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Auriculoterapia na prática, Resumos de Medicina Preventiva

Auriculoterapia Tai Chi Massage

Tipologia: Resumos

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Tai Chi Massage
Auriculoterapia
DEFININDO A AURICULOTERAPIA
O pavilhão auricular é um microssistema onde está projetado o corpo humano. É um receptor
de sinais específicos vindos do corpo.
A auriculoterapia é uma terapia milenar e uma arte de equilibrar o organismo através do
pavilhão auricular.
É uma terapia, pois há todo um instrumental teórico e técnico que fundamentam esta prática
terapêutica.
É uma arte, onde unem-se filosofia e terapia: prática que questiona a teroria e a teoria que
questiona a prática. A arte está em absorver e realmente ver o ser humano que está a nossa
frente representado na orelha. Poder ver uma totalidade a partir de um micro sistema.
Como dizia o poeta: “a beleza está nos olhos de quem ve”.
A auriculoterapia é uma reflexologia. Sobre a orelha está projetado o corpo humano e todos os
seus órgãos e membros. Cada região corresponde a um ponto específico. Quando o órgão ou
membro estiver desequilibrado a região correspondente na orelha manifesta sinais de que o
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Tai Chi Massage

Auriculoterapia

DEFININDO A AURICULOTERAPIA

O pavilhão auricular é um microssistema onde está projetado o corpo humano. É um receptor de sinais específicos vindos do corpo.

A auriculoterapia é uma terapia milenar e uma arte de equilibrar o organismo através do pavilhão auricular.

É uma terapia, pois há todo um instrumental teórico e técnico que fundamentam esta prática terapêutica.

É uma arte, onde unem-se filosofia e terapia: prática que questiona a teroria e a teoria que questiona a prática. A arte está em absorver e realmente ver o ser humano que está a nossa frente representado na orelha. Poder ver uma totalidade a partir de um micro sistema.

Como dizia o poeta: “a beleza está nos olhos de quem ve”.

A auriculoterapia é uma reflexologia. Sobre a orelha está projetado o corpo humano e todos os seus órgãos e membros. Cada região corresponde a um ponto específico. Quando o órgão ou membro estiver desequilibrado a região correspondente na orelha manifesta sinais de que o

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órgão precisa de cuidados e atenção.

Observe que a orelha parece com um feto de cabeça voltada para baixo.

FUNDAMENTO PRIMORDIAL:

A orelha é um receptor de sinais bem específico. A Aurícula reflete sobre seu corpo todas as mudanças fisiológicas tanto dos órgãos e bem como das vísceras, dos membros, do tronco e a coluna, dos tecidos, até dos órgãos e dos sentidos e, de todo o organismo.

COMENTÁRIO:

A aurículoterapia deve investir nos pontos refletidos no pavilhão auricular, pois são alterações que justificam e necessitam de um estímulo terapêutico específico para o órgão ou estrutura

correspondente para se harmonizar.

DEFINIÇÃO DE PONTO AURICULAR:

É um órgão específico ou estrutura refletida sobre aquela área. É um receptor de sinais de alta especificidade.

A AURICULO E ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

A auriculoterapia cada vez mais se difunde e o reconhecimento do público é grande e em expansão constante. O reconhecimento oficial também merece destaque. Veja, por exemplo, uma afirmação sobre a auriculoterapia feita pelo Diretor Geral da Organização Mundial de Saúde, em 1990:

“Incluam a auriculoterapia e a acupuntura na sua prática. Esta é uma recomendação da organização (OMS)! … não tenham medo! Aplicando-a só terão a beneficiar seus enfermos!”

Os orientais com sua medicina apoiada no empirismo, ou seja, na observação prática, relacionaram as partes do corpo com o todo, viram as manifestações externas como sinais do interior do corpo, de seus órgãos e estruturas. Veja a expressão antiga que diz: “o interno se reflete através da forma externa”.

O ASPECTO DA ORELHA FALA DOS RINS

Os aspectos do pavilhão auricular são manifestações dos rins, isto é uma afirmação baseada nos antigos textos orientais. Veja:

“Quando a orelha tem uma cor enegrecida e é de tamanho pequeno, manifesta que se possui um rim pequeno; se a orelha é espessa, então, o rim se grande; se a orelha tem uma grande

depressão posterior, então, o rim se encontra baixo; se a orelha é forte, o rim também o será; se a orelha é fina e débil, então, o rim é débil.”

Os orientais estabeleceram uma relação entre a estrutura auricular com os rins. A orelha serviu de base para observação dos rins. É um sinal externo falando do interno. “a orelha é o palácio do rim”, afirmavam.

A ORELHA E O CORPO

Na orelha não há só a projeção dos rins, mas de todo o corpo. “Em direção ao sul (lembrar que a direção sul referida aqui é da China no hemisfério norte, ao falar do Brasil a direção que apresenta calor e a cor vermelha e associada ao coração é o norte), está a cor vermelha que penetra no coração, o coração encontra na orelha sua abertura e armazena aí sua essência… se o fígado adoece e há vazio, então o ouvido perde sensibilidade, se o Qi se inverte, a cabeça dói e há surdez… se o baço está deficiente, então, os nove orifícios do homem não se comunicam…. o pulmão emite a voz e o ouvido recepciona a voz.”

Não só os órgãos e meridianos se relacionam com o ouvido, mas bem como, os sentidos. A orelha é o espelho do corpo físico e energético do homem.

A ORELHA E A SAÚDE

A experiência observadora dos terapeutas orientais, em relação ao seu trabalho diário e das pessoas que se cuidavam, fundamentaram toda sua prática e desenvolveram uma teoria que sustenta a prática até hoje. Além de sua prática e teoria, criaram uma filosofia que fundamenta a própria prática terapêutica.

A orelha é uma das expressões do corpo, para dizer, se está saudável e equilibrado ou se há a necessidade de cuidados das fragilidades ou, se há necessidade de intervenções terapêuticas. Veja o que dizem os textos:

“Quando a textura da orelha é sólida e forte, então, o rim também o será, (o indivíduo) não se enfermerá facilmente e os quatro membros sofrerão pouco de dores…Quando a orelha é fina, então, o rim será débil, o calor atacará sua debilidade e por causa disto se produzirão acúfenos

(acúfenos: são todas as sensações auditivas que não resultam de estímulos externos ao organismo) ….se a orelha é grande ou pequena, está alta ou baixa, é espessa ou fina, alargada ou mais redonda, tudo isto manifesta o estado do rim. Se a orelha é pequena e de cor

escura, pode-se instalar um defícil padecimento do rim; se a orelha é espessa o rim será grande, por ser grande provoca vazio e por ser vazio o frio o invadirá produzindo tinidos, hipoacusia (é a diminuição do sentido da audição), dor lombar e sudorese; se a orelha está inclinada para frente, o rim estará alto e portanto, cheio, o que fará que o rim se aqueça; se a parte posterior da orelha apresenta uma depressão, o rim estará, então, baixo e por estar baixo, se padecerá de lombalgia, prolapso e hérnias; a boa orelha é a que se inclina para frente e está na linha com ya che, desta maneira a ponta do rim está direita e será difícil adoecer.”

Há toda uma fundamentação da terapia auricular. A orelha é a manifestação e a exteriorização do corpo e da saúde ou ao contrário, das fragilidades e das tendências energéticas.

A ORELHA E OS MERIDIANOS

Os meridianos se comunicam na orelha. No corpo os meridianos se distribuem e ao mesmo tempo se separam, mas na orelha se juntam novamente. Veja o texto:

“Na orelha os doze canais se reúnem, o yin e o yang se interrelacionam, a essência e a energia se regulam e

harmonizam, o sangue e a energia se fazem suficientes e então há boa capacidade auditiva.”

Além dos meridianos, yin e yang, a essência e a energia ou melhor o CHI e outras estruturas energéticas acabam se harmonizando na orelha. A harmonização é automática ou terapêutica?

Como diz Ernesto Garcia: na orelha os meridianos a atravessam, se reúnem, se agrupam e terminam seus trajetos. Esta é a base teórica para o desenvolvimento da auriculoterapia. A harmonização é terapêutica.

A ORELHA E A TERAPIA

Ernesto Garcia compilou os textos da MTC e afirma: “na antiguidade os métodos de estímulo do pavilhão auricular, não só estavam dirigidos a tratar diretamente as afecções da audição tais como o tinido, hipoacusia e surdez, como também, a orelha era usada como base para o tratamento das afecções do resto do corpo, tais como: cefaféia, enfermidades visuais, odontalgias, epistaxes, icterícia, etc., aplicando-se diferentes métodos de

tratamento como: punção com agulhas, sangria, moxabustão, massagem, tamponamento com medicamentos, raspagem com bambu, etc.

Cabe destacar que na MTC não tratamos doenças e sim o doente. A MTC é a arte de equilibrar a energia do doente para que o corpo melhore. Além do mais, na aurículo há instrumentos próprios de avaliação energética que vamos conhecer.

INSTRUMENTAL DE AVALIAÇÃO EM AURÍCULO

A avaliação energética em aurículo é importante do ponto de vista energético para poder enterder o corpo do cliente e sua constituição energética e seus possíveis desequilíbrios. Os desequilíbrios energéticos internos e corporais estarão representados através de sinais sobre o pavilhão auricular. Estes sinais são modificações da pele e do pavilhão auricular.

DIFERENTES SINAIS APRESENTADOS:

Os sinais apresentados no pavilhão auricular são diversos. As reações que o terapeuta pode identificar são as seguintes:

a) Dor ou mudança no limiar doloroso;

b) Alterações na coloração dos pontos ou áreas;

c) A presença de telangiectasias (telangie = vasos periféricos e ctasias = dilatação);

d) Descamações ou eczemas;

e) Mudanças morfológicas;

f) Alterações na resistência elétrica.

EXPLICAÇÃO DE CADA SINAL:

a) DOR

Quando utiliza-se um explorador ou estimulador de pontos ou mesmo um instrumento elétrico, pode-se observar que determinados pontos ou áreas tornam-se mais sensíveis à dor e ou apresenta uma diminuição no limiar da dor.

OBSERVAÇÃO:

É importante que se faça a mesma pressão em todos os pontos explorados ou a freqüência elétrica seja a mesma e, o tempo de duração, também seja o mesmo.

INDICAÇÃO DESTE MÉTODO DE AVALIAÇÃO:

Este método é mais indicado para as patologias agudas, enfermidades dolorosas e tumores.

ORIENTAÇÃO:

Este procedimento não serve somente como avaliação, mas também, como orientação terapêutica para a utilização dos pontos corretos para a terapia. Lembre-se que a dor assinala os pontos e áreas específicas que refletem desarmonias físicas e energéticas.

NÍVEIS DE SENSIBILIDADE DE DOR

É importante se avaliar a sensibilidade que o cliente apresenta na exploração por toque através de instrumentos.

A CLASSIFICAÇÃO:

A classificação da sensibilidade se dá conforme a intensidade da dor que o cliente apresenta.

Algumas observações que o terapeuta tem que considerar:

  1. O ponto não apresenta reação dolorosa;

  2. Apresenta dor no ponto quando tocado;

  3. O cliente chega a piscar devido a dor;

  4. O cliente enruga as sobrancelhas;

  5. O cliente esquiva-se do toque no pavilhão auricular por dor;

  6. O cliente geme de dor ou chega a ser extremamente irresistível.

GRAUS DE DOR:

Pode-se classificar as reações por dor em graus de dor, assim:

GRAU I – cliente apresenta dor no ponto;

GRAU II – apresenta dor, pisca e franze as sobrancelhas;

GRAU III – cliente geme, busca evitar a manipulação ou não resiste ao toque.

Isto nos serve de referencial para a avaliação e para o tratamento na auriculoterapia empregando-se os pontos mais doloridos.

b) ALTERAÇÃO DA COLORAÇÃO

A variação da coloração branca se apresenta nas afecções de caráter crônico. Ex.: – Gastrite Crônica:

Ponto do Estômago esbranquiçado;

Cardiopatia Reumática: Ponto do Coração esbranquiçado;

Distensão Abdominal: Pode apresentar edema com o ponto de cor branca.

3) REAÇÕES DE COR CINZA-ESCURO

Esta alteração na coloração auricular, podemos estar diante de uma doença oncológica. Esta cor pode surgir na área 2 de tumoração ou no ponto auricular relacionado com o mesmo.

4) REAÇÕES DE COR PARDA OU CASTANHO-ESCURO

Pode ser o curso de uma doença crônica se aprofundando e evoluindo para um caráter crônico ou seqüela quando a enfermidade foi curada.

c) REAÇÕES VASCULARES

As reações vasculares mais freqüentes são as Telangiectasias que se apresentam em:

1- Forma de rede ou malha;

2- Pregas ou cordões;

3- Forma de flor de ameixa.

As reações vasculares podem apresentar coloração variada desde vermelho-escuro, vermelho- brilhante e violáceo.

1- Na forma de rede ou malha são manifestações de processos inflamatórios de caráter agudo como Sinusite, Bronquite, Laringite, Faringite, Mastite, etc;

2- As Telangiectasias podem se apresentar em forma de pregas ou cordões, associados com a coloração e o ponto de localização tem-se a avaliação;

3- Em forma de flor de ameixa, pode significar uma tumoração na região ou ponto correspondente. Nas afecções ulcerosas as telangiectasias surgem em forma de curva disseminada na área específica.

Nas cardiopatias esquêmicas e cardiopatia reumática as telangiectasias são observadas em forma serpiginosa.

Podem surgir angiectasias (angio = artéria e ctasia = dilatação):

Em Leque ou Ramos: podem ser Úlceras pépticas; Dores lombares e membros inferiores; Artrite;

Bronquiectasias (bronqui = brônquios e ctasias = dilatação).

d) REAÇÃO POR DESCAMAÇÃO OU ECZEMAS

As descamações podem ser localizadas e em pontos específicos ou em todo o pavilhão auricular:

  1. Localizadas:

Ao serem raspadas as descamações desprendem-se com facilidade e geralmente apresenta a pele branca.

Veja a descamação em alguns pontos e sua leitura:

  • Nas descamações do ponto da alergia e do pulmão, pode-se ter um quadro de dermatite seborréica ou enfermidades dermatológicas;
  • Descamações na fossa triangular são afecções ginecológicas de caráter inflamatório ou leucorréias;
  • Descamações nos pontos do estômago, cárdia e esôfago, o cliente pode apresentar disfunções digestórias ou transtornos estomacais.
  1. Descamações em todo pavilhão auricular:

Pode representar a presença de dermatite seborréica ou até de uma psoríase.

e) MUDANÇAS MORFOLÓGICAS

Amorfologia trata das formas que a matéria pode tomar. As modificações morfológicas emergem no pavilhão auricular e, com avaliação específica indicando doença de características agudas.

É

EXSUDAÇÃO SEBÁCEA: este sinal indica a existência de uma enfermidade de natureza sub- aguda atingindo Órgãos e vísceras onde está presente a exsudação sebácea no pavilhão auricular.

SUDORESE: o aparecimento de gotículas de suor em qualquer região auricular indica tendência para as doenças degenerativas. No ponto de vista energético é a expulsão do Yin pelo excesso Yang. Pode-se dizer mais precisamente de que, Yang está consumindo o Yin e os líquidos corporais.

EXEMPLIFICAÇÃO DA APLICAÇÃO DA AVALIAÇÃO AURICULAR

A Acupuntura Auricular é uma técnica que visa harmonizar a função dos Zang/Fu (Órgãos/Vísceras) por meio do estímulo de pontos distribuídos em todo o pavilhão auricular.

Essa técnica amplamente conhecida e praticada no Ocidente, chegou a ser, por vários anos, vista como terapia que se utilizava de agulhas em pontos de acupuntura, mas que não fazia parte da Medicina

Tradicional Chinesa, uma vez que os textos clássicos antigos não se dedicaram a sua descrição. No entanto, relatos históricos confirmam que a Acupuntura Auricular foi também praticada na China antiga.

A Acupuntura Auricular corresponde também a um importante recurso de propedêutica, uma vez que alterações dos Zang/Fu se refletem na orelha como pontos eritematosos ou pálidos, bem como por meio de pápulas ou telangiectasias, etc…

A Acupuntura Auricular é, portanto, um método de avaliação energético e terapêutico que tem valor econhecido, mas que em nossa visão não deve ser utilizado como terapêutica isolada e, deve ser um método auxiliar e complementar para os diversos recursos terapêuticos aprendidos em sala de aula durante o curso.

As desarmonias energéticas dos Órgãos e das Vísceras podem manifestar-se no exterior por meio de dores, inflamações, abscessos, paralisias, etc. Essas mesmas desarmonias podem, na orelha, provocar reações como: pápulas, eczemas, edemas, mudanças de cor nos ponto correspondentes, tornando-os doloridos e com diferença

de potencial da pele em relação à região adjacente. Enfim, há presença de sinais que podem ser avaliados.

A análise dessas manifestações cutâneas da orelha pode levar a avalição precisa das afecções do cliente, como por exemplo, no caso de Gastrite Aguda ou Crônica. Essa análise pode ser feita visualmente ou por meio de aparelhos localizadores de ponto de acupuntura.

A inspeção deve ser o primeiro passo no exame da orelha. Essa inspecão efetuada sem qualquer manipulação, como lavar ou esticar a orelha, a fim de evitar que sejam retiradas as descamações, bem como para não modificar a cor da pele.

De modo geral, a avaliação Auricular, no caso da Gastrite Aguda, vai encontrar os seguintes sinais indicativos no ponto do Estômago (Wei): avermelhado brilhante ou descamação, e no caso da Gastrite Crônica o ponto do Estômago (Wei) vamos encontrar descamação branca sem borda definida com pele engrossada.

Ponto Estômago

Localização: Encontra-se no ponto onde desaparece a raiz do hélix. Função: Ponto útil no tratamento das afecções, tais como gastrite, úlceras gástricas, espasmos estomacais e transtornos gastrointestinais.

O Wei (Estômago), na MTC, controla a recepção e a digestão do alimento. Está ligado intimamente com o Pi (Baço/Pâncreas), assim como promove a formação das Energias Zhong, Yong e Wei. Esse ponto além de ser utilizados nos casos de Gastrite Aguda e Crônica também é utilizado no tratamento de úlceras gástricas, gastralgia

psicossomática, indigestão, perda de apetite, bem como deficiência ou excesso de acidez gástrica. Promove a descida da Energia do Alto do corpo para Baixo, por isso é utilizado no tratamento de náuseas e vômitos. O Canal de Energia Principal do Wei (Estômago) vai para os dentes e para a região frontal, enfermidades do SNC epilepsia, esquizofrenia, histeria, insônia).

MECANISMO DE AÇÃO DA AURICULOTERAPIA

A orelha, segundo os clássicos ensinamentos da MTC, constitui uma área de reunião da energia Tong Mo (Energia Ativa).

O estímulo auricular ativa reflexos condicionados. As reações provocadas poder ser imediatas ou demoradas, temporárias ou permanentes, passageiras ou definitivas.

A aplicação de auriculoterapia obedece à disposição anatômica dos órgãos e regiões do corpo humano. Assim, fígado, vesícula biliar, apêndice, cólon ascendente, regiões e órgãos do hemisfério corporal direito devem ser tratados preferencialmente na aurícula direita.

Contudo, cabe ressaltar que, isto não constitui uma regra absoluta.

Outros órgãos como o baço, pâncreas, coração, cólon descendente e outros órgãos e regiões que estão situados no hemisfério esquerdo, serão tratados preferencialmente na aurícula esquerda. Entretanto, se o ponto correspondente estiver presente no lado direito, pode-se utilizar esta área para estimular o órgão do hemisfério esquerdo.

Órgãos duplos como: olhos, ouvidos, ovários, testículos, membros, etc… terão tratamento na aurícula homolateral ao problema a ser tratado. Os demais órgãos podem ser tratados em qualquer uma das aurículas. Contudo, deixa-se claro que nem sempre são levados em conta estes princípios e que há autores que divergem. A prática terapêutica deve ser acompanhada de observações que fundamentem a tua técnica terapêutica.

Lembre-se sempre de não ignorar as descobertas científicas.

Contudo, não esqueça que estas terapias possuem suas bases no empirismo, ou seja, no conhecimento palpável pautado de intuição e instinto existencial dos antigos orientais.

correspondem a todo o sistema de vias e líquidos), tudo isto nos faz pensar na complexidade na hora de tratar, de explicar como funciona a auriculoterapia. É necessário uma visão mais holística do fenômeno e um enfoque multicausal, onde todas as vias desempenham um papel de igual importância.”

Ernesto Garcia, relata várias experiências que envolvem o sistema nervoso, as glândulas supra- renais, a circulação sanguínea, sistema glandular, sistema de Órgão e Vísceras e etc… como fundamentos da auriculoterapia.

Todas as experiências mostram as relações entre a orelha, os pontos e o corpo. É por isso, que conclui que, “é necessário uma visão mais holística do fenômeno e um enfoque multicausal”.

Cabe um destaque: nem todos os mecanismos de ação e avaliação foram explicados de forma completa. Aos terapeutas, resta observar e estudar atentamente a sua aplicação e sua atuação para posteriores complementações da teoria e fundamentações que ainda não foram estabelecidas.

DEFINIÇÕES E RELAÇÕES FUNDAMENTAIS

O QUE É UM PONTO AURICULAR?

“Os pontos auriculares são zonas específicas distribuídas na superfície auricular, que refletem fielmente a atividade funcional de nosso corpo.”

Portanto, para Ernesto Garcia os pontos auriculares são regiões específicas sobre o pavilhão auricular. Estas regiões são reflexos do interno ou pode-se dizer que são projeções do interno exteriorizadas sobre a aurícula. Nestas regiões ou pontos auriculares estão expressas o funcionamento do organismo.

Outra definição de ponto auricular vem de Giovane Maciocia. Para Maciocia os pontos são:

“A parte mais externa dos Órgãos e das Vísceras, estando a eles ligados pelos canais de energia, é através desta relação que se pode atuar no exterior para tratar, fortalecer os Zang Fú, situados no interior.”

Há uma relação dos pontos auriculares com os Meridianos e com os Zang Fú. Há uma relação e ligação do interior e o exterior.

O ponto auricular é uma exteriorização ou uma superficialização da energia interna e suas extruturas energéticas.

Uma observação importante: os pontos acupunturais, localizados nos Meridianos não são iguais aos pontos auriculares. Há diferença entre ambos. “Na reflexologia acupuntural de regiões especiais, como na aurículo acupuntura, nasopuntura, podopuntura, craniopuntura e manopuntura, os pontos são incontantes e dependem na precisão e exatidão, onde a maioria é chamada de ‘pontos curiosos’.”

UMA PERGUNTA FUNDAMENTAL

Procurando entender esta definição de ponto auricular e aprofundar, faz-se necessário perguntar: por que os pontos refletem fielmente a atividade funcional do nosso corpo? Segundo Ernesto Garcia:

“O pavilhão auricular está estritamente relacionado com um grande número de canais e colaterais, através dos quais o Qi e o Xue (sangue) se comunicam expressando a atividade funcional

de todo o organismo.”

Em casos de dequilíbrios energéticos e físicos os pontos auriculares apresentam estas alterações?

Qualquer alteração será manifesta no ponto auricular. Para Ernesto Garcia:

“Quando sucedem mudanças patológicas em nosso organismo, estas se manifestam fielmente no ponto ou área específica da região comprometida, através de mudanças morfológicas.”

Acima já falamos sobre quais são estas mudanças morfológicas ou os sinais apresentados quando há mudanças na dinâmica interna.

Contudo, somente para reforçar as mudanças morfológicas nos pontos pode-se ver as seguintes alterações:

“Coloração da pele, dor à exploração táctil, presença de edemas ou cordão, uma reação positiva ao exame elétrico, etc.”

Isto é importante para um terapeuta. Os sinais são exteriorizações de desequilíbrios internos. Portanto, um terapeuta poderá fazer a leitura e interpretação destes sinais.

Qualquer alteração no funcionamento do organismo, desequilíbrios orgânicos, e outras disfunções e até acidentes externos como entorses, traumatismos são refletidos em zonas corrrespondentes na orelha. Quando há estas alterações é comum encontrar sinais como: manchas, erupções, dor, etc… Ernesto Garcia, afirma que são estes sintomas correspondentes que na auriculoterapia se atribui o nome de ponto auricular.

Por sua vez esta alteração pode ser equilibrada, também, atuando-se na superfície?

A auriculoterapia serve tanto para fazer a avaliação, quanto para equilibrar as alterações atuando-se nos pontos refletidos sobre o pavilhão auricular.

“O ponto diagnosticado como positivo se emprega para o tratamento…. podemos concluir expressando que os pontos auriculares não são mais que determinadas regiões distribuídas em todo o pavilhão auricular, que pelas estreitas relações energéticas e funcionais que estabelecem com os canais, nos permitem o diagnóstico e tratamento através de seu emprego.”

Para concluir a visão panorâmica da auriculoterapia e utilizando-se das argumentações de autores consagrados nesta terapia, cabe perguntar: quais os procedimentos terapêuticos podemos utilizar?

“O ponto diagnosticado como positivo se emprega para o tratamento, utilizando sua estimulação mecânica ou com a aplicação das agulhas, moxas, eletroestimulação, laser, etc.”

A estimulação mecânica pode ser a aplicação de uma massagem auricular ou uma estimulação dos pontos através de apalpadores.

Na técnica de auriculoterapia de Ernesto Garcia um ponto tem todo um destaque: o ponto ápice. Este ponto é utilizado em todos os processos que há presença de dor. Tanto os pontos de hélix e o ponto do ápice são utilizados com sangria.

Uma pergunta importante é: por que os Zang Fu são os pontos mais importantes. O próprio Ernesto Garcia deixa entrever a responta.

Vamos a afirmação:

“Por exemplo, o ponto pulmão além de tratar e diagnosticar as enfermidades próprias deste órgão, também é usado no diagnóstico e tratamento de enfermidades dermatológicas, do nariz, garganta, etc… Isto responde aos princípios fisiológicos dos Zang Fu e à teoria do trajeto dos canais e colaterais.”

Faz-se necessário conhecer a teoria da MTC para fundamentar a prática da auriculoterapia. Geralmente a auriculoterapia é vista dissociada da fundamentação oriental o que constitui um erro.

A teoria francesa fundamenta a auriculoterapia através da relação nervosa. É importante também conhecer este vies do sistema nervoso. Aqui é importante conhecer as ramificações nervosas e suas relações com a ação específica do sistema nervoso.

São fundamentos diferentes que podem ser associados conjuntamente.

LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS AURICULARES

Em linhas gerais para localização dos pontos utiliza-se um princípio observado e descrito por Paul Nogier. Veja como é descrito este princípio:

“Como fundamento para encontrar os pontos auriculares, temos a localização de um feto de cabeça para baixo (posição cefálica).

Este feto marcará os princípios gerais par a representação de cada uma das partes do corpo dentro do pavilhão auricular.

Distribuindo-se da seguinte forma:

lóbulo da orelha – região cefálica e facial. Antitrago – cabeça e cérebro Fossa superior do antitrago – tronco cerebral. Trago – laringe, faringe, nariz externo e interno, supra renais, nervo tempoauricular, etc. Incisura do supratrago – ouvido externo Anti-hélix – tronco, na cruz inferior do anti-hélix se localiza a região glútea e na cruz superior os membros inferiores. Fossa escafóide – membros superiores. Raiz do hélix – diafragma e em torno do hélix distribui-se o aparelho digestório. Incisura do intertrago – glândulas endócrinas. Concha cimba – pontos da cavidade abdominal.

Como se percebe, os pontos do pavilhão auricular e das zonas do corpo humano possuem leis para estabelecer seu vínculo. Se memorizamos cada uma destas leis, podemos facilitar a localização e seleção dos pontos no tratamento. Ainda em tempo, existem alguns pontos posição, como: supra-renal, útero, testículos, etc.”

ANATOMIA DA ORELHA

O pavilhão auricular tem uma anatomia peculiar, o que faz com que muitos ensinem ter ele a semelhança com um feto. Esses autores dizem que dessa semelhança nasceu a relação da orelha com o corpo. Possui formato ovóide, com a extremidade maior voltada para cima, superfície lateral ligeiramente côncava e inclinada para

frente, apresentando ainda numerosas saliências e depressões.

O pavilhão auricular se divide em:

Hélice Escafa Fossa triangular Concha da orelha Anti – hélice Tragos Anti – tragos Incisura intertrágica Lóbulo.

Veja, na descrição anotômica de Rafhael Nogier, para entender melhor as estruturas e as divisões do pavilhão auricular:

“A anatomia da orelha é importante, porque sua superfície, que é muito irregular, contém acidentes bem variados e fáceis de localizar. Melhor que a descrição que segue é o estudo da figura correspondente, que permite fácil e rápida memorização.”

O estudo anatômico da orelha facilita a localização dos pontos e das áreas correspondentes. Ao associar a área com a área corporal facilita a compreensão e o estudo dos pontos.

“Vai-se começar pela hélice, que quer dizer carocol em latim.

Tem cinco partes: a raiz, o ramo ascendente, o joelho, o corpo e a cauda.

A raiz é a parte que começa na concha, em direção para adiante e acima. É cartilaginosa e vai deter-se em depressão que se chama ponto zero. Sente-se bem com o dedo e é doloroso, chamado pelos chineses o centro da orelha.

O ramo ascendente nasce no ponto zero e tem uma direção para diante e acima. Possui duas superfícies, uma externa e outra interna, sendo que as localizações mais importantes estão sobre a interna, há poucos pontos na cara externa.