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Aula choque e ferimentos, Notas de aula de Enfermagem

Aula choque e ferimentos

Tipologia: Notas de aula

2016

Compartilhado em 10/04/2016

enfermagem-unip-2016-10
enfermagem-unip-2016-10 🇧🇷

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10/04/2016
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Estados de Choque; Hemorragias, Sangramentos; Ferimentos:
tecidos moles, ferimentos abertos e fechados, objeto empalado,
amputação e precauções com tétano
Primeiros Socorros
Graduação em Farmácia
UNIP – 2016
Profª Drª Mônica Franco Coelho
Definição de Choque
Síndrome caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório em fornecer oxigênio aos tecidos,
levando à disfunção orgânica caracterizada pela hipoperfusão
Como reconhecer o estado de choque:
Cansaço ou desânimo
Inconsciência
Hemorragia grave
Vômitos
Sede
Inquieto,a gressivo confusão mental leta rgia
APARÊNCIA DO PACIENTE = pele pálida, úmida e fria, olhos opacos, lábios azulados, pulso
acelerado,p erfusão capilar periférica maior que 2 segund os
Tipos de choque
Choque Hipovolêmico redução do volume contido dentro do sistema circulatório
(volemia)Ex.: Hemorragias (hemorrágico), perda de fluidos orgânicos (diarreia, vômito,
febre, queimaduras etc.)
Choque Obstrutivo presença de um obstáculoà sa ída de sangue das câmarascardíacas. Ex.:
tamponamento cardíaco,tromboembolismo pulmonar
Choque Cardiogênico disfunção no coração, perda da capacidade de contração. Ex.: Pós
IAM, trauma (contusão miocárdica), miocardite
Choque Distributivo - desequilíbrio entre a oferta e a necessidade de oxigênio pelas células
devido a alteração na resistênciavascular sistêmica. Ex.: Anafilático e Neurogênico, Séptico
Embolia pulmonar e tamponamento cardíaco
Tamponamento cardíaco Tromboembolismo Pulmonar (TEP)
Choque hipovolêmico
Características:
- Taquicardia inicial progressão para bradicardia
- Taquipneia
- Cianose
- Hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg)
- Redução do turgor e temperatura da pele (vasoconstrição)
- Redução da umidade das mucosas
- Hipotermia
- Alterações estado mental
Classificação do choque hemorrágico
Classe I Classe II Classe III Classe IV
Perda volêmica (mL) <750 750 - 1500 1500 - 2000 > 2000
FC (bpm) < 100 > 100 > 120 > 140
PA (mmHg) Sem alt erações Sem alterações Hipotenso Hipotenso
Enchimento capilar Sem alterações Reduzido Reduzido Reduzido
FR (mpm) < 20 20-30 30 -40 > 35
Nível de consciência Pouco ansioso Ansioso Ansioso-confuso Confuso-letárgico
Adaptado de “Medicina Intensiva para graduação (2006)”
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Estados de Choque; Hemorragias, Sangramentos; Ferimentos:

tecidos moles, ferimentos abertos e fechados, objeto empalado,

amputação e precauções com tétano

Primeiros Socorros Graduação em Farmácia UNIP – 2016 Profª Drª Mônica Franco Coelho Definição de Choque Síndrome caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório em fornecer oxigênio aos tecidos, levando à disfunção orgânica caracterizada pela hipoperfusão Como reconhecer o estado de choque: Cansaço ou desânimo  Inconsciência Hemorragia grave Vômitos Sede Inquieto, agressivo – confusão mental – letargia

  • APARÊNCIA DO PACIENTE = pele pálida, úmida e fria, olhos opacos, lábios azulados, pulso acelerado, perfusão capilar periférica maior que 2 segundos Tipos de choque
  • Choque Hipovolêmico – redução do volume contido dentro do sistema circulatório (volemia)Ex.: Hemorragias (hemorrágico), perda de fluidos orgânicos (diarreia, vômito, febre, queimaduras etc.)
  • Choque Obstrutivo – presença de um obstáculo à saída de sangue das câmaras cardíacas. Ex.: tamponamento cardíaco, tromboembolismo pulmonar
  • Choque Cardiogênico – disfunção no coração, perda da capacidade de contração. Ex.: Pós IAM, trauma (contusão miocárdica), miocardite
  • Choque Distributivo - desequilíbrio entre a oferta e a necessidade de oxigênio pelas células devido a alteração na resistência vascular sistêmica. Ex.: Anafilático e Neurogênico, Séptico Embolia pulmonar e tamponamento cardíaco Tamponamento cardíaco Tromboembolismo Pulmonar (TEP) Choque hipovolêmico

Características:

  • Taquicardia inicial progressão para bradicardia
  • Taquipneia
  • Cianose
  • Hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg)
  • Redução do turgor e temperatura da pele (vasoconstrição)
  • Redução da umidade das mucosas
  • Hipotermia
  • Alterações estado mental Classificação do choque hemorrágico Classe I Classe II Classe III Classe IV Perda volêmica (mL) <750 750 - 1500 1500 - 2000 > 2000 FC (bpm) < 100 > 100 > 120 > 140 PA (mmHg) Sem alterações Sem alterações Hipotenso Hipotenso Enchimento capilar Sem alterações Reduzido Reduzido Reduzido FR (mpm) < 20 20-30 30 -40 > 35 Nível de consciência Pouco ansioso Ansioso Ansioso-confuso Confuso-letárgico Adaptado de “Medicina Intensiva para graduação (2006)”

Considerações sobre o choque anafilático

Caracteriza-se pela insuficiência respiratória, reação alérgica grave que

ocorre após exposição a um agente que causa alergia

  • Rosto e tórax vermelho
  • Prurido
  • Sensação de ardor/ rosto e tórax queimando
  • Presença de edema em face e lábios
  • Dificuldade respiratória (dispneia) Tratamento do Choque
  • Tratar causa rapidamente
  • Se estiver com oxigênio, forneça – equipe de saúde
  • Monitore Sinais Vitais, sintomas
  • Mantenha a temperatura corporal
  • Preste apoio psicológico, converse
  • Colocar o paciente em decúbito dorsal, se possível
  • Levantar membros inferiores, se não houve trauma de coluna ou suspeita Sangramento
  • O controle da hemorragia grave
  • A maioria dos sangramentos externos pode ser controlada

com pressão direta

  • O sangramento interno é difícil de detectar e controlar
  • Olhe para os sinais e sintomas de choque
  • Ambos podem rapidamente causar choque Sangue

Definição: é um órgão especializado, diferente dos demais por estar no

estado líquido

Formado por:

Plasma (parte líquida do sangue - 55% volume sanguíneo)

Elementos celulares (eritrócitos, plaquetas, leucócitos – 45%)

O volume sanguíneo de um indivíduo corresponde de 7 a 10% do seu

peso corporal normal, entre 5 a 6 litros

Principais funções do sangue:

 Transportar oxigênio e gás carbônico

 Transportar nutrientes para os tecidos

 Transportar os resíduos dos tecidos para os órgãos de

excreção como rins, fígado

 Manter a regulação corporal através do transporte de

hormônios

Vasos Sanguíneos

Hemorragia de orifícios

  • Hemorragia nasal
  • Ocorrência comum – rompimento capilares sanguíneos (pequenos traumas, aumento da pressão no local – espirro)
  • Gravidade:  Sangramento nasal e Hipertensão Arterial Sistêmica Sangramento associado a lesão na cabeça Fig. 1 Fig. 2 Objetivos:
  • Controlar sangramento
  • Manter vias aéreas livres - respiração Hemorragia de orifícios
    • Hemorragia na boca
    • Ocorre por trauma no qual os dentes da vítima causam cortes
    • Pode ocorrer perda acidental ou extração do dente Objetivo:  Controlar sangramento  Proteger vias aéreas
  • Solicite que procurem o dente enquanto você realiza os primeiros socorros
  • Não limpe o dente
  • Não lave a boca da vítima ( processo de coagulação)
  • Utilize gaze sobre o ferimento, peça para a vítima apertar com os lábios, língua ou dente
  • Se a lesão for no local que o dente foi removido faça um curativo volumoso e coloque no local
  • Em média 10 min – melhora do sangramento, se permanecer por mais de 30 min encaminhar vítima para atendimento imediato Hemorragia de orifícios
  • Hemorragia vaginal
  • Sangramento menstrual
  • Aborto
  • Violência sexual
  • Seguir condutas para CHOQUE
  • Providenciar local seguro e companhia feminina
  • Acomodar em posição confortável
  • Providenciar toalha, pano limbo ou absorvente
  • Encaminhar para atendimento médico Conforto e privacidade Presença feminina Ferimento nos olhos
  • Lesões diretas – cortes e hematomas
  • Presença de fragmentos (areia, metal, vidro, lentes de contato)
  • Lesão penetrante – objeto permanece no globo ocular

Vítima apresentará:

  • Dor intensa no local com movimentação rápida e involuntária das

pálpebras (espasmos)

  • Ferimento visível (olhos avermelhados, objeto visível etc.)
  • Alteração do contorno dos olhos (“achatamento”) Ferimento nos olhos
  • Objetivos: -Evitar danos adicionais Transporte rápido para serviço de saúde Procedimentos
  • Fazer curativo oclusivo, sem
  • Comprimir o local
  • Deitar paciente em decúbito dorsal e estabilizar a cabeça (reduzir movimentação) Ferimentos no tórax

Ferimentos no tórax

  • Ferimentos profundos podem acometer coração, pulmões e grandes vasos Frequentemente:
  • Rompimento das pleuras – pneumotórax
  • Presença de sangue na cavidade pleural – hemotórax
  • Presença de sangue no pericárdio – Choque obstrutivo ( tamponamento cardíaco) Vítima apresentará:
  • Dificuldade para respirar (rápida, curta e irregular)
  • Sensação de pânico
  • Tosse com sangue vermelho e espumoso
  • Cianose (boca, unhas, extremidades, pele)
  • Sangue “ borbulhando” no ferimento
  • Presença de sons durante a respiração

Ferimentos no tórax

  • Objetivos:
  • Ocluir o ferimento e manter a respiração
  • Minimizar o estado de choque
  • Remoção urgente para o serviço de saúde

Procedimentos:

  • Ocluir imediatamente o orifício com a mão

(protegida com luva, plástico e tecido limpo)

  • Realizar curativo oclusivo (gaze estéril e esparadrapo

ou faixa crepe

  • Manter decúbito elevado (exceto se trauma cabeça e/ou coluna)
  • Transporte urgente para serviço de saúde

Ferimentos no tórax

Colocar paciente em DECÚBITO LATERAL, quando não tiver lesão cervical e coluna (ver último slide com orientações da AHA-2015)

Ferimentos no abdômen

  • Pode ocorrer sangramento externo e exposição de conteúdo abdominal – evisceração
  • Lesões por armas brancas, armas de fogo ou compressão abdominal – lesões internas extensas Objetivo: Minimizar o estado de choque Cuidado na prevenção de infecções

Ferimentos no abdômen

  • Ocluir o ferimento com gaze estéril e fita
  • Nos casos de evisceração ocluir com gaze e solução fisiológica 0,9% e plástico estéril (se não tiver, utilizar filme plástico limpo) – Nunca tocar na víscera ou tentar reposicionar

TIPOS DE LESÃO

Objeto Impalado

  • Em uma situação urbana, não remova
  • Imobilizar com curativos volumosos – estabilizando o objeto
  • Conduza a vítima rapidamente para unidade hospitalar
  • Avalie 15/15 min a vítima (Sinais Vitais e Estado Mental)
  • Mantenha a vítima em jejum A remoção dos objetos é um procediemnto cirúrgico TRANSFIXANTE Lesões perfurantes que atravessam o corpo. LACERO-CONTUSA Compressão da pele com retirada de tecido produzida por ação violenta. PERFURO-CONTUNDENTE Lesão que penetra na forma pontual por impacto. Produzida por armas de fogo (projétil)
  • Não movimentar a vítima
  • Estabilizar região cervical, proteger coluna AMPUTAÇÃO Remoção de um membro do corpo por cirurgia ou acidente. Atendimento nos casos de amputação
  • Controlar hemorragias
  • Evitar manipular a ferida que não sangra
  • Cobrir com curativo seco, pano limpo

Parte amputada:

  • Limpar (irrigando delicadamente) com Ringer Lactato e envolver em gaze

estéril umedecida com solução de Ringer Lactato

  • Colocar em saco plástico e identificá-lo
  • Colocar o saco plástico em outro recipiente cheio de gelo moído (não colocar

a parte amputada em contato direto com gelo)

  • Transportar o segmento amputado ao hospital adequado junto com a vítima
  • Não retardar o transporte na tentativa de localizar a parte amputada; policiais ou outros auxiliares devem permanecer no local para procurar e

devem ser orientados quanto aos cuidados e a forma de transportá-la, sendo

informados sobre o hospital de destino da vítima.

(Suporte Avançado de vida, SAMU 2012)

Prioridades no Tratamento de Feridas

  • Pare a hemorragia severa - trate o choque
  • Se o sangramento não é grave (escoriações, lesões abrasivas) – ferimentos superficiais -Limpe a ferida -Use irrigação vigorosa para remover detritos -Proteger a ferida com gaze esterilizada e atadura
  • Transferir vítima rapidamente quando:
    • Ferida contaminada
    • Envolver articulação, ligamentos ou tendões
    • Mordedura de animal
    • Corte profundo, amputação ou empalamento Prevenção relacionada ao Tétano
  • O Tétano é uma doença neurológica grave ausado pela neurotoxina produzida pela

bactéria anaeróbica Clostridium tetani em uma ferida contaminada

Conduta em ferimentos leves, pequeno sangramento:

  • Lavar o ferimento com água e sabão, removendo corpos estranhos e sujidade

Demais ferimentos:

  • Limpeza e remoção de sujidade e objetos estranhos em ambiente hospitalar
  • Proteger a área da lesão e conduzir rapidamente para serviço de saúde
  • Verificar histórico de vacina, dupla tipo adulto (dT) Prevenção relacionada ao Tétano Imunização passiva é realizada com a administração do soro antitetânico via intramuscular ou imunoglobulina antitetânica intramuscular Lesões musculoesqueléticas
  • São lesões nas extremidades do corpo que resultam em hemorragia e instabilidade Sistema musculoesquelético:
  • Ossos
  • Articulações
  • Músculos
  • Tendões
  • Ligamentos Fraturas
  • Ocorre a quebra da continuidade da estrutura óssea
  • Caracteriza-se por dor, deformidade, hematomas e crepitação, vítima

em posição de defesa, perda de função (movimentação)

  • Fechadas – osso quebrado e pele íntegra
  • Expostas – osso quebrado e exposição de estruturas internas por

esmagamento ou laceração causada pelo osso

  • O socorrista deve verificar pulsos, cor da pele e dor. NUNCA pedir

para a vítima tentar movimentar o membro e NUNCA tentar realinhar

a fratura

Fraturas

Conduta:

Conter a hemorragia, controlar o choque (sempre que necessário) Imobilizar com tala e faixa crepe Manter a posição em que o membro se encontra A fixação deve ser realizada sobre as articulações próximas a fratura Acolchoar as talas rígidas – evitar lesões (úlceras) Remover joias, relógios, anéis  Avaliar pulso, coloração da pele e queixas do paciente (compressão inadequada) Depois de imobilizado, se possível, elevar o membro Pode colocar compressa fria, bolsa de gelo próximo ao local da suspeita de fratura Obs.: Fraturas em que o pulso distal não está presente pode-se movimentar com cautela e respeitando o limite da dor da vítima. Não deve ser realizado mais que dois movimentos