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As coordenadas polares , Notas de aula de Matérias técnicas

As coordenadas polares no estudo de cálculo II

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 01/06/2020

alison-26
alison-26 🇧🇷

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bg1
_____________________________________________________________________________________
Cálculo II Profa. Adriana Cherri
Coordenadas Polares
Existem vários sistemas de coordenadas que mostram a posição de um ponto em um
plano. O sistema de coordenadas polares é um deles.
No sistema cartesiano, as coordenadas são números chamados de abscissa e
ordenada, que são medidas das distâncias orientadas a dois eixos fixos. No sistema polar, as
coordenadas consistem de uma distância e da medida de um ângulo em relação a um ponto
fixo e a uma semirreta fixa.
O ponto P fica bem determinado através do par ordenado (r, ), em que |r| representa
a distância entre a origem e o ponto P e representa a medida, em radianos, do ângulo
orientado AÔP. Quando AÔP for descrito no sentido anti-horário, > 0, caso contrário, <
0.
Exemplos:
Representar em um sistema de coordenadas polares, os seguintes pontos:
a)
2, 4
P



b)
2, 4
P




c)
4, 3
P



d)
4, 3
P



O ponto P pode ter um número ilimitado de pares de coordenadas polares, pois podemos
representar esse ponto da forma: (P, +2k), kZ
Relação entre o sistema de coordenadas cartesianas retangulares e o sistema de
coordenadas polares
Para nos referirmos às coordenadas cartesianas e polares de um ponto P, fazemos a
origem do primeiro sistema coincidir com o polo do segundo sistema, o eixo polar com o
eixo positivo dos x e o raio para o qual = /2 com o eixo positivo dos y.
x
A
y
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

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Coordenadas Polares

Existem vários sistemas de coordenadas que mostram a posição de um ponto em um plano. O sistema de coordenadas polares é um deles. No sistema cartesiano, as coordenadas são números chamados de abscissa e ordenada, que são medidas das distâncias orientadas a dois eixos fixos. No sistema polar, as coordenadas consistem de uma distância e da medida de um ângulo em relação a um ponto fixo e a uma semirreta fixa.

O ponto P fica bem determinado através do par ordenado (r, ), em que |r| representa a distância entre a origem e o ponto P e  representa a medida, em radianos, do ângulo orientado AÔP. Quando AÔP for descrito no sentido anti-horário,  > 0, caso contrário,  <

Exemplos : Representar em um sistema de coordenadas polares, os seguintes pontos:

a) 2, 4

P      

b) 2, 4

P

 ^    

c) 4, 3

P

    

d) 4, 3

P

    

O ponto P pode ter um número ilimitado de pares de coordenadas polares, pois podemos representar esse ponto da forma: (P, +2 k ), kZ

Relação entre o sistema de coordenadas cartesianas retangulares e o sistema de

coordenadas polares

Para nos referirmos às coordenadas cartesianas e polares de um ponto P, fazemos a origem do primeiro sistema coincidir com o polo do segundo sistema, o eixo polar com o eixo positivo dos x e o raio para o qual  = /2 com o eixo positivo dos y.

A^ x

y


Supondo que P seja um ponto com coordenadas cartesianas ( x , y ) e coordenadas polares (r, ), distinguimos dois casos:

r > 0 r < 0

Portanto:

 r > 0:cos x r

 e y sen r

 r < 0:cos x r

   

e y sen r

   

Desta forma, temos:

Utilizando estas equações, podemos deduzir uma relação muito usada: x^2 = r^2 cos^2  y^2 = r^2 cos^2   x^2 + y^2 = r^2 (cos^2  + sen^2 )  r^2 = x^2 + y^2  r   x^2^  y^2

Portanto,

Exemplos: a) Encontrar as coordenadas cartesianas do ponto cujas coordenadas polares são 7 4, 6

    

b) Encontrar (r, ) supondo r < 0 e 0    2  para o ponto P, cujas coordenadas

cartesianas são 3,  1 

x = r cosy = r sen


Circunferências

a) r = c , c  : circunferência centrada no polo e raio | c |

b) r = 2 a cos: circunferência de centro no eixo polar, tangente ao eixo  = /2:

 se a > 0, o gráfico está a direita do polo;  se a < 0, o gráfico está a esquerda do polo.

[r = 2a cos  a>0] [r = 2a cos  a<0]

c) r = 2 b sen: circunferência de centro no eixo /2 e que tangencia o eixo polar.

 se b > 0, o gráfico está acima do polo;  se b < 0, o gráfico está abaixo do polo.

Exemplo: Esboce a curva com equação polar r = 2 cos


Limaçons : São equações do tipo: r = ab cos  ou r = ab sen  , a , b  

 Se b > a , o gráfico tem um laço.

 Se a = b , então o gráfico é conhecido como cardeoide.

 Se b < a , o gráfico não tem um laço

Exemplo: Esboce a curva r = 1+2 cos


Espirais  Espirais hiperbólicas (a > 0)

r = a (>0) r = a (<0)

 Espirais parabólicas

 Espiral de Arquimedes (a > 0)

 Espiral de logarítmica


Comprimento de arco de uma curva dada em coordenadas polares

Seja C uma curva dada pela equação polar r = f (). Utilizando as equações

x = r cos  y = r sen 

temos que

x = f () cos  y = f () sen 

que podem ser consideradas equações paramétricas da curva C, para [ 0 , 1 ]. Derivando

essas equações, temos:

`( ) cos ( )sen

dx

f f

d

    

`( )sen ( ) cos

dy

f f

d

Elevando ambos os lados das equações ao quadrado e somando, temos:

2 2

dx dy ( f ( ) cos f ( )sen ) 2 ( f( )sen f ( ) cos ) 2

d d

         

  ^   ^ ^ ^ 

2 2 2 2 2 2 2 2

( ) cos 2( ) ( ) cos sen ( ) sen ( ) sen 2( ) ( ) sen cos ( ) cos

f f f f f f f f

               

        f `( )  2  cos 2   sen 2 ^   f ( ) 2  cos 2  sen^2     

 f `( )  2  f ( )^2

Substituindo este resultado na fórmula do comprimento de arco de uma curva dado

por suas equações paramétricas, temos que o comprimento de arco de uma curva dado em

coordenadas polares é dado por:

𝒔 = 𝒇′(𝜽)𝟐^ + 𝒇(𝜽)𝟐^ 𝒅𝜽

𝜽𝟏

𝜽𝟎


Área de figuras planas em coordenadas polares

Seja f uma função contínua e não negativa no intervalo fechado [α,β]. Seja R a região

limitada pela curva cuja equação é r = f () e pelas retas  = α e  = β

Considere uma partição P de [α,β] definida por:

α =  0 <  1 <  2 < ... < i-1 < i < ... < n = β

Para cada [i-1, i], i = 1, ..., n, consideramos um setor circular de raio f (ρi), e um

ângulo central i, em que i-1 < ρi < i e i = i - i-

Desta forma, a área do i-ésimo setor circular é dada por:

 

f  i  i

Como há um desses setores circulares para cada um dos n subintervalos, temos uma

área aproximada igual a An, sendo:

   

2 2 1 1

n n n i i i i i i

A f   f  

 

 (^)    (^)  


A medida em que n cresce, cada i, i = 1, ..., n, torna-se pequeno e An aproxima-se

da área da região delimitada por  = α,  = β e r = f ().

Portanto

 

2 1

lim ( ) 2

n n i^ i i

A f  

 (^)   (^)  

Pela definição de integral temos que:

Exemplos:

a) Encontre a área da região delimitada pela cardioide r = 2+2 cos.

b) Encontre a área da região R interior à cardioide r = 2+2 cos() e exterior ao círculo r =