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Tipologia: Trabalhos
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RIBAS DO RIO PARDO, 14 de setembro de 2014
Com a ascensão da Revolução Industrial e o ingresso das mulheres no mercado de trabalho, surgiu a necessidade de alguém que tomasse conta das crianças pequenas, para que as mesmas pudessem ocupar este posto. Diante desta nova realidade, Comenius (Pai da Didática) no século XVII, alimentou a ideia de fundar um jardim de infância; inspirado pela ideia de que “as crianças eram pequenas arvores que deveriam ser regadas”. Esta máxima propagou-se para vários estudiosos que desejavam dar voz e vida ao processo de aprendizagem de crianças pequenas Rousseau, que defendia a curiosidade e a liberdade; Pestalozzi que trabalhava na produção de disciplinas tanto afetivas como de conhecimento; e atingiu o seu ápice com a criação dos “Kindergarten” de Froebel que se espalharam por toda a Europa. Em outras décadas já se percebia que crianças pequenas mereciam um cuidado maior, e melhor, um auxilio integral em seu desenvolvimento, muito se discutiu e muito ainda se discute sobre Educação Infantil e sabemos que estamos muito longe de chegarmos ao desejado, mas sabemos que a educação infantil é o alicerce, então que seja feito sobre uma base sólida para que tenhamos uma construção do conhecimento segura e feliz.
Nesta épocas ainda não existia a Educação Infantil no Brasil por isso não consta tantos relatos pois a maioria da publicacoes refere-se a manuais do pré primário ou a pré escola. A foto é da década de 1950 as crianças A falta de liberdade é evidente e explícita na roupa, que parecem ser uniformes ou roupas escolhidas especialmente para esta foto, o que era muito comum nessa época. As crianças estão colocadas de forma planejada e ou estratégica. Não há representatividade de alegria, ou nenhum tipo de sentimento, Nota-se a presença das mulheres como educadoras, até por que este espaço escolar infantil já está delimitado como feminino desde o século 20. Chamou-nos também a atenção os trajes dos professores e os semblantes rígidos dos mesmos, que evidenciam a autoridade através da colocação das pessoas na foto. Quantidade de crianças: 19 meninas e 17 meninos (sem certeza absoluta, as vestimentas são muito parecidas e a foto é bem antiga).
Quantidade de crianças: 9 meninas e 5 meninos (sem certeza absoluta). Esta foto mesmo sendo aparentemente organizada, e com uma diferença apenas de 20 anos ou menos da anterior, nos parece mais livre e descompromissada, mesmo sendo tirada em uma época em que éramos controlados por militares não há esta impressão na foto. As roupas também parecem ter sido escolhidas especialmente para as fotos ou eram apenas vestimentas comuns da época. Há uma demonstração discreta de alegria, o sorriso está no rosto das crianças, e por mais que a foto seja planejada há liberdade na pose, é evidente. Por mais que possua uma organização para que todos estejam presentes eles se dispersaram.
(^) Inês 50 anos, os materiais da época eram um caderno, borracha e lápis, as crianças realmente iam de uniformes para a escola, meninas usavam saia de pregas e camisa branca, e os meninos de bermudas e camisa branca. Acordava bem cedo, tomava café e ia à escola, levada pelo meu pai, sentávamos em mesas individuais, os professores eram bem severos e só de nos olhar já ficávamos com medo, ensinavam o que era preciso como as cantigas de roda, brincadeiras com os amigos e o ensino das regras. Não me lembro das cantigas que cantávamos, me lembro das historias clássicas, e algumas que faziam parte do folclore da cidade. A repreensão acontecia quando fazíamos coisas ditas erradas, éramos castigados com palmatórias, joelhos no milho ou castigos sentados no canto da sala em silêncio e de costa para a sala. elogios eram muito raro, a professora parecia uma mãe bem severa. Não me recordo da forma de avaliação. A organização e participação de festinhas não podíamos participar, pois éramos muito pobres, e não me lembro de dias das mães ou outras datas assim.
(^) Felipe 17 anos. Folhas diversas, lápis de cor, giz de cera, massinhas guache, tintas. Para acordar para ir a escola não era muito fácil, não gostava muito. Acordava as 06h00min h da manhã colocava o uniforme, tomava café com minha Vó e ela me levava ate a escola, lembro que sentávamos em mesas individuais em um ambiente não muito grande. A professora era muito brava e gritava bastante, me ensinou a escrever meu nome e as cores, não me lembro de como foi, mas aprendi. Melhor parte era a hora do lanche e as brincadeiras no parque da escola, gostava das cantigas do O sapo não lava o pé, atirei o pau no gato, samba Le Le, lembro das histórias de Os três porquinhos, a branca de neve; as mesma que vejo hoje, e havia repreensão, gritos, castigo. Elogiava colocando carimbo três estrelas em meus trabalhinhos quando estavam bons, adorava ganhar as estrelinhas, mas nem sempre conseguia. Ela avaliava passando muitas atividades. Sempre Participava de todas, mais pela minha mãe e avó do que por querer realmente, não gostava muito! Mas na hora era legal brincava com meus amigos e comia muito quase sempre, além das brincadeiras em barracas nas festas juninas as prendas eram legais.
Com o passar dos anos esta situação se modificou com professoras mais sensíveis e que se preocupavam em elogiar e dizer que o que estava bom deveria ser elogiado até chegar ao ponto de dar estrelinhas nos cadernos ou em quadros com o nome das crianças, para sinalizar e ou demonstrar a evolução ou não de seus comportamentos através dos combinados. Na verdade a avaliação era diária, pois todos os dias eram aplicadas atividades. Mas nenhum deles soube dizer se eram instrumentos de avaliação com certeza. Nenhum dos entrevistados mencionou lembranças do espaço escolar ou de algum funcionário em particular. A entrevistada mais velha não se recorda de muitos detalhes das festas, lembra-se que poucas vezes frequentou, pois sua família era de baixa renda e não podia gastar com futilidades. A segunda entrevistada Elisa disse que nas datas importantes eram confeccionadas lembrancinhas e festa somente na formatura. Nosso ultimo entrevistado Gabriel, disse não gostar muito destas “festinhas”, mas era quase obrigado a participar por sua mãe e avó, e que gostava somente de participar das festas juninas, do sorvete, pois podia comer e jogar nas barraquinhas. Ficaram bem evidentes para nós as diferenças no decorrer dos tempos, dos professores, materiais, formas de tratamento e de percepção de como eram estas escolas. Não percebemos em momento algum das nossas entrevistas qualquer fala que denotasse alguma preocupação das professoras com seus desenvolvimentos cognitivos, motor e de linguagem. Percebemos com nossa entrevistada Dulcineia que havia um fundo de retidão moral no tratamento com os alunos, e que as atividades desenvolvidas pouco interessavam aos alunos. Na verdade nenhum tinha a consciência do tipo de avaliação ao qual era submetido na escola. O objetivo delas nunca fica perceptível aos alunos. Será que esta realidade mudou? Na verdade afirmamos que não, pois atualmente se uma criança for perguntada sobre os objetivos de estar frequentando a escola não teremos respostas tão diferentes das mencionadas nas entrevistas.
Na visão de Piaget o desenvolvimento humano se dá através da compreensão de como e formando o processo de constituição do pensamento lógico-formal e matemático. Tal processo, é explicado segundo o pressuposto de que existe uma conjuntura de relações interdependentes entre o sujeito conhecedor e o objeto a conhecer, envolve mecanismos complexos e intrincados que englobam aspectos que se entrelaçam e se complementam, tais como: o processo de maturação do organismo, a experiência com objetos, a vivência social e, sobretudo, a equilibração do organismo ao meio. Para ele esse desenvolvimento e dividido e 4 etapas: período sensorial, período pré- operatório , períodos de operações concretas, períodos de operações formais. | Piaget usava a expressão "a passagem do caos ao cosmo" para traduzir o que o estudo sobre a construção do real. De acordo com a tese Piagetiana, “a criança nasce em um universo para ela caótico, habitado por objetos evanescentes (que desapareceriam uma vez fora do campo da percepção)”. Ao nascermos, as funções mentais limitam- se ao exercício dos aparelhos reflexos inatos. Assim sendo, o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção, o movimento dos olhos como exemplo). Progressivamente, a criança vai aperfeiçoando tais movimentos reflexos e adquirindo habilidades já se concebendo dentro de um cosmo “com objetos, tempo, espaço, causalidade objetivados e solidários, entre os quais situa a si mesma como um objeto específico, agente e paciente dos eventos que nele ocorrem”. | Para Piaget o processo de o desenvolvimento cognitivo da criança se divide em três partes: Organização e adaptação, assimilação, acomodação, equilibração.
Individualidade, atividade e liberdade do aluno são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino. Montessori defendia uma concepção de educação que se estende além dos limites do acúmulo de informações. O objetivo da escola é a formação integral do jovem, uma "educação para a vida". A filosofia e os métodos elaborados pela médica italiana procuram desenvolver o potencial criativo desde a primeira infância, associando-o à vontade de aprender - conceito que ela considerava inerente a todos os seres humanos. | Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que as crianças exploram e decodificam o mundo ao seu redor. "A criança ama tocar os objetos para depois poder reconhecê- los", disse certa vez. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora - hoje utilizados largamente na Educação Infantil - objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho). | O método Montessori parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que meninos e meninas aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta. Para tornar esse processo o mais rico possível, a educadora italiana desenvolveu os materiais didáticos que constituem um dos aspectos mais conhecidos de seu trabalho. São objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.
A vivência deve preceder a teoria. Deste modo, o método prevê que o currículo escolar deve ser individualizado e levar em conta apenas as necessidades de aprendizado do aluno em cada fase da sua vida. | Na criança, todos os órgãos de percepção sensória estão abertos e, a partir de uma intensa atividade em seu interior, ela responde com a repetição dos estímulos vindos do ambiente exterior, a IMITAÇÃO. Essa imitação é a grande força que a criança de 1° setênio tem disponível para a aprendizagem, inclusive a do falar, do fazer, do adequado ou impróprio no comportamento humano. E é por uma imitação mais sutil que ela cria, ainda sem consciência, o fundamento para sua moralidade futura. | O método Waldorf visa desenvolver a personalidade do aluno, florescendo nele a clareza do raciocínio, equilibro emocional e a iniciativa de ação. Ao final da escola, o estudante está pronto para exercitar o pensamento e fazer uma análise crítica do mundo.
A escola deve se abrir para a vida. É a partir desta concepção que Célestin Freinet, professor primário de caráter humanista, enfatiza a importância da quebra dos valores tradicionais da escola. Para Freinet, o processo educativo deve ser construído a partir das necessidades, interesses e curiosidades que a própria criança apresenta, fazendo com que esta se torne protagonista no seu desenvolvimento. A atenção dada à criança que tem todas suas observações consideradas proporciona a identidade da mesma, enfatizando sua participação como ser sociocultural e sua inserção na sociedade. | A pedagogia de Freinet se fundamenta em quatro eixos: a cooperação (para construir o conhecimento comunitariamente), a comunicação (para formalizá-lo, transmiti-lo e divulgá-lo), a documentação, com o chamado livro da vida (para registro diário dos fatos históricos), e a afetividade (como vínculo entre as pessoas e delas com o conhecimento).
(^) Habilidade adquirida pelo grupo: Pesquisa e compreensão da existência dos instrumentos de avaliação para a Educação infantil. Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar o desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis (BRASIL, MEC/SEF. Referenciais Curriculares para a Educação Infantil. 1ªed.Brasília: MEC/SEF, 1998). (^) Elaboração das justificativas sobre a importância dos mesmos para organização e planejamento do trabalho a ser desenvolvido pelo professor a partir dos resultados avaliados. A criança precisa ser avaliada em muitos aspectos: social, emocional, motor e cognitivo, por isso, na Educação Infantil, a avaliação não pode ser restrita a atividades no papel ("provinhas"). A avaliação deve ser diária e em todas as atividades realizadas, inclusive nas brincadeiras e jogos. Avaliação na educação infantil é um procedimento de fundamental importância, pois permite identificar as conquistas alcançadas pela criança. É através da avaliação que o professor pode perceber se o método de ensino utilizado está sendo adequado para aquele grupo. Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, referente à Educação Infantil, artigo 31, preconiza que: "(...) a avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Neste quesito julgamos oportunas as considerações de HOFFMANN (2002), quando afirma que quem procura um médico está em busca de pelo menos duas coisas: um diagnóstico e um remédio para seus males. “A avaliação escolar, hoje, só faz sentido se tiver o intuito de buscar caminhos para a melhor aprendizagem”. Assim, no espaço da Educação Infantil, a escola deve
oportunizar a criança um ambiente físico e social onde ela se sinta acolhida e segura para enfrentar desafios. De acordo com Hoffmann (1996), a avaliação deve ser mediadora, onde “mediação significa um estado de alerta permanente do professor que acompanha e estuda a história da criança em seu processo de desenvolvimento”. A avaliação não deve ser encarada como um julgamento, pois isso seria uma forma de classificar e rotular as crianças, não levando em conta os acontecimentos que acompanham todo o cotidiano em questão, onde todos são avaliados. Assim, ela passa a ser uma ação crítica e transformadora, onde o professor acompanha o seu grupo, investigando, observando e refletindo sobre a criança, sobre o grupo, sobre a sua prática pedagógica e sobre a instituição. Portfólio, dossiê, relatórios de avaliação, todas essas nomenclaturas se referem, no sentido básico, à organização de uma coletânea de registros sobre aprendizagem do aluno que ajuda o educador, os próprios alunos e as famílias a ter uma visão evolutiva do processo. Embora não tenha sido possível localizar um conceito apropriado do termo Portfólio, adotamos o significado que o educador de Educação Infantil utiliza na sua prática pedagógica, que diz respeito ao registro de trajetória da aprendizagem da criança que se da através da seleção, ordenação de documentos por ela produzidos, ou documentos externos, como fotos, reportagens, textos, que de algum modo contribuíram com o percurso de sua aprendizagem, colocando em evidência seu patamar de desempenho, as hipóteses que levantou e se os fins que alcançou foram realmente os propostos no início do trabalho. Portanto, a avaliação é um processo que deve ser incorporado na prática do professor, onde, todas as experiências, manifestações, vivências, descobertas e conquistas das crianças devem ser valorizadas, com o objetivo de revelar o que a criança já tem e não o que lhe falta.
PIAGET: O desenvolvimento humano na teoria de Piaget. Disponível em: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm. Acesso em:31 de Mar.2013. VYGOTSKY: Vygotsky e o desenvolvimento humano. Disponível em: http://www.gime.ufjf.br/arquivos/Vygotsky_e_o_desenvolvimento_humano.pdf. Acesso em: 31 de Mar.2013. WALLON: Semana da Educação 2008. Disponível em: http://www.educacao.uerj.br/SemanaEducacao2008/Trabalhos/arq377.pdf. Acesso em: 31 de Mar. 2013. MONTESSORI: Direcional Escola. Disponível em: http://www.omb.org.br/pdf/montessori_revista_direcional_2007_04.pdf Acesso em: 31 de Mar. 2013.Maria Montessori, a médica que valorizou o aluno. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/medica-valorizou-aluno-423141.shtml. Acesso em: 31 de Mar. 2013. WALDORF: A pedagogia Waldorf. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per14.htm#parte4. Acesso em: 31 de Mar.2013. Por dentro do Waldorf. Disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/materias_295324.shtml. Acesso em: 31 de Mar. 2013. FREINET: Pedagogia Freinet e as contribuições para se pensar a Educação infantil atual. Disponível em: http://prope.unesp.br/xxi_cic/27_36814451840.pdf. Acesso em: 31 de Mar. 2013. http://www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/celestin-freinet-o-mestre-do-trabalho-e-do-bom-senso/. Acesso em: 31de Mar. 2013. OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos. 7 ed – São Paulo: Cortez, 2011.