _________ mesa, Juliana percebeu que Ricardo não se servia dos diversos tipos de queijo que ela havia levado. ─ Escolhi com muito capricho esses queijos, você não os expe- rimenta _________? ─ _________, infelizmente, tenho intolerância à lactose, por- tanto devo evitar alguns alimentos. ─ Sorte sua não ser um apaixonado por gastronomia! (http://office2007.microsoft.com Acesso em: 28.10.2011.) Assinale a alternativa cujas palavras completam, correta e res- pectivamente, o texto a seguir. (A) à ... por quê ... Porque (B) à ... por que ... Por que (C) à ... porque ... Por que (D) na ... por quê ... Porque (E) na ... por que ... Porque (Vestibulinho ETEC 2012) Considere o texto para responder às questões de números 02 a 05. A melhor e a pior comida do mundo Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabe- doria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: ─ Toma, Esopo, aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mer- cado, compra lá o que houver de melhor para um banquete. A me- lhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levan- tou o paninho e ficou surpreso. ─ Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a lín- gua como a melhor comida do mundo?
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vi- trina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante ho- ras, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo. Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carrega- mento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas! Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastro- nômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana. Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que es- creveu Ode^2 à cebola, eu escreveria uma Ode à banana. E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisíaca. (BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna,
Juliana, seu namorado Ricardo e mais alguns amigos do cur- so de gastronomia que ela frequenta alugaram uma casa de praia para passar as férias de verão. Durante o café da manhã, enquanto todos estavam sentados ____À_____ mesa, Juliana percebeu que Ricardo não se servia dos diversos tipos de queijo que ela havia levado. ─ Escolhi com muito capricho esses queijos, você não os ex- perimenta __POR QUÊ_______? ─ ___PORQUE_____, infelizmente, tenho intolerância à lac- tose, portanto devo evitar alguns alimentos. ─ Sorte sua não ser um apaixonado por gastronomia!
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasi- leira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas(...) 8-) (B) O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvel- mente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim(...) 9-) (C) A) A escritora relata que se mantém fiel ao seu primeiro amor brasileiro. (B) As porções de banana eram saboreadas prazerosamente pelas crianças. (D) Necessitava -se de trinta e seis cruzeiros para se comprar uma dúzia de bananas. (E) Estava visível, nas docas do porto de Santos, um enorme carregamento de bananas. 10-) (A) Por favor, estejam ... meio-dia e meia (hora) ... para levá-los...