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Livro de Cálculo Avancado 2
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































ındice remissivo alfab´etico em que^ todas^ as palavras-chave do texto se encontram al´
ı listadas com referˆencia `as p´aginas em que elas se encontram. Verifique agora, por exemplo, Fourier, ou^ vetor, e vocˆe ver´a a lista das p´
aginas em que estas palavras se en- contram pelo menos alguma vez com uma defini¸
c˜ao adequada.^ Esta ´e forma que encontramos para algumas vezes lhe sugerir uma leitura l´
a na frente, ilus- trando algum conceito que ainda viria no futuro. Parece-nos uma forma menosbrutal que a indica¸c˜ao n´umerica. Fa¸
ca uso intensivo do ´ındice remissivo como se vocˆe se encontrasse na frente de um hipertexto e nos desculpe pela demorade acesso...e n˜ao se esque¸ca de colocar um marcador de p´
agina para saber de onde saiu.. .Uma s´ıntaxe se imp˜oe nas comunica¸
c˜oes, tentamos usar o^ it´alico^ com duas inten¸c˜oes:^ palavras-chave que vocˆe poder´
a encontrar no ´ındice remissivo al- fab´etico, ou, palavras das quais vocˆ
e deve desconfiar porque elas est˜ao mal definidas ou apresentadas de modo intuitivo. O negrito se encontra reservadopara as^ palavras t´ecnicas^ que tem uma defini¸
c˜ao bem clara no texto. Esta regra, entretanto, ainda est´a em constru¸
c˜ao e poder´a falhar aqui ou al´ı, pelo menos nesta edi¸c˜ao experimental.Um outro elemento sint´atico ´e a^ letra pequena
, ela indica que o texto escrito com ela pode ser ignorado numa primeira leitura, mas que n˜
ao precisa ser igno- rado definitivamente, representam exemplos ou observa¸
c˜oes mais aprofundadas e que podem ser lidas como uma curiosidade te´
orica sem consequˆencias maiores para o resto do texto.Este uso da^ ˆenfase^ no texto, tem segundas inten¸
c˜oes, uma delas (das in- ten¸c˜oes), de salientar uma bolha l´ogica, nos vai permitir de falar de concei-^1 que pretens˜ao.. mas ´e mesmo assim!
tos que n˜ao podemos definir no momento sem criar um texto ileg´
´ıvel. E uma atitude pr´opria de um livro did´atico, nele se tem, como primeiro objetivo, acomunica¸c˜ao com o estudante, a exposi¸
c˜ao de Matem´atica para quem a quer aprender, e obviamente, n˜ao se dirige a quem j´
a a domina. Assim, avan¸caremos alguns conceitos cuja defini¸c˜ao formal seria cr´
ıtica, mas sua apresenta¸c˜ao num est´agio inicial completa uma vis˜ao global que o estudante j´
a deveria at´e mesmo ter, n˜ao fosse a fragilidade do nosso sistema educacional.O uso de aster´ısco n’algum exerc´
ıcio, tem o sentido de que o mesmo pode ser mais dif´ıcil ou que o mesmo se encontra fora do contexto. O objetivo n˜
ao deve ser o de desencorajar quem os tentem resolver.
Afinal,^ dif´ıcil, n˜ao ´e um qualificativo absoluto, nem siquer relativamente a uma mesma pessoa ao longodo tempo.Este livro tem duas partes dentro das quais distribuiremos os assuntos:1. C´alculo Diferencial;2. C´alculo Integral.Mas observe que as^ departamentaliza¸
c˜oes^ s˜ao autorit´arias e artificiais. Elas s˜
ao feitas para atender uma necessidade pr´
atica de disposi¸c˜ao de assuntos, com objetivo sistˆemico, mas n˜ao se podem tornar camisas de for¸
ca nem sugerir que o conhecimento pode ser adquirido linearmente. Assim, vocˆ
e ir´a encontrar muito uso da integral dentro da primeira parte... e muito uso da derivada na segundaparte apesar de que estas partes tem objetivos reversos, (na primeira parteestaremos derivada e na segunda a integral).Vamos a uma r´apida justificativa de nossa escolha de desenvolvimento doassunto que tamb´em servir´a de uma introdu¸
c˜ao. A primeira raz˜ao das “coisas”´e que pretendemos escrever uma cole¸
c˜ao de pe- quenos livros cobrindo toda a matem´
atica do que se chama^ C´alculo Avan¸
cado e que em nossa opini˜ao deve ser estudado num segundo ano de gradua¸
c˜ao por todos os estudantes de ciˆencias, sejam eles futuros engenheiros ou futuros pro-fessores da Escola Secund´aria, ou futuros professores de Matem´
atica da Univer- sidade. Observe nossa posi¸c˜ao, intencional, de associar profissionais, queremosdizer, sim, que o professor da Escola Secund´
aria deve ter uma base matem´atica t˜ao excelente quanto um professor da Universidade da mesma forma como ossal´arios deveriam ser iguais.O conte´udo de um tal curso deve estender as id´
eias do C´alculo a uma vari´avel para um ambiente em que as fun¸c˜oes s˜
ao multivariadas, deve usar com grande liberdade os conceitos de geometria e, portanto, de
´ Algebra linear, que ´e a linguagem adequada para expressar este novo tipo de vari´
avel, os vetores. Os ´elementos da Algebra Linear, s˜ao vari´ aveis multi-num´ericas. Uma consequˆencia deste fazer consiste numa formaliza¸c˜ao intensa da linguagem matem´
atica e deve mostrar explicitamente que a Matem´
atica ´e uma linguagem abstrata mas n˜
ao pode deixar de traduzir a realidade de outras ciˆ
encias, ou do “mundo real”. Como a^ realidade das outras ciˆencias
, com frequˆencia, se traduz sob forma de uma^ taxa de varia¸c˜ao, ent˜ao as equa¸
c˜oes diferenciais tem de ser pelo me- nos iniciadas com um m´aximo de seriedade o que implica mostrar ao estudante
(^3 1) N´umeros e geometria no R
1.1^ Opera¸c˜oes com vetores........................
1.2^ Exemplos de espa¸cos vetoriais....................
2 Derivadas de fun¸c˜oes bivariadas
2.1^ A derivada^..............................
2.2^ Diferenciabilidade...........................
2.3^ Opera¸c˜oes e derivadas^........................
2.4^ A f´ormula de Taylor^.........................
3 S´eries e aproxima¸c˜ao de fun¸c˜
oes.^
3.1^ A s´erie de Taylor...........................
3.1.1^ O erro m´edio..........................
3.1.2^ O erro integral.........................
3.2^ Polinˆomios Trigonom´etricos......................
3.3^ Aproxima¸c˜ao polinomial cl´assica...................
3.3.1^ Quadrados m´ınimos......................
3.3.2^ O m´etodo de Gram-Schmidt.^
3.4^ S´eries num´ericas.^...........................
3.4.1^ Defini¸c˜oes e exemplos.^....................
3.4.2^ Crit´erios de convergˆencia.^..................
3.5^ S´eries de fun¸c˜oes............................ 1033.5.1^ S´eries de potˆencias....................... 1043.6^ Generaliza¸c˜oes.^............................ 1073.6.1^ Espa¸cos de fun¸c˜oes.^..................... 1073.6.2^ Convergˆencia condicional.
4 Aplica¸c˜oes^
4.1^ As s´eries de Fourier.^......................... 1154.2^ Fenˆomenos vibrat´orios, a m´usica................... 1164.3^ As comunica¸c˜oes.^.......................... 1174.4^ Compacta¸c˜ao de dados.^....................... 1184.5^ Equa¸c˜oes diferenciais......................... 119^5
5 Introdu¸c˜ao^
5.1^ Equa¸c˜oes param´etricas de uma curva................ 1275.1.1^ exemplos de curvas...................... 1275.1.2^ Nota¸c˜ao............................ 1295.2^ Fam´ılia de curvas........................... 1355.3^ Dimens˜ao e variedade^........................ 1355.3.1^ Hiperplano e hipersuperf´
(^4) ıcie no R............. 1385.3.2 Um pouco sobre classifica¸c˜ao de variedades^........ 1385.3.3 Conjunto aberto e fronteira de um conjunto........ 141 5.4^ Complementos sobre Integra¸c˜ao................... 1455.5^ Complementos sobre Geometria e Derivada
6 Somas m´ultiplas de Riemann
6.1^ Integral m´ultipla - Solu¸c˜ao^..................... 1616.2^ O caso da fronteira curva^...................... 170 7 A integral de linha^
7.1^ Integral de linha^........................... 1857.2^ Derivadas Parciais^.......................... 1907.3^ Aplica¸c˜oes das derivadas....................... 1987.3.1^ Vetor normal e gradiente
7.4^ Derivadas de fun¸c˜oes vetoriais.................... 2127.5^ Miscelˆanea de Exerc´ıcios....................... 213 8 O teorema de Green^
8.1^ Teorema de Green^.......................... 2238.1.1^ Campos vetoriais conservativos ou n˜
ao........... 223 8.1.2^ Forma trivial do Teorema de Green............. 2268.2 Rota¸c˜ao e fluxo............................ 240 9 Superficie^
9.1^ Superf´ıcie e ´area^........................... 2459.2^ Aplica¸c˜oes............................... 257 10 F´ormulas Integrais^
10.1 Generaliza¸c˜oes da integral...................... 263Bibliografia ............................................................................... i
f1.2 No dom´ınio de W −→^ R^ em volta de um ponto P^ ∈^ W,^ h´a muitas dire¸c˜oes para escolher e estudar a varia¸c˜ao.^....................
1.3^ Campo vetorial - aproxima¸c˜ao de curva
2.1^ A reta tangente ao gr´afico de^ f^.....................
(^2 2) 2.2 z = g(x, y) = x+^ ye plano tangente z^ =^ q(x, y)^............^36 3.1^ Gr´aficos simultˆaneos do polinˆomio de Taylor de grau 3 e da fun¸
c˜ao^ f^.^...^66 3.2^ Graficos simultˆaneos do seno e de seu polinˆ
omio de Taylor de grau 11.^...^67 3.3^ Reta tangente ao gr´afico de^ f^ no ponto
x^ =^ −2.^.............^70 3.4^ Polinˆomios de grau 11 e 13 do seno desenvolvidos em
x^ = 0.^........^71 3.5^ polinˆomio trigonom´etrico com 5 termos: aproxima¸
c˜ao da fun¸c˜ao dente de serrote em^ R.^..................................
3.6^ polinˆomio trigonom´etrico com 10 termos no intervalo [
−^15 ,^ 15]: aproxima¸c˜ao da fun¸c˜ao dente de serrote em^ R.^.......................
´3.7 Area associada a uma soma parcial-proje¸ c˜ao para traz - proje¸c˜ao para frente.^98 (^12) 4.1 gr´afico da par´abola x 7 → (x−^ x^ −^ 2) aproximada por um polinˆ 2 omio trigo- nom´etrico, no intervalo [−π, π].^...................... 1195.1 C´ıcloide desenhada `a m˜ao^........................ 1285.2 Arco de curva^.............................. 1305.3 Curva parametrizada^.......................... 1335.4 Um conjunto aberto Ω^ ∋^ P^ e um ponto.^................. 1436.1 C´ırculo de centro na origem coberto por uma malha uniforme
6.2^ O c´ırculo como dom´ınio de integra¸c˜ao.
7.1^ Uma curva e sua aproxima¸c˜ao poligonal
7.2^ Uma variedade linear e seu vetor normal
7.3^ Gr´afico aproximado da curva plana^.................... 1957.4^ Uma malha retangular em Ω induz uma parti¸
c˜ao no conjunto de sa´ıda^ W^. 200 7.5^ Uma superf´ıcie com ponto singular^.................... 2077.6^ Parametriza¸c˜ao do quadrado^ Q^ de lado 1, com v´
ertices (0,^ 0),^ (1,^ 1).^.... 215 7
8.1^ Os distintos caminhos entre^ P, Q^ no dom´
ınio Ω,^ ;^ α, β, γ^......... 229 8.2^ A fronteira de um dom´ınio inclue as fronteiras dos seus buracos...
a ori- enta¸c˜ao da fronteira pode ser determinada por tangˆ
encia.^......... 233 8.3^ A orienta¸c˜ao de uma curva pode ser incompat´
ıvel com a orienta¸c˜ao da fronteira.^234 8.4^ A indepenˆencia de caminhos; as curvas s˜
ao percorridas de acordo com aindica¸c˜ao das setas............................ 235 8.5^ A independˆencia de caminhos^...................... 2388.6^ Isot´ermicas e linhas de fluxo^....................... 2419.1^ O princ´ıpio do coseno^.......................... 246
As tres t´ecnicas b´asicas do C´alculo Neste cap´ıtulo vamos estudar as tres t´ecnicas b´asicas do C´alculo, derivada, integral e limite,tendo o espa¸co tridimensional como o cen´ario de trabalho. Limite ´e o estudo do comportamento assint´otico, usamos^ limite^ para definir a
integral^ e a derivada. Que ´e a integral? vocˆe ver´a depois que h´
a outras formas de se conceber a integral e que o pr´oprio limite ´e um tipo de integral, mas esta vis˜
ao ainda faz parte do futuro e n´os queremos usar o que vocˆe recentementre aprendeu. Para compreender o que era a integral,vocˆe, considerou uma fam´ılia de^ n^ retˆangulos sob o gr´
afico de uma fun¸c˜ao e lhes calculou a ´area^ A=xi^
f^ (x)∆x,ii e depois lhe disseram que^ quando os^ ∆xse aproximarem de zero a somai^
nP Axse apro-i^ i= ximar´a de um n´umero, este n´umero ´e a integral de
f.^ Mas pode n˜ao ser assim, neste caso a fun¸c˜ao n˜ao ´e integr´avel, ´e isto que caracteriza um
comportamento assint´otico. O comportamento assint´otico ´e a id´eia central deste cap´
ıtulo.
Vamos estudar os elementos e as estruturas b´
asicas para generalizar o C´alculo Diferencial e Integral univariado.Enquanto que no caso univariado tinhamos
f R ⊃ [a, b] →^ R^ e queriamos estudar a^ taxa de varia¸c˜ao^ instˆantanea de^ f^ num determinado ponto
x^ ∈^ [a, b],^ n˜ao havia muita escolha quanto `a varia¸c˜ao de^ x,^ para frente^ ou^ para tr´as. Aqui as fun¸
c˜oes ser˜ao multivariadas quer dizer que fnum ponto P ∈ W de uma fun¸c˜ao W −→^ R, h´a muitas dire¸c˜oes em que se pode escolher para estudar a taxa de varia¸c˜ao, veja a (fig. 1.2), p´
agina 15. Introdu¸c˜ao: ´algebra e Vetores. O conceito de vetor surgiu na F´ısica como muitas das no¸
c˜oes da Matem´atica. O conceito f´ısico estava ligado a uma entidade geom´etrica, uma “seta”, porque tinha que ter
dire¸c˜ao e intensidade.^ Esta vis˜ao geom´etrica ´e primitiva e tem que ser generalizada para ser melhoraplicada em distintas situa¸c˜oes. Como sempre, ´
e um processo^ alg´ebrico, ou formal^ que produz a generaliza¸c˜ao adequada.Os passos desta generaliza¸c˜ao seguem uma an´
alise do conceito que se deseja generali- zar.^ Com^ vetores, queriam os f´ısicos, estender o conceito de n´
umero.^ Os n´umeros eram pobres, representam apenas a^ intensidade, era preciso associar-lhe
dire¸c˜ao^ e^ sentido. Os tres conceitos se encontram sintetizados, geometricamente, num “
segmento de reta orientado”, que tem^ m´odulo,^ dire¸c˜ao^ e^ sentido. Entretanto os dois ´
ultimos conceitos se confundem uma vez que n˜ao ´e poss´ıvel falar de^ sentido^ sem
dire¸c˜ao. De uma certa forma se pode dizer que existem apenas dois novos conceitos num “
vetor”: intensidade^ (ou m´odulo) e ˆangulo, desde que se tenha estabelecido um padr˜ao adequado para medi¸
c˜ao de ˆangulos.^ Mas padr˜ao para medir tamb´em ´e necess´ario quando se fala em intensidade. A representa¸
c˜ao geom´etrica dos vetores conduziu naturalmente ao conceito geom´
etrico de soma destes objetos: a regra do pa- ralelograma, (fig. 1.1). As outras “coordenadas” contidas no conceito de vetor:
intensidade, ˆangulo, dire¸c˜ao, sentido, que de alguma forma se sobrep˜
oem, todas surgiram da concep¸c˜ao geom´etrica.Os conceitos de ˆangulo, comprimento ou m´
odulo, ficam todos ge-neralizados pelo conceito de^ produto escalar. Em Geometria Anal´ıtica se define o produto escalar de dois vetores, mas´´e na^ Algebra Linear que se estende convenientemente o conceito de n´
umero incluindo os vetores.Hoje encontramos a palavra vetor utilizada em computa¸
c˜ao ou mesmo em economia ou planejamento e a ideia subjacente ´e a mesma. No “vetor” que aparece em computa¸
c˜ao n˜ao tem sentido falar em m´odulo na verdade a palavra certa seria
matriz^ que generaliza a ideia de vetor: um objeto multi-num´erico, ou^ n´umero generalizado
como algumas vezes as estaremos chamando aqui para enfatizar.
Regra do Paralelogramasoma de dois vetores (^1098765432100 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10) Figura 1.1: Dois vetores somados geometricamente pela regra do paralelograma. Uma outra inven¸c˜ao da Humanidade foi o n´ umero complexo, que ´e um tipo de vetor e surgiu de forma independente para resolver quest˜
oes alg´ebricas, como ´e o caso da raiz quadrado de^ −^1.^ Por sua origem alg´ebrica, os n´
umeros complexos tinham uma capacidade operat´oria completa:^ soma, multiplica¸c˜ao, divis˜
ao e subtra¸c˜ao.^ Nossos antepassados quase que reconheciam neles autˆenticos n´umeros, mas deixaram registrada a desconfian¸
ca de que havia alguma coisa^ errada^ no nome:^ n´umeros complexos
.^ Em seguida se descobriu que os n´umeros complexos eram uma^ esp´ecie^ de n´
umeros geom´etricos com uma representa¸c˜ao ve- torial de modo que o conjunto,^ C,^ dos n´umeros complexos, era plano, generalizando a reta R^ que representava os n´umeros reais. Nos s´
eculos 19 e 20 se multiplicaram as tentativas de constru¸c˜oes de^ n´umeros geom´etricos^ de dimens˜
ao maior do que 2, sobre^ R.^ Algumas dessas constru¸c˜oes tiveram sucesso, os^ quaternions
s˜ao um desses exemplos que tˆem uma^ ´algebra parecida com a dos^ n´umeros complexos.^ Na atual estrutura da Matem´
atica, os vetores s˜ao objeto de estudo de uma disciplina chamada
´ Algebra Linear, que ´e um “departamento” da ´Algebra. Neste primeiro cap´ıtulo faremos uma introdu¸
c˜ao sistem´atica, mas resumida, da ´algebra linear que ser´a necess´aria para estudar C´alculo Multivariado ao mesmo tempo em que iremosdesenvolvendo os conceitos do C´alculo. Vamos descrever o
cen´ario^ em que se vai desenvolver a^ a¸c˜ao. A figura (fig. 1.2) pretende ilustrar isto, num ponto
P^ do dom´ınio h´a v´arias dire¸c˜oes sobre as quais podemos estudar a taxa de varia¸
c˜ao de uma fun¸c˜aof W −→^ R, sugerindo, ent˜ao, que a derivada, que guarda o coeficiente angular instantˆ
aneo de uma fun¸c˜ao, tem que ser considerado em v´arias poss´ıveis dire¸
c˜oes.
em os elementos de semelhan¸ca de triˆangulos necess´arios para que se transporte
sentido^ e^ intensidade, contidos no objeto geom´etrico vetor, de modo que possamos
superpˆo-los geom´etricamente. Ao mesmo tempo ela cont´em, dentro da pr´
opria semelhan¸ca de triˆangulo, os elementos alg´ebricos da defini¸c˜ao:^ u^ = (a, b) ;^ v^ = (x, y)^
⇒^ u^ +^ v^ = (a^ +^ x, b^ +^ y).^ (1.1)
As fun¸c˜oes,^ pelo menos numa primeira aproxima¸
c˜ao, s˜ao objetos definidos em pontos de um determinado conjunto chamado^ dom´ınio
, aos quais se associam valores que se encontram no^ conjunto dos valores. O dom´ınio funciona como um^ conjunto de ´
(^3) ındices e podemos ver assim que Rnada mais ´e do que o conjunto de todas as fun¸c˜oes reais definidas no dom´
ınio^ {^1 ,^2 ,^3 }^ se podendo entender a nota¸c˜ao^ xcomo^ x(i),^ o valor dei^
x^ no ponto^ i. Esta ideia se pode generalizar para o conjunto de ´ındices^ [a, b],^ um intervalo da reta. No C´alculo univariado se definem as fun¸c˜
oes cont´ınuas e se mostra que^ soma de fun¸
c˜oes cont´ınuas^ ´e uma^ fun¸c˜ao cont´ınua, leia-se:^ soma de vetores ´
e um vetor. Se chamarmos^ V^ =^ C([a, b],^ R)^ ao espa¸co vetorial de todas as fun¸
c˜oes cont´ınuas definidas no intervalo^ [a, b]^ e tomando valores em^ R
,^ podemos verificar que^ C([a, b],^ R)^ tem todas as propriedades (prop. 4), p´agina 16, sendo um
espa¸co vetorial sobre o corpo^ R. A dimens˜ao deste espa¸co pode ser rapidamente discutida.^ Veja que, no caso do^ R
3 , o conjunto dos ´ındices, ´e o dom´ınio em que se encontram definidas as fun¸
c˜oes que formam este espa¸c o, que justificamos ser um espa¸
co de dimens˜ao 3.^ Agora estamos discutindo fun¸c˜oes cujo dom´ınio, leia^ conjunto dos ´ındices
, ´e o intervalo^ [a, b], que tem uma “quantidade” (^1) de elementos n˜ao finita.^ Assim, apenas comparando os conjuntos de ´
ındices, concluimos que as fun¸c˜oes cont´ınuas, definidas no intervalo
[a, b]^ tem uma “quantidade” n˜ao finita de informa¸c˜oes fazendo do espa¸co^ C([a, b],^ R)^
um espa¸co vetorial de dimens˜ao n˜ao finita.Os espa¸cos de polinˆomios tamb´em podem nos conduzir rapidamente `acompreens˜ao de que existem espa¸cos de dimens˜ao n˜ao finita.^ Como um polinˆ
omio de grau^ n^ ´e,^ intuitivamente, um vetor de dimens˜ao^ n^ + 1, porque precisamos de
n^ + 1^ informa¸c˜oes para escrevˆe-los, ent˜ao vemos que existem espa¸cos de dimens˜ao finita,
n, arbitr´arios contidos no espa¸co de^ todos os polinˆomios,^ R[x],^ que assim n˜ao pode ser um espa¸
co de dimens˜ao finita. Mas a^ natureza^ dos dois epa¸cos,^ C([a, b],^ R
)^ ou^ R[x]^ ´e distinta, como tamb´em ´e distinta a natureza da “n˜ao finitude” de suas dimens˜
oes.^ Estes fatos v˜ao nos levar a discutir no cap´ıtulo 2 os problemas de aproxima¸c˜ao. Observa¸c˜ao^3 Aproxima¸c˜ao, finitude, cardinalidade.Problemas:^ Como aproximar, com um n´
umero finito de informa¸c˜oes, um objeto que contenha uma^ quantidade n˜ao finita de informa¸
c˜oes?^ Existe alguma^ coisa^ n˜ao finita `anossa volta?Estes problemas se encontram no centro da investiga¸
c˜ao tecnol´ogica dos nossos dias uma vez que as^ informa¸c˜oes^ que temos guardar ou transmitir s˜
ao^ fun¸c˜oes, como a quantidade de energia contida num fenˆomeno, voz, figura, etc...Por outro lado, os instrumentos que temos para medir devem transformar estes fenˆ
omenos em uma quantidade finita de informa¸c˜oes, digitaliz´
a-las, para que possamos guard´a-las ou trnsmit´ı-las.Outra quest˜ao que fica para ser aprofundada ´
e esta sobre a “quantidade” de elementos n˜ao finita. Esta quest˜ao se constitue de uma teoria chamada
cardinalidade. Al´em de somar vetores, resultando n’outro vetor, e multiplicar vetores porescalares, resultando ainda n’outro vetor, precisamos do
produto escalar^ de dois vetores: Defini¸c˜ao 2^ Produto Escalar.^ u^ = (x,^ · · ·^ , x^1 n
)^ v^ = (y,^ · · ·^ , y)^ (1.2)^1 n n∑ < u, v >= xy=^ |u| · |v|^ cos(θ)^ (1.3)ii^ i=1 1 N˜ao se pode usar esta linguagem, “quantidade”, neste conceito, sem incorrer em con- tradi¸c˜oes de natureza l´ogica.
Vamos sintetizar o n´ucleo da id´eia, o
m´etodo formal da ´algebra entra em cena: na express˜ao acima temos um s´
ımbolo que representa o produto escalar, cuja defini¸c˜ao se encontra `a direita e tem propriedades que podemos facilmente
2 deduzir:^ Teorema^1 Propriedades do produto escalar em
(1)^ < u, v >=< v, u >^
(2)^ < u, λv+^ βv>=^ λ < u, v>^ +^1 2
β < u, v>^ (1.5)^2 Estas duas propriedades caracterizam
<, >^ como uma forma (transforma¸c˜ao) bilinear que chamaremos de^ produto escalar
Exerc´ıcios 1^ 1. Fa¸cas contas e mostre que se^ < u, v >
n∑=^ xyii i=1 ent˜ao, < u, v >=< v, u >. (^2) 2. Mostre no Rque se^ u, v^ forem dois vetores unit´
arios, ent˜ao (veja que suas coordenadas podem ser escritas usando sen, cos),^ < u, v >= cos^ α^ cos
β^ + sin^ α^ sin^ β e deduza da´ı que^ < u.v >= cos^ θ^ ;^ θ^ =^ α^ −^ β^ ´e o ˆ
angulo entre os dois vetores.
ao eles s˜ao multiplos de vetores unit´arios pelos escalares^ |u|,^ |v|^ e conclua que^ < u, v >=^
|u||v|^ cos^ θ
c˜ao de^ um pro- duto escalar^ num espa¸co vetorial, podemos definir o ˆ
angulo entre dois ve- tores dados, (solu¸c˜ao mais adiante no texto). Quando um espa¸co vetorial tiver um^ produto escalar
diremos que ´e um^ espa¸co euclidiano. Observa¸c˜ao^4 A estrutura euclidiana.^ Se identificarmos alguma^ fun¸c˜ao^ em outro espa¸
co vetorial tendo as mesmas propriedades do^ produto escalar, ent˜ao^ descobrimos^ um novo espa¸
co euclidiano e suas propriedades s˜ao muito parecidas, ou possivelmente as mesmas, do
(^3) R. ´E desta generaliza¸c˜ao que falavamos: o estudo acurado de um determinado exemplo nospermite uma estens˜ao de suas propriedades a uma fam´
ılia de objetos semelhantes a ele. Ao 2 N˜ao permita que o autor o intimide, pergunte se n˜
ao estiver claro...^ ou se cale para sempre.
mesmo tempo isto se constitue de um m´etodo expositivo que adotaremos que vai do particularpara o geral: a an´alise dos exemplos permite sua generaliza¸
c˜ao e uma classifica¸c˜ao adequada cria uma categoria de objetos aos quais a mesma an´
alise se aplica. Vamos aplicar tudo que estudarmos sobre o
(^3) R`as s´eries de Fourier, mais adiante, mas o espa¸co^ onde estaremos trabalhando ter´a como vetores,
fun¸c˜oes. Veja o exemplo logo a seguir em que estamos nos exercitando no que ser´
a necess´ario mais a frente.Chamamos sua aten¸c˜ao para a ambig¨uidade da defini¸c˜ao de produto escalar, (def.
2), na p´agina 17, usando^ soma^ e tamb´em o^ produto de m´
odulos. Apenas uma deveria ter sido apresentada como defini¸c˜ao, a outra sendo um teorema.
Os exerc´ıcios tentam sanar esta ambig¨uidade, resolva o exerc´ıcio e escolha quem ´
e a defini¸c˜ao e quem ´eo teorema.^ Veja assim outro fato que passa desapercebido na constru¸
c˜ao da Matem´atica, que nem tudo ´e absoluto, muitas vezes vocˆe pode escolher o que ´
e^ defini¸c˜ao^ ou^ teorema. Escolha qual ´e o^ seu teorema.O produto escalar ´e t´ıpico dos^ espa¸cos vetoriais euclidianos
, e h´a espa¸cos em que n˜ao se pode definir um produto escalar coerente com a estrutura vetorial, nestes espa¸
cos se perde o conceito de ˆangulo. Neste livro trataremos apenas de espa¸
cos euclidianos. A parte final da defini¸c˜ao (def.^ 2) ´e de “natureza” geom´
etrica”, pode ser utilizada para definir^ ˆangulo^ quando a
geometria usual n˜ao der mais p´e: ˆ Defini¸c˜ao 3 Angulo. Dados dois vetores u, v^ o ˆangulo entre eles ´e o n´umero:< u, v >ˆangulo(u, v) = ar cos(^ )^ |u| · |v|^ O exemplo seguinte ilustra o m´etodo de generaliza¸
c˜ao. Exemplo 3^ Produto escalar no espa¸co^ C
([0,^2 π]). O conjunto de fun¸c˜oes cont´ınuas C([0, 2 π])^ ´e um espa¸co vetorial. Podemos somar fun¸
c˜oes, de forma semelhante como somamos os n´umeros, ou os vetores. Podemos multiplicar fun¸
c˜oes por escalares,^ como fazemos fazemos com os vetores.
Falta-nos,^ entretanto^ a^ sensa¸c˜ao gem´etrica de “seta” quando observamos uma fun¸
c˜ao, e ´e normal, porque as fun¸c˜oes s˜ao vetores de uma “dimens˜ao” muito superior a segunda ou terceira dimens˜
oes.^ Na verdade uma^ fun¸c˜ao^ de dimens˜ao “baixa” ´e simplesmente um vetor...^3 No espa¸co^ C([0,^2 π])^ podemosdefinir o produto escalar,
<, >,^ da seguinte forma: f, g ∈ C([0, 2 π]) (1.6) Z 2 π < f, g >= f (t)g(t)dt (1.7) 0 < f, g > ˆangulo(f, g) = ar cos( ). (1.8) |f | · |g| ´E f´acil mostrar que^ <, >^ tem as mesmas propriedades que o outro definido anteriormente,sendo assim uma forma bilinear, um produto escalar. Depois veremos que este produto escalarno espa¸co de fun¸c˜oes usualmente vem multiplicado por uma constante adequada a um certoobjetivo. Veja a defini¸c˜ao dos^ coeficientes de Fourier
. Observe ainda que o ˆangulo de uma fun¸c˜ao com ela mesma ´
e zero, como seria de espe- ´rar. E um pouquinho mais dif´ıcil ver a conex˜ ao entre duas fun¸c˜oes ortogonais entre si, o que acontece quando o produto escalar entre elas se anula. Mas existe um significado que genera-liza de forma natural a defini¸c˜ao geom´etrica de vetores ortogonais: os vetores
(0,^ −3),^ (1,^ 0) porque onde um se anula o outro n˜ao se anula, mas isto ´
e uma situa¸c˜ao bem particular. Nos exerc´ıcios vocˆe ser´a convidado a demonstrar um caso que diretamente generaliza este.^3 O uso do n´umero^ π^ tem como ´unica fun¸
c˜ao assustar o leitor... para n˜ao ficar assustado, troque-o e veja que tudo funciona igual.
Exerc´ıcio 1^ Vetores.1. equa¸c˜ao vetorial. Se^ A, B^ ∈^ R
3 forem dois vetores dados, resolva, expli-citando todas as propriedades usadas, a equa¸c˜ao A^ + 3X^ =^ B 2. equa¸c˜ao vetorial. Se duas fun¸c˜oes forem dadas: f, g ∈ C([a, b]^ x^ [c, d],^ R) e se for dado α ∈ R, resolva a equa¸c˜ao: f^ +^ αX^ =^ g.^2 2 Em particular, considere f (x, y) =^ exp(−x−^ y), g(x, y) = 1, α^ = 1
,^ e encontre^ X. 3. ortogonalidade.(a) Encontre o conjunto de todos os vetores ortogonais ao vetor
(^2) R (b) Encontre o conjunto de todos os vetores ortogonais ao vetor
(^3) R (c) Verifique que as fun¸c˜oes:^ f^ (x) =^ x^ ⇐^ x^ ∈^ [0, π] ;^ f^ ( x) = 0^ ⇐^ x /∈^ [0, π] g(x) = 0 ⇐ x ∈ [0, π] ; f (x) =^ x^ −^ π^ ⇐^ x /∈^ [0, π] s˜ao ortogonais em^ C([0,^2 π],^ R)^ com o produto escalar da integral.Verifique tamb´em que as fun¸c˜oes^ seno
e^ coseno^ s˜ao ortogonais no mesmo espa¸co. Calcule o m´odulo de todas as fun¸
c˜oes usando a de- fini¸c˜ao:√^ |f^ |^ =^ < f, f >. (d) Encontre todos os vetores ortogonais ao vetor^ p(x) = 3 + 4
(^2) x + x no espa¸co dos polinˆomios de grau menor ou igual a 2, (qual ´
e o produto escalar que vocˆe pretende utilizar ?)^2 (e) O polinˆomio^ p(x) = 3+4x+x´e um elemento do espa¸
c o^ C([a, b]^ x^ [c, d], Neste espa¸co o produto escalar canˆonico, ´
e o integral. Encontre al- guma fun¸c˜ao que seja ortogonal a^ p^ relativamente ao produto escalarintegral.
{^ 18. Trace os gr´aficos das fun¸c˜oes x^ =^ f^ (t)com y^ =^ g(t)^2 23 f (t) = t; g(t) = tf (t) = t; g(t) =^ tindique o sentido do percursode cada curva considerando que t^ cresce de negativo a positivo.
c˜oes param´etricas ^ x^ =^ f^ (s, t)^ y^ =^ g(s, t)^ um plano, uma reta? qual ´^ z^ =^ h(x, t)
e a dimens˜ao deste objeto? Definimos uma opera¸c˜ao entre os vetores do espa¸
(^3) co R, chamada^ produto escalar, e queremos vˆe-la de uma outra forma. Veja que lhe demos o nome de produto^ porque ´e semelhante ao^ produto entre n´
umeros.^ De fato ´e esta seme- lhan¸ca que interessa, e o produto escalar define uma forma de
multiplicar^ vetores e outras entidades parecidas, as matrizes, objeto do nosso pr´
oximo cap´ıtulo. Exerc´ıcios 2^ Exerc´ıcios de revis˜ao 1. Propriedades da imagem de uma fun¸
fc˜ao Se X −→^ Y^ for uma fun¸c˜ao qual- quer, e^ A, B^ ⊆^ X^ verifique que(a)^ f^ (∅) =^ ∅;^ f^ (
X)^ ⊆^ Y^ ; (b) Se A ⊂ B ent˜ao f (A) ⊂ f (B);⋃⋃ (c) f (A) = f (A);ii i i (^) ⋂⋂ (d) f (A) ⊆ f (A).ii i i Verifique tamb´em que, para imagem inversa valem−^1 (a)^ f^ (∅) =^ ∅;^
−^1 f (Y^ ) =^ X; − 1 − (^1) (b) Se A ⊂ B ent˜ao f (A) ⊂ f (B);⋃⋃− 1 − (^1) (c) f (A) = f (A);ii i i (^) ⋂⋂− 1 − (^1) (d) f (A) = f (A).ii i i (^) − 1 c− 1 c (e) f (A) = [f (A)] em que^ A, B^ ⊆^ Y. 2. Sendo^ A, B^ dois conjuntos tais que^ A
⊂^ B^ calcule^ A^ ∪^ B^ ;^ A^ ∩^ B.
e um conjunto con- vexo, mas que a uni˜ao de dois convexos n˜
ao precisa ser um conjunto con- vexo.4. Descreva o dom´ınio e o conjunto de valores de cada uma das fun¸
c˜oes definidas abaixo:^12 x^ f^ (x) =^ f^ (x) =^2 2 1+x^ 1+x
|x|f (x, y) = |y| (^24) −x−y 1 x−y f (x, y) = f (x) = f (x, y) = (^2 22 2 2) 1+x y−x x+y
(^4 2) uma curvado plano,^ R, e f (^2 3) R → R dˆe exemplos (gr´aficos e alg´ebricos) ilustrando • f oγ pode ser um ponto (um ponto ´e uma curva diferenci´avel); • f oγ pode ser uma curva diverenci´avel (que hip´otese ´e necess´aria ?); • como seria o graf (f oγ), o gr´afico de f oγ, se^ γ^ for uma curva fe-chada.
es v´ertices que lhe s˜ao adjacentes P, P, P.^123 Considere a aplica¸c˜ao^ F^ que roda o cubo levando^ P^7 →^ P;^ P^7 →^1 2
(a) Dˆe uma defini¸c˜ao geom´etrica para
F^ (descri¸c˜ao geom´etrica); (b) Encontre a matriz de F num sistema de coordenadas adequado (emque ela fique mais simples)^3 (c) Mostre que^ F^ =^ F oF oF^ ´e a identidade e portanto que
−^1 F =^ F oF^. M´etodos num´ericos e equa¸c˜oes diferenciais ordin´
arias^ Lista 01 Derivada, plano tangente, aprox. linear
tarcisio@member T. Praciano-Pereira^
Dep. de Matem alun@: Univ. Estadual Vale do Acara´u^
6 de fevereiro de
41 curva^ ´e uma fun¸c˜ao de classe^ Ccom derivada diferente de zero definida em um intervalone tomando valores valores em^ R
Exerc´ıcios 3^ Derivada, plano tangente, aprox.
linear^ objetivo:^ Conduzir @ alun@ a dominar gradientes, jacobianas, planos tangentes e mudan¸
cas de vari´aveis, campo vetorial, gr´aficos com apoio computacional.^ palavras chave:^ jacobiana, gradiente, derivadas parciais, variedades linea-res tangentes, produto escalar, campo vetorial.1. Verifique que a equa¸c˜ao de uma reta que passa na origem, no plano, seexpressa como o produto escalar de um vetor
(A, B)^ por um vetor posi¸c˜ao (x, y)^ arbitr´ario da reta. Fa¸ca um gr´
afico e interprete geometricamente o significado do vetor^ (A, B).^5 2. Ganhe agilidade, escolha 100vetores no plano e escreva as equa¸
c˜oes de retas perpendiculares a estes vetores expressando-as sempre no formatoindicado a seguir.^ Em cada caso escolha um ponto no plano por onde areta passa (observe a segunda equa¸c˜ao abaixo)^ •^ y^ =^ f^ (x) +^ c^ =^ mx^ +^ c^ •^ y^ =^ b^ +^ m(x^ −^ a) Teste sua solu¸c˜ao usando^ gnuplot^ com a equa¸
c˜ao no formato da primeira equa¸c˜ao acima.3. Se uma reta n˜ao passar pela origem, ainda assim ela ´
e paralela a uma outra reta que passa pela origem (supondo v´
oalido o 5postulado...). Deduza que a equa¸c˜ao geral da reta no plano ´e da forma^ <^ (A, B),^ (x, y)^ >=^ −C
≡^ Ax^ +^ By^ +^ C^ = 0
(^3) (x, y, z) do espa¸co Rtal que^ < (A, B, C),^ (x, y, z)^ >= 0?^ Deduza disto qual ´
e o lugar geom´etrico dos pon- (^3) tos do (x, y, z) do Rtal que^ Ax^ +^ By^ +^ Cz
) = 0^ n˜ao se altera se for multiplicadapor um n´umero diferente de zero. Multiplique Ax + By +^ Cz^ +^ D^ = 0. por um n´umero conveniente de modo que o vetor perpendicular ao planona equa¸c˜ao seja unit´ario. Comparando com a equa¸c˜ao do plano paraleloque passa na origem, deduza qual a distˆacia do plano Ax + By +^ Cz^ +^ D^ = 0. para a origem. Escreva suas conclus˜oes no formato “Teorema e demons-tra¸c˜ao”. 5 ao sentir que j´a domina o assunto pode parar antes da cent´
esima
ao podemos ter uma forma simples para a equa¸c˜ao da reta em dimens˜ao maior que 2.
A sa´ıda para sim- plificar as equa¸c˜oes de variedades de dimens˜
ao 1 no espa¸co de dimens˜ao maior ou igual a 3 consiste em usar equa¸
c˜oes param´e tricas. Encontre as equa¸c˜oes param´etricas da reta paralela ao vetor
(1,^ −^1 ,^ 3)^ que passe pelo ponto^ (2,^2 ,^ 2).^6 7. Escolha 100vetores no espa¸co junto com 100 outras condi¸
c˜oes e escreva, em cada caso, as equa¸c˜oes param´etricas das retas determinadas por estes100 pares de condi¸c˜oes.8. Escreva a equa¸c˜ao geral (as equa¸c˜oes parametricas gerais) de uma reta,especifique os dados iniciais corretamente. Redija no formato “Teorema edemonstra¸c˜ao”.9. As equa¸c˜oes^ x=^ f(t) ;^ k^ ∈ {^1 k^ k
,^ · · ·^ , n}^ ;^ t^ ∈^ [a, b]^ (1.12) em que^ f´e uma fun¸c˜ao diferenci´avel para cada valor do ´k^
ındice^ k, s˜ao as equa¸c˜oes param´etricas de uma curva no
n R, parametrizadas no intervalo [a, b]. Calcule a express˜ao do vetor tangente `
a esta curva no ponto a= f(t) ; k ∈ { 1 , · · ·^ , n}^ (1.13)k k 0 dado^ t∈^ [a, b].^0 10. sentido positivo ´e o anti-hor´ario^ Encontre equa¸
c˜oes param´etricas do c´ırculo trigonˆometrico, e derivando mostre que o sentido natural de percurso ´
e o anti-hor´ario.11. Encontre a equa¸c˜ao do plano tangente ao gr´
afico da fun¸c˜ao (^2 3) z = f (x, y) = x+ 3xy^ +^ y(1.14) no ponto^ (2,^3 ,^ 49) 12. Escolha 100 fun¸c˜oes, para cada uma delas calcule um ponto no gr´
afico e determine a equa¸c˜ao do plano tangente em cada caso, mas pode pararantes da cent´esima se tiver certeza de que entendeu todo o processo.13. Considere a curva plana^ γ^ = (x(t), y(t)) = (3t,
4 −^2 t) ;^ t^ ∈^ [−^3 ,^ 3]^ (1.15) e a superf´ıcie^ graf^ (f^ ) ;^ f^ (x, y
(^2 2) ) = x+^ y Encontre o vetor tangente `a imagem de
γ^ sobre a superf´ıcie correspondente ao valor^ t= 2^ ∈^ [−^3 ,^ 3]^ do parˆametro.^0 6 depois que tiver certeza que entendeu pode para antes da cent´
esima, mas n˜ao se engane.
matriz, porque os vetores s˜ao tamb´em matrizes. Vetores s˜ao matrizes de um tipo particular, tem uma ´
unica linha, ou uma ´unica coluna. Exemplo 4^ Uma matriz 3^ x^ 4.Considere o esquema formado por 12 n´
umeros dispostos da maneira regular que abaixo se vˆe.^ ^1 ^
Podemos a´ı ver quatro vetores-coluna cada um com trˆ
es coordenadas ou pode- mos ver trˆes vetores-linha cada um com quatro coordenadas. As duas maneirasde ver s˜ao v´alidas.^ As matrizes generalizam os n´
umeros, enquanto que estes cont´em uma ´unica informa¸c˜ao de uma medida feita, agora as matrizes cont´
em v´arias informa¸c˜oes oriundas de distintas medi¸
c˜oes feitas que podem at´e ser de naturezas diferentes entre si.^ Por exemplo, uma matriz pode conter
taxas de varia¸c˜ao de pre¸cos, numa linha e na seguinte as
taxas de varia¸c˜ao de demanda por unidade^ dos produtos de uma empresa.As matrizes se aplicam hoje em uma incont´
avel quantidade de situa¸c˜oes e algumas vezes n˜ao representam n´umeros, mas
´ informa¸c˜oes estratificadas. E com frequˆencia^ o caso, quando se encontra o termo no contexto de processamentode dados. Neste livro as matrizes ser˜
ao sempre uma generaliza¸c˜ao de n´umeros, quase sempre ser˜ao^ taxas m´ultiplas de varia¸
c~ao^ como nos pr´oximos exem- plos. Exemplo 5^ Equa¸c˜ao da reta e equa¸c˜
ao plano.^29
Vamos evidenciar as semelhan¸cas entre as equa¸
c˜oes da reta e do plano. Uma express˜ao como^ y^ =^ ax^ +^ b
=^ f^ (x),^ (2.2) no plano, representa uma reta,^ porque
a^ taxa de varia¸c˜ao^ de^ y^ em rela¸c˜ao a
x ´e constante. Quer dizer, se^ x^7 →
x^ + ∆x^
ent˜ao^ y(x)^7 →
y(x^ + ∆x)^
de tal modo que^ y(x^ + ∆x)^ −^
y(x) = ∆y^ =^ a∆x.^
Uma outra forma de repetir o que foi dito acima ´
e: “se construirmos uma progress˜ao aritm´etica de raz˜ao^ ∆x^ com a vari´
avel^ x, produziremos a progress˜ao aritm´etica de raz˜ao^ a∆x^ com a vari´avel
y”.A consequˆencia disto ´e que o gr´afico de^ f^ cont´em qualquer progress˜ao ar- tim´etica do tipo mencionado acima, ´e uma reta. E, reciprocamente, como numareta podemos considerar qualquer progress˜
ao aritm´etica, todas com a mesma ra˜ao (o coeficiente angular da reta), ent˜
ao a equa¸c˜ao de qualquer reta ´e da forma (2)Podemos sempre escrever a equa¸c˜
ao (2) na forma f (x) = a(x^ −^ x) +^ y^00
como se seguintes c´alculos mostram^ f^ (x) =
y^ =^ ax^ +^ b^
f^ (x) =^ y^ =^ a(x^ −^ x) +^ ax+^ b^ =^00
f^ (x) =^ y^ =^ a(x^ −^ x) +^ y;^ y=^ ax^00 0
+^ b^ (2.9) (^) f (x) = a(x − x) + y(2.10) (^00) f (x) = y(2.11) 00 evidenciando que ´e a reta que passa no ponto
(x, y)^ e que tem coeficiente^00 angular^ a. O n´umero^ a^ ´e a^ derivada constante
de^ f^ : ′ a = f^ (x).^ (2.12) Se considerarmos, agora, a express˜ao z = g(x, y) =^ ax^ +^ by^ +^ c,^ (2.13) ela ir´a representar tamb´em uma figura de
tipo^ linear, porque, se^ g^ for associada a progress˜oes aritm´eticas das vari´aveis
x^ ou^ y,^ separadamente ou em conjunto, correspondem progress˜oes aritm´eticas da vari´
avel^ z^ com raz˜oes obtidas por mul- tiplica¸c˜ao pelos coeficientes^ a, b^ :
∆g^ =^ g(x^ + ∆x, y^ + ∆y)^ −^ g(x, y) =^
=^ a(x^ + ∆x) +^ b(y^ + ∆y) +^ c^ −^ (ax^ +
by^ +^ c) =^ (2.15)= a(x + ∆x) − ax + b(y + ∆y) − by^ =^ (2.16)= a∆x + b∆y (2.17)∆g = a∆x + b∆y (2.18) Podemos escrever de uma forma bem simples este c´
alculos generalizando imediatamente os c´alculos que fizemos no caso da equa¸
c˜ao da reta:( )( ) xa b (^) g(x, y) = z = + c,^ (2.19)y( )( ) ∆xa b (^) ∆g = a∆x + b∆y = (2.20) ∆y com um produto de matrizes, que ´e uma nova forma de multiplicar.
Se^ abs- trairmos^ a forma particular do coeficiente multiplicativo e da vari´
avel, podemos dizer que, designando o vetor^ X^ =
(^ )x^ (2.21)y z = g(x, y) =^ ax^ +^ by^ +^ c^ (2.22) g(X) = AX^ +^ c;^ (2.23)( )^ A = a^ b^ (2.24)( )^ ∆g = a^ b^ ∆X^ (2.25) z = g(X) = A(X^ −^ X) +^ AX+^ c^ (2.26)^00 z = g(X) = A(X − X) +^ z;^ z=^ AX+^ c^ (2.27)^000 0 ( )^ (^ )x −^ xx^00 z = g(x, y) = A^ +^ A^ +^ z(2.28)^0 y −^ y^ y^00 ´e a forma comum que tˆem as duas express˜
oes, nos dois exemplos, (caso univa- riado e caso bivariado).A equa¸c˜ao (28) ´e a equa¸c˜ao do plano que passa pelo ponto^ (x, y, z) = (^000
(^3) X, z) ∈ R(2.29) 00 sendo^ AX+^ c^ =^0
z=^ g(x, y)^ (2.30)^0 o valor de^ g^ no ponto^ X= (x, y).^0 00 No caso bivariado os coeficientes s˜
ao^ multin´umeros, as matrizes.Buscamos com as generaliza¸c˜oes operar com conceitos mais complexos com a mesma formalidade com que operamos com os conceitos mais simples. Esta
forma como conseguimos quebrar a barreira dimensional e falar de fenˆ
omenos multidimensionais com a mesma linguagem com que falamos dos fenˆ
omenos unidimensionais.Comparando com o exemplo univariado, vemos sintetizada na matriz os doiscoficientes “parciais” relativamente a^
x^ ou a^ y^ separadamente. Estes coeficientes ∂g∂gs˜ao caracterizados como ,^ chamadas ∂x^ ∂y^ derivadas parciais. A denomina¸c˜ao “derivadas parciais” ´
e oriunda dos tempos em que os^ desco- bridores^ destes conceitos n˜ao conseguiam ver que tinham a derivada de fun¸
c˜oes multivariadas em suas m˜aos e criaram uma denomina¸
c˜ao muito feliz, ainda que escondesse o pr´oprio conceito de derivada que levou um s´
eculo para ser clara- mente compreendido: as derivadas parciais s˜
ao os componentes da derivada, que ´e uma matriz que ficou sendo chamada de
jacobiana. Exemplo 6^ Generaliza¸c˜ao da reta tangenteNeste exemplo vou come¸car relembrando a equa¸
c˜ao da reta tangente ao gr´afico de uma fun¸c˜ao diferenci´avel^ y
=^ f^ (x), no ponto^ (a, f^ (a))^ que vocˆe pode ver na figura (2.1) p´agina 32,
Vou partir da equa¸c˜ao da reta que passa pelo ponto^ (a, f^ (
a))^ (2.31) sendo tangente ao gr´afico de^ y^ =^ f^ (x
)^ neste ponto. Os c´alculos s˜ao
Com^ ratinho^ vocˆe pode produzir rota¸
c˜oes no gr´afico e assim ver a figura de distintos ˆangulos. Vocˆe tem assim um pequeno
filme^ para ajud´a-lo a entender o significado do^ plano tangente a uma superf´
ıcie.
ao do plano tangente ao gr´afico de^ z^ =^ f^ (x, y
(^2 2) ) = x+^ y(2.44) no ponto^ (−^2 ,^2 , f^ (−^2 ,^ 2))^ mas certamente o script acima deve lhe dar uma vis˜
ao mais dinˆamica lhe permitindo rodar o gr´
afico at´e que consiga captar a tangˆencia do plano. As figuras foram obtidas com
gnuplot^ e fotografadas no terminal.No script vocˆe tamb´em pode alterar a equa¸c˜ao para obter outros gr´aficos.
(^2 2) Figura 2.2: z = g(x, y) = x+^ ye plano tangente z^ =^ q(x, y) Observa¸c˜ao^5 Intepreta¸c˜ao geom´etrica^ No pr´oximo exemplo n˜ao tem sentido pensar-se em
interpreta¸c˜ao geom´etrica, observe que as dimens˜oes do espa¸co de chegada e sa´ıda superam as nossas experiˆ
´encias geom´etricas. E importante se desligar da necessidade da^ interpreta¸
c˜ao geom´etrica^ porque ela tem alcance li- mitado. A matem´atica se aplica com grande sucesso em an´
(^1) alises econˆomicase neste dom´ınio facilmente caimos em espa¸cos cuja dimens˜ao passa de centenas pois se contam aos milharesos^ itens^ da Economia. Neste momento as matrizes e os programas de computador se tornamcruciais. Exemplo 7^ Matriz dos coeficientes angulares: taxas de vari¸
c˜ao. (^4 3) Seja f : U ⊂ R^7 →^ R. Uma tal fun¸c˜ao se chama^ vetorial^ porque sua imagem em cada ponto
a^ ´e um vetor^ x^ = (x,^ · · ·^1
(^4) , x) ∈ U ⊂ R(2.45) (^4) f (x) = f (x, · · · , x) = (f(x), · · ·^ , f(x));^ (2.46) (^14134) f: R→ R ; i ∈ { 1 , 2 , 3 }^ (2.47)i (^) A vari´avel vetorial, (45), a fun¸c˜ao vetorial, (46), com trˆes fun¸c˜oes-coordenadas que chamamos de^ componentes, algumas vezes, (47).^1 n˜ao significa isto que as analises econˆomicas sejam feitas para beneficiar a popula¸
c˜ao, como at´e deveriam.
Ent˜ao no ponto^ a^ = (a,^ · · ·^ , a), a matriz^14 ^ ∂f^1 ∂x^1 ^ J(f^ )|=(a,···,a)^14
∂f ∂f ∂f (^111) ∂x ∂x ∂x 234 ∂f ∂f ∂f ∂f 2222 (2.48)^ ∂x ∂x ∂x ∂x (^1234) ∂f ∂f ∂f ∂f (^3333) ∂x 1 ∂x 2 ∂x 3 ∂x 4 representa o^ coeficiente angular m´ultiplo
de^ f^. Cada um dos n´umeros(i,j)^ ∂(f^ )|(a,···,a)^14
∂fj= |(2.49)(a,···,a)^14 ∂xi representa um coeficiente angular parcial, tamb´
em chamado de^ derivada par- cial^ de^ fcom respeito `a vari´avel^ xj^ i
.^ Quando calculado no ponto^ (a,^ · · ·^1
, a)^4 produz um n´umero, cada um deles ´e uma taxa de
varia¸c˜ao instantˆanea^ de uma componente^ em uma certa dire¸c˜ao do espa¸
co. ∂fjA nota¸c˜ao n˜ao ´e a melhor possivel pois usa o s´ ∂xi^
ımbolo^ x^ quando tudo que interessaria usar ´e o ´ındice^ i.^ Uma nota¸
c˜ao mais precisa do que esta, existe, est´a indicada na equa¸c˜ao (49), e vocˆ
e pode analisar a equivalˆencia das duas. Aos poucos passarei a us´a-la em lugar da nota¸
c˜ao tradicional. A matriz dos coeficientes angulares parciais recebe o nome
2 de^ matriz jaco- biana de^ f^ =^ J(f^ ). Estamos aqui sob a suposi¸c˜ao de que
f^ ´e uma fun¸c˜ao diferenci´avel, nem todas as fun¸c˜oes o s˜ao, como ´e bem conhecido no caso univariado.Da mesma forma como uma fun¸c˜
ao univariada f : R^7 →^ R tem um ´unico coeficiente angular num determinado ponto, se for diferenci´
avel, (^4 3) tamb´em f : U ⊂ R^7 →^ Rtem ´unico “coeficiente angular m´
ultiplo”representado pela matriz^ J(f^ ),^ jacobiana de^ f^ , no ponto
(a,^ · · ·^ , a)^ em que estas derivadas^14 parciais foram calculadas,^ se^ f^ for diferenci´
avel.^ O diferencial de^ f^ no ponto (a,^ · · ·^ , a)^ ´e^14 df^ =^
J(f^ )dx^ =^ (2.50) ^ ^ ^ dx ∂f^ ∂f^ ∂f^ ∂f^ dx (^111111) ∂x 1 ∂x^2 ∂x^3 ∂x^4 dx^ dx 2 ∂f^ ∂f^ ∂f^ ∂f^22222 = J(f ) ·=·(2.51)^ ∂x^ ∂x^ ∂x^ ∂x^1234 dx^ dx 33 ∂f^ ∂f^ ∂f^ ∂f (^3333) ∂x^ ∂x^ ∂x^ ∂x dx 1234 dx 44 que ´e uma express˜ao semelhante a do
diferencial de fun¸c˜oes univariadas: ′ df = f^ (a)dx;^ (2.52) mas^ agora sob a forma de um produto de matrizes, porque a derivada ´
e a matriz jacobiana.^2 este ´e um res´ıduo de pre-conceito entre os muitos que existem em Matem´
atica, a^ jacobina deveria ser chamada simplesmente de^ derivada
Este produto matricial pode ser expandido para se obter o que se chama de diferencial total:^ ^ ^ ^ dx^ ∂f^1 ∂f^1 dx+^1 ∂x^1 ^ dx^2 ^ df^ =^ J(f^ )=^ dx^3 dx^4
1 ∂f 1 ∂f (^1) dx+ dx+ dx (^2 3 4) ∂x ∂x ∂x 2 3 4 ∂f∂f∂f∂f 2222 dx+ dx+ dx+ dx^ (2.53) (^1 2 3 4) ∂x ∂x ∂x ∂x (^1 2 3 4) ∂f∂f∂f∂f 3333 dx+ dx+ dx+ dx (^1 2 3 4) ∂x ∂x ∂x ∂x 1 2 3 4 aqui uma matriz cujas linhas s˜ao diferenciais totais
, e observe que agora nesta ´ultima equa¸c˜ao tem-se uma igualdade entre dois vetores-coluna ou matrizes 3x1. Observa¸c˜ao^6 Diferencial total e interpreta¸
c˜ao geom´etrica. A denomina¸c˜ao^ diferencial total^ vem de um tempo em que n˜
ao se compreendia bem que matrizes^ podiam ser^ coeficientes angulares m´
ultiplos^ ent˜ao se tentava criar um^ n´umero comum para obter alguma coisa semelhante ao coeficiente angular das fun¸
c˜oes univariadas. O diferencial total ´e um n´umero!^ Como ´
e um n´umero ele ´e uma ferramenta impor- tante nas aplica¸c˜oes da derivada, por exemplo nas mudan¸
cas de parˆametros (mudan¸cas de vari´aveis) que somos frequentemente obrigados a fazer.Hoje a compreens˜ao ´e clara que as matrizes s˜
ao um bom coefiente angular m´ultiplo. A jacobiana ´e a derivada de uma fun¸c˜ao no ponto em que for calculada e representa nesteponto o seu coeficiente angular.Coeficiente angular m´ultipo, insistindo!No caso univariado a reta tangente a^ f^ no ponto
(a, f^ (a))^ tem como coeficiente angular ′o n´umero f (a)^ e a equa¸c˜ao da reta tangente ao gr´ afico de^ f^ no ponto^ (a, f^ (a)^ ´e:′ y − f (a) = f (a)(x^ −^ a).^ (2.54) A equa¸c˜ao da reta guarda estreita semelhan¸
ca com o^ diferencial^ o que criou toda uma mito- logia:^ dy^ =
′ f (a)dx.^ (2.55) Um dos pontos mitol´ogicos ´e que o diferencial^ ´e um^ infinit´esimo, um conceito indefinido que atravessou mais de dois s´eculos.^ O modo moderno de sair deste mito ´
e dizer que a equa¸c˜ao (55) ´e a equa¸c˜ao de uma reta paralela `
a reta tangente (eq. 3.3) passando na origem. Outra forma de dizer ´e que o^ diferencial^ ´e um modelo para obter a equa¸
c˜ao da variedade linear tangente o que pode ser feito substituindo-se^ dx
:=^ x^ −^ a^
(2.56) dy^ :=^ f^ (x)^ −^ f^ (a)^
(2.57) se passa da^ equa¸c˜ao `a diferen¸cas^ para a^ equa¸
c˜ao da reta tangente no ponto (a, f^ (a)). As equa¸c˜oes (56), (57), mostram como usar o modelo.Finalmente o que h´a melhor para fazer com os^ infinit´esimos^ ´e arquiv´a-los, junto com outras^ m´umias sagradas, que devem descan¸
car em paz nas salas respeit´aveis dos museus, com o devido registro que muito fizeram para a nossa compreens˜
ao atual dos conceitos. No caso bivariado ou multi-variado, troque-se reta por plano ou
hiperplano. O plano tangente ao gr´afico de uma fun¸c˜
ao bivariada ´e um plano que tem o mesmo coeficiente angular^ m´ultiplo^ que a fun¸c˜ao tiver no ponto de tangˆ
encia. A linguagem geom´etrica se esgota com a dimens˜
ao trˆes.^ Variedade^ ´e a palavra que nomeia os entes geom´etricos que precisamos em dimens˜
ao maior do que trˆes. As retas s˜ao^ variedades de dimens˜ao 1, os planos s˜
ao^ variedades de dimens˜ao 2, etc... Uma fun¸c˜ao diferenci´avelfn^ R⊃ U^ → W ⊂
m^ R(2.58) ter´a uma variedade de dimens˜ao^ n^ x^ m^ −
1 que ´e tangente ao seu gr´afico em cada um dos pontos em que ela for diferenci´avel, em que
n, m^ s˜ao as dimens˜oes dos espa¸cos de saida e chegada.Observe a dimens˜ao da variedade tangente:
n^ x^ m^ −^1 ,^ ela ´e maior variedade linear n^ m^ pr´opria contida no espa¸co Rx^ Re se chama por isto um hiperplano.