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carrapato vermelho do cão
Tipologia: Notas de estudo
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O Rhipicephalus sanguineus , carrapato da família Ixodidae , tem como hospedeiros preferidos os cães, embora também possa parasitar outros animais domésticos, animais silvestres. No Brasil também é conhecido pelo nome popular: carrapato-vermelho-do-cão. Ao contrário da maioria dos carrapatos, o Rhipicephalus possui geotropismo negativo, ou seja, ao sair do hospedeiro ele procura lugares altos, de preferência lugares pertos do ambiente
CARACTERÍSTICAS
CICLO É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo ( trioxeno), pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. A fêmea podem por 200 a 3000 ovos por dia. PERÍODO (EM DIAS)
DOENÇAS TRANSMITIDAS. São os transmissores da Babesiose e da Erliquiose. Babesiose: A piroplasmose ou babesiose é uma doença causada por diversas espécies de protozoários do gênero Babesia spp. No cão, o agente patogênico é Babesia canis , enquanto que no cavalo ocorrem Babesia equi e Babesia caballi. O principal veiculador dessa doença são os carapatos. Erliquiose: Erliquiose monocítica canina, também conhecida como pancitopenia tropical canina, "doença do carrapato" ou apenas como "erliquiose canina", é uma patologia causada pela bactéria gram- negativa Erlichia canis da ordem Rickettsiales, que afeta os membros da família Canidae, entretanto, já foi registrada a presença da bactéria em gatos e humanos. O principal transmissor do agente etiológico é o carrapato Rhipicephalus sanguineus. A doença causa sinais clínicos que variam de moderados a severos, e é caracterizada por febre, trombocitopenia, leucopenia e anemia. Em casos crônicos, pode haver imunosupressão. A variação terminológica "erlichiose" também é muito utilizada
Ani Para evitar prejuízos em decorrência da ação espoliatória dos carrapatos existem alguns métodos que procuram minimizar esse problema, tais como: o uso de produtos químicos (carrapaticidas), vacinas, fitoterápico, seleção genética e a preservação e/ou utilização de inimigos naturais (controle biológico). Esses métodos tornam-se ainda mais eficazes quando empregadas na forma de “Manejo Integrado” e/ou “Estratégico mal Health and Production , v. 41, n. 4, p. 517-523, abr. 2009 Denomina-se de controle biológico natural à regulação espontânea, por organismos vivos (antagonistas) da população de outras espécies de animais, sem a necessidade de intervenção humana (GRONVOLD, 1996). A identificação de agentes de controle biológico, os chamados inimigos naturais, permite que o homem manipule estes organismos produzindo-os em condições controladas para posterior liberação nas áreas de interesse Essa forma de controle biológico inclui os controles: artificial, clássico e aplicado (PARRA et al., 2002). Embora o uso de carrapaticidas ainda seja a principal ferramenta de controle destes parasitas, atualmente o controle biológico está se tornando uma alternativa promissora com uma abordagem atraente da relação custo/beneficio, encontrando-se entre as opções o uso de agentes microbianos como fungos (GARCIA et al., 2011) e a ação de predadores naturais, tais como, a garça vaqueira Egretta ibis que, apesar de preferir insetos, também se alimenta de carrapatos (ALVES-BRANCO; ECHEVARRIA; SIQUEIRA, 1983) e formigas (GONZALES, 1995 Há ainda outros métodos de controle cultural e/ou mecânicos, que incluem manejo do rebanho (WHARTON; NORRIS, 1980), rotação de pastagens (ELDER et al., 1980), seleção de raças menos sensíveis ao carrapato e cultivo de forrageiras capazes de repelir ou causar a morte de carrapatos (SUTHERST; JONES; SCHNITZERLING, 1982; FARIAS; GONZALES; SAIBRO, 1986 Tem merecido destaque o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae que vem sendo amplamente estudado em ensaios in vitro e comprovando sua eficiência no controle de várias espécies de carrapato como Rhipicephalus microplus , R. sanguineus , Anocentor nitens , Amblyomma variegatum , A. cajennense (KAAYA; MWANGI; OUNA, 1996
IMPORTANTÍSSIMO:
1 – o famoso carrapaticida e mosquicida Butox®^ é fabricado para utilização em bovinos, eqüinos e ovinos; portanto, não deve ser utilizado em caninos sob nenhuma hipótese, pois é extremamente tóxico para os cães;
2 – Butox ®, cujo princípio ativo é a Deltametrina, não serve para combater as larvas do "carrapato marrom", ou seja, do carrapato Rhipicephalus sanguineus (para averiguar esta informação, clique aqui ), apesar de ser recomendado por muitos criadores de cães para exterminar o "carrapato marrom" em quaisquer de seus estados (ovo, larva, ninfa e adulto);
3 – resumo da bula do Butox ®: clique aqui;
4 – não existe "a doença do carrapato", pois existem várias doenças transmissíveis aos cães por carrapatos;
5 – se estiver infectado, basta uma picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus ("carrapato marrom" ou "carrapato vermelho") para que seja transmitida ao cão uma ou mais destas doenças: anaplasmose, babesiose, erliquiose, hepatozoonose, etc.;
6 – existem exames de sangue que podem ser utilizados para detectar, por
exemplo, a anaplasmose, a babesiose e a erliquiose em cães:
6.1 – pesquisa de hematozoários – o resultado positivo depende da fase da doença