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carrapato do cão, Notas de estudo de Medicina Veterinária

carrapato vermelho do cão

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 13/10/2013

suzana-emilia-moura-8
suzana-emilia-moura-8 🇧🇷

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1. INTRODUÇÃO
Rhipicephalus sanguineus é originário da África, sendo vulgarmente
conhecido
como "carrapato vermelho do cão", "carrapato de canis", e está amplamente
distribuído, sendo, provavelmente, a espécie de ixodídeo mais prevalente no
mundo
(PEGRAM et al., 1987). Possui ciclo de vida heteroxeno e foi introduzido no
meio
urbano com o cão doméstico, seu principal hospedeiro (SEXTON et al., 1976).
Segundo LABRUNA & PEREIRA (2001), esse carrapato tem hábito nidícola,
vivendo em ninhos, tocas ou abrigos dos hospedeiros; quando não estão
parasitando o hospedeiro, estão sob as formas de vida livre, escondidos nas
frestas
e buracos das tocas.
Esse artrópode, por exercer hematofagia, é o principal vetor biológico e
reservatório de Ehrlichia canis, sendo responsável também pela transmissão
de
outros patógenos como Babesia canis, B. caballi, B. equi e riquétsias
causadoras da
febre maculosa (SEXTON et al., 1976).
O Rhipicephalus sanguineus, além de seu hospedeiro principal, o cão, pode
fazer hematofagia no homem e em outros mamíferos, além de aves e répteis.
Este
ixodídeo desenvolve-se em sinantropia com alta densidade e prevalência em
algumas cidades do Brasil, podendo causar aumento da incidência de
enfermidades.
tais como babesiose e febre maculosa, como zoonoses emergentes
(FERNANDES,
2000).
CONCLUSÃO: foi verificado o hábito essencialmente nidícola do
carrapato em estudo, o que deve ser levado em conta em programas de
controle,
que deve ser direcionado para o ambiente, uma vez que uma pequena parcela
da
população desse carrapato encontra-se sobre o cão hospedeiro.
LABRUNA, M. B & PEREIRA, M. C. Carrapatos em cães no Brasil. Clínica
Veterinária, n. 30, jan/fev., p. 24 – 32, 2001
PEGRAM, R. G. ; CLIFFORD, C.M.; WALKER, J. B.; KEIRANS, J. E.
Classification
of the Rhipicephalus sanguineus group I Rhipicephalus sulcatus and
Rhipicephalus
turanicus Systematic Parasitology, v. 10, p. 3 – 26, 1987
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1. INTRODUÇÃO

Rhipicephalus sanguineus é originário da África, sendo vulgarmente

conhecido

como "carrapato vermelho do cão", "carrapato de canis", e está amplamente

distribuído, sendo, provavelmente, a espécie de ixodídeo mais prevalente no

mundo

(PEGRAM et al., 1987). Possui ciclo de vida heteroxeno e foi introduzido no

meio

urbano com o cão doméstico, seu principal hospedeiro (SEXTON et al., 1976).

Segundo LABRUNA & PEREIRA (2001), esse carrapato tem hábito nidícola,

vivendo em ninhos, tocas ou abrigos dos hospedeiros; quando não estão

parasitando o hospedeiro, estão sob as formas de vida livre, escondidos nas

frestas

e buracos das tocas.

Esse artrópode, por exercer hematofagia, é o principal vetor biológico e

reservatório de Ehrlichia canis, sendo responsável também pela transmissão

de

outros patógenos como Babesia canis , B. caballi, B. equi e riquétsias

causadoras da

febre maculosa (SEXTON et al., 1976).

O Rhipicephalus sanguineus , além de seu hospedeiro principal, o cão, pode

fazer hematofagia no homem e em outros mamíferos, além de aves e répteis.

Este

ixodídeo desenvolve-se em sinantropia com alta densidade e prevalência em

algumas cidades do Brasil, podendo causar aumento da incidência de

enfermidades.

tais como babesiose e febre maculosa, como zoonoses emergentes

(FERNANDES,

CONCLUSÃO: foi verificado o hábito essencialmente nidícola do

carrapato em estudo, o que deve ser levado em conta em programas de

controle,

que deve ser direcionado para o ambiente, uma vez que uma pequena parcela

da

população desse carrapato encontra-se sobre o cão hospedeiro.

LABRUNA, M. B & PEREIRA, M. C. Carrapatos em cães no Brasil. Clínica

Veterinária , n. 30, jan/fev., p. 24 – 32, 2001

PEGRAM, R. G. ; CLIFFORD, C.M.; WALKER, J. B.; KEIRANS, J. E.

Classification

of the Rhipicephalus sanguineus group I Rhipicephalus sulcatus and

Rhipicephalus

turanicus Systematic Parasitology , v. 10, p. 3 – 26, 1987

SEXTON, D. J.; BURGDORFER, W.; THOMAS, L. Rocky mountain spotted

fever in

Mississipi: survey for spotted fever antibodies in dogs and for spotted fever

group

Rickettsiae in dog ticks. American Journal of Epidemiology , v. 103, p.

O Rhipicephalus sanguineus , carrapato da família Ixodidae , tem como hospedeiros preferidos os cães, embora também possa parasitar outros animais domésticos, animais silvestres. No Brasil também é conhecido pelo nome popular: carrapato-vermelho-do-cão. Ao contrário da maioria dos carrapatos, o Rhipicephalus possui geotropismo negativo, ou seja, ao sair do hospedeiro ele procura lugares altos, de preferência lugares pertos do ambiente

CARACTERÍSTICAS

  • Rostro curto
  • Base do gnatossoma geralmente hexagonal
  • Escudo não ornamentado
  • Festões pouco desenvolvidos
  • Primeiro par de coxas bífidas
  • Um par de placas adanais nos machos
  • Peritremas em forma de vírgula
  • Geotropismo negativo

CICLO É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo ( trioxeno), pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. A fêmea podem por 200 a 3000 ovos por dia. PERÍODO (EM DIAS)

  • Pré-postura - 3
  • Incubação - 17-
  • Sucção da larva - 2-7.
  • Muda da larva - 5-23.
  • Sucção da ninfa - 4-9.
  • Muda da ninfa - 11-72.
  • (^) Sucção da fêmea - 6-30. As larvas não alimentadas podem sobreviver até 8 meses e meio, as ninfas seis meses e adultos até 19 meses

DOENÇAS TRANSMITIDAS. São os transmissores da Babesiose e da Erliquiose. Babesiose: A piroplasmose ou babesiose é uma doença causada por diversas espécies de protozoários do gênero Babesia spp. No cão, o agente patogênico é Babesia canis , enquanto que no cavalo ocorrem Babesia equi e Babesia caballi. O principal veiculador dessa doença são os carapatos. Erliquiose: Erliquiose monocítica canina, também conhecida como pancitopenia tropical canina, "doença do carrapato" ou apenas como "erliquiose canina", é uma patologia causada pela bactéria gram- negativa Erlichia canis da ordem Rickettsiales, que afeta os membros da família Canidae, entretanto, já foi registrada a presença da bactéria em gatos e humanos. O principal transmissor do agente etiológico é o carrapato Rhipicephalus sanguineus. A doença causa sinais clínicos que variam de moderados a severos, e é caracterizada por febre, trombocitopenia, leucopenia e anemia. Em casos crônicos, pode haver imunosupressão. A variação terminológica "erlichiose" também é muito utilizada

Ani Para evitar prejuízos em decorrência da ação espoliatória dos carrapatos existem alguns métodos que procuram minimizar esse problema, tais como: o uso de produtos químicos (carrapaticidas), vacinas, fitoterápico, seleção genética e a preservação e/ou utilização de inimigos naturais (controle biológico). Esses métodos tornam-se ainda mais eficazes quando empregadas na forma de “Manejo Integrado” e/ou “Estratégico mal Health and Production , v. 41, n. 4, p. 517-523, abr. 2009 Denomina-se de controle biológico natural à regulação espontânea, por organismos vivos (antagonistas) da população de outras espécies de animais, sem a necessidade de intervenção humana (GRONVOLD, 1996). A identificação de agentes de controle biológico, os chamados inimigos naturais, permite que o homem manipule estes organismos produzindo-os em condições controladas para posterior liberação nas áreas de interesse Essa forma de controle biológico inclui os controles: artificial, clássico e aplicado (PARRA et al., 2002). Embora o uso de carrapaticidas ainda seja a principal ferramenta de controle destes parasitas, atualmente o controle biológico está se tornando uma alternativa promissora com uma abordagem atraente da relação custo/beneficio, encontrando-se entre as opções o uso de agentes microbianos como fungos (GARCIA et al., 2011) e a ação de predadores naturais, tais como, a garça vaqueira Egretta ibis que, apesar de preferir insetos, também se alimenta de carrapatos (ALVES-BRANCO; ECHEVARRIA; SIQUEIRA, 1983) e formigas (GONZALES, 1995 Há ainda outros métodos de controle cultural e/ou mecânicos, que incluem manejo do rebanho (WHARTON; NORRIS, 1980), rotação de pastagens (ELDER et al., 1980), seleção de raças menos sensíveis ao carrapato e cultivo de forrageiras capazes de repelir ou causar a morte de carrapatos (SUTHERST; JONES; SCHNITZERLING, 1982; FARIAS; GONZALES; SAIBRO, 1986 Tem merecido destaque o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae que vem sendo amplamente estudado em ensaios in vitro e comprovando sua eficiência no controle de várias espécies de carrapato como Rhipicephalus microplus , R. sanguineus , Anocentor nitens , Amblyomma variegatum , A. cajennense (KAAYA; MWANGI; OUNA, 1996

Informações sobre o carrapato marrom

(Rhipicephalus sanguineus).

IMPORTANTÍSSIMO:

1 – o famoso carrapaticida e mosquicida Butox®^ é fabricado para utilização em bovinos, eqüinos e ovinos; portanto, não deve ser utilizado em caninos sob nenhuma hipótese, pois é extremamente tóxico para os cães;

2Butox ®, cujo princípio ativo é a Deltametrina, não serve para combater as larvas do "carrapato marrom", ou seja, do carrapato Rhipicephalus sanguineus (para averiguar esta informação, clique aqui ), apesar de ser recomendado por muitos criadores de cães para exterminar o "carrapato marrom" em quaisquer de seus estados (ovo, larva, ninfa e adulto);

3resumo da bula do Butox ®: clique aqui;

4 – não existe "a doença do carrapato", pois existem várias doenças transmissíveis aos cães por carrapatos;

5 – se estiver infectado, basta uma picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus ("carrapato marrom" ou "carrapato vermelho") para que seja transmitida ao cão uma ou mais destas doenças: anaplasmose, babesiose, erliquiose, hepatozoonose, etc.;

6 – existem exames de sangue que podem ser utilizados para detectar, por

exemplo, a anaplasmose, a babesiose e a erliquiose em cães:

6.1 – pesquisa de hematozoários – o resultado positivo depende da fase da doença