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apostila etec e senac, Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

conteudos das provas e exercicios

Tipologia: Exercícios

2024

Compartilhado em 26/08/2024

leandro-ferreira-j53
leandro-ferreira-j53 🇧🇷

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Didatismo e Conhecimento
Índice
ETEC e SENAI
LÍNGUA PORTUGUESA
Verbo .....................................................................................................................................................................................01
Correlação Verbal ................................................................................................................................................................03
Concordância Verbal ...........................................................................................................................................................03
Colocação Pronominal .........................................................................................................................................................05
Interpretação e Compreensão Textual ...............................................................................................................................05
Emprego dos Porquês ..........................................................................................................................................................07
Funções da Linguagem ........................................................................................................................................................08
Conjunção .............................................................................................................................................................................09
Crase ......................................................................................................................................................................................10
MATEMÁTICA
Conjuntos Numéricos...........................................................................................................................................................01
Conjunto dos Números Naturais – N .................................................................................................................................01
Conjunto dos Números Inteiros: Z .....................................................................................................................................03
Conjunto dos Números Racionais: Q .................................................................................................................................04
Conjunto dos Números Irracionais- I ................................................................................................................................07
Conjunto dos Números Reais: R .........................................................................................................................................07
Equação de 1° Grau .............................................................................................................................................................07
Números e Grandezas Proporcionais .................................................................................................................................09
Razão e Proporção ...............................................................................................................................................................09
Divisão Proporcional ............................................................................................................................................................10
Medidas ................................................................................................................................................................................. 11
Unidade de Medida De Comprimento................................................................................................................................11
Unidade de Medida De Massa .............................................................................................................................................15
Unidade de Tempo ................................................................................................................................................................16
Porcentagem .........................................................................................................................................................................17
Juros Simples ........................................................................................................................................................................18
Perímetro e Área de Figuras Planas ...................................................................................................................................19
INGLÊS
Técnica de Leitura De Texto De Língua Inglesa ...............................................................................................................01
Dicas Tipográficas ................................................................................................................................................................05
Substantivos ..........................................................................................................................................................................06
Casos Possessivos com ‘S .....................................................................................................................................................10
Artigos ................................................................................................................................................................................... 11
Numerais ...............................................................................................................................................................................13
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Índice

ETEC e SENAI

SAC

Atenção SAC Dúvidas de Matéria A NOVA APOSTILA oferece aos candidatos um serviço diferenciado - SAC ( Serviço de Apoio ao Candidato ). O SAC possui o objetivo de auxiliar os candidatos que possuem dúvidas relacionadas ao conteúdo do edital. O candidato que desejar fazer uso do serviço deverá enviar sua dúvida somente através do e-mail: professores@ novaapostila.com.br. Todas as dúvidas serão respondidas pela equipe de professores da Editora Nova, conforme a especialidade da matéria em questão. Para melhor funcionamento do serviço, solicitamos a especificação da apostila (apostila/concurso/cargo/ Estado/matéria/página). Por exemplo : Apostila do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Cargo Escrevente. Português - paginas 82,86,90. Havendo dúvidas em diversas matérias, deverá ser encaminhado um e-mail para cada especialidade, podendo demorar em média 05 (cinco) dias para retornar. Não retornando nesse prazo, solicitamos o re-envio do mesmo. Erros de Impressão Alguns erros de edição ou impressão podem ocorrer durante o processo de fabricação deste volume, caso encontre algo, por favor, entre em contato conosco, pelo nosso e-mail, [email protected]. Alertamos aos candidatos que para ingressar na carreira pública é necessário dedicação, portanto a NOVA APOSTILA auxilia no estudo, mas não garante a sua aprovação. Como também não temos vínculos com a organizadora dos concursos, de forma que inscrições, data de provas, lista de aprovados entre outros independe de nossa equipe. Havendo a retificação no edital, por favor, entre em contato pelo nosso e-mail, pois a apostila é elaborada com base no primeiro edital do concurso, teremos o COMPROMISSO de enviar gratuitamente a retificação APENAS por e-mail e também disponibilizaremos em nosso site, www.novaapostila.com.br, na opção ERRATAS. Lembramos que nosso maior objetivo é auxiliá-los, portanto nossa equipe está igualmente à disposição para quaisquer dúvidas ou esclarecimentos.

CONTATO COM A EDITORA:

[email protected]

/NOVAConcursosOficial

NovaApostila

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@novaconcurso

Atenciosamente, NOVA CONCURSOS Grupo Nova Concursos novaconcursos.com.br

Tempos Verbais Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. Veja:

  1. Tempos do Indicativo
  • Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: Eu estudo neste colégio.
  • Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
  • Pretérito Perfeito (simples ) - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. Por exem- plo: Tenho estudado muito para os exames.
  • Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples)
  • Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Por exemplo: Ele estudará as lições amanhã.
  • Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, os alunos já terão terminado o teste.
  • Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
  • Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato passado. Por exem- plo: Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria viajado nas férias.
  1. Tempos do Subjuntivo
  • Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
  • Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que ele vencesse o jogo. Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
  • Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha estudado bastante, não passou no teste.
  • Futuro do Presente (simples ) - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: Quando ele vier à loja, levará as encomendas. obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja, levará as encomendas.
  • Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior ao momento atual mas já terminado antes de outro fato futuro. Por exem- plo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o visitaremos. Imperativo Afirmativo Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo Eu canto --- Que eu cante Tu cantas CantA tu Que tu cantes Ele canta Cante você Que ele cante Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Vós cantais CantAI vós Que vós canteis Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem Imperativo Negativo Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo. Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo Que eu cante --- Que tu cantes Não cantes tu Que ele cante Não cante você Que nós cantemos Não cantemos nós Que vós canteis Não canteis vós Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

  • No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (sin- gular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido ou con- selho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
  • O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

CORRELAÇÃO VERBAL

Damos o nome de correlação verbal à coerência que, em uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja articulação temporal entre os verbos, que eles se correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica. Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si. Vejamos este exemplo: Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a lição. No caso, o verbo dormir está no pretérito imperfeito do sub- juntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo o verbo apren- der deve estar, de maneira a garantir que o período tenha lógica? Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito (aprende- ria), um tempo que expressa, dentre outras ideias, uma afirmação condicionada (que depende de algo), quando esta se refere a fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está correto, já que a ideia transmitida por dor- misse é exatamente a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não temos certeza se ocorrerá. Para tornar mais clara a questão, vejamos o mesmo exemplo, mas sem correlação verbal: Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a lição. Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas aprender está conjugado no futuro do presente, um tempo verbal que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou prováveis. Ora, nesse caso não podemos dizer que jamais aprenderemos a lição, pois o ato de aprender está condicionado não a uma certe- za, mas apenas à hipótese (transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir. Correlações verbais corretas A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais são con- cordantes: presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo que você faça o dever. pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito do sub- juntivo: Exigi que ele fizesse o dever. presente do indicativo + pretérito perfeito composto do sub- juntivo: Espero que ele tenha feito o dever. pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito com- posto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o dever. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito do in- dicativo: Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo: Se você tivesse feito o dever, eu teria lido suas respostas. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Quando você fizer o dever, dormirei. futuro do subjuntivo + futuro do presente composto do indi- cativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido.

CONCORDÂNCIA VERBAL

Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos re- ferindo à relação de dependência estabelecida entre um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes principais desse processo são representados pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado. Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do singu- lar, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados. Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. Con- tudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: Casos referentes a sujeito simples

  1. Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
  2. Nos casos referentes a sujeito representado por substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
  1. Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do mundo.
  2. Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá permane- cer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de meu esforço.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

A colocação pronominal é a posição que os pronomes pes- soais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na ora- ção em relação ao verbo:

  1. próclise: pronome antes do verbo
  2. ênclise: pronome depois do verbo
  3. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
  • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Não se trata de nenhuma novidade.
  • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. Naquele dia me falaram que a professora não veio.
  • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
  • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
  • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
  • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar.
  • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. Ênclise A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A ênclise vai acontecer quando:
  • O verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Sigam-me e não terão derrotas.
  • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. Chamaram-me para ser sócio.
  • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição “a”: Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
  • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocupa- da. Despediu-se, beijando-me a face.
  • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante. Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futu- ro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se realizará) Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma proposta a você)

INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO

TEXTUAL

É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constan- te em provas relacionadas a concursos públicos. Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no mo- mento de responder às questões relacionadas a textos. Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir intera- ção comunicativa (capacidade de codificar e decodificar ). Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estrutu- ração do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o

nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente da- quele inicial. Intertexto - comumente, os textos apresentam referências di- retas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma inter- pretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:

  1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).
  2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto.
  3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.
  4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo.
  5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. Condições básicas para interpretar Fazem-se necessários: a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros literá- rios, estrutura do texto), leitura e prática; b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; Observação – na semântica (significado das palavras) in- cluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sino- nímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. c) Capacidade de observação e de síntese e d) Capacidade de raciocínio. Interpretar X compreender Interpretar significa
  • explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
  • Através do texto, infere-se que...
  • É possível deduzir que...
  • O autor permite concluir que...
  • Qual é a intenção do autor ao afirmar que... Compreender significa
  • intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está es- crito.
  • o texto diz que...
  • é sugerido pelo autor que...
  • de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
  • o narrador afirma... Erros de interpretação É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de er- ros de interpretação. Os mais frequentes são: a) Extrapolação (viagem) Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. b) Redução É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um as- pecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desen- volvido. c) Contradição Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente, er- rando a questão. Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor diz e nada mais. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacio- nam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito. OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sen- do, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas de- pende das condições da frase. qual (neutro) idem ao anterior. quem (pessoa) cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o objeto possuído. como (modo) onde (lugar) quando (tempo) quanto (montante) Exemplo: Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria apa- recer o demonstrativo O ).

Por quê No final de frases Eles estão revoltados por quê? Ele não veio não sei por quê. Porque Em frases afirmativas e em respostas Não fui à festa porque choveu. Porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

- Função referencial ou denotativa : transmite uma informação objetiva, expõe dados da realidade de modo objetivo, não faz comen- tários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta. Em alguns textos é mais predominante essa função, como nos científicos, jornalísticos, técnicos, didáticos ou em correspondências comerciais. - Função emotiva ou expressiva : o objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de excla- mação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico. - Função conativa ou apelativa: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade. - Função metalinguística : Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo: “Pegue um jornal Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo.” Este trecho da poesia, intitulada “Para fazer um poema dadaísta” utiliza o código (poema) para explicar o próprio ato de fazer um poema. - Função fática : O objetivo dessa função é estabelecer uma relação com o emissor, um contato para verificar se a mensagem está sendo transmitida ou para dilatar a conversa. Quando estamos em um diálogo, por exemplo, e dizemos ao nosso receptor “Está entendendo?”, estamos utilizando este tipo de função; ou quando atendemos o celular e dizemos “Oi” ou “Alô”. - Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música. Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/ Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia a dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.

CONJUNÇÃO

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as amigui- nhas. Deste exemplo podem ser retiradas três informações: 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as ami- guinhas Cada informação está estruturada em torno de um verbo: se- gurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas. A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a ter- ceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Observe: Gosto de natação e de futebol. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está ligando termos de uma mesma oração. Morfossintaxe da Conjunção As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem pro- priamente uma função sintática: são conectivos. Classificação

  • **Conjunções Coordenativas
  • Conjunções Subordinativas** Conjunções coordenativas Dividem-se em:
  • ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gosto de cantar e de dançar. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, não só...como também.
  • ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposi- ção, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, to- davia, no entanto, entretanto.
  • ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer... quer, já...já.
  • CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar. Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (de- pois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
  • EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Conjunções subordinativas
  • CAUSAIS Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
  • COMPARATIVAS Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que. Ela fala mais que um papagaio.
  • CONCESSIVAS Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mes- mo que, apesar de, se bem que. Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada) Apesar de ter chovido fui ao cinema.
  • CONFORMATIVAS Principais conjunções conformativas: como, segundo, confor- me, consoante Cada um colhe conforme semeia. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
  • CONSECUTIVAS Expressam uma ideia de consequência. Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”). Falou tanto que ficou rouco.
  • FINAIS Expressam ideia de finalidade, objetivo. Todos trabalham para que possam sobreviver. Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),
  • PROPORCIONAIS Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
  • TEMPORAIS Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que. Quando eu sair, vou passar na locadora. Diferença entre orações causais e explicativas Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma explicativa. Veja os exemplos:

4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo: à tarde às ocultas às pressas à medida que à noite às claras às escondidas à força à vontade à beça à escuta às avessas à revelia à exceção de à imitação de à esquerda às vezes à direita à procura à deriva à toa à luz à sombra de à frente de às ordens à beira de à proporção que à semelhança de Crase diante de Nomes de Lugar Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo: Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] França.) Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.) *- Minha dica : use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. Vou à praia. = Volto da praia.

  • ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja: Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Irei à Salvador de Jorge Amado. Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: Refiro-me a + aquele atentado. Preposição Pronome Refiro-me àquele atentado. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: Aluguei aquela casa. O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja outros exemplos: Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. Quero agradecer àqueles que me socorreram. Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. Não obedecerei àquele sujeito. Assisti àquele filme três vezes. Espero aquele rapaz. Fiz aquilo que você disse. Comprei aquela caneta. Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes exigir a pre- posição “a”, haverá crase. É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do termo regido feminino por um termo regido masculino. Por exemplo: A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.

Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. Veja outros exemplos: São normas às quais todos os alunos devem obedecer. Esta foi a conclusão à qual ele chegou. Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam res- ponder nenhuma das questões. A sessão à qual assisti estava vazia. Crase com o Pronome Demonstrativo “a” A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” tam- bém pode ser detectada através da substituição do termo regente feminino por um termo regido masculino. Veja: Minha revolta é ligada à do meu país. Meu luto é ligado ao do meu país. As orações são semelhantes às de antes. Os exemplos são semelhantes aos de antes. Suas perguntas são superiores às dele. Seus argumentos são superiores aos dele. Sua blusa é idêntica à de minha colega. Seu casaco é idêntico ao de minha colega. A Palavra Distância Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a cra- se deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância de 100km daqui. (A palavra está determinada) Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A pala- vra está especificada.) Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não pode ocorrer. Por exemplo: Os militares ficaram a distância. Gostava de fotografar a distância. Ensinou a distância. Dizem que aquele médico cura a distância. Reconheci o menino a distância. Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja: Gostava de fotografar à distância. Ensinou à distância. Dizem que aquele médico cura à distância. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 1-) diante de nomes próprios femininos: Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes pró- prios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo femi- nino diante de nomes próprios femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas: Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto. Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto. 2-) diante de pronome possessivo feminino: Observação: é facultativo o uso da crase diante de pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando por você. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está esperando por você. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas: Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. 3-) depois da preposição até: Fui até a praia. ou Fui até à praia. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A palestra vai até às cinco horas da tarde.

ATIVIDADES

1-) (Vestibulinho ETEC 2012) Juliana, seu namorado Ricardo e mais alguns amigos do curso de gastronomia que ela frequenta alugaram uma casa de praia para passar as férias de verão. Durante o café da manhã, enquanto todos estavam sentados _________ mesa, Juliana percebeu que Ricardo não se servia dos diversos tipos de queijo que ela havia levado. ─ Escolhi com muito capricho esses queijos, você não os expe- rimenta _________? ─ _________, infelizmente, tenho intolerância à lactose, por- tanto devo evitar alguns alimentos. ─ Sorte sua não ser um apaixonado por gastronomia! (http://office2007.microsoft.com Acesso em: 28.10.2011.) Assinale a alternativa cujas palavras completam, correta e res- pectivamente, o texto a seguir. (A) à ... por quê ... Porque (B) à ... por que ... Por que (C) à ... porque ... Por que (D) na ... por quê ... Porque (E) na ... por que ... Porque (Vestibulinho ETEC 2012) Considere o texto para responder às questões de números 02 a 05. A melhor e a pior comida do mundo Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabe- doria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: ─ Toma, Esopo, aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mer- cado, compra lá o que houver de melhor para um banquete. A me- lhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levan- tou o paninho e ficou surpreso. ─ Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a lín- gua como a melhor comida do mundo?

Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vi- trina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante ho- ras, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo. Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carrega- mento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas! Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastro- nômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana. Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que es- creveu Ode^2 à cebola, eu escreveria uma Ode à banana. E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisíaca. (BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna,

  1. Adaptado) 1 cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crôni- ca foi escrita 2 ode: poema de exaltação, de elogio 6-) Pelas informações presentes no texto, é correto afirmar que (A) o pai, quando levava aquela única banana para casa, ime- diatamente a descascava e a dividia entre os filhos para que eles pudessem saborear aquela iguaria. (B) a autora compreendeu as reclamações das mulheres que estavam na quitanda e por isso pagou contrariada pelo cacho de bananas que havia escolhido. (C) a banana era novidade e raridade em Riga, cidade onde morava a escritora, porque o Brasil não exportava essa fruta para outros países. (D) o primeiro contato com o Brasil está associado, para a escritora, à fartura com que ela pôde degustar as bananas que tanto apreciava. (E) os pesquisadores optaram por uma nomenclatura inusitada para a banana porque são indivíduos racionais e pragmáticos. 7-) Para justificar que não é a única pessoa a ter enorme apreço pelas bananas, a autora (A) faz alusão aos cientistas que escolheram um nome poético para essa fruta. (B) relembra a infância sofrida e cheia de privações vivida nas praias do Báltico. (C) propõe-se a escrever uma ode à banana, baseando-se no poema de Pablo Neruda. (D) compara a fruta a joias valiosas, pois ambas são expostas em vitrinas de lojas famosas. (E) discorda do comentário das donas de casa e afirma que o preço dos alimentos é razoável. 8-) No 3º parágrafo, ao se referir à mais brasileira das fru- tas, a escritora faz uma (A) descrição impessoal, que extrapola o conceito habitual que se tem da banana. (B) descrição subjetiva da fruta, consequência de recorda- ções significativas para a narradora. (C) narração impessoal, que confere à banana característi- cas que lhe são inerentes. (D) narração subjetiva, em que a apreensão dos aspectos da fruta está desvinculada dos órgãos dos sentidos. (E) dissertação expositiva, em que analisa a infância nos países nórdicos em oposição à infância nos Trópicos. 9-) Leia as frases reescritas a partir do texto e assinale a alternativa em que o verbo em destaque está corretamente em- pregado de acordo com a gramática normativa. (A) A escritora relata que se mantêm fiel ao seu primeiro amor brasileiro. (B) As porções de banana era saboreadas prazerosamente pelas crianças. (C) Em Riga, havia mercearias finas que exibiam bananas e outras frutas na vitrina. (D) Necessitavam -se de trinta e seis cruzeiros para se com- prar uma dúzia de bananas. (E) Estavam visível, nas docas do porto de Santos, um enorme carregamento de bananas. 10-) (adaptada) Imagine que, após se hospedarem em uma pousada no Pantanal, pai e filho vencedores do concurso rece - bem as seguintes orientações: -De acordo com a gramática normativa, o texto deve ser preenchido, respectivamente, por (A) estejam ... meia ... levá-los. (B) estejam ... meio ... levá-los. (C) estejam ... meio ... levar-lhes. (D) estejem ... meia ... levá-los. (E) estejem ... meio ... levar-lhes.

GABARITO

1 A 2- D 3- E 4- C 5- B

6- D 7- A 8- B 9- C 10- A

COMENTÁRIOS

1-) (A)

Juliana, seu namorado Ricardo e mais alguns amigos do cur- so de gastronomia que ela frequenta alugaram uma casa de praia para passar as férias de verão. Durante o café da manhã, enquanto todos estavam sentados ____À_____ mesa, Juliana percebeu que Ricardo não se servia dos diversos tipos de queijo que ela havia levado. ─ Escolhi com muito capricho esses queijos, você não os ex- perimenta __POR QUÊ_______? ─ ___PORQUE_____, infelizmente, tenho intolerância à lac- tose, portanto devo evitar alguns alimentos. ─ Sorte sua não ser um apaixonado por gastronomia!

  • Sentar-se NA mesa significaria sobre a mesa, o que não é o que fazemos!
  • use minha dica: quando o “que” ficar próximo ao ponto de interrogação, proteja a “cabeça” dele com o acento circunflexo! Seja com o “por quê” ou “o quê”. Você fez isso? Por quê? Você fez o quê? - em explicações, usa-se o “porque” junto e sem acentuação. 2-) (D) Utilizando a própria fala de Esopo, ao final do texto: “ Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!” 3-) (E) O escravo, cabisbaixo, explicou sua escolha. Esopo encarou o mercador e respondeu. Cabisbaixo – em sinal de respeito, obediência ao patrão Encarou – sabia o porquê de suas escolhas 4-) (C) Metalinguagem é o ato de dar uma explicação, seja ela qual for. Esta é a função metalinguística da linguagem - usar a lingua- gem para explicitar algo. 5-) (B) (A) Em ─ O que há de melhor do que a língua, senhor? ─ vocativo (C) Em ─ Com a língua (...) se reza, se explica, se canta ... ─ o pronome em destaque é apassivador (D) A elocução diz respeito ao modo de expressão, à forma de enunciação. Assim, os verbos de elocução são aqueles que intro- duzem ou anunciam a fala. São exemplos falar, perguntar, afirmar, responder, indagar, replicar, argumentar, pedir, implorar, comen- tar, exclamar. Usam-se num texto para apresentar o discurso di- reto.) (E) Em ─ ... e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria. ─ a conjunção em destaque expressa a ideia de expli- cação. 6-) (D) Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carrega- mento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
7-) (A)

E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasi- leira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas(...) 8-) (B) O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvel- mente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim(...) 9-) (C) A) A escritora relata que se mantém fiel ao seu primeiro amor brasileiro. (B) As porções de banana eram saboreadas prazerosamente pelas crianças. (D) Necessitava -se de trinta e seis cruzeiros para se comprar uma dúzia de bananas. (E) Estava visível, nas docas do porto de Santos, um enorme carregamento de bananas. 10-) (A) Por favor, estejam ... meio-dia e meia (hora) ... para levá-los...

  • Não existe “estejem”, “sejem”.
  • às dez e meia (DEZ HORAS + MEIA HORA), às onze e meia, meia-noite e meia, meio-dia e meiA.
  • levar é verbo transitivo direto = levar quem? Levar “eles”, levá-los. “Lhes” é utilizado para objetos indiretos.