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Capitulo final da peça, Esquemas de Teatro

Último capítulo de uma peça teatral

Tipologia: Esquemas

2024

Compartilhado em 03/04/2024

gabriel-borges-nvh
gabriel-borges-nvh 🇧🇷

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Eliza: Chegar até aquele lugar foi assustador, mais do que qualquer coisa que eu já tinha visto.
Sentia cada parte do meu corpo pedir para ir embora, o suor frio nas mãos e os cabelos
arrepiados.
Todos: Venham! O doutor vai acompanhar vocês até a próxima sala para que vocês contem
um pouco de como é relação de vocês em casa e mais algumas coisas. Logo, Eliza vai se juntar
a vocês.
(Bárbara entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público)
Bárbara: A vida toda eu me senti sozinha. Abandonada pelas as outras crianças, porque elas
tinham medo de que eu fosse igual a minha mãe...
(Bárbara se levanta e para ao lado da mãe, segurando as suas mãos)
Bárbara: Nossa, elas estão geladas!
Eliza: Eu estou nervosa... tem tanta coisa passando na minha cabeça.
Bárbara: Não vou mentir. Eu também estou, na verdade. Mas, você é forte mãe! E nós vamos
estar aqui se precisar.
Todos: A primeira vez é sempre bem assustadora assim. Nós não sabemos o que esperar e,
muito menos, o que falar. Mas, não precisa se preocupar, quando se sentir confortável nós
começamos.
(Bartolomeu entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público)
Bartolomeu: Desde a primeira vez que a vi eu senti que ela era feita pra mim, sabe? Foi algo
tão único quando a vi daquele jeito...
(Bartolomeu se levanta e para atrás de Eliza com as mãos em seus ombros, parecendo ainda
receoso)
Bartolomeu: Você sabe que, se alguma coisa te incomodar, é só me falar, não sabe?
Eliza: Eu prometo que aviso, Bartô. Você está bem? Está tremendo muito.
Bartolomeu: Eu não sou muito chegado nesses de jaleco... sem ofensas! Mas, não se preocupe
querida.
Todos: Vocês vão precisar voltar mais vezes e vou passar alguns medicamentos. É um
tratamento longo, mas que fará a Senhora Eliza melhorar muito. É importante que tenham
vindo.
(Pandora entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público)
Pandora: A minha vida toda eu passava mais tempo na rua do que dentro da minha casa.
Adorava me sentar na calçada e olhar o céu estrelado, pensando que poderia ficar ali para
sempre...
(Pandora se levanta e para ao lado da mãe, acabando de recriar a cena inicial, mas desta vez,
sem os mantos pretos e máscaras)
Pandora: Tenho certeza que, rapidinho, você vai melhorar.
Eliza: Tomara que você esteja certa. Só espero não ter vindo tarde demais para cá.
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Eliza: Chegar até aquele lugar foi assustador, mais do que qualquer coisa que eu já tinha visto. Sentia cada parte do meu corpo pedir para ir embora, o suor frio nas mãos e os cabelos arrepiados. Todos: Venham! O doutor vai acompanhar vocês até a próxima sala para que vocês contem um pouco de como é relação de vocês em casa e mais algumas coisas. Logo, Eliza vai se juntar a vocês. (Bárbara entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público) Bárbara: A vida toda eu me senti sozinha. Abandonada pelas as outras crianças, porque elas tinham medo de que eu fosse igual a minha mãe... (Bárbara se levanta e para ao lado da mãe, segurando as suas mãos) Bárbara: Nossa, elas estão geladas! Eliza: Eu estou nervosa... tem tanta coisa passando na minha cabeça. Bárbara: Não vou mentir. Eu também estou, na verdade. Mas, você é forte mãe! E nós vamos estar aqui se precisar. Todos: A primeira vez é sempre bem assustadora assim. Nós não sabemos o que esperar e, muito menos, o que falar. Mas, não precisa se preocupar, quando se sentir confortável nós começamos. (Bartolomeu entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público) Bartolomeu: Desde a primeira vez que a vi eu senti que ela era feita pra mim, sabe? Foi algo tão único quando a vi daquele jeito... (Bartolomeu se levanta e para atrás de Eliza com as mãos em seus ombros, parecendo ainda receoso) Bartolomeu: Você sabe que, se alguma coisa te incomodar, é só me falar, não sabe? Eliza: Eu prometo que aviso, Bartô. Você está bem? Está tremendo muito. Bartolomeu: Eu não sou muito chegado nesses de jaleco... sem ofensas! Mas, não se preocupe querida. Todos: Vocês vão precisar voltar mais vezes e vou passar alguns medicamentos. É um tratamento longo, mas que fará a Senhora Eliza melhorar muito. É importante que tenham vindo. (Pandora entra em cena, senta-se no banco e se dirige ao público) Pandora: A minha vida toda eu passava mais tempo na rua do que dentro da minha casa. Adorava me sentar na calçada e olhar o céu estrelado, pensando que poderia ficar ali para sempre... (Pandora se levanta e para ao lado da mãe, acabando de recriar a cena inicial, mas desta vez, sem os mantos pretos e máscaras) Pandora: Tenho certeza que, rapidinho, você vai melhorar. Eliza: Tomara que você esteja certa. Só espero não ter vindo tarde demais para cá.

Pandora: É claro que não! A senhora está na flor da idade! Todos: Pedirei aos senhores que nos deem licença, agora precisamos conversar com a própria Eliza. E, sobre a idade, não se preocupem quanto a isso. Nunca é tarde para procurar ajuda. Eliza(confortável e feliz): E foi bem aí, no maior dos medos que estava sentindo, que consegui perceber que não estava mais sozinha.