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Guias e Dicas
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Chavetas eixos e acoplamentos, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

projete um eixo com o material e medidas de chavetas corretos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 03/06/2010

Bolterimecanica
Bolterimecanica 🇧🇷

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26/10/2009
1
Notas de Aula:
Prof. Gilfran Milfont
As anotações, ábacos, tabelas, fotos e gráficos
contidas neste texto, foram retiradas dos seguintes
livros:
-PROJETOS de MÁQUINAS-Robert L. Norton-
Ed.BOOKMAN-2ª edição-2004
-PROJETO de ENG. MECÂNICA-Joseph E.
Shigley-Ed.BOOKMAN -7ª edição-2005
-FUNDAMENTOS do PROJETO de COMP de
MÁQUINAS-Robert C. Juvinall-Ed.LTC -1ª
edição-2008
-PROJETO MECÂNICO de ELEMENTOS de
MÁQUINAS-Jack A. Collins-Ed.LTC-1ª edição-
2006
7EIXOS
CHAVETAS
E
ACOPLAMENTO
ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT
7.1-INTRODUÇÃO
Os eixos estão presentes em várias máquinas e equipamentos, transmitindo
movimento de rotação ou torque de uma posição para outra, ou ainda como apoio
de rodas ou outros mecanismos.
Fixados ao eixo podemos ter engrenagens, polias, catracas, volantes, etc.
O projeto de eixos envolve:
Seleção do Material;
Layout da Geometria;
Determinação das Tensões e Deformações (estáticas e de fadiga);
Determinação das Deflexões (de flexão e de torção);
Determinação das Declividades em Mancais de Apoio;
Determinação das Velocidades Críticas.
Não existe nenhuma particularidade que requeira um tratamento especial para o
projeto de eixos, além dos métodos básicos vistos. Porém, devido a presença de
eixos em tantas aplicações de máquinas, é vantajoso se fazer um estudo específico
para a sua concepção e a dos componentes a eles conectados.
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Notas de Aula:

Prof. Gilfran Milfont

As anotações, ábacos, tabelas, fotos e gráficos contidas neste texto, foram retiradas dos seguintes livros:

- PROJETOS de MÁQUINAS- Robert L. Norton- Ed. BOOKMAN- 2 ª edição- 2004 - PROJETO de ENG. MECÂNICA - Joseph E. Shigley-Ed. BOOKMAN - 7 ª edição- 2005 - FUNDAMENTOS do PROJETO de COMP de MÁQUINAS- Robert C. Juvinall-Ed.LTC - 1 ª edição- 2008 - PROJETO MECÂNICO de ELEMENTOS de MÁQUINAS - Jack A. Collins-Ed. LTC- 1 ª edição- 2006

EIXOS

CHAVETAS

E

ACOPLAMENTO

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.1-INTRODUÇÃO

Os eixos estão presentes em várias máquinas e equipamentos, transmitindo

movimento de rotação ou torque de uma posição para outra, ou ainda como apoio

de rodas ou outros mecanismos.

Fixados ao eixo podemos ter engrenagens, polias, catracas, volantes, etc.

O projeto de eixos envolve:

  • Seleção do Material;
  • Layout da Geometria;
  • Determinação das Tensões e Deformações (estáticas e de fadiga);
  • Determinação das Deflexões (de flexão e de torção);
  • Determinação das Declividades em Mancais de Apoio;
  • Determinação das Velocidades Críticas.

Não existe nenhuma particularidade que requeira um tratamento especial para o

projeto de eixos, além dos métodos básicos já vistos. Porém, devido a presença de

eixos em tantas aplicações de máquinas, é vantajoso se fazer um estudo específico

para a sua concepção e a dos componentes a eles conectados.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.2- CARGA EM EIXOS

Os eixos rotativos sujeitos a flexão estão submetidos a um estado de tensões

completamente reversas. Assim, o modelo de falha predominante para eixos

girantes é a falha por fadiga. Se as cargas transversais ou torques variam no tempo,

a carga de fadiga fica mais complexa, mas os princípios de projeto à fadiga

permanecem os mesmos.

Será abordado primordialmente o caso geral, que possibilita a existência de

componentes fixas e variáveis no tempo para as cargas de flexão e de torção.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.3- CONEXÕES E CONCENTRAÇÃO DE TENSÕES

É comum que os eixos apresentem ressaltos, onde o diâmetro mude para acomodar

mancais, engrenagens, polias, catracas, volantes, etc. Além disso, a presença de

chavetas, anéis retentores e pinos transversais são comuns em eixos. Estes

elementos geram no eixo, concentrações de tensões e, portanto, boas técnicas de

engenharia devem ser utilizadas para minimizar estes efeitos.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.5b- TENSÕES NO EIXO

Para carregamento combinado de flexão e torção, geralmente segue uma relação

elíptica e os materiais frágeis falham com base na tensão principal máxima.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.6- PROJETO DO EIXO

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.6a- PROJETO DO EIXO

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.6b- PROJETO DO EIXO

PARA FLEXÃO ALTERNADA E TORÇÃO FIXA : este é um subconjunto do

caso geral de flexão e torção variadas. É considerado um caso de fadiga

multiaxial simples. O dimensionamento pelo método ASME, utiliza a curva

elíptica da figura abaixo como envelope de falha:

Partindo da eq. da elípse:

Introduzindo-se um coeficiente de

segurança:

Lembrando da relação de

von Mises (p/cis. Puro):

Substituindo  a e τm ,

encontramos:

Resolvendo para d :

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.8- VELOCIDADES CRÍTICAS DE EIXOS

Todos os sistemas que contêm elementos de armazenamento de energia possuirão

um conjunto de frequências naturais nas quais o sistema vibrará com amplitudes

potencialmente grandes. Quando um sistema dinâmico vibra, uma transferência

de energia ocorrerá repetidamente dentro do sistema, de potencial a cinética e

vice-versa. Se um eixo estiver sujeito a uma carga que varia no tempo ele vibrará.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.8a- VELOCIDADES CRÍTICAS DE EIXOS

A frequência natural é dada por:

Existem três tipos de vibrações de eixo preocupantes: vibração lateral, rodopio

do eixo e vibração torcional. Os dois primeiros se devem á deflexões por flexão e

o terceiro à deflexões torcionais.

Uma análise completa das frequências naturais de um eixo é um problema

complicado e é mais facilmente resolvido com ajuda de programas de Análise de

Elementos Finitos.

Vibração Lateral: O método de Rayleigh dá uma idéia aproximada de pelo

menos uma frequência natural e se baseia na igualdade da energia potencial e

cinética do sistema.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.8b- VELOCIDADES CRÍTICAS DE EIXOS

Rodopio do Eixo: é um fenômeno de vibração auto-excitada ao qual todos os

eixos estão potencialmente sujeitos.

Vibração Torcional: da mesma maneira que um eixo pode vibrar lateralmente,

ele também pode vibrar torcionalmente e terá uma ou mais frequências torcionais

naturais. Para um único disco montado em um eixo:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.8c- VELOCIDADES CRÍTICAS DE EIXOS

Vibração Torcional: para dois discos em um mesmo eixo:

Vibração Torcional: para discos múltiplos em um mesmo eixo:

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7.9- EXEMPLO (NORTON 9- 1 - CONT)

  1. Reações nos mancais:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.9- EXEMPLO (NORTON 9- 1 - CONT)

  1. Equações e Diagramas de

Esforço Cortante e Momento

Fletor:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.9- EXEMPLO (NORTON 9- 1 - CONT)

  1. Análise dos Pontos Críticos:

  2. Escolha do Material e Determinação do Limite de Fadiga: partimos

inicialmente de um aço de baixo custo, como o AISI- 1020 , laminado a frio que

tem uma baixa sensibilidade ao entalhe: e

  1. Sensibilidade ao Entalhe (Eq. 6. 13

ou Fig. 6. 36 do Norton), admitindo-se o

raio do entalhe r= 0 , 01 in, teremos para

flexão e para torção, respectivamente:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.9- EXEMPLO (NORTON 9- 1 - CONT)

  1. Fatores de Concentração de Tensão por Fadiga para o Ponto B:

  2. Para o ponto C, temos:

Pela eq. 6. 17 , devemos utilizar o mesmo fator para a

componente de tensão média torcional:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.10- EXEMPLO (NORTON 9- 2 - CONT)

O problema é igual ao do ex. 9.1, só que agora o torque e o momento variam no

tempo, de modo repetitivo, com suas componentes médias e alternadas de iguais

magnitudes, conforme mostrados nos diagramas abaixo:

Observe que temos os mesmos três pontos

de interesse: B, C e D. Porém, como as

cargas torcionais não são constantes, não

podemos utilizar o método da ASME e sim a

eq. 9.8.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.10- EXEMPLO (NORTON 9- 2 - CONT)

  • Ponto B:
  • Ponto C:

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.10- EXEMPLO (NORTON 9- 2 - CONT)

  • Ponto D:

Mais uma vez, o ponto C irá determinar o diâmetro do eixo, com 0 , 632 in, que em

função do mancal de rolamento deve ser padronizado em 0 , 669 in ( 17 mm). A partir

deste valor, escolhemos: d 3 = 0 , 531 in, d 1 = 0 , 750 in e, finalmente, escolhemos o

diâmetro do tarugo que será também o d 0 = 0 , 875 in.

Os cálculos dos C.S. e concentrações de tensão podem agora serem recalculados

com base nas dimensões reais.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.10- EXEMPLO (NORTON 9- 2 - CONT)

Comparação dos diâmetros encontrados nos exemplos 9 - 1 e 9 - 2 :

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.11- EXEMPLO (NORTON 9- 3 - CONT)

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.12- EXEMPLO (NORTON 9-8)

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.12- EXEMPLO (NORTON 9- 8 - CONT.)

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.13- CHAVETAS

As chavetas são

padronizadas pelo

tamanho e pela

forma em vários

estilos:

As chavetas

paralelas são

usualmente as mais

usadas. As

padronizações da

ANSI e ISO definem

suas dimensões. As

chavetas cônicas

tem a mesma largura

das paralelas e sua

conicidade é

padronizada em

1 / 8 in por ft.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.13c- CHAVETAS

Fatores de concentração de tensão para um assento de chaveta, produzido por

fresa de topo, em flexão.

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.13d- EXEMPLO (NORTON 9-4)

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.13d- EXEMPLO (NORTON 9- 4 - CONT.)

ELEMENTOS DE MÁQUINAS AULAS PROF. GILFRAN MILFONT

7.13d- EXEMPLO (NORTON 9- 4 - CONT.)

Tensão de Esmagamento:

Ponto D:

Tensão de Esmagamento: