Baixe Análise de Viabilidade de Investimento em Loja de Varejo de Roupas: Um Estudo de Caso e outras Exercícios em PDF para Finanças Corporativas, somente na Docsity!
ATIVIDADE INDIVIDUAL
Matriz de atividade individual
Disciplina: Corporate Finance Módulo: 0922 - 2
Aluno: Rafael Moraes Lisboa Turma: 02
Tarefa: Nesta atividade, iremos calcular o custo de capital e realizar a projeção dos fluxos de
caixa de um projeto de investimento em dois cenários, de modo a verificar a viabilidade da
implantação de uma loja que pretende atuar no varejo de comércio de roupas.
• prazo médio de 90 dias concedido aos clientes, considerando 100% das vendas
parceladas em cinco vezes sem juros, e
• prazo médio reduzido, considerando 100% das vendas parceladas em três vezes sem
juros, com redução de 20% no faturamento.
Contextualização
Amanda trabalha na área jurídica de uma empresa privada e, há tempos, tem o desejo de
empreender. O seu grande sonho é construir uma rede de lojas cujas franquias vendam roupas
femininas.
No entanto, como uma grande caminhada começa sempre com um primeiro passo, Amanda
decidiu contratar você, especialista em desenvolvimento e análise de viabilidade de projetos de
investimento, para elaborar as projeções dos resultados e fluxos de caixa do que seria a sua
primeira loja em um shopping da cidade.
Amanda já vem amadurecendo a ideia e levantando uma série de informações pertinentes, pois
sabe que, para elaborar as projeções, é preciso identificar e mensurar diversas variáveis de
mercado. As informações levantadas por Amanda foram as seguintes:
• com o trabalho adequado de marketing, acredita-se que as vendas devem alcançar o
valor de R$ 2.160.000,00 já no primeiro ano de atividade;
• o crescimento projetado das vendas para os anos seguintes de atividade são de 3% do
segundo ao quinto ano, 2% no sexto ano e 1% nos quatro últimos anos do contrato de
locação do ponto no shopping da cidade;
• o contrato de locação prevê o período de implantação mais 10 anos de atividade, sem
garantia de renovação. A administração do shopping alega que precisa,
estrategicamente, estar livre para administrar o mix da oferta de produtos e serviços
oferecidos no shopping de tempos em tempos. Por essa razão, a vida útil do projeto de
investimento é de 10 anos, quando devem ser projetados o encerramento da atividade e
a liquidação do negócio;
- as deduções sobre as vendas totalizam 12%, já incluindo comissões e outros custos. O
custo da mercadoria vendida está estimado em 45% do faturamento;
- as despesas operacionais fixas anuais estão projetadas em R$ 444.000,00 para os dois
primeiros anos de operação e em R$ 480.000,00 por ano do terceiro ao décimo ano;
- o investimento total, exceto a aquisição do estoque inicial, está orçado em R$
750.000,00, sendo total e linearmente depreciado em cinco anos;
- o valor do estoque para começar a operação está orçado em R$ 250.000,00 e deve ser
comprado à vista. O prazo médio de pagamento dos fornecedores passará a ser de 60
dias somente a partir da primeira reposição de estoques;
- após o início da operação, espera-se identificar a rotatividade da grade de roupas
adequadamente e estabelecer o prazo médio de estoque em 45 dias;
- o prazo médio concedido aos clientes será de 90 dias, pois estima-se que 100% das
vendas serão parceladas no cartão de crédito, em cinco vezes sem juros;
- como o prazo de exploração da atividade é de 10 anos, o valor residual do projeto
consiste apenas na devolução da necessidade de capital de giro;
- estrategicamente, o regime tributário adotado é o de apuração do lucro real, com
aplicação de uma alíquota que totaliza 34%;
- o investimento inicial total está orçado em R$ 1.000.000,00, dos quais R$ 525.000,
serão captados com bancos, sendo pagos em sete parcelas anuais, calculadas pelo
sistema SAC, mediante a aplicação de uma taxa efetiva de juros de 10% ao ano. O
empréstimo será efetivado um mês antes do início da operação, e a primeira parcela
terá vencimento para 12 meses;
- estima-se que o risco sistemático do setor de roupas femininas, adequado às
características do negócio, seja 20% superior ao da carteira de mercado;
- os retornos do mercado de renda variável medidos pelo índice Bovespa vêm
apresentando um histórico de remuneração média de 11,40%;
- os títulos do tesouro direto com vencimentos compatíveis com a vida útil do projeto
estão oferecendo a rentabilidade de 3,40% ao ano e
- existe a possibilidade de 100% das vendas serem parceladas em apenas três vezes no
cartão de crédito sem juros. No entanto, nesse caso, é previsto que as vendas resultem
20% menores, em razão da diminuição do prazo médio concedido aos clientes.
Custo de capital próprio e custo médio ponderado de capital
O Custo de Capital Próprio (Ke), pode ser chamado também de Taxa mínima de
atratividade (TMA) para o investidor, a qual ele considera como retorno mínimo para investir na
empresa, assumindo o risco comparado a outro setor, como um investimento no mercado
financeiro, por exemplo. Podemos calculá-lo através do método CAPM – sigla em inglês que
significa capital asset pricing model, pela seguinte fórmula:
Em que:
- Ke é o custo de capital próprio. É a taxa que expressa o risco do capital próprio.
- Rf é a taxa de juros livre de risco. É a taxa equivalente à renda fixa.
- β é o coeficiente beta. Expressa o risco sistêmico da empresa em relação ao
mercado.
- Rm é o retorno médio de uma carteira de mercado. Valor esperado do índice da
bolsa.
- (Rm – Rf) é o prêmio pelo risco de mercado. Rentabilidade adicional por assumir
risco.
- β x (Rm – Rf) é o prêmio pelo risco da empresa, ou seja, a rentabilidade adicional
por
assumir o risco de investir na empresa.
O Custo de Capital de Terceiro é calculado com base nas dívidas de longo prazo que a
empresa possui atualmente, ou, possa adquirir com algum credor.
Segundo FEUSER, o custo efetivo do capital de terceiros também pode sofrer alterações
em razão do regime de tributação adotado pela empresa. Por exemplo, as empresas que possuem
a tributação com base na apuração do lucro real, ao pagar juros, poderão lançar os respectivos
valores como despesas financeiras e abater o valor do lucro que será tributado, dessa forma,
economizando os impostos proporcionalmente. Esse benefício é conhecido como benefício fiscal
da dívida.
É calculado a partir da seguinte formula:
Em que:
- K3º é o custo efetivo do capital de terceiros. É a taxa de juros da dívida após o
benefício fiscal.
- i é a taxa de juros da dívida. É a média ponderada das taxas de juros do
endividamento.
- IR é a alíquota do imposto de renda. É a taxa representativa dos tributos pagos
sobre o lucro.
- (1 – IR) é o fator de redução do custo de capital de terceiros em razão do benefício
fiscal.
Desta forma, se faz necessário apurar a proporção de Capital Próprio e Capital de Terceiros
que temos na empresa, dividindo o somatório de cada um pelo Patrimônio Líquido Total.
Sabendo essas informações, conseguimos compreender o quanto a empresa consegue
gerar de retorno sobre o total de capital aplicado para se tornar rentável.
Conforme mencionado no trabalho de FEUSER “Segundo Assaf Neto (2014, p. 93), o Custo
Médio Ponderado de Capital (CMPC) – em inglês, Weighted Average Cost of Capital (WACC) –
representa a taxa mínima de atratividade dos investimentos dos credores e dos acionistas. Desse
modo, o WACC representa o percentual de retorno mínimo exigido que todos os investidores, em
conjunto, esperam receber de forma a recompensar o risco assumidos ao aplicar os seus
recursos.”
Deste modo, o CMPC é usado como a taxa mínima de atratividade geral para todos
investimentos que foram realizados na empresa. Pode ser apurado pela seguinte expressão:
Em que:
- Ke é o custo do capital próprio. É a taxa que expressa o risco do capital próprio.
- Rf é a taxa de juros livre de risco. É a taxa equivalente a renda fixa.
- β é o coeficiente beta. Expressa o risco sistêmico da empresa em relação ao
mercado.
- Rm é o retorno médio de uma carteira de mercado. Valor esperado do índice da
bolsa.
- (Rm – Rf) é o prêmio por investir no mercado de renda variável.
- β x (Rm – Rf) é o prêmio por assumir o risco de investir na empresa.
- P é o valor de capital de terceiros inserido no capital total da empresa.
- PL é o valor de capital próprio inserido no capital total da empresa, é o Patrimônio
Líquido.
- P + PL é o total do capital que financia o ativo.
- %P é a participação do capital de terceiros inserido no capital total da empresa.
- %PL é a participação do capital próprio inserido no capital total da empresa.
- K3º é o custo do capital de terceiros. É a taxa de juros da dívida descontado o
benefício fiscal.
Projeção dos resultados e dos fluxos de caixa livres da empresa e do acionista
Cenário 01: prazo médio de 90 dias concedido aos clientes, considerando 100% das vendas
parceladas em cinco vezes sem juros.
Cenário 02: prazo médio reduzido, considerando 100% das vendas parceladas em três
vezes sem juros, com redução de 20% no faturamento.
Observando os fluxos de caixa, conseguimos identificar que em ambos os cenários a
operação se torna lucrativa, mesmo quando temos uma redução no faturamento, a empresa se
demonstra rentável.
Mas, além disso, precisamos saber se este retorno está sendo superior ao que o investidor
deseja (TMA), e se está obtendo o retorno dentro do prazo estipulado.
Para isso, precisamos aprofundar a análise de viabilidade através dos indicadores de Valor
Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR) e Payback simples e descontado.
Prazo Médio de Contas a Receber 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d 90,0 d Prazo Médio de Estoques 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d Prazo Médio de Fornecedores 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d Saldo Projetado de Contas a Receber 540.000 556.200 572.886 590.073 607.775 619.930 626.130 632.391 638.715 645. Saldo Projetado de Estoques 250.000 121.500 125.145 128.899 132.766 136.749 139.484 140.879 142.288 143.711 145. Saldo Projetado de Fornecedores 162.000 166.860 171.866 177.022 182.332 185.979 187.839 189.717 191.614 193.
DESCRIÇÃO Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10
- Receitas brutas previstas 2.160.000 2.224.800 2.291.544 2.360.290 2.431.099 2.479.721 2.504.518 2.529.563 2.554.859 2.580.
- Dedução sobre vendas 12,0% -259.200 -266.976 -274.985 -283.235 -291.732 -297.567 -300.542 -303.548 -306.583 -309. = Receita operacional líquida 1.900.800 1.957.824 2.016.559 2.077.055 2.139.367 2.182.154 2.203.976 2.226.016 2.248.276 2.270.
- Custos de vendas (CMV ou CPV) 45,0% -972.000 -1.001.160 -1.031.195 -1.062.131 -1.093.995 -1.115.874 -1.127.033 -1.138.304 -1.149.687 -1.161. = Lucro operacional bruto 928.800 956.664 985.364 1.014.925 1.045.373 1.066.280 1.076.943 1.087.712 1.098.589 1.109.
- Despesas operacionais -444.000 -444.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480. = Lucro Operacional Líquido (Ebitda) 484.800 512.664 505.364 534.925 565.373 586.280 596.943 607.712 618.589 629.
- Depreciação e amortização -150.000 -150.000 -150.000 -150.000 -150.000 0 0 0 0 0 = Lajir (Lucro Antes dos Juros e IR) (Ebt) 334.800 362.664 355.364 384.925 415.373 586.280 596.943 607.712 618.589 629. Despesas financeiras -52.500 -45.000 -37.500 -30.000 -22.500 -15.000 -7. = Lair (Lucro antes do IR) 334.800 362.664 355.364 384.925 415.373 586.280 596.943 607.712 618.589 629.
- Imposto de Renda 34,0% -113.832 -123.306 -120.824 -130.874 -141.227 -199.335 -202.961 -206.622 -210.320 -214. = Lucro operacional após IR (Nopat) 220.968 239.358 234.540 254.050 274.146 386.945 393.982 401.090 408.269 415.
- Depreciação e amortização 150.000 150.000 150.000 150.000 150.000 0 0 0 0 0
- (∆) Investimentos -750. (∆) Necessidade de Capital de Giro -250.000 -249.500 -14.985 -15.435 -15.898 -16.375 -11.244 -5.734 -5.792 -5.850 590. (∆) Contas a Receber -540.000 -16.200 -16.686 -17.187 -17.702 -12.155 -6.199 -6.261 -6.324 638. (∆) Estoques -250.000 128.500 -3.645 -3.754 -3.867 -3.983 -2.735 -1.395 -1.409 -1.423 143. (∆) Fornecedores 162.000 4.860 5.006 5.156 5.311 3.647 1.860 1.878 1.897 -191. = Fluxo de Caixa Livre da Empresa - FCLE -1.000.000 121.468 374.373 369.106 388.153 407.771 375.701 388.248 395.298 402.419 1.006.331 ← (2.a.)
- Amortizações de dívidas -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 0 0 0
- Despesas financeiras 10,00% -52.500 -45.000 -37.500 -30.000 -22.500 -15.000 -7.500 0 0 0
- IR sobre juros (benefício fiscal) 34,0% 17.850 15.300 12.750 10.200 7.650 5.100 2.550 0 0 0 = Fluxo de Caixa Livre do Acionista - FCLA -475.000 11.818 269.673 269.356 293.353 317.921 290.801 308.298 395.298 402.419 1.006.331 ← (2.b.)
Prazos e Saldos Projetados
Demonstrativo de Resultado do exercício
Ajustes - FCLE
Ajustes - FCLA
Prazo Médio de Contas a Receber 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d Prazo Médio de Estoques 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d 45,0 d Prazo Médio de Fornecedores 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d 60,0 d Saldo Projetado de Contas a Receber 288.000 296.640 305.539 314.705 324.147 330.629 333.936 337.275 340.648 344. Saldo Projetado de Estoques 250.000 97.200 100.116 103.119 106.213 109.399 111.587 112.703 113.830 114.969 116. Saldo Projetado de Fornecedores 129.600 133.488 137.493 141.617 145.866 148.783 150.271 151.774 153.292 154.
DESCRIÇÃO Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8 Ano 9 Ano 10
- Receitas brutas previstas 1.728.000 1.779.840 1.833.235 1.888.232 1.944.879 1.983.777 2.003.615 2.023.651 2.043.887 2.064.
- Dedução sobre vendas 12,0% -207.360 -213.581 -219.988 -226.588 -233.386 -238.053 -240.434 -242.838 -245.266 -247. = Receita operacional líquida 1.520.640 1.566.259 1.613.247 1.661.644 1.711.494 1.745.724 1.763.181 1.780.813 1.798.621 1.816.
- Custos de vendas (CMV ou CPV) 45,0% -777.600 -800.928 -824.956 -849.705 -875.196 -892.700 -901.627 -910.643 -919.749 -928. = Lucro operacional bruto 743.040 765.331 788.291 811.940 836.298 853.024 861.554 870.170 878.872 887.
- Despesas operacionais -444.000 -444.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480.000 -480. = Lucro Operacional Líquido (Ebitda) 299.040 321.331 308.291 331.940 356.298 373.024 381.554 390.170 398.872 407.
- Depreciação e amortização -150.000 -150.000 -150.000 -150.000 -150.000 0 0 0 0 0 = Lajir (Lucro Antes dos Juros e IR) (Ebt) 149.040 171.331 158.291 181.940 206.298 373.024 381.554 390.170 398.872 407. Despesas financeiras -52.500 -45.000 -37.500 -30.000 -22.500 -15.000 -7. = Lair (Lucro antes do IR) 149.040 171.331 158.291 181.940 206.298 373.024 381.554 390.170 398.872 407.
- Imposto de Renda 34,0% -50.674 -58.253 -53.819 -61.860 -70.141 -126.828 -129.728 -132.658 -135.616 -138. = Lucro operacional após IR (Nopat) 98.366 113.079 104.472 120.080 136.157 246.196 251.826 257.512 263.255 269.
- Depreciação e amortização 150.000 150.000 150.000 150.000 150.000 0 0 0 0 0
- (∆) Investimentos -750. (∆) Necessidade de Capital de Giro -250.000 -5.600 -7.668 -7.898 -8.135 -8.379 -5.754 -2.934 -2.964 -2.993 302. (∆) Contas a Receber -288.000 -8.640 -8.899 -9.166 -9.441 -6.483 -3.306 -3.339 -3.373 340. (∆) Estoques -250.000 152.800 -2.916 -3.003 -3.094 -3.186 -2.188 -1.116 -1.127 -1.138 114. (∆) Fornecedores 129.600 3.888 4.005 4.125 4.249 2.917 1.488 1.503 1.518 -153. = Fluxo de Caixa Livre da Empresa - FCLE -1.000.000 242.766 255.411 246.574 261.945 277.778 240.442 248.891 254.548 260.262 571.381 ← (2.a.)
- Amortizações de dívidas -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 -75.000 0 0 0
- Despesas financeiras 10,00% -52.500 -45.000 -37.500 -30.000 -22.500 -15.000 -7.500 0 0 0
- IR sobre juros (benefício fiscal) 34,0% 17.850 15.300 12.750 10.200 7.650 5.100 2.550 0 0 0 = Fluxo de Caixa Livre do Acionista - FCLA -475.000 133.116 150.711 146.824 167.145 187.928 155.542 168.941 254.548 260.262 571.381 ← (2.b.)
Prazos e Saldos Projetados
Demonstrativo de Resultado do exercício
Ajustes - FCLE
Ajustes - FCLA
Análise de viabibilidade
VPL, TIR, Payback e Payback Descontado
O Valor presente líquido é a metodologia de calcular o valor do dinheiro no tempo,
comparando com uma taxa de rentabilidade que pode ser adquirida neste período, ou seja,
calculamos o valor de períodos futuros trazendo ao valor atual, sendo assim, conseguimos
identificar se um projeto trará resultado superior ou inferior, comparado com a taxa de retorno
esperada.
Sendo assim, podemos ter o resultado do VPL positivo, negativo ou nulo.
Positivo, quer dizer que superou o retorno esperado, se tornando viável a realização do
projeto observando este indicador.
Negativo, quer dizer que o ficou abaixo do retorno esperado, se tornando inviável a
realização do projeto.
Nulo, quer dizer que ficou exatamente enquadrado com a taxa esperada, tornando a
viabilidade neutra, onde a decisão será tomada pelo investidor, já que não terá mudanças com
aquele investimento.
Para encontrarmos o VPL podemos aplicar a fórmula abaixo:
Ou podemos utilizar métodos mais práticos, como o que estamos aplicando neste estudo
de caso, que são as planilhas eletrônicas, assim, através da ferramenta Microsoft Excel, temos a
seguinte função “VPL(taxa;matriz de fluxo de caixa)-investimento inicial”.
A taxa interna de retorno é a taxa média de retorno que apresenta em todo o fluxo de
caixa de determinado período apurado, e fazemos o comparativo dela com a taxa mínima de
atratividade (TMA) para saber se está acima ou abaixo do que esperamos de retorno.
Os resultados possíveis são TIR maior, menor ou igual a TMA.
Ou seja, se a TIR for maior que a TMA, quer dizer que o retorno do investimento é superior
ao que mínimo que esperamos.
TIR menor que a TMA, o investimento tem retorno inferior ao mínimo que esperamos.
TIR sendo igual a TMA, o retorno é equivalente ao mínimo que esperamos.
Como estamos utilizando planilhas eletrônicas para realizar este estudo de caso, temos a
seguinte função “TIR(matriz completa do fluxo de caixa)” através da ferramenta Microsoft Excel.
O payback descontado é utilizado para saber em quanto tempo no fluxo de caixa é
necessário para devolver integralmente os investimentos realizados, o método descontado utiliza
os valores do fluxo de caixa a valor presente descontado da taxa mínima de atratividade.
Conclusão da análise
De acordo com as informações apresentadas, a Amanda pretende obter o retorno do
investimento na empresa em até 48 meses, e pelas apurações realizadas, a TMA mínima para este
investimento é de 13,00%, caso ela utilize todo o investimento com recursos de Capital Próprio,
ou seja, cerca de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais) de investimento, ou de 9,64% se utilizar
cerca de 52,50% de Capital de Terceiros, R$ 525.000,00 (Quinhentos e Vinte e Cinco Mil Reais),
ficando com 47,50% de Capital Próprio, R$ 475.000,00 (Quatrocentos e Setenta e Cinco Mil Reais).
Com base nessas informações, foram realizadas projeções de Fluxo de Caixa da Empresa
e Acionista, levando em consideração um prazo de 10 anos e dois possíveis cenários, um a qual
teve um faturamento estipulado de R$ 2.160.000,00 (Dois Milhões, Cento e Sessenta Mil Reais) e
com prazo médio de 90 dias concedido aos clientes, considerando 100% das vendas parceladas
em cinco vezes sem juros, e outro em que o prazo médio seria reduzido, considerando 100% das
vendas parceladas em três vezes sem juros, com redução de 20% no faturamento.
Em ambos os cenários a empresa se demonstrou rentável, com retornos positivos no final
do ciclo estipulado, mas, para sabermos se atenderia as expectativas da Amanda quanto a volume
e tempo de retorno, aplicamos os indicadores de viabilidade VPL, TIR, PayBack simples e
descontado.
Assim, ao analisarmos o indicador de VPL, observamos que em todos os cenários temos
retornos positivos, com destaque no primeiro cenário, onde obtemos um retorno quase que o
dobro do segundo cenário.
Como somente este indicador não consegue nos demonstrar em qual modo ela deve
realizar o investimento, utilizamos o método da TIR, que também apresentou retornos superiores
ao mínimo esperado, demonstrando que em todos os modos se tornaria viável.
Por último, aplicamos o método de Payback Simples e Descontado, para saber em quanto
tempo ela teria o valor investido de volta, e assim, conseguimos identificar que no segundo
cenário os prazos para retorno do capital seriam superiores ao que ela deseja no método
descontado, atendendo somente no método simples. Já no primeiro cenário, através do Fluxo de
Caixa Livre da Empresa, temos um retorno em 41 meses no método simples e 50 meses no
método descontado, ficando mais próximo do desejo da Amanda.
Mas, somente no Fluxo de Caixa Livre do Acionista no primeiro cenário que conseguimos obter
todos os retornos dentro do que a Amanda almeja, sendo o melhor método de investimento para
ela.
3.2.a) Valor Presente Líquido do FCLA 1.135.633,
3.2.b) Taxa Interna de Retorno do FCLA 43,46%
3.2.c) Payback Simples do FCLA 32,62 meses
3.2.d) Payback Descontado do FCLA 40,45 meses