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Pratica de Micro
Tipologia: Notas de aula
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Não perca as partes importantes!

















As aulas práticas de Microbiologia têm como objetivo ensinar ao acadêmico os princípios gerais e métodos utilizados no estudo de microbiologia. Nestas aulas utilizaremos uma variedade de bactérias, sendo algumas patogênicas para o homem, portanto é essencial que as normas sejam seguidas, a fim de se evitar contaminações acidentais.
OBS: A utilização do Bico de Bunsen é essencial pois visa a diminuição de microrganismos no campo de trabalho através do calor. Para isso ele apresenta uma regulagem que torna possível selecionar o tipo de chama ideal para o trabalho. No caso da Microbiologia deve ser utilizada a chama azul porque esta atinge maior temperatura e não forma fuligem. É importante ressaltar que a chama apresenta diferentes zonas, e tal fato é importante para que o processo de Flambagem seja executado adequadamente, já que certas zonas da chama devem ser evitadas. As zonas da chama são: Zona Neutra (é uma zona fria e, portanto, não deve ser utilizada para Flambagem), Zona Redutora e Zona Oxidante (são zonas onde já ocorre a combustão e, portanto, já podem ser usadas para a Flambagem). (fig. 1).
Figura 1
O calor úmido pode ser utilizado para destruir microrganismos presentes em materiais através das formas de: vapor d’água, água fervente e água aquecida abaixo de seu ponto de ebulição.
específico de tempo. É essencial que todo o ar residual inicialmente presente na câmara seja completamente substituído por vapor d’água, porque se o ar estiver presente reduzirá a temperatura interna da autoclave;
A eficiência do processo de esterilização depende de alguns fatores:
É imprescindível o controle de qualidade nos processos de esterilização. Como se trata de um processo que inclui diversas variáveis (tempo, temperatura, limpeza prévia, conhecimento da pessoa responsável pelo processo, etc), se qualquer destas variáveis for negligenciada, o processo não será efetivo e o risco de contaminação é eminente. O controle deve ser realizado através de métodos químicos e bacteriológicos. Os métodos químicos utilizam uma fita especial que mostra, através da mudança de cor, se a temperatura desejada foi atingida. Os métodos bacteriológicos utilizam a bactéria chamada Bacillus subtilis , que por ser produtora de esporos, é uma eficiente indicadora da qualidade do processo. Este controle deve fazer parte da rotina do consultório para garantir a saúde dos pacientes e de toda a equipe.
esterilização. A presença de matéria orgânica (óleo, gordura, pus, sangue, e outras secreções) protege o microrganismo da ação esterilizante. É adequado lavar manualmente os instrumentos com detergente e água morna antes da esterilização.
voltam a se recontaminar com microrganismos presentes no ambiente.
odontológicos não são confiáveis, portanto, sugere-se que sejam utilizados termômetros calibrados de acordo com as especificações do INMETRO. Se não for possível, deve-se considerar que o termômetro de mercúrio tem uma incerteza na medição da faixa de 5ºC a 10ºC.
procedimento.
Este processo pode ser realizado de forma física (Pasteurização) e química (Desinfectantes), e pode ser classificado como sendo uma desinfecção de alto, intermediário ou de baixo nível, dependendo da quantidade de microrganismos inativados.
tuberculosis. Este tipo de desinfecção é indicado para itens classificados como “semi-críticos”, ou seja, que entram em contato com mucosas íntegras e pele não íntegra (p. ex. abridor de boca, condensadores de amálgama, espátulas para inserção de resinas, etc.)
fungos e a maioria dos vírus. É indicada para uso em itens classificados como “não-críticos”, ou seja, aqueles materiais que entram em contato apenas com a pele íntegra. (p. ex. estetoscópios, termômetros, esfigmomanômetros, gorro, máscara, refletor, etc.)
alguns fungos e vírus. É indicada também para itens de uso “não-crítico”.
II.1- Desinfecção por agentes físicos:
II.2- Desinfecção por agentes químicos:
11.2.a) Método de Desinfecção de alto nível:
*- Formas vegetativas; Fonte: Trabulsi, L.R., Microbiologia. Livraria Atheneu, R.J., 1991. **- Bacilos álcool-ácido resistentes; ***- Ativos contra esporos Técnica I : O experimento que será realizado tem por objetivo verificar a ação de antissépticos sobre a microbiota das mãos, para tanto devem ser seguidas as seguintes etapas:
1- Pegar uma placa de Petri contendo ágar, e dividi-la em 4 partes iguais. Utilizar para isso a caneta de retroprojetor, fazendo a divisão na parte de baixo da placa.
2- Identificar cada quadrante com os respectivos títulos: Controle ( C ), Mão Suja ( MS ), Detergente ( Det ), Álcool 70% ( A ), e Álcool Iodado ( AI ). Devem ser preparadas 2 placas seguindo o esquema abaixo.
3- No quadrante identificado como “ Mão Suja” o aluno deve encostar o dedo (sem lavar) no ágar por 1 minuto. 4- A seguir o mesmo aluno deve lavar as mãos com detergente, secá-las levemente e encostar o mesmo dedo no quadrante do ágar identificado como “Detergente” por 1 minuto. 5- O mesmo aluno deve então lavar as mãos com álcool, secá-las e encostar o mesmo dedo no quadrante do ágar identificado como “álcool” por 1 minuto. 6- A placa deve ser levada para incubação.
OBS: Nada deve encostar no quadrante identificado como “Controle”.
Técnica II : Este procedimento tem por finalidade observar a efetividade do processo de esterilização por autoclave, através da comparação entre material contaminado levado para o processo de esterilização e aquele que não passa por esse processo.
1- Retire um fio de cabelo (ou um pedaço de unha), e divida o material em duas partes. 2- Coloque uma parte do material em cada tubo de ensaio. 3- Identifique os tubos, destinando um para a autoclave ( A ) e o outro para a estufa ( E ). 4- O tubo E deve ser imediatamente incubado. 5- O tubo A deve ser encaminhado a autoclave, sendo a seguir também incubado (pela equipe de técnicos do departamento).
Sabemos que as bactérias são seres microscópicos, portanto a sua observação direta depende do uso do microscópio. Essa observação pode ser feita mediante o uso de corantes ou a fresco, sem coloração. A microscopia a fresco permite verificar viabilidade, tamanho, forma natural das bactérias e atividades celulares como a motilidade bacteriana. A respeito da motilidade é possível observar dois movimentos: o movimento flagelar, que é ativo e característico de bactérias dotadas de flagelos, e o movimento browniano, o qual é passivo e ocorre na direção das correntes líquidas que se formam nas preparações.
Técnica: Será utilizada a técnica denominada Gota Pendente, na qual o inóculo fica suspenso em uma lâmina escavada (lâmina de Koch).
possuem índice de refração próximo ao da água). Diferencie os dois tipos de movimento: ativo (flagelar) e passivo (browniano). O movimento flagelar é caracterizado pelo deslocamento, pela mudança da posição da bactéria, enquanto que o browniano não acarreta mudança na posição, não há deslocamento autônomo da bactéria.
F 0
Nome do(a) acadêmico(a): __________________________________________________
Os meios de cultivo são preparados e armazenados seguindo um rigoroso controle de qualidade, pois devem ser mantidas todas as suas propriedades nutricionais e garantida a esterilidade até o momento de sua utilização.
Técnica de Semeadura
A escolha da técnica para o cultivo de microrganismos varia de acordo com o tipo de meio de cultura e a finalidade do cultivo, porém algumas regras devem ser seguidas nas inoculações:
Para garantir uma semeadura correta, deve-se evitar ao máximo perfurar ou rasgar o ágar, pois poderá ocorrer acúmulo de bactérias neste setor do meio além de alterar as condições de crescimento bacteriano.
Técnica I : Meio Líquido
alça.
Técnica II : Meio semi-sólido
Figura 1Figura 2
Faça uma “injeção” com a agulha carregada com bactérias no meio de cultivo semi-sólido.
Técnica III : Meio sólido (ágar inclinado)
inclinado e suba fazendo estrias na superfície do ágar.
Técnica IV : Meio sólido (Placa de Petri – técnica do esgotamento)
placa.
Figura 3Figura 4
A parede celular de bactérias Gram-positivas difere-se das bactérias Gram-negativas pela presença de uma espessa camada de peptidoglicano e pela ausência de uma membrana externa. Esta diferença de constituição da parede celular é a base da coloração de Gram, uma técnica primordial no diagnóstico microbiológico, visto que através dela se definem características morfológicas e tintoriais da bactéria em pesquisa. A coloração de Gram consiste em tratar bactérias sucessivamente com cristal violeta, lugol, álcool-acetona e fuccina (ou safranina). O cristal vioeta e o lugol formam um complexo denominado iodopararosanilina, o qual confere coloração roxa tanto pelas bactérias Gram-positivas, quanto as Gram-negativas. Com a adição de álcool-acetona, as bactérias Gram-negaticas liberam o complexo formado, pois a camada de peptidoglicano é de pequena espessura, enquanto que as Gram-positivas retêm o complexo, permanecendo roxas. A adição de fuccina (ou safranina) não altera a cor das Gram-positivas, mas confere a cor avermelhada as bactérias Gram-negativas, que foram descoloridas pelo álcool-acetona.
Técnica:
-Esfregaço da cultura bacteriana líquida:
procedimento 3 vezes, para que o material fique bem aderido.
-Esfregaço de cultura bacteriana sólida:
obter um esfregaço de forma oval, uniforme e fino.
procedimento 3 vezes, para que o material fique bem aderido.
de 20 segundos.
lâmina na chama do bico de Bunsen (como se estivesse “cortando” a chama).
para imersão sobre o esfregaço)
F 0
Nome do(a) acadêmico(a): __________________________________________________
Análise dos Resultados
Através da análise dos resultados poderemos classificar os microrganismos testados em: “resistente”, “intermediário”, “moderadamente sensível”, e “sensível”, dependendo da formação ou não de halo inibitório e também de seu diâmetro(Fig 4). No caso de formação de um halo inibitório, este deve ter seu diâmetro medido, e a medida encontrada deve ser comparada com tabelas padronizadas (Fig 5). De modo geral, estas tabelas determinam medidas de diâmetro, e dessa forma a medida encontrada em cada caso pode então ser enquadrada em uma das quatro categorias supracitadas.
FIGURA 5: Exemplo de Tabela de Halos de Sensibilidade
Antimicrobiano Código [μg] Halos de Inibição (mm) Resistente Intermediário Moderadamente sensível
Sensível
Bacitracina BAC 10 < 8 9 a 12 - > 13 Cefotaxima CTX 30 < 14 - 15 a 22 > 23 Gentamicina GEN 10 < 12 13 a 14 - > 15 Tetraciclina TET 30 < 14 15 a 18 - > 19 Vancomicina VAN 30 < 9 10 a 11 - > 12
EXEMPLO : Se para um determinado microrganismo, utilizando-se o antimicrobiano Gentamicina, foi medido o diâmetro de um halo de inibição e constatou-se que este era de 16 mm, tal microrganismo deve ser classificado como sensível para a Gentamicina. Entretanto se o diâmetro do halo fosse de 13 mm o microrganismo seria classificado como intermediário a Gentamicina. No caso de não formação de um halo de inibição, o microrganismo seria considerado resistente.