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asa testes decimo ano sobre poesia cronica d João gramatica
Tipologia: Resumos
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Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá
cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai Deus, se
verrá Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá
cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai Deus, se
verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus, se
verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai Deus,
se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus,
se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai
Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai
Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e
ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E
ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran
cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu
amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el
gran Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá
cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai Deus, se
verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus, se
verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai Deus,
se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai Deus,
se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e ai
Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado! E ai
Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran cuidado!e
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ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el gran
cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu
amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que el
gran cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se vistes
meu amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por que
el gran cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se
vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por
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vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por
que el gran cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se
vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por
que el gran cuidado!e ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar de vigo,se vistes meu amigo!E ai Deus, se verrá cedo!Ondas do mar levado,se
vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amigo!e por que eu sospiro!E ai Deus, se verrá cedo!Se vistes meu amado!e por
Cantigas de amigo
Literatura Portuguesa
2011 - 2012
Escola Básica Secundária do Cerco 10.º C e 10.ºD
cercarte.blogspot.com
Da literatura oral à literatura escrita
Poesia trovadoresca
Origem do lirismo trovadoresco
Copla 1
Verso A Copla 3 Verso B Verso B Verso C
Refrão
Refrão
1º par 2º par
Copla 2
Verso A' Copla 4 Verso B' Verso B' Verso C' Refrão Refrão
Características:
Pois nossas madres van a San Simon de Val de Prados candeas queimar, nós, as meninhas, punhemos d'andar con nossas madres, e elas entón queimen candeas por nós e por si, e nós, meninhas, bailaremos i.
Nossos amigos todos lá irán por nos veer e andaremos nós bailand'ant'eles, fremosas, en cos, e nossas madres, pois que alá van, queimen candeas por nós e por si, e nós, meninhas, bailaremos i.
Nossos amigos irán por cousir como bailamos, e poden veer, bailar moças de mui bon parecer, e nossas madres, pois lá queren ir, queimen candeas por nós e por si, e nós, meninhas, bailaremos i.
Pero Viviaez
3.1. O que há de intemporal na «realidade» que esta cantiga traduz?
Ai flores, ai flores do verde pino, Se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo, Se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo, Aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado, Aquel que mentiu do que mi á jurado! Ai Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é san' e vivo E seerá vosc' ant' o prazo saído. Ai Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é viv' e sano E seerá voac' ant' o prazo passado. Ai Deus, e u é? D. Dinis
Paralelismo: Princípio estrutural fundamental da lírica galega-portuguesa, que resulta em diversos processo estilísticos: repetição de palavras, de estruturas sintáticas e rítmicas e de conceitos. Na paralelística de esquema típico, em dísticos, o verso do segundo do primeiro dístico é o primeiro verso do terceiro; o segundo do segundo dístico será o primeiro do quarto, etc. Para obviar à monotonia que pode resultar deste princípio rítmico, os trovadores trabalham a variação, dentro dos esquemas paralelísticos, a vários níveis (substituição da palavra rimante por um sinónimo, por exemplo). Processo que documenta a ligação indissociável entre a poesia e a música.
Levad', amigo, que dormides as manhanas frias; todalas aves do mundo d'amor diziam: leda m' and' eu.
Levad', amigo, que dormides las frias manhanas; todalas aves do mundo d' amor cantavan: leda m' and' eu.
Todalas aves do mundo d'amor dizian: do meu amor e do voss' en ment' avian: leda m' and' eu.
Todalas aves do mundo d' amor cantavan, do meu amor e do voss' i emmentavan: leda m' and' eu.
Do meu amor e do voss' en ment' avian; vós lhi tolhestes os ramos em que siian: leda m' and' eu.
Do meu amor e do voss' i emmentavan; vós lhis tolhestes os ramos en que pousavan: leda m' and' eu.
Vós lhis tolhestes os ramos en que siian; e lhis secastes as fontes en que bevian: leda m' and' eu.
Vós lhis tolhestes os ramos en que pousavan e lhis secastes as fontes u se banhavan: leda m' and' eu.
Nuno Fernandes Torneol
Alba Para Fátima Maldonado
Olhavam-se, viera com os outros, ficava depois de terem ido. Viam-se no mesmo espelho os dois.
Uma alegria dolorosa calava-se. Os autocarros voltavam a ouvir-se para além do parque. A medo prendiam os olhos a sorrir.
Desapertavam os atacadores. Abriam os colarinhos. Perdiam-se no ardente tecido em redor do peito.
Na raiz do sexo o sobressalto da primeira claridade nos estores. A mistura de sorte e de prazer a que chamamos o bem.
Joaquim Manuel Magalhães (séc. XXI)
Levou-s’a louçana, levou-s’a velida: vai lavar cabelos, na fontana fria. Leda dos amores, dos amores leda.
levou-s’a velida, Levou-s’a louçana: vai lavar cabelos, na fria fontana. Leda dos amores, dos amores leda.
Vai lavar cabelos, na fontana fria: passou seu amigo, que lhi bem queria. Leda dos amores, dos amores leda.
Vai lavar cabelos, na fria fontana: passa seu amigo, que a muit’amava. Leda dos amores, dos amores leda.
Passa seu amigo, que lhi bem queria: o cervo do monte a augua volvia. Leda dos amores, dos amores leda.
Passa seu amigo, que a muit’amava: o cervo do monte volvia a augua. Leda dos amores, dos amores leda
Pero Meogo
Fostes, filha, eno bailar e rompestes i o brial: pois o namorado i ven, esta fonte seguide-a ben, pois o namorado i ven.
Fostes ,filha, eno loir e rompestes i o vestir: poi-lo cervo i ven, esta fonte seguide-a ben, poi-lo cervo i ven.
E rompestes i o brial, que fezestes ao meu pesar: poi-lo cervo i ven, esta fonte seguide-a ben, poi-lo cervo i ven.
E rompestes i o vestir, que fezestes apesar de min: poi-lo cervo i ven, esta fonte seguide-a ben, poi-lo cervo i ven.
Pero Meogo
Cervo fonte água amiga
Amigo
Cantar de Amigo
À beira do rio fui dançar... Dançando Me estava entretendo, Muito a sós comigo, Quando na outra margem, como se escondendo Para que eu não visse que me estava olhando, Por entre os salgueiros vi o meu amigo.
Vi o meu amigo cujos olhos tristes Certo se alegravam De me ver dançar, Fui largando as roupas que me embaraçavam, Fui soltando as tranças... Olhos que me vistes, Doces olhos tristes, não no ireis contar!
Que o amor é lume bem eu sei... que logo Que vi meu amigo Por entre os salgueiros, Melhor eu dançava, já não só comigo, Toda num quebranto, ao mesmo tempo em fogo, Melhor eu movia mãos e pés ligeiros.
Que Deus me perdoe, que aos seus olhos tristes Assim ofertava Minha formosura!
Se não fora o rio que nos separava, Cruel com nós ambos, olhos que me vistes, Nem eu me mostrara tão de mim segura...
José Régio
Os símbolos são uma constante na poesia trovadoresca, por isso deixo aqui uma síntese dos que ocorrem com mais frequência nas cantigas de amigo:
Origem Origem autóctone: Norte da Península Ibérica (Galiza e Minho) Sujeito poético Feminino: uma donzela, uma ―dona virgo‖
Caracterização do sujeito:
Autocaracterização da donzela:
Louçana, velida, bom parecer, fremosa, fremosinha, corpo velido, corpo delgado, bela, jurada de amor, dona virgo, bem talhada, leda, loada
Caracterização do objeto:
Caracterização direta e indireta. O amigo é traidor, mentiroso, apaixonado, bom trovador, fiel, ... Relação eu/ natureza - Intimidade e comunhão.
Amor correspondido Amor não correspondido:
lirismo feminino: os sentimentos, as emoções, as inquietações que se exprimem são sempre de mulher. É ela quem expõe a sua intimidade Ruralismo: o ambiente é Predominantemente rural (ou marítimo) Presença de animais simbólicos Paralelismo Simplicidade (estrutura extremamente simples e repetitiva) Motivos muito simples Classificação formal Paralelísticas perfeitas Paralelísticas imperfeitas Cantigas de refrão Tenções (cantigas dialogadas) Classificação temática (^) Bailadas ou bailias Albas ou alvoradas Cantigas de Romaria Barcarolas ou marimbas Pastorelas (as pastorelas são um género híbrido dado que colhem características das cantigas de amigo e das cantigas de amor.) Os sentimentos (^) Coita de amor Saudade do amigo Tristeza pela ausência do amigo Ciúme Alegria por se ter encontrado com o amigo Alegria por ir ver o amigo, ... Os confidentes (^) A mãe As irmãs A amigas A natureza Sociedade rural - séculos XII – XIII
Subgéneros das cantigas de amigo
- Barcarolas ou marinhas são assim chamadas as cantigas de amigo que versam sobre assuntos referentes ao mar ou ao rio. Os temas são geralmente de grande singeleza. Afora um certo número em que a moça vai apenas banhar-se ao rio, ou da margem vê o barco deslizar pelas águas, nas barcarolas ela geralmente se lamenta do amado, ou, durante a sua ausência, pede às ondas notícias dele, ou ainda, ansiosa, vai esperar os navios que chegam para tornar a vê-lo.
-A Pastorela (à semelhança da alba) é de origem provençal e é um género misto, entre a cantiga de amigo e a cantiga de amor. Originalmente, a pastorela é a narração de um encontro entre uma pastora e um cavaleiro, em que após um breve diálogo, esta é seduzida. Os trovadores peninsulares evitam, de regra, o diálogo e preferem a forma da pastora cantadeira, dando à pastorela um colorido novo, ao gosto das cantigas de amigo. Daí se contentarem por vezes com descrever apenas o solilóquio da pastora, o seu suspirar pelo amado sem fazê-lo participar diretamente da cena.