Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Apostila Funções de Uma Variável Complexa, Notas de estudo de Física

Apostila de FVC do prof. Sérgio Zani

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/09/2008

lucy-camargo-1
lucy-camargo-1 🇧🇷

2 documentos

1 / 145

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Fun¸oes de Uma Vari´avel Complexa
ergio L. Zani
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Apostila Funções de Uma Variável Complexa e outras Notas de estudo em PDF para Física, somente na Docsity!

Fun¸c˜oes de Uma Vari´avel Complexa

S´ergio L. Zani

  • 1 Introdu¸c˜ao
  • 2 Os n´umeros complexos
  • 3 Representa¸c˜ao vetorial de um n´umero complexo
  • 4 Forma polar de um n´umero complexo
  • 5 Ra´ızes de n´umeros complexos
  • 6 Alguns subconjuntos do plano complexo
  • 7 Algumas fun¸c˜oes elementares
  • 8 Limite e continuidade
  • 9 Deriva¸c˜ao e as equa¸c˜oes de Cauchy-Riemann
  • 10 Fun¸c˜oes anal´ıticas
  • 11 Fun¸c˜oes multivalentes
    • 11.1 Raiz n−´esima
    • 11.2 Logaritmo
    • 11.3 Potˆencia
  • 12 Curvas no plano complexo
  • 13 Integra¸c˜ao
  • 14 O Teorema de Cauchy-Goursat
    • 14.1 Independˆencia do Caminho
  • 15 Primitiva
  • 16 A f´ormula de Cauchy
  • 17 Fun¸c˜oes Harmˆonicas
  • 18 Seq¨uˆencias e S´eries
  • 19 S´eries de Potˆencias
    • 19.1 S´erie de Taylor
    • 19.2 Zeros de fun¸c˜ao anal´ıtica
  • 20 S´eries de Laurent
  • 21 Singularidades
    • 21.1 Singularidades e S´erie de Laurent
  • 22 O Teorema do Res´ıduo e Aplica¸c˜oes
    • 22.1 Integrais Impr´oprias Reais
    • 22.2 Outros Tipos de Integrais

Cap´ıtulo 1

Introdu¸c˜ao

Por que precisamos dos n´umeros complexos?

Antes de responder a esta quest˜ao vamos dar uma olhada porque j´a precisamos estender o

conceito de n´umeros para podermos resolver algumas equa¸c˜oes alg´ebricas simples. Primeira-

mente, assumiremos os naturais, N = { 1 , 2 ,... }, como o conceito primordial de n´umero. Nos

n´umeros naturais est˜ao definidas duas opera¸c˜oes: a adi¸c˜ao (+) e a multiplica¸c˜ao (· ou ×).

Tamb´em existe uma ordem natural nestes n´umeros (<). Considere o seguinte

Problema 1 Encontre um n´umero natural que somado a 2 resulta em 1.

Se n for este tal n´umero natural, dever´a satisfazer

n + 2 = 1. (1.1)

Como o lado esquerdo da equa¸c˜ao 1.1 ´e sempre maior do que 2 1 < 2 vemos que n˜ao existe

solu¸c˜ao para este problema dentro dos n´umeros naturais. Assim, primeira extens˜ao do conceito

de n´umero se faz necess´aria. Da´ı surgem os n´umeros inteiros

Z = {... , − 2 , − 1 , 0 , 1 , 2 ,... }

que ampliam o conceito dos n´umeros naturais e preservam as opera¸c˜oes e a ordem que j´a

existiam anteriormente. O elemento 0 ´e tal que 0 + m = m para todo M ∈ N e, dado n ∈ N,

−n denota o inteiro que satisfaz (−n) + n = 0. Note que problema 1 tem solu¸c˜ao em Z.

Vejamos o seguinte

Problema 2 Encontre um n´umero inteiro cujo dobro seja a unidade.

Se n fosse um inteiro que solucionasse este problema dever´ıamos ter

2 n = 1. (1.2)

Por´em, o lado esquerdo de 1.2 ´e par, enquanto que o n´umero um ´e ´ımpar. Ou seja, n˜ao existe

solu¸c˜ao para o problema 2 dentro dos n´umeros inteiros. A solu¸c˜ao ´e ampliar mais uma vez

o conceito de n´umeros estendendo-o para o conjunto dos n´umeros racionais. Aqui a extens˜ao

possui supremo, isto ´e, existe um n´umero real c tal que x ≤ c para todo x ∈ X e se d ∈ R

satisfizer esta mesma propriedade ent˜ao c ≤ d. Note que o conjunto X = {x ∈ R; x > 0 , x

2

´e n˜ao vazio, pois 1 ∈ X, e ´e limitado superiormente por 2, por exemplo. Desta maneira, X possui

supremo em R. Pode-se provar que o supremo de X, digamos c, satisfaz c

2

= 2, resolvendo-se,

assim, o problema 3 em R.

Considere o

Problema 4 Encontre um n´umero cujo quadrado seja igual a − 1.

Se x ∈ R ´e solu¸c˜ao deste problema ent˜ao ter´ıamos x

2

= − 1. Isto ´e imposs´ıvel, visto que como

x 6 = 0 ent˜ao ter´ıamos x > 0 ou −x > 0 e assim,

x

2

= x · x = (−x) · (−x) > 0 ,

uma contradi¸c˜ao.

Antes de continuarmos, talvez seja natural tentar explicar porque se deveria resolver um

problema como 4. Uma motiva¸c˜ao para isto pode ser dada pela equa¸c˜ao diferencial que descreve

o movimento do pˆendulo:

y

′′

  • y = 0. (1.5)

Note que as fun¸c˜oes e

x

e e

−x

, x ∈ R satisfazem y

′′

− y = 0 e, portanto, ´e natural procuramos

solu¸c˜ao de 1.5 da forma y(x) = e

λx

. Somos levados a

2

  • 1)e

λx

= 0, x ∈ R,

ou seja, o quadrado de λ deve ser igual a − 1.

  1. Associatividade: Por um lado, temos

(x 1

, y 1

) · (x 2

, y 2

) = (x 1

x 2

− y 1

y 2

, x 1

y 2

  • x 2

y 1

Por outro lado,

(x

2

, y

2

) · (x

1

, y

1

) = (x

2

x

1

− y

2

y

1

, x

2

y

1

  • x

1

y

2

Comparando as express˜oes acima obtemos o que quer´ıamos mostrar.

  1. Elemento Neutro: Temos

(1, 0) · (x, y) = (1x − 0 y, 1 y + 0x) = (x, y).

  1. Inverso Multiplicativo: Se (x, y) 6 = (0, 0) ent˜ao podemos definir

(u, v) =

x

x

2

  • y

2

y

x

2

  • y

2

e obtemos

(x, y) · (u, v) = (x, y) ·

x

x

2

  • y

2

y

x

2

  • y

2

x

2

x

2

  • y

2

−y

2

x

2

  • y

2

−xy

x

2

  • y

2

xy

x

2

  • y

2

Exerc´ıcio 1 Mostre que se (x, y) 6 = (0, 0) ent˜ao o inverso multiplicativo de (x, y) ´e ´unico.

Se n ∈ N e z ∈ C definimos z

n

= z

n− 1

· z, n ≥ 2 , z

1

= z. O inverso multiplicativo de um

n´umero complexo z n˜ao nulo ser´a denotado por z

− 1

e se m ´e um inteiro negativo, definimos

z

m

= (z

− 1

−m

. Se z

1

, z

2

∈ C, e z

2

= 0, definimos

z

1

z

2

= z

1

z

− 1

2

As opera¸c˜oes de multiplica¸c˜ao e adi¸c˜ao se relacionam atrav´es da distributividade como pode

ser visto na seguinte

Proposi¸c˜ao 2 Para quaisquer pares (x 1

, y

1

), (x

2

, y

2

), (x

3

, y

3

) ∈ C tem-se

((x

1

, y

1

) + (x

2

, y

2

)) · (x

3

, y

3

) = (x

1

, y

1

) · (x

3

, y

3

) + (x

2

, y

2

) · (x

3

, y

3

Prova: Por um lado, temos

((x

1

, y

1

) + (x

2

, y

2

)) · (x

3

, y

3

) = (x

1

  • x

2

, y

1

  • y

2

) · (x

3

, y

3

= (x

1

x

3

  • x

2

x

3

− y

1

y

3

− y

2

y

3

, x

1

y

3

  • x

2

y

3

  • x

3

y

1

  • x

3

y

2

Por outro,

(x

1

, y

1

) · (x

3

, y

3

) + (x

2

, y

2

) · (x

3

, y

3

= (x

1

x

3

− y

1

y

3

, x

1

y

3

  • x

3

y

1

) + (x

2

x

3

− y

2

y

3

, x

2

y

3

  • x

3

y

2

= (x

1

x

3

  • x

2

x

3

− y

1

y

3

− y

2

y

3

, x

1

y

3

  • x

2

y

3

  • x

3

y

1

  • x

3

y

2

Comparando as express˜oes acima obtemos o que quer´ıamos mostrar.

Defini¸c˜ao 1 O conjunto C munido das opera¸c˜oes de adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao definidas acima ´e

chamado de corpo dos n´umeros complexos.

Vale a pena observar que as seguintes propriedades

  1. (x, 0) + (y, 0) = (x + y, 0), ∀ x, y ∈ R
  2. (x, 0) · (y, 0) = (xy, 0), ∀ x, y ∈ R

dizem que o subconjunto dos n´umeros complexos dado por R = {(x, 0); x ∈ R} ´e preservado

pela adi¸c˜ao e multiplica¸c˜ao. Desta forma, ´e natural identificarmos R com o conjunto dos

n´umeros reais. Em outras palavras: podemos assumir que o conjunto dos n´umeros reais ´e um

subconjunto dos n´umeros complexos.

Como j´a observamos, C ´e um espa¸co vetorial sobre R com respeito `a adi¸c˜ao e a multiplica¸c˜ao

por escalares reais. Al´em do mais, por seus elementos serem pares ordenados, C ´e um espa¸co

vetorial bidimensional sobre R. Desta forma, como (1, 0) e (0, 1) formam uma base, todo par

z = (x, y) ∈ C se escreve de maneira ´unica como

z = x(1, 0) + y(0, 1).

J´a vimos que (1, 0) ´e o elemento neutro da multiplica¸c˜ao e como (1, 0) ∈ R, vamos denot´a-lo

tamb´em por 1.

Vejamos o comportamento de (0, 1). Temos

ou seja,

2

Assim, o n´umero complexo (0, 1) possui quadrado rec´ıproco aditivo do elemento neutro da

adi¸c˜ao. Usaremos a nota¸c˜ao i = (0, 1), obtendo

i

2

Com isto, todo elemento z = (x, y) ∈ C pode ser escrito de modo ´unico como z = x1 + yi, ou

ainda z = x + yi. Tamb´em escreveremos z = x + iy.

Dado z = x + iy, x, y ∈ R, o n´umero x ´e chamado de parte real do n´umero complexo z

e ´e denotado por <z. O n´umero y ´e chamado de parte imagin´aria do n´umero complexo z e ´e

denotado por =z. Temos z = 0 se e somente se <z = =z = 0.

Com esta nova nota¸c˜ao, as opera¸c˜oes em C podem ser escritas da seguinte forma

Cap´ıtulo 3

Representa¸c˜ao vetorial de um n´umero

complexo

J´a vimos que um n´umero complexo z = x+iy, x, y ∈ R ´e uma representa¸c˜ao de um par ordenado

(x, y). Assim, podemos represent´a-lo num plano cartesiano xOy, identificando o eixo x com os

n´umeros reais (os m´ultiplos de 1 = (1, 0)). O eixo y representa os m´ultiplos de i = (0, 1) e ser´a

denominado de eixo imagin´ario.

6

3

y

x

i

O 1

Com esta vis˜ao geom´etrica dos n´umeros complexos, definimos o m´odulo de z = x+iy, x, y ∈

R, como |z| =

x

2

  • y

2

. A partir da´ı, definimos a distˆancia entre dois n´umeros complexos z

1

e z 2

como |z

1

− z

2

E imediato que valem as desigualdades <z ≤ |<z| ≤ |z| e =z ≤ |=z| ≤ |z|.

O conjugado de z = x + iy, x, y ∈ R, ´e definido como z = x − iy. Geometricamente, z ´e a

reflex˜ao do vetor que representa z com rela¸c˜ao ao eixo real.

Note que valem as seguintes propriedades elementares

Proposi¸c˜ao 3 Para todo z, z 1

, z

2

∈ C temos

  1. |z| = |z|
  2. z + z = 2<z
  3. z − z = 2i=z
  4. z = z
  5. z = z ⇐⇒ z ∈ R
  6. z 1
  • z 2

= z 1

  • z 2
  1. λz = λz se λ ∈ R.

Exerc´ıcio 2 Prove as propriedades acima.

6

3

y

x

i

O 1

z

s

Tamb´em temos

Proposi¸c˜ao 4 Para todo z, z 1

, z

2

∈ C temos

  1. |z|

2

= zz

  1. z

1

z

2

= z

1

z

2

  1. |z

1

z

2

| = |z

1

||z

2

Exemplo 3 Determine todos os valores a ∈ R para que

a + i

1 + ai

seja real.

Temos

a + i

1 + ai

a + i

1 + ai

1 − ai

1 − ai

a − a

2

i + i + a

1 + a

2

2 a

1 + a

2

  • i

1 − a

2

1 + a

2

Assim,

a + i

1 + ai

= 0 ⇐⇒ a

2

= 1 ⇐⇒ a = 1 ou a = − 1.

Exemplo 4 Dados θ ∈ R e z = cos θ + i sen θ, encontre |z|.

Temos

|z|

2

= zz = (cos θ + i sen θ)(cos θ − i sen θ) = cos

2

θ + sen

2

θ = 1.

Logo, | cos θ + i sen θ| = 1. §

Exemplo 5 Resolva a equa¸c˜ao iz + 2z + 1 − i = 0.

Colocando x = <z e y = =z, vemos que z satisfaz a equa¸c˜ao acima se e somente se

i(x + iy) + 2(x − iy) = −1 + i ⇐⇒ 2 x − y + i(x − 2 y) = −1 + i

2 x − y = − 1

x − 2 y = 1

⇐⇒ x = y = − 1.

Exemplo 6 Determine todos os n´umeros complexos cujo quadrado seja igual ao conjugado.

Um n´umero complexo z = x + iy, x, y ∈ R ´e solu¸c˜ao deste problema se e somente se

z

2

= z ⇐⇒ (x + iy)

2

= x − iy ⇐⇒ x

2

− y

2

  • 2xyi = x − iy

x

2

− y

2

= x

2 xy = −y ⇔ y = 0 ou x = − 1 / 2

Se y = 0 a primeira equa¸c˜ao acima ´e equivalente a x

2

= x cujas solu¸c˜oes s˜ao x = 0 ou x = 1.

Se x = − 1 /2 a primeira equa¸c˜ao acima ´e equivalente a y

2

= 3/4 cujas solu¸c˜oes s˜ao y =

3 /2 ou y =

Assim, o conjunto das solu¸c˜oes do problema ´e dado por

1 + i

1 − i

Cap´ıtulo 4

Forma polar de um n´umero complexo

Dado um n´umero complexo z 6 = 0, podemos represent´a-lo em coordenadas polares como

z = r cos θ + ir sen θ = r(cos θ + i sen θ), (4.1)

onde r = |z| e θ ´e o ˆangulo que o vetor representado por z faz com o eixo real medido no sentido

anti-hor´ario em radianos. Devido `a periodicidade das fun¸c˜oes seno e cosseno, ´e evidente que a

equa¸c˜ao 4.1 continua v´alida se substituirmos θ por θ + 2kπ, k ∈ Z. Um ˆangulo θ que satisfaz

4.1 ´e chamado de argumento do n´umero complexo z e ´e denotado por arg z. Enfatizamos que

existem infinitos argumentos para um mesmo n´umero complexo. Por´em, dado um intervalo de

n´umeros reais da forma I = [θ 0

, θ

o

  • 2π), existe apenas um argumento em I para cada z 6 = 0.

6

θ

z

r

i

x

y

Colocando z = x + iy 6 = 0, x, y ∈ R, vemos que r =

x

2

  • y

2

. Vejamos como se comporta

o arg z ∈ [0, 2 π). Se z for um n´umero real ent˜ao arg z = 0 se 0 e arg z = π se <z < 0. Se

z ´e um n´umero imagin´ario puro ent˜ao arg z =

π

2

se =z > 0 e arg z =

3 π

2

se =z < 0. Finalmente,

se <z 6 = 0 e =z 6 = 0 ent˜ao θ = arg z fica determinado pela equa¸c˜ao

tan θ =

=z

<z

e pelo quadrante onde se encontra o vetor que representa z.

Observa¸c˜ao 1 Dois n´umeros complexos coincidem se e somente se tˆem o mesmo m´odulo e

seus argumentos diferem por um m´ultiplo inteiro de 2 π.

A representa¸c˜ao 4.1 continua v´alida quando z = 0, tomando r = 0 e θ ∈ R arbitr´ario.

Prova: Basta notar que

z 1

z 2

= [r 1

(cos θ 1

  • i sen θ 1

)][r 2

(cos θ 2

  • i sen θ 2

)]

= r

1

r

2

(cos θ

1

cos θ

2

− sen θ

1

sen θ

2

  • i(cos θ

1

sen θ

2

  • cos θ

2

sen θ

1

= r 1

r 2

(cos(θ 1

  • θ 2

) + i sen(θ 1

  • θ 2

Corol´ario 1 Se r j

e θ

j

representam o m´odulo e um argumento, respectivamente, de z

j

∈ C,

para j = 1, 2 , z 2

= 0, ent˜ao r

1

/r

2

e θ

1

− θ

2

representam o m´odulo e um argumento de z

1

/z

2

Prova: Temos

z

1

z

2

z

1

z

2

|z

2

2

r

2

2

r 1

r 2

(cos(θ 1

− θ 2

) + i sen(θ 1

− θ 2

r

1

r 2

(cos(θ

1

− θ

2

) + i sen(θ

1

− θ

2

Observa¸c˜ao 2 Seja z o

= cos θ

o

  • i sen θ

o

, θ

o

  1. Dado z ∈ C, temos que z

o

z ´e a rota¸c˜ao do

vetor que representa z pelo ˆangulo θ o

no sentido anti-hor´ario. Se θ

o

< 0 a rota¸c˜ao ´e no sentido

oposto.

A observa¸c˜ao acima segue imediatamente da proposi¸c˜ao 6 e do corol´ario 1 notando-se que

|z o

A proposi¸c˜ao 6 se estende, por indu¸c˜ao finita, da seguinte maneira:

Proposi¸c˜ao 7 Se r j

e θ

j

representam o m´odulo e um argumento, respectivamente, de z

j

∈ C,

para j = 1,... , n ent˜ao r 1

· · · r

n

e θ

1

  • · · · + θ

n

representam o m´odulo e um argumento de

z 1

· · · z

n

Tomando z = z

1

= · · · = z

n

obtemos o seguinte

Corol´ario 2 Se r e θ representam o m´odulo e um argumento, respectivamente, de z ∈ C, ent˜ao

para todo n ∈ N temos

z

n

= r

n

(cos(nθ) + i sen(nθ)).

Al´em do mais, se z 6 = 0, a f´ormula acima ´e valida para todo n ∈ Z.

Corol´ario 3 (De Moivre) Para todo θ ∈ R e todo n ∈ Z temos

(cos θ + i sen θ)

n

= cos(nθ) + i sen(nθ).

Prova: Basta notar que | cos θ + i sen θ| = 1.

Exemplo 9 Mostre que

{i

n

; n ∈ Z} = {− 1 , 1 , −i, i}.

Como i = cos

π

2

  • i sen

π

2

, obtemos i

n

= cos

2

  • i sen

2

. Agora, se n ∈ Z, podemos escrever

n = 4k + r onde r ∈ { 0 , 1 , 2 , 3 } e ent˜ao

i

n

= cos

(4k + r)π

  • i sen

(4k + r)π

= cos

  • i sen

1 , se r = 0

i, se r = 1

− 1 , se r = 2

−i, se r = 3.