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apostila de português aprender sempre 3°ano do ensino médio
Tipologia: Exercícios
Compartilhado em 22/06/2021
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Não perca as partes importantes!





























































































LÍNGUA PORTUGUESA
Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar –sozinho, à noite– Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.
DIAS, G. Canção do Exílio. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2020
a. Qual é a condição apresentada pelo eu lírico neste poema?
b. No poema romântico, “Canção do Exílio”, o elemento espaço se apresenta como forma de oposição, que se estabelece entre duas nações, de um lado a pátria (Brasil) e de outro o exílio (Portugal). Em quais versos podemos identificar essa oposição? Isso representa qual figura de linguagem?.
c. Esteticamente, o Romantismo evidencia uma exaltação aos elementos nacionais, à natureza, ao país. No gênero textual apresentado nestas atividades, podemos perceber que a linguagem utilizada se distancia da erudita, culta, e aproxima-se da popular, da linguagem que retrata as condições e situações da época. Desse modo, quais são as características apresentadas no texto poético?
AULA 2 – NADA É POR ACASO!
Objetivos da aula:
Iracema 1
Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba. Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do Sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros. Serenai verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora; Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem. A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:
— Iracema!...
O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio. Nesse momento o lábio arranca d’alma um agro sorriso. Que deixara ele na terra do exílio? Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a Lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares [...].
b. Que figura de linguagem predomina em diversos trechos desse excerto, de modo a estabelecer relação entre a personagem Iracema e os aspectos da natureza?
3. Leia os trechos a seguir e responda às respectivas perguntas:
a. No fragmento “Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano”, o termo destacado faz referência a quê?
b. No trecho a seguir, retirado do excerto em estudo, há algumas referências a fatos e acontecimentos peculiares à época. Identifique-os e os descreva.
Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou: — Quebras comigo a flecha da paz? — Quem te ensinou guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?
— Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
AULAS 3 E 4 - LEIO, LOGO EXISTO!
Objetivos das aulas:
ada;
1. Leia o excerto do texto literário “A Escrava Isaura” de Bernardo Guimarães.
A Escrava Isaura Capítulo 1 Era nos primeiros anos do reinado do Sr. D. Pedro II. No fértil e opulento município de Campos de Goitacases, à margem do Paraíba, a pouca distância da vila de Campos, havia uma linda e magnífica fazenda. Era um edifício de harmoniosas proporções, vasto e luxuoso, situado em aprazível vargedo ao sopé de elevadas colinas cobertas de mata em parte devastada pelo machado do lavrador. Longe em derredor a natureza ostentava-se ainda em toda a sua primitiva e selvática rudeza; mas por perto, em torno da deliciosa vivenda, a mão do homem tinha convertido a bronca selva, que cobria o solo, em jardins e pomares deleitosos, em gramais e pingues pastagens, sombreadas aqui e acolá por gameleiras gigantescas, perobas, cedros e copaíbas, que atestavam o vigor da antiga floresta. Quase não se via aí muro, cerca, nem valado; jardim, horta, pomar, pastagens, e plantios circunvizinhos eram divididos por viçosas e verdejantes sebes de bambus, piteiras, espinheiros e gravatás, que davam ao todo o aspecto do mais aprazível e delicioso vergel. [...] A favor desse quase silêncio harmonioso da natureza ouvia-se distintamente o arpejo de um piano casando-se a uma voz de mulher, voz melodiosa, suave, apaixonada, e do timbre o mais puro e fresco que se pode imaginar. Posto que um tanto abafado, o canto tinha uma vibração sonora, ampla e volumosa, que revelava excelente e vigorosa organização vocal. O tom velado e melancólico da cantiga parecia gemido sufocado de uma alma solitária e sofredora. Era essa a única voz que quebrava o silêncio da vasta e tranqüila vivenda. Por fora tudo parecia escutá-la em místico e profundo recolhimento. Malvina aproximou-se de manso e sem ser pressentida para junto da cantora, colocando-se por detrás dela esperou que terminasse a última cópia.
coisa; por que é que você gosta tanto dessa cantiga tão triste, que você aprendeu não sei onde?...
cantiga, não a cantarei mais.
de senhores bárbaros e cruéis. Entretanto passas aqui uma vida que faria inveja a muita gente livre. Gozas da estima de teus senhores. Deram-te uma educação, como não tiveram muitas ricas e ilustres damas que eu conheço. És formosa, e tens uma cor linda, que ninguém dirá que gira em tuas veias uma só gota de sangue africano. [...] Mas, senhora, apesar de tudo isso, que sou eu mais do que uma simples escrava? Essa educação, que me deram, e essa beleza, que tanto me gabam, de que me servem?... são trastes de luxo colocados na senzala do africano. A senzala nem por isso deixa de ser o que é: uma senzala.
vantagens, que me atribuem, sei conhecer o meu lugar. GUIMARÃES, Bernardo. A Escrava Isaura. Domínio Público. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2020.
a. Com base nesse fragmento, podemos identificar quais situações referentes às relações humanas?
b. Retire desse excerto o fragmento que evidencia a angústia, a dor e o descontentamento da personagem Isaura em relação à sua condição de escrava.
AULA 5 – OUTRAS FACES
Objetivos da aula:
Senhora
Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor? Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira vez na sociedade. Não a conheciam; e logo buscaram todos com avidez informações acerca da grande novidade do dia. Dizia-se muita coisa que não repetirei agora, pois a seu tempo saberemos a verdade, sem os comentos malévolos de que usam vesti-la os noveleiros. Aurélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade. Mas essa parenta não
passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina. Guardando com a viúva as deferências devidas à idade, a moça não declinava um instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir suas ações como entendesse. Constava também que Aurélia tinha um tutor; mas essa entidade era desconhecida, a julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência em sua vontade, do que a velha parenta.
ALENCAR, José. Senhora. Domínio Público. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2020.
Para refletir: Após a leitura desse excerto, analise com o professor as peculiaridades desta obra e do valor estético literário, sendo esta precursora do Realismo no Brasil. A seguir, identifique aspectos da realidade, percebido no texto, de forma crítica e objetiva, os quais promovem o distanciamento dessa obra do movimento romântico.
2. Depois da análise e discussão acerca do texto, responda às perguntas a seguir:
a. Como a sociedade é descrita pelo autor?
b. Como a personagem Aurélia se coloca no papel de transgressora?
c. A condição feminina à época se apresenta do mesmo modo na atualidade?
— Não o faço calar, acudiu o frade, porque sei que de sua boca há de sair tudo com boa significação.
— Mas a Escritura... ia dizendo o mestre-de-campo João Barbosa.
— Deixemos em paz a Escritura, interrompeu o carmelita. Naturalmente, o Sr. Veloso conhece outros livros... [...]
— Seja o Tinhoso. Foi o Tinhoso que criou o mundo; mas Deus, que lhe leu no pensamento, deixou-lhe as mãos livres, cuidando somente de corrigir ou atenuar a obra, a fim de que ao próprio mal não ficasse a desesperança da salvação ou do benefício. E a ação divina mostrou-se logo porque, tendo o Tinhoso criado as trevas, Deus criou a luz, e assim se fez o primeiro dia. No segundo dia, em que foram criadas as águas, nasceram as tempestades e os furacões; mas as brisas da tarde baixaram do pensamento divino. No terceiro dia foi feita a terra, e brotaram dela os vegetais, mas só os vegetais sem fruto nem flor, os espinhosos, as ervas que matam como a cicuta; Deus, porém, criou as árvores frutíferas e os vegetais que nutrem ou encantam. E tendo o Tinhoso cavado abismos e cavernas na terra, Deus fez o sol, a lua e as estrelas; tal foi a obra do quarto dia. No quinto foram criados os animais da terra, da água e do ar. [...]
ASSIS, Machado. Várias Histórias. Adão e Eva. Domínio Público. Disponível em: http://www.biblio.com.br/. Acesso em: 20 ago. 2020
2. Após a leitura do texto, responda às questões a seguir:
a. Que elemento promove o conflito do conto Adão e Eva? Qual elemento caracteriza a intertextualidade no texto?
b. No trecho a seguir, “— Eu, senhora minha, toco viola, respondeu sorrindo; e não mentia, porque era insigne na viola e na harpa, não menos que na teologia”, o termo em destaque denota qual sentido?
c. Identifique e retire do texto um trecho que faz referência à ideia de tempo?
d. Como as personagens se comportam ante à celeuma de tentar identificar a quem se deve atribuir a curiosidade?
e. Como você finalizaria este conto? Produza um ou dois parágrafos, dando um desfecho para essa narrativa. Lembre-se de que você deve manter o mesmo conflito até o final.
AULAS 7 E 8 - AGORA É A MINHA VEZ!
Objetivos das aulas:
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 2
Caro estudante, estas aulas são ferramentas que poderão auxiliar na sua aprendizagem, com o compromisso de desenvolver a sua proficiência leitora, o seu senso crítico, a sua curiosidade e a sua pesquisa. Este material foi elaborado para ampliar algumas habilidades essenciais por meio de atividades que representam um verdadeiro diálogo entre você, estudante, o professor e o conhecimento. Vamos lá?
AULA 1 – ABIKE NA CIDADE
Objetivo da aula:
Texto 1: Podcast
Momento Cidade #21: Como o compartilhamento de bicicletas pode melhorar as cidades?^1
Para Renata Rabello, autora da dissertação “Sistema público de bicicletas compartilhadas: a disputa do espaço urbano”, a mobilidade é um dos grandes desafios das cidades
08/05/ Por Giovanna Stael
Há muitas maneiras de se percorrer uma cidade. Os trajetos podem ser feitos no aperto abafado de um trem, ouvindo a trilha sonora que anuncia a próxima estação do metrô, no ar condicionado dos nossos carros ou cortando o vento, se equilibrando em cima de uma bicicleta, um veículo ágil, não poluente e que nos mantém ativos. Não por acaso, será que a boa e velha bicicleta pode ser a chave para melhorarmos a forma como nos transportamos nas cidades? [...]
Nesta semana, entrevistamos a pesquisadora Renata Rabello, autora da dissertação Sistema público de bicicletas compartilhadas: a disputa do espaço urbano, defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Renata estudou a relação entre o compartilhamento de bicicletas com o debate que discute o uso dos espaços nas cidades.
Para a arquiteta, a mobilidade é um dos grandes desafios das cidades, principalmente das metrópoles brasileiras, com grande parte da população vivendo em áreas periféricas. De acordo com Renata, “a mobilidade é o que dá o acesso à cidade, onde o cidadão tem oportunidade de emprego, oportunidade de educação e saúde”. A especialista acredita que a questão dos transportes seja o maior desafio urbano, já que nossa capacidade
1 STAEL, G. Momento Cidade #21: Como o compartilhamento de bicicletas pode melhorar as cidades? Jornal da USP, 2020. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2020.
de deslocamento é essencial para que possamos, de fato, ter direito à cidade e a tudo o que ela oferece. Na opinião da pesquisadora, se bem integrados aos outros meios de transporte como metrô e ônibus, os sistemas de compartilhamento de bicicletas são capazes de melhorar a integração modal do espaço urbano. Atualmente, uma das grandes dificuldades para se incentivar o uso de bicicletas é conseguir espaço para as estações de compartilhamento. “É muito difícil ganhar essa disputa do automóvel, as pessoas estão muito acostumadas a ver aquele espaço como um espaço seu, do estacionamento do seu carro”, pontua. [...]
Texto 2: Pedalando 2 Academia da Berlinda
Pedalo pra te encontrar No quadro vou te levar Com muito cuidado eu devo seguir Me levante se eu cair
O trânsito segue parado Enquanto a cidade para pra olhar Com cinco lugares, só um ocupado E a paciência de esperar [...]
2. Responda às perguntas.
a. Qual é o tema comum aos dois materiais? Qual problema da cidade é retratado nos dois textos?
b. Quais são as diferenças de efeito de sentido na forma como o tema é abordado nos Textos 1 e 2?
2 ACADEMIA DA BERLINDA. Pedalando. Pernambuco: Gravadora Independente, 2016.