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Através desse trabalho temos o intuito de esclarecer se as normas para esse ensino tem sido aplicado da forma correta na prática, não só no Ensino Fundamental, mas também nas Universidades onde começa todo esse processo, através da formação do docente.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Ribeirão Preto – SP
Délis Dantas RA: Júlia Marques RA: Naiara Rezende Biscalchini RA: B89BBJ Sofia Segato RA: Tácia Scarela RA: Ribeirão Preto – SP
A pesquisa foi realizada através dos sites das Universidades, pela bibliografia segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental de História e de Geografia e uma visita a escola pública escolhida para a avaliação do ensino.
O primeiro passo para a investigação foi buscar entender o que os PCNs dizem sobre o Ensino de História e Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Os dados coletados foram ricos de informações, um trecho deles mostra bem de forma sintética como o ensino de História deve ser a partir dos seguintes critérios: “ É primordial que o ensino de História estabeleça relações de identidade individuais, sociais e coletivas. Considere-se então, que o ensino de História envolve relações e compromissos com o conhecimento histórico, de caráter científico, com reflexões que se processam no nível pedagógico e com a construção de uma identidade social pelo estudante, relacionadas as complexidades inerentes a realidade com que convive”. Parâmetros curriculares nacionais : história, geografia / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. p 19 E o PCN do Ensino de Geografia diz que: “A Geografia tem que trabalhar com diferentes noções espaciais e temporais, bem como com os fenômenos sociais, culturais e naturais que são característicos de cada paisagem.A análise de a paisagem focar as dinâmicas de suas transformações e não a descrição e o estudo de um mundo estático.A preocupação básica é abranger os modos de produzir, de existir e de perceber os diferentes espaços geográficos. É preciso observar o que permaneceu e o que foi transformado.” Parâmetros curriculares nacionais : história, geografia / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. p 89 Podemos observar então que os novos requistos quebra o ensino tradicional que era voltado apenas para decorar os conhecimentos que eram passado, os conteúdos carregados de ideologias, os exercícios sem exigência mínima de raciocínio, a falta de preocupação com o ensino real de geografia, a falta de contexto com a realidade do aluno, aulas limitadas a livros didáticos e sem a interdiciplinaridade com outras máterias. Agora se pensa de uma forma inovadora, o aluno se torna de uma vez o centro do ensino e aprendizagem. Mas o que nos moveu foi a seguinte pergunta que fizemos a nós mesmos: Será que tudo o que está escrito nesse papel ocorre na prática? Os alunos estão conseguindo ter um aprendizado completo, significativo e crítico? Os docentes estão saindo das Universidades com a bagagem correta? E na prática esse docente exerce a prática construvista ou ainda se mantém no modo tradicional porque é mais fácil, ou porque o sitema ainda funciona desse modo? E em resposta a todas essas perguntas, já sabemos, o que a teoria pede para que aconteça na prática muito raramente acontece, e isso envolve a formação de professores e alunos, o ensino aqui no Brasil ainda está com muito defasagem por falta de preparação do docente, de estrutura da escola, apoio das entidades superiores, desmotivação do
1-Problematizar e analisar as experiências vividas enquanto discentes e com os docentes, nos vários níveis de ensino, encaminhando reflexões em torno de perspectivas de intervenção e reconstrução da prática pedagógica no ensino de história para a Educação Infantil e para séries iniciais do Ensino Fundamental; 2- Situar-se em relação à historicidade das concepções de “História” articuladamente às concepções de “Ensino-Aprendizagem de História”, com foco no ensino brasileiro. Ênfase em estudos sobre: “eixos temáticos”, “narrativas históricas”, “memória, história e poder”. 3- Analisar os conceitos básicos que organizam o campo de estudo / conhecimento da História e seu ensino articulando-os com as propostas relativas ao ensino desta disciplina para a Educação infantil e Séries iniciais do Ensino Fundamental; 4- Discutir procedimentos didáticos para o desenvolvimento de noções temporais pelas crianças: diferença, semelhança; antes, durante, depois; passado, presente e futuro; permanências, mudanças e simultaneidade; rupturas e continuidades, ritmo, duração. 5- Discutir procedimentos didáticos para o estudo de datações, cronologia e medidas de tempo. 6- Introduzir estudos conceituais e teóricos sobre o trabalho com as diferenças e desigualdades étnico- raciais no ensino de historia 75 h
1- Contribuir com a formação do pedagogo por meio da reflexão de aspectos teóricos e metodológicos da Geografia Escolar e do Ensino de História nos Anos Iniciais.
1- Compreender o Ensino de História e Geografia como essenciais para o processo de Educação para a Cidadania. 2- Compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas; 3- Estudar as diferentes concepções de História e de Geografia presentes nas práticas escolares, nos materiais didáticos, nos livros didáticos e em diversos programas curriculares dos anos iniciais; 4- Reconhecer as principais categorias teóricas da Geografia e da História Escolar; 60 h
Para todas foi perguntado a respeito do material didático que é trabalhado e qual é a opinião delas a respeito do ensino de História e Geografia. A respostas obitidas foram bem parecidas, mostrando uma grande insatisfação de ambas a respeito do material e de como é proposto a abordagem de História e Geografia, mesmo sendo séries diferentes. Bem, o material é uma apostila que segue os Parâmetros Curriculares Nacionais, porém para todas ele é fraco. No primeiro ano a apostila nao tem divisão de matérias, ocorrendo a interdisciplinaridade, mas em questão da alfabetização é muito ruim de conteúdo e sobre as matérias pesquisadas ele trata apenas sobre a água (de onde vem, para onde vai), as atividades são repetitivas e não são significativas. A professora Juliana diz que só trabalha esse material duas vezes por semana, e nos outros três dias prepara sua aula de forma diferente, trazendo informações necessárias que o material não trabalha. A partir do segundo ano o material já vem dividido em matérias, como a visita foi feita no segundo bimestre pegamos pela metade, porém conseguimos ainda ter uma noção de como é. Na parte de história é trabalhado as famílias e a organização familiar, onde é discutido o tempo e as mudanças que ocorrem nele, depois começa a se falar dos portugueses, africanos e índios iniciando nossa história falando que foi a partir deles que começou nossa população. Porém nada crítico ou significativo, o material apenas pincela como eles eram. Em geografia se fala sobre representação do espaço geográfico e a geografia na escola. O assunto é iniciado a partir da importância dos mapas e como é difícil entender a geografia sem o uso deles, esse é o primeiro contato deles com os mapas e então é sugerida uma atividade onde as crianças fazem um contorno das mãos, e em seguida diz que o que eles fizeram é um mapa. Um outro assunto é a lateridade, e através da bricadeira amarelinha eles começam a trabalhar sobre isso, a amarelinha feita é diferente, é um contorno do próprio corpo da criança e desenhado sobre ele os quadrados da brincadeira orginal, é explicado para as crianças sobre o lado esquerdo e direto. Antes de voltar ao assunto dos mapas é discutido sobre os três tipos de visões que temos que é conseguir observar as difrenças de um determinado objeto por cima, de frente e na diagonal. Isso é uma introdução para os mapas, pois nessa parte eles vão começar a lê-los, e mais a frente é proposto uma visita por toda escola, e depois devem fazer um mapa do que foi observado. A professora Daniela diz também que ela não consegue trabalhar apenas com o material, é preciso sempre estar pesquisando e completando-o, e diz mais, a respeito das matérias de História, Geografia e Ciências ela considera fora da realidade das crianças pois parte do abstrato, do que elas não conhecem e quando fala, por exemplo, da família da criança são perguntas sem sentido. A respeito disso Callai (2001) faz a seguinte observação: “O ensino deve subsidiar os alunos a pensar e agir criticamente, de modo que se ofereçam elementos para que compreendam e expliquem o mundo”. Vemos então claramente que isso não ocorre na prática observada até agora. E avançando para o terceiro ano percebemos que a situação não muda, nesse momento fica entendido que as crianças já conseguiram adiquirir os conhecimentos necessários e agora o material de história por exemplo já começa a falar sobre a história do Brasil na época do Império, a chegada dos portugueses. Para a professora Rosângela é um absurdo, uma de suas falas foi a seguinte: “ A maior parte dos meus aluno não conseguem nem entender que quando vão para Sales Oliveira (cidade vizinha), eles estão mudando de cidade. Está tudo errado, deveria se tratar primeiro da história do bairro da criança, depois de sua cidade, em seguida do estado onde vive e ai sim começar a falar da história do Brasil.
Para mim o ensino ainda é muito tradicional, preocupado em dar muito conteúdo apenas para dizer que forneceu o conhecimento, mas se esquece da realidade deles, é muita informação para pouco significado”. Perguntamos a ela se esses alunos demonstram alguma curiosidade sobre esse assunto, porque por ser um assunto complexo eu acreditávamos que talvez eles não possuíssem certa maturidade para questionar sobre o assunto, ela porém disse que a única coisa que as crianças questionam é a respeito da escravidão, e que ela faz o possível para não ser demasiadamente crítica a respeito desse assunto, mas não esconde o que aconteceu dos seus alunos, e mesmo que nesse momento o material não deixe claro sobre isso, ela diz que faz sua parte e esclarece o assunto. Diz também que quando deu aula para uma sala de quinto ano e estáva dando uma aula a respeito do mercado internacional, ela passando para nossa realidade mostrou a eles que eram como as viagens de hoje em dia que tráz as mercadorias de outros países e seguiu dando exemplo, um de seus alunos disse que ela havia se esquecido da principal mercadoria que é transportada hoje em dia: as drogas. Dizemos a ela que isso era chocante, mas ela apenas nos disse: “ Meninas, essas crianças moram em um bairro carente, que é conhecido como o bairro mais perigoso da cidade, essa é a realidade deles, esse é um assunto que eles ouvem todo dia às vezes até da própria família”.