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aps de pontes
Tipologia: Notas de estudo
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O mesmo tem como objetivo Avaliação da Disciplina de APS – ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA do grupo do 9° Período de Engenharia Civil.
O presente Relatório Técnico apresenta às atividades desenvolvidas através da visita técnica no viaduto na Avenida Governador Mário Covas - Jardim Pignatary - Carapicuíba/ São Paulo. A visita foi realizada no dia 27/05/2017 e 28/05/2017, contou com a presença de todas as integrantes do grupo. O mesmo tem como objetivo apresentar aos leitores o cálculo do momento fletor máximo, cortante e reação máxima.
Este trabalho tem a função de mostrar como é elaborado o cálculo do momento fletor máximo, cortante, reação máxima, descrever seus pilares e aparelho de apoio.
as abóbadas ficaram mais abatidas, chegando a atingir vãos da ordem de 50 metros. Pontes metálicas - embora as primeiras pontes metálicas tenham surgido no fim do século XVIII, em ferro fundido, foi a partir da metade do século seguinte, com o desenvolvimento das ferrovias - que produziam cargas bem mais elevadas que as que ocorriam até então - é que floresceu o emprego do aço na construção das pontes. Cabe destacar que já a partir de 1850 construíam-se pontes em treliça com 124 metros de vão. Pontes de concreto armado - as primeiras pontes em concreto apareceram no início do século 20. Eram pontes de concreto simples em arco triarticulado, com o material substituindo a pedra. Embora já se empregasse o concreto armado na execução do tabuleiro das pontes de concreto simples, foi a partir de 1912 que começaram a ser construídas as pontes de viga e de pórtico em concreto armado, com vãos de até 30 metros. Pontes de concreto protendido - embora as primeiras pontes em concreto protendido tenham sido feitas a partir de 1938, foi após a Segunda Guerra Mundial que o concreto protendido começou a ser empregado com grande frequência, por causa da necessidade de se reconstruir rapidamente um grande número de pontes destruídas durante a guerra. A partir de então, o desenvolvimento da construção das pontes se concentrou nos processos construtivos. Principais elementos componentes das pontes As pontes em geral são compostas dos seguintes elementos, indicados na figura 1.1. Superestrutura; Mesoestrutura; Iinfraestrutura.
Figura 1.1 – Elementos componentes de uma ponte Superestrutura: A superestrutura vence o vão necessário a ser transposto pela ponte e recebe diretamente as cargas provenientes do tráfego dos veículos, transmitindo-as à mesoestrutura. É normalmente denominada de tabuleiro. Mesoestrutura : A mesoestrutura, cuja função é conduzir as cargas da superestrutura para as fundações, é constituída pelos pilares, travessas e encontros. Infraestrutura: A Infraestrutura, ou fundação, tem a finalidade de receber as cargas da estrutura, transmitindo as para o solo. Pode ser direta (sapatas) ou profunda (estacas ou tubulões). Classificação das pontes As pontes são geralmente classificadas quanto à finalidade, quanto ao tipo de material empregado e quanto ao sistema construtivo adotado. Quanto à finalidade Quanto à finalidade as pontes podem ser classificadas como: Rodoviária – obra destinada ao tráfego rodoviário; Ferroviária – obra destinada ao tráfego ferroviário; Rodoferroviária – obra destinada ao tráfego misto de veículos e trens;
Figura 1.4 – Seção transversal de tabuleiro em viga (Fonte: VITÓRIO, 2002). Pontes em tabuleiro celular Trata-se de tabuleiro formado por duas lajes, uma superior e outra inferior, interligadas por vigas longitudinais e transversais, conforme a figura 1.5. Esse tipo de estrutura tem como vantagem a grande rigidez à torção, sendo por isso indicada para pontes curvas e sobre pilares isolados, ou ainda, quando se dispõe de pequena altura para as vigas principais. Apresenta, também, vantagem de ordem estética, sendo particularmente indicada para vigas contínuas de concreto protendido. Figura 1.5 – Seção transversal de um tabuleiro celular (Fonte: VITÓRIO, 2002). Pontes em pórticos Nesses tipos de pontes, os pórticos são formados pela ligação das vigas com os pilares ou com as paredes dos encontros, caracterizando a continuidade entre esses elementos em substituição às articulações, conforme a figura 1.6.
Figura 1.6 – Esquema de pontes em pórticos: a) biengastados; b) biarticulados; c) biarticulados com montantes inclinados (Fonte: VITÓRIO, 2002). Pontes em arco Esse sistema estrutural foi muito utilizado no passado como a única alternativa viável para vencer grandes vãos, principalmente diante da dificuldade da execução de apoios intermediários e escoramentos sobre cursos d’água ou vales profundos. A predominância dos esforços de compressão com pequena excentricidade e a exigência de pequenas seções de armações, fizeram do arco a estrutura adequada para a utilização do concreto armado. Porém, com a evolução do concreto protendido e das técnicas construtivas que permitiram eliminar os escoramentos, as pontes em arcos passaram a ser substituídas pelas pontes em vigas retas protendidas. A figura 1.7 mostra os sistemas mais encontrados para esse tipo de ponte.
As pontes pênseis são constituídas por cabos dispostos parabolicamente e pendurais verticais conforme a figura 1.8. Não são estruturas apropriadas para concreto e por isso são executadas geralmente em vigamentos metálicos suspensos em cabos portantes de aço. Os vigamentos, que podem ser em treliças ou vigas de alma cheia, devem ter grande rigidez à flexão e principalmente à torção, de modo a minimizar os efeitos dos movimentos vibratórios transversais que podem causar desconforto aos usuários ou mesmo risco à estrutura. As pontes pênseis se caracterizam por vencerem grandes vãos. Um dos exemplos mais marcantes é o da Golden Gate, concluída em 1937, em São Francisco, nos Estados Unidos, cujo vão livre tem 1.200m. Atualmente, o maior vão livre do mundo em estrutura pênsil pertence à ponte Akashi-Kaigo, no Japão, cujo comprimento é 1.991m. Figura 1.8 – Esquema de uma ponte Pênsil: 1 viga metálica; 2 cabo portante; 3 pendurais de suspensão devigamento no cabo portante; 4 torres de apoio do cabo portante (Fonte: VITÓRIO, 2002). Pontes Estaiadas Nas pontes estaiadas o tabuleiro é suspenso através de cabos inclinados fixados em torres. O tabuleiro, geralmente metálico ou em concreto protendido, deve ter grande rigidez à torção, de modo a reduzir os movimentos vibratórios causados
pela ação transversal do vento. A figura 1.9 mostra um esquema típico desse tipo de ponte. Este tipo de ponte é utilizado para vãos maiores que 200m e são obras bastante sofisticadas, tanto do ponto de vista do projeto como da construção. Para tabuleiros em concreto protendido (executado em balanços sucessivos) é possível obter boas soluções para vãos de até 600m. Para vãos da ordem de 900m devem ser utilizados tabuleiros metálicos ou mistos. Atualmente o maior vão livre do mundo para pontes estaiadas pertence à ponte da ilha Russky na Rússia, com 1.104m de extensão. Figura 1.9 – Ponte estaiada com cabos dispostos em leque (Fonte: VITÓRIO, 2002).
O desenvolvimento de um projeto estrutural possui uma complexidade muito elevada e de grande importância, pois ele determina a segurança da obra. O desenvolvimento do projeto deve ser realizado com calma em todas as etapas. O presente relatório teve como objetivo demonstrar como é elaborado o cálculo do momento fletor máximo (este momento provoca esforços de tração nas fibras externas e compressão nas internas), cortante (este é um esforço que tende a cisalhar o objeto, quando se é colocado um esforço e a tendência é partir sem rotação e/ou curvatura) e reação máxima (esforço provocado em sentido contrário por uma ação) do viaduto da Avenida Governador Mário Covas.